Microscopia eletrônica auxilia a
identificação e tratamento de tumores
Camuflagem ou mimetismo é defesa
contra os predadores na luta pela
sobrevivência
• Química – Funções oxigenadas II
pg. 02
• Química – Equilíbrio químico
pg. 04
• Biologia – Embriologia II
pg. 06
• Biologia – Sistema digestório
pg. 08
• Português – Perscrutando o texto
pg. 10
2
Publicado no Diário Oficial da União do dia 10
de maio, o resultado do Edital de Chamada
FINEP/BDB 001/2007, que seleciona a Universidade
do Estado do Amazonas para abrigar
uma biblioteca digital. Na prática, a implantação
da biblioteca vai tornar a instituição
referência no armazenamento e na publicação
de teses, dissertações e relatórios científicos.
Por meio desse edital, a Finep, empresa
pública vinculada ao Ministério da Ciência e
Tecnologia, selecionou em cada Estado
uma instituição para sediar a biblioteca.
Foram oito, no total. Na região Norte, foram
selecionadas a UEA e a Universidade
Federal de Roraima (UFRR).
O projeto começa a ser implantado em junho,
quando o Instituto Brasileiro de Informação
em Ciência e Tecnologia (IBICT) realiza, em
Brasília, um workshop para treinamento e
entrega do kit do Sistema de Publicação
Eletrônica de Teses e Dissertações (TEDE).
Na ocasião, o IBICT estará distribuindo um
pacote contendo um servidor, pré-formatado
e configurado com sistema operacional
baseado na plataforma UNIX/LINUX;
softwares básicos: Apache, MySQL e PHP;
sistema TEDE; e, ainda, uma licença do
software adobe writer para geração de
arquivos pdf; um CD-ROM contendo a
metodologia de implantação e os manuais
operacionais e de usuário. Além disso, dois
técnicos da UEA receberão treinamento para
implantação do sistema. O workshop será
realizado em dois dias, 12 e 13 de junho, na
sede do IBICT.
A digitalização de dados segue uma
tendência mundial das bibliotecas em dispor
seus acervos de forma eletrônica/digital,
visando à conservação e/ou à disponibilização
de seus conteúdos. Isso permite
interligar o mundo do conhecimento pelas
tecnologias de informação/comunicação com
o objetivo de otimizar a pesquisa e o
desenvolvimento científico e tecnológico da
sociedade.
A UEA, em sua missão de Ensino, Pesquisa e
Extensão, vem procurando suprir sua comunidade
interna e externa de instrumentos
capazes de disseminar o conhecimento,
contribuindo para o desenvolvimento social,
científico e econômico do Amazonas. Com a
implantação de sua Biblioteca Digital, este
trabalho consolida-se com a disponibilização
do conteúdo de teses, dissertações e
trabalhos científicos às comunidades interna e
externa, nacional e internacional, provendo
mais um mecanismo de difusão da
informação.
UEA terá
biblioteca digital de
teses e dissertações Funções oxigenadas II
Éteres
São compostos em que o oxigênio está
diretamente ligado a dois radicais orgânicos:
R1 –– O –– R2
Exemplo:
CH3 –– CH –– O –– CH2 –– CH3
CH3
CH3 –– CH2 –– O –– CH2 –– CH3
Nomenclatura:
Oficial:
_______________ OXI – _____________________
Radical menor Cadeia do Radical maior
Usual:
Éter _____________ – ______________ ÍLICO
Radical menor Radical maior
Exemplos:
CH3 –– O –– CH2 –– CH3
Oficial: metóxi-etano
Usual: éter metil-etílico
CH3 –– CH2 –– O –– CH2 –– CH3
Oficial: etóxi-etano
Usual: éter dietílico
CH3 –– O –– CH2 –– CH2 –– CH2 –– CH3
Oficial: metóxi-butano
Usual: éter metil-n-butílico
Ácidos carboxílicos e seus derivados
Ácidos carboxílicos
São compostos orgânicos com um ou mais
radicais carboxila.
Nomenclatura:
O
...–– C
OH
Oficial:
____________________ + ÓICO
Prefixo + ligação
Usual:
Ácido ________________
Complemento
Os complementos são os mesmos dos
aldeídos.
Exemplo:
O
CH3 –– CH2 –– C
OH
Oficial: ácido propanóico
Usual: ácido propílico
Observação:
O grupo funcional (dos aldeídos, cetonas e
ácidos carboxílicos) pode aparecer mais de uma
vez. Nesse caso, usamos di, tri, etc.,
precedendo à terminação. Veja:
O O
C –– CH2 –– C
HO OH
Oficial: ácido propanodióico
Usual: ácido malônico
O ácido metanóico (fórmico) é usado como desinfetante
e no tingimento de tecidos.
O ácido etanóico (acético) é o principal constituinte
do vinagre, sendo usado na preparação
de corantes e perfumes.
O ácido benzóico é usado como anti-séptico;
por aumentar o fluxo urinário, é também usado
como diurético.
O ácido acetilsalicílico (ácido 2-hidroxibenzóico) é
usado como antipirético.
PARTICULARIDADES DOS ÁCIDOS
CARBOXÍLICOS
Observação – O ácido butanóico, também
conhecido como ácido butírico, recebeu esse
nome por seus derivados estarem presentes na
manteiga rançosa; o ácido butírico também está
presente na transpiração humana.
Curiosidades:
O ácido metanóico (ácido fórmico) é usado
como desinfetante e no tingimento de tecidos; o
ácido etanóico (ácido acético) é o principal
constituinte do vinagre, sendo utilizado na
preparação de corantes, perfumes; o ácido
propenóico (ácido acrílico) dá origem aos
polímeros acrílicos, como o vidro plástico e a lã
sintética. O ácido benzóico é usado como antiséptico;
por aumentar o fluxo urinário, é também
usado como diurético; o ácido acetilsalicílico
(ácido 2-hidroxibenzóico) é usado como
antipirético – reduz a febre, e como analgésico –
alivia a dor; o ácido hexanodióico, conhecido
como ácido adípico, dá origem ao plástico e ao
fio têxtil denominado nylon.
Sais orgânicos
São normalmente obtidos pela reação entre um
ácido carboxílico e uma base. Ex.:
O O
CH3 –– C + NaOH → CH3 –– C + H2O
OH ONa
Nomenclatura:
Oficial:
_______________ OATO DE ______________
Prefixo + ligação Nome do metal
Exemplo:
O
CH3 –– CH2 –– C
OH
Propanoato de potássio
Ésteres
São normalmente obtidos pela reação entre um
ácido carboxílico e um álcool.
Apresentam o grupo
O
R –– C
O –– R’
Nomenclatura:
__________________ OATO DE ____________ ILA
Cadeia de R + Prefixo R1 +
(ácido de origem) (álcool de origem)
Química
Professor MARCELO Monteiro
3
Desafio
Químico
01. Dê o nome dos compostos abaixo:
02. (FGV) São ésteres orgânicos:
I) CH3 –– COO –– C2H5
II) CH3 –– COO–Na+
III)
IV)
V) O O
H3C–– C –– O –– C –– CH3
a) I e II b) I e III c) III e IV
d) I e IV e) IV e V
03. O composto CH3 – CH2 – COOCH2 –
CH3 é:
a) álcool b) éter c) cetona
d) éster e) ácido
04. (PUC) A fórmula geral dos ácidos
acíclicos, saturados e dicarboxílicos é:
a) CnH2nO2 b) CnH2n-2O2 c) CnH2n-4O2
d) CnH2nO4 e) CnH2n-2O4
05. (PUC) O ácido monocarboxílico de
massa molecular igual a 88, que
apresenta cadeia acíclica ramificada,
é:
a) butanóico; b) metil-propanóico;
c) benzóico; d) pentanóico;
e) 2-metil-butanóico.
Exemplo:
O O
CH3 –– C + CH3 –– OH → CH3 –– C + H2O
OH O –– CH3
ácido etanóico + etanol → etanoato de metila +
água
Observação:
Depois que a substância responsável pelo aroma
de uma fruta, ou de uma flor, é identificada, os
químicos tentam reproduzi-la em laboratório.
Se eles têm sucesso, surge mais um aroma
artificial ou sintético, que é apenas um dos
tipos de aditivo que impregnam os produtos da
indústria farmacêutica, de cosméticos e de
alimentos.
Óleo x gordura: qual a diferença?
Óleos e gorduras são ésteres. Os primeiros são
ésteres líquidos, e as gorduras, ésteres sólidos.
Ésteres
As essências de flores e frutos são ésteres
formados por um ácido e por um álcool, ambos
de baixo conteúdo carbônico: o metanoato e o
etanoato de isobutila são os ésteres
determinantes do aroma da framboesa. Veja
outros:
Metanoato e heptanoato de etila – Uva.
Etanoato de pentila – Banana.
Etanoato de isopentila – Pêra.
Etanoato de octila – Laranja.
Etanoato de benzila – Jasmim.
Propanoato e butanoato de etila – Maçã.
Butanoato de metila – Pinha.
Butanoato de etila – Morango.
Butanoato de butila – Damasco.
Hexanoato de etila – Abacaxi.
As ceras são ésteres formados por um ácido
graxo e por um álcool com grande conteúdo
carbônico. São usados na fabricação de cera de
assoalho, velas e sabões.
Os glicerídeos são ésteres formados por um
ácido graxo e por um propanotriol (glicerina).
Eles dividem-se em óleos, quando o ácido
graxo é insaturado, e em gorduras, quando o
ácido graxo é saturado.
Haletos de Ácidos
São compostos orgânicos derivados da
substituição da hidroxila da carboxila por um
halogênio (Cl, Br ou I).
O
R –– C
X
Dos haletos de ácido, os mais importantes são
os que possuem o grupo cloro (– Cl),
denominados de ácido ou cloretos de acila.
Nomenclatura:
______________ ETO DE ______________
Halogênio Radical
Anidrido
São compostos obtidos a partir de ácidos por
meio de uma desidratação.
Exemplo:
Nomenclatura:
Anidrido __________________________________
Nome do ácido correspondente
Localização dos radicais na cadeia principal:
A localização dos radicais deve ser dada pela
numeração dos carbonos da cadeia principal,
segundo as regras já estudadas.
• Iniciar pela extremidade mais próxima da
característica mais importante dos compostos,
na ordem: grupo funcional > insaturação >
radical.
• A numeração deve seguir a regra dos
menores números possíveis.
• Se, após as regras anteriores, ainda restar
mais de uma possibilidade, iniciar a numeração
pela extremidade mais próxima do radical
mais simples (o menos complexo).
Em caso de dois ou mais radicais iguais na
mesma cadeia, usar os seguintes prefixos para
indicar a quantidade, ligados ao nome dos
radicais: di (2 radicais iguais), tri (3 radicais
iguais), tetra (4 radicais iguais). Não se esqueça
de que os números (numeração dos carbonos)
indicam a localização e não a quantidade de
radicais.
O nome do último radical mencionado deve vir
ligado ao nome da cadeia principal, exceto nos
casos em que o nome da cadeia principal
começar com a letra h (hex, hept), que deve vir
precedido de hífen.
Os radicais podem ser mencionados em ordem
de complexidade (por exemplo: metil antes de
etil), ou ainda em ordem alfabética (etil antes de
metil). A ordem alfabética é bem menos usada.
Exercícios
01. (UEA) Na manteiga rançosa, encontra-se
a substância CH3 – CH2 – CH2 – COOH.
O nome dessa substância é:
a) butanol;
b) butanona;
c) ácido butanóico;
d) butanoato de etila;
e) butanal;
02. Determine a nomenclatura dos
compostos abaixo:
a)
b)
c)
d)
e)
f)
g)
h)
i)
4
01. (CESGRANRIO) Um grupo de pesquisadores
químicos apresentou relatório
contendo resultados de estudos sobre
processos alternativos para a produção
de substância de vital importância para
a população. Considerando as constantes
de equilíbrio, usadas como critério
de escolhas e apresentadas a seguir
para cada processo, espera-se que o
responsável opte pelo processo:
Processo KC
a) I 0,01
b) II 0,1
c) III 1
d) IV 10
e) V 100
02. (FUVEST) N2O4 e NO2, gases
poluentes do ar, encontram-se em
equilíbrio como indicado:
1N2O4(g) 2NO2(g)
Em uma experiência, nas condições
ambientes, introduziu-se 150 mol de
N2O4(g) em um reator de 2,0 litros.
Estabelecido o equilíbrio, a concentração
de NO2(g) foi de 0,6 mol/l. Qual o
valor da constante, Kc, em termos de
concentração, desse equilíbrio?
a) 2,4. 10-3 b) 4,8. 10-3
c) 5,0. 10-3 d) 5,2. 10-3
e) 8,3. 10-3
03. (Fatec) Para o sistema em equilíbrio
N2O4(g) 2NO2(g)
(incolor) (castanho)
são dados os valores de Kc a diferentes
temperaturas
Sobre esse equilíbrio, é correto afirmar
que
a) a formação de NO2 é processo
exotérmico;
b) o tom castanho do NO2 intensifica-se
pelo aumento de pressão;
c) a cor do NO2 se enfraquece pela
elevação da temperatura;
d) os valores de Kc informam que a
concentração de N2O4 é maior a 0°C;
e) quando 0,2 mol de N2O4 se transformam,
são produzidos 0,2mol de NO2.
04. (Unitau) Dada a reação: X2+3Y2
2XY3, verificou-se no equilíbrio, a
1000°C, que as concentrações em
mols/ litro são:
[X2] = 0,20, [Y2] = 0,20, [XY3] = 0,60
O valor da constante de equilíbrio da
reação química é de
a) 2,5. b) 25. c) 175.
d) 225. e) 325.
Desafio
Químico Equilibrio químico
Em sistemas fechados (onde não há troca de
matéria), verifica-se que as reações químicas
tornam-se reversíveis em maior ou menor grau, ou
seja, no sentido direto da reação, os reagentes
dão origem aos produtos e, no sentido inverso, os
produtos reagem entre si, reconstituindo os
reagentes. N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g)
Condições necessárias para o sistema entrar
em equilíbrio:
1. Sistema tem que ser reversível.
2. O sistema precisa estar fechado (adiabático).
3. A temperatura do sistema tem que ser
constante.
Inicialmente, existem, no recipiente, apenas os
reagentes A e B. Dizemos, então, que a
velocidade da reação no sentido direto é
máxima (Vd = máx.). Porém não existem os
produtos C e D, sendo nula a velocidade no
sentido inverso (Vi = 0).
Com o passar do tempo, Vd vai diminuindo e Vi
aumentando até que se atinja a igualdade no
ponto de equilíbrio:
No equilíbrio: Vd = Vi
Observe graficamente:
No equilíbrio, as concentrações de reagentes e
produtos podem ser iguais ou diferentes.
Se as concentrações de reagentes e produtos
forem iguais, dizemos que a reação não tende
para nenhum lado. As reações direta e inversa
ocorrem com a mesma intensidade.
Graficamente:
Se a concentração de reagentes for maior que a
dos produtos, dizemos que a reação tende para
a esquerda. A reação inversa ocorre com
maior intensidade.
Graficamente:
Se a concentração de produtos for maior que a
dos reagentes, tende para a direita. A reação
direta ocorre com maior intensidade.
Graficamente:
Características do equilíbrio químico:
1. Velocidade da reação direta igual à
velocidade da reação inversa(V1=V2).
2. Após atingido o equilíbrio, as concentrações
molares dos reagentes e dos produtos
permanecem constantes.
3. O equilíbrio químico é dinâmico e não estático
como aparenta ser.
Estudo do equilíbrio químico
N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g)
Considerações sobre o quadro de equilíbrio
químico:
1. No primeiro segundo, temos o ínicio da
reação química.
2. 2s até 4s, temos o intervalo de tempo em que
ocorre o consumo dos reagentes e a
formação dos produtos.
3. Do quarto segundo em diante, as concentrações
molares dos reagentes e dos produtos
permanecem constantes, o que indica que o
sistema entrou em equilíbrio.
Classificação do equilíbrio químico:
1. Quanto à natureza do sistema em equilíbrio:
1.1. Equilíbrio molecular: – Sistema em
equilíbrio formado por apenas moléculas.
Ex: H2(g) + I2(g) 2HI(g)
1.2. Equilíbrio iônico: – Sistema em
equilíbrio que apresenta pelo menos um
íon em equilíbrio:
Ex: HCl(g) + H2O(g) H+
(aq) +
Cl–
(aq)
2. Quanto ao tipo de sistema em equilíbrio:
2.1. Equilíbrio homogêneo: – Trata-se de
um sistemo em equilíbrio constituído por
apenas uma fase.
Ex.: H2(g) + F2(g) 2HF(g)
2.2. Equilíbrio heterogêneo: – Trata-se de
um sistema em equilíbrio constituído por
mais de uma fase.
Ex.: BaSO4(S) + H2O(L) Ba++
(aq)
+SO4
– –
(aq)
Constantes de Equilíbrio
Para sabermos, quantitativamente, se o equilíbrio
químico tende para a reação direta ou inversa,
numa determinada temperatura, definimos uma
constante de equilíbrio K, que pode ser
calculada em termos de concentração em mol/l
(Kc) ou pressão parcial (Kp).
Constante de Equilíbrio Kc
Considere a seguinte reação:
1
aA + bB cC + dD
2
Assim: V1 = k1 [A]a [B]b (sentido direto)
V2 = k2 [C]c [D]d (sentido inverso)
No equilíbrio: V1 = V2
k1 [A]a [B]b = k2 [C]c [D]d
K1 [C]c[D]d
––– = –––––––
K2 [A]c[B]d
K Tomamos então : K 1 c = –––– daí:
[C]c[D]d K2
Kc = –––––––
[A]c[B]d
om que Kc = constante de equilíbrio.
Química
Professor CLÓVIS Barreto
5
[A] = concentração de A no equilíbrio
[B] = concentração de B no equilíbrio
[C] = concentração de C no equilíbrio
[D] = concentração de D no equilíbrio
[Produtos]
Ou ainda Kc = ––––––––––––
[Reagentes]
Exemplo:
H2 + Cl2 2HCl
[HCl]2
Kc = –––––––––
[H2][Cl2]
N2 + 3H2 2NH3
[NH3]2
Kc = –––––––––
[N2][H2]3
Observação
A Unidade de Kc depende do sistema químico
em questão, observe:
No exemplo 1, temos:
(mol/l)2
Unidade de Kc =––––––––––––– =adimensional
(mol/l).(mol/l)
Já em 2:
(mol/l)2
Unidade de Kc =––––––––––––– =(mol/l)-2
(mol/l).(mol/l)
Resumidamente, podemos dizer que:
Unidade de Kc = (mol/l)Δn
Em que Δn = n.° de mols dos produtos – n.° de
mols dos reagentes.
Aplicação
Foram adicionados para reagir 8,4mol/l
de hidrogênio com 5,6mol/l de cloro
gasosos. Após certo tempo, o sistema
entrou em equilíbrio, e foram
encontrados 1mol/l de cloreto de
hidrogênio gasoso. O valor da
constante de equilíbrio deste sistema
é:
a)0,5 b)0,03
c)4 d)0,04 e)0,024
Solução:
Como o sistema não está em equilíbrio, ele
entrou após certo tempo, é preciso montar o
quadro de equilíbrio químico:
H2(g) + Cl2(g) 2HCl(g)
Como o exercício afirmou que no equilíbrio
foram encontrados um 1 mol/l de HCl, podemos
afirmar que:
2x= 1mol/l
x = 0,5mol/l
Portanto temos no equilíbrio:
H2= 8,4 – x Cl2= 5,6 – x HCl = 2X
8,4 – 0,5 = 5,6 – 0,5 2(0,5) = 1mol/l
H2 = 7,9 mols/l Cl2=5,1 mols/l
Com as concentrações molares, temos o valor
do KC:
[HCl]2 (1)2
Kc = ––––––––– = ––––––––– = 0,024
[H2][Cl2] (5,1).(7,9)
Constante de Equilíbrio Kp
Para sistemas gasosos, podemos expressar a
constante de equilíbrio em função das pressões
parciais dos componentes do sistema.
A definição de Kp é análoga à de Kc, bastando
substituir as concentrações molares dos
componentes (mol/l) pelas suas respectivas
pressões parciais (atm).
Assim, para: aA(g) + bB(g) cC(g) + dD(g)
(PC)c(PD)d
Temos Kp = ––––––––––––
(PA)a(PB)b
Exemplo: N2(g) + 3H2(g) ↔ 2NH3(g)
(PNH3
)2
Kp = –––––––––
(PN2
)(PH2
)3
I. Para acharmos a unidade de Kp, o raciocínio
é análogo ao de Kc:
Exemplo: N2(g) + 3 H2(g) ↔ 2NH3(g)
(atm)2
Unidade de Kp = ––––––––– = (atm)-2
atm.(atm)3
II. Os valores de Kc e Kp, para um determinado
sistema químico, dependem exclusivamente
da temperatura.
III. Em sistemas heterogêneos, somente os
gases são levados em consideração no
cálculo de Kp e Kc.
Relação Entre Kp e Kc
Kp = Kc . (RT)Δn
onde:
R = constante universal dos gases perfeitos;
T = temperatura do sistema (em Kelvin);
Δn = n.° de mols dos produtos – n.° de mols
dos reagentes.
Aplicação
Em um recipiente fechado, encontramse,
em equilíbrio, 4 atm de hidrogênio
gasoso, 8 atm de nitrogênio gasoso e
12 atm de NH3. Determine o valor da
constante de equilíbrio em termos de
pressão (Kp):
N2(g) + 3H2(g) 2NH3(g)
a) 5,3atm b) 4,5atm
c) 4,5atm-2 d) 6atm e) 7,2atm
Solução:
Sabendo que o sistema encontra-se em
equilíbrio, temos:
(PNH3
)2 (12)2
Kp = ––––––––– = ––––––––– =4,5 (atm)–2
(PN2
)(PH2
)3 (8).(4)
Exercícios
01. (Ita) Num recipiente de volume
constante igual a 1,00 litro, inicialmente
evacuado, foi introduzido 1,00mol de
pentacloreto de fósforo gasoso e puro.
O recipiente foi mantido a 250°C e no
equilíbrio final foi verificada a existência
de 0,47mols de gás cloro. Qual das
opções a seguir contém o valor
aproximado da constante (Kc) do
equilíbrio estabelecido dentro do
cilindro e representado pela seguinte
equação química:
PCl5(g) PCl3(g) + Cl2(g)?
a) 0,179 b) 0,22
c) 0,42 d) 2,38 e) 4,52
02. (Uel) Para o equilíbrio químico
N2(g)+O2(g) 2NO(g) foram encontrados
os seguintes valores para a
constante Kc, às temperaturas indicadas:
Há maior concentração molar do NO(g)
em:
a) I b) II
c) III d) IV e) V
01. (Fuvest) A altas temperaturas, N2 reage
com O2 produzindo NO, um poluente
atmosférico:
N2(g) + O2(g) 2NO(g)
À temperatura de 2000 kelvins, a
constante do equilíbrio acima é igual a
4,0x10-4. Nesta temperatura, se as
concentrações de equilíbrio de N2 e O2
forem, respectivamente, 4,0x10-3 e
1,0x10-3mol/L, qual será a de NO?
a) 1,6 x 10-9 mol/l.
b) 4,0 x 10-9 mol/l.
c) 1,0 x 10-9 mol/l.
d) 4,0 x 10-9 mol/l.
e) 1,6 x 10-9 mol/l.
02. (Fuvest) N2O4 e NO2, gases poluentes
do ar, encontram-se em equilíbrio,
como indicado:
N2O4 2NO2
Em uma experiência, nas condições
ambientes, introduziu-se 1,50mol de
N2O4 em um reator de 2,0 litros.
Estabelecido o equilíbrio, a concentração
de NO2 foi de 0,060mol/l. Qual o
valor da constante Kc, em termos de
concentração, desse equilíbrio?
a) 2,4 x 10-3
b) 4,8 x 10-3
c) 5,0 x 10-3
d) 5,2 x 10-3
e) 8,3 x 10-3
03. (Ita) Dentro de um forno, mantido numa
temperatura constante, temos um
recipiente contendo 0,50mol de Ag(c),
0,20mol de Ag2O(c) e oxigênio gasoso
exercendo uma pressão de 0,20atm. As
três substâncias estão em equilíbrio
químico. Caso a quantidade de Ag2O(c)
dentro do recipiente, na mesma
temperatura, fosse 0,40mol, a pressão,
em atm, do oxigênio no equilíbrio seria:
a) 0,10 b) 0,20
c) 0,40 d)
e) 0,80
04. (Ita) As opções a seguir referem-se a
equilíbrios químicos que foram estabelecidos
dentro de cilindros providos de
êmbolo. Se o volume interno em cada
cilindro for reduzido à metade, a
temperatura permanecendo constante,
em qual das opções a seguir o ponto de
equilíbrio será alterado?
a) H2(g) + l2(g) 2HI(g)
b) CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g)
c) PbS(s) + O2(g) Pb(s) + SO2(g)
d) CH4(g) + 2O2(g) CO2(g) + 2H2O(g)
e) Fe2O3(s) + 3CO(g) 2Fe(s) + 3CO2(g)
Desafio
Químico
6
Embriologia II
1. GASTRULAÇÃO
Terminada a formação da blástula, inicia-se o
processo de gastrulação, durante o qual as
células continuam a se dividir, e passa a ocorrer
aumento do volume do embrião. Ao fim desse
processo, estará formada a gástrula.
A seqüência do desenvolvimento embrionário
até a formação da glástrula é, portanto: ovo,
mórula, blástula, gástrula.
Além do aumento de volume, três outras características
da gastrulação são muito importantes.
• Formação dos folhetos embrionários ou
germinativos, que darão origem a todos os
tecidos e órgãos.
• Formação do arquêntero, ou intestino primitivo.
• Formação do blastóporo, um orifício de
comunicação do arquêntero com o exterior.
Folhetos embrionários
Os folhetos embrionários que podem ser identificados
no final da gastrulação são três:
• ectoderme – o mais externo;
• mesoderme – o intermediário;
• endoderme – o mais interno.
Esses três folhetos é que sofrerão processo de
diferenciação e originarão todos os tecidos e
órgãos do organismo. Os animais que possuem
esses três folhetos são denominados triblásticos.
Nem todos os animais, no entanto, possuem
esses três folhetos embrionários. Existem os
animais diblásticos, que possuem apenas a
ectoderme e a endoderme.
• Diploblásticos ou diblásticos: possuem
apenas dois folhetos embrionários – ectoderme
e endoderme. São as esponjas e os cnidários.
• Triploblásticos ou triblásticos: possuem três
folhetos embrionários – ectoderme, mesoderme
e endoderme. São os demais animais.
Arquêntero e blastóporo
Sendo o blastóporo um orifício que comunica o
intestino primitivo (arquêntero) com o exterior, ele
pode dar origem tanto aos ânus como à boca –
dois orifícios que, no adulto, comunicam o sistema
digestivo com o exterior. Assim, dependendo
da estrutura em que se transforma o blastóporo,
podemos considerar dois tipos de animais.
• Protostômios – Aqueles nos quais o blastóporo
dá origem à boca; são os vermes, os moluscos
e os artrópodes.
• Deuterostômios – Aqueles nos quais o blastóporo
dá origem ao ânus; são os equinodermos
e os cordados.
2. NEURULAÇÃO
Após a gastrulação, inicia-se a neurulação,
caracterizada pela formação do tubo neural,
formação do celoma e notocorda. A partir da
formação da nêurula, os folhetos embrionários
irão se diferenciar em orgãos, caracterizando a
organogênese. Como exemplo, estudaremos a
organogênese em anfioxo.
Organogênese em anfioxo
O esquema seguinte representa a fase inicial da
organogênese: a neurulação. Após a neurulação,
os folhetos embrionários continuam a diferenciarse,
originando os tecidos especializados do
adulto.
Neurulação em anfioxo
Da ectoderme, diferencia-se o tubo neural, que
apresenta no seu interior o canal neural. Da
mesentoderme, diferenciam-se a endoderme e a
mesoderme. A mesoderme dá origem aos
somitos e à notocorda. Os somitos são blocos
celulares dispostos lateralmente ao embrião, e a
notocorda é uma estrutura maciça localizada logo
abaixo do tubo neural. A notocorda é uma
estrutura típica, que carcteriza um grande grupo
animal: o grupo dos cordados, ao qual pertencem
não só o anfioxo, como todos os vertebrados aqui
representados pelos anfíbios. A mesoderme, que
forma os somitos, delimita uma cavidade
denominada celoma.
O celoma é uma cavidade inteiramente delimitada
pela mesoderme.
Os animais que apresentam celoma são
chamados celomados. Todos os cordados são
celomados.
Há animais triploblásticos que não apresentam
celoma, sendo o espaço entre ectoderme e
endoderme completamente preenchido por
mesoderme. Esses animais são chamados
acelomados. É o caso dos platelmintos, cujos
representantes mais conhecidos são as
planárias e as tênias ou solitárias, parasitas do
intestino do homem.
Em outros animais, a mesoderme delimita uma
parte da cavidade, sendo a outra parte delimitada
pela endoderme. Esses animais são chamados
pseudocelomados, pois o celoma só é verdadeiro
quando completamente revestido pela
mesoderme. É o caso dos nemátodas, cujo
representante mais conhecido é a lombriga
(Ascaris lumbricoides), um parasita do intestino
humano.
O esquema a seguir mostra cortes transversais
em organismos adultos:
Após a neurulação, a organogênese prossegue
da seguinte forma
• Ectoderme: dá origem à epiderme e aos seus
derivados cutâneos, e também ás estruturas
sensoriais. O tubo neural, formado pela
ectoderme, dá origem ao sistema nervoso.
• Mesoderme: dá origem à derme, aos músculos
estriados ou voluntários, às vértebras, aos rins,
ao sistema genital, à musculatura visceral, ao
pericárdio (membrana que envolve o coração),
aos ossos, à musculatura dos apêndices ou
membros, aos músculos lisos, ao miocárdio
(musculatura do coração), ao endocárdio
(tecido que reveste internamente o coração) e
ao endotélio dos vasos sangüíneos. Na
formação das vértebras, a notocorda, que
posteriormente desaparece, é tomada como
eixo. Nesse processo, as vértebras envolvem o
Biologia
Professor JONAS Zaranza
01. UEA (DESAFIO) A parede do intestino
delgado é revestida internamente pelo
eptélio de absorção. Os movimentos
peristálticos que deslocam o alimento
em processos de digestão são
produzidos por camadas de músculos
lisos. O controle desses movimentos é
realizado por terminações nervosas.
O texto acima descreve a organização
histológica de um trecho do tubo
digestório.
Com os dados apresentados, é correto
afirmar que os tecidos citados são
originados embrionariamente a partir:
a) do endoderma, somente;
b) do endoderma e do mesoderma, somente;
c) do endoderma e do ectoderma, somente;
d) do ectoderma e do mesoderma, somente;
e) do ectoderma, do mesoderma e do
endoderma.
02. (UEA) Répteis e aves produzem ovos
dotados de uma casca que dificulta a
perda de água por evaporação. Isso
permite o desenvolvimento dos
embriões em ambiente terrestre. O
isolamento quase total dos embriões em
relação ao meio externo impede que
recebam nutrientes do ambiente.
O anexo embrionário que garante a
nutrição do embrião até a eclosão é:
a) cório; b) saco vitelinico;
c) âmnio; d) alantóide; e) placenta.
03. (UEA) Certos anexos embrionários bem
desenvolvidos em embriões de répteis e
aves estão presentes também em
mamíferos. Nestes, são praticamente
vestigiais e com funções diferentes das
que desempenham em ovos de répteis e
aves.
Enquadram-se nas características
apresentadas acima:
a) âmnio e cório;
b) âmnio e alantóide;
c) âmnio e placenta;
d) cório e placenta;
e) alantóide e saco vitelínico.
04. (G2) Na gástrula do anfioxo, o
blastóporo faz a comunicação do meio
extra-embrionário com:
a) o celoma;
b) a blastocele;
c) o trofoblasto;
d) a cavidade amniótica;
e) o arquêntero.
Desafio
Biológico
7
tubo neural. É importante frisar que não é
notocorda que se transforma em coluna
vertebral; ela apenas serve de eixo ao longo do
qual diferenciam-se as vértebras.
• Endoderme: a endoderme dá origem às
fendas branquiais, aos pulmões e às diferentes
partes do sistema digestório e suas glândulas
anexas. Nos echinodermos e cordados, o
blastóporo dá origem ao ânus (animais
deuterostômios), e um novo orifício,
estomodeu, abre-se para a formação da boca.
3. ANEXOS EMBRIONÁRIOS
1. Introdução
Anexos embrionários são estruturas que derivam
dos folhetos germinativos do embrião, mas que
não fazem parte do corpo desse embrião.
Os anexos embrionários são: vesícula vitelínica
(saco vitelínico), âmnio, cório e alantóide. A
placenta, que costuma ser citada como exemplo
de anexo embrionário. não deve ser assim
considerada, pois da sua formação participam
tecidos tanto do feto como da mãe.
2. Vesícula vitelínica
Durante a evolução dos grupos animais, os
primeiros vertebrados que surgiram foram os
peixes, grupo que possui como único anexo
embrionário a vesícula vitelínica.
A vesícula vitelínica é uma bolsa que abriga o
vitelo e que participa do processo de nutrição
do embrião. É bem desenvolvida não somente
em peixes, mas também em répteis e aves. Nos
mamíferos é reduzida, pois nesses animais,
como regra geral, os ovos são pobres em vitelo.
A vesícula vitelínica não tem, portanto, significado
no processo de nutrição do embrião da maioria
dos mamíferos.
Nos anfíbios, embora os ovos sejam ricos em
vitelo, falta a vesícula vitelínica típica, encontrando-
se o vitelo dentro de células grandes
(macrômeros) não envolvidas por qualquer
estrutura própria.
3. Âmnio é uma membrana que envolve
completamente o embrião, delimitando uma
cavidade denominada cavidade amniótica. Essa
cavidade contém o líquido amniótico, cujas
funções são proteger o embrião contra choques
mecânicos e contra a dessecação.
4. cório ou serosa é uma membrana que envolve
o embrião e todos os demais anexos embrionários.
E o anexo embrionário mais externo ao
corpo do embrião, Nos ovos de répteis e aves,
por exemplo, essa membrana fica sob a casca.
Nesses animais, o cório, juntamente com o
alantóide, participa dos processos de trocas
gasosas entre o embrião e o meio externo. Na
maioria dos mamíferos, o cório une-se à parede
uterina, e essas duas estruturas formam a
placenta. A placenta, portanto, é formada por
tecidos da mãe (parede do útero) e por tecidos
derivados do corpo do embrião (cório).
5.Alantóide
O alantóide é um anexo que deriva da porção
posterior do intestino do embrião. E uma
membrana que delimita uma estrutura saculiforme
denominada saco do alantóide. A função
do alantóide nos répteis e nas aves é armazenar
excretas nitrogenadas e participar das trocas
gasosas, neste caso juntamente com o cório. A
excreta nitrogenada eliminada por embriões
desses animais é o ácido úrico, insolúvel em
água e pouco tóxico, podendo ser armazenado
no interior do ovo sem contaminar o embrião.
Nos mamíferos, o alantóide é reduzido.
Placenta
Os mamíferos surgiram na face da Terra há
cerca de 200 milhões de anos, e existem fortes
evidências sugerindo que evoluíram a partir de
um grupo de répteis. Uma dessas evidências
refere-se à semelhanças no desenvolvimento
embrionário.
Supõe-se que os primeiros mamíferos eram
ovíparos, com ovos grandes, ricos em vitelo, do
tipo telolécito, e com desenvolvimento embrionário
semelhante ao dos répteis.
Em algum momento da evolução, alguns
mamíferos tornaram-se vivíparos com o embrião
desenvolvendo-se dentro do útero da mãe e
recebendo alimento através de uma estrutura
denominada placenta. Com isso, a quantidade
de vitelo no ovo teria diminuído, uma vez que o
alimento seria fornecido pela mãe.
Nos atuais mamíferos viventes, pode-se verificar
que tal processo evolutivo provavelmente ocorreu,
uma vez que existem mamíferos ovíparos e.
portanto, sem placenta, com ovos telolécitos:
mamíferos vivíparos, com placenta pouco
desenvolvida e com ovos oligolécitos e mamíferos
vivíparos com placenta desenvolvida, com ovos
sem vitelo (alécito).
Com base nesses critérios, os mamíferos atuais
podem ser agrupados em três subdivisões:
• Prototheria (prototérios) ou Monotremata
(monotrêmatos): mamíferos primitivos que
botam ovos e não possuem placenta – Ovos
telolécitos com desenvolvimento embrionário
semelhante ao dos répteis.
• Metatheria (metatérios) ou marsupiais:
mamíferos vivíparos, com placenta rudimentar.
O jovem, ao nascer, não está completamente
formado. Ovos oligolécitos.
• Eutheria (eutérios) ou placentários verdadeiros:
mamíferos vivíparos, com placenta bem
desenvolvida. O ovo é completamente
desprovido de vitelo (alécito), e o jovem ao
nascer já está completamente formado.
Anote aí!
Descoberta pode levar à cura da pré-eclâmpsia
Cientistas americanos anunciaram uma descoberta
que pode levar à criação de um teste e
uma cura para a pré-eclâmpsia, mal que afeta
mulheres grávidas e pode causar hipertensão e
problemas renais.
A equipe do Instituto Nacional de Saúde dos
Estados Unidos descobriu que mulheres com
pré-eclâmpsia acumulam altas concentrações
de duas proteínas vários meses antes de
desenvolver o problema.
A pesquisa, publicada no New England Journal
of Medicine, foi concluída depois de analisados
resultados de exames de sangue de 4,5 mil
mulheres grávidas.
Especialistas ressalvaram, porém, que a perspectiva
de ter um teste antecipado e a eventual cura
ainda é distante.
A pré-eclâmpsia é causada por um defeito na
placenta, que fornece nutrientes e oxigênio para
o feto. O problema ocorre no período final da
gravidez.
Uma em dez
Até uma em dez mulheres grávidas pode ter
pré-eclâmpsia, e uma em 50 sofre de graves
problemas de saúde em decorrência da doença.
A incidência no Brasil é de cerca de 10%,
segundo o Consenso Brasileiro de Cardiopatia e
Gravidez, e é a principal causa de morte
materna no país.
01. (G2) Nos vertebrados, derme, pulmão e
cérebro são, respectivamente, de
origem:
a) mesodérmica. endodérmica e ectodérmica;
b) ectodérmica, endodérmica e mesodérmica;
c) mesodérmica, ectodérmica e endodérmica;
d) endodérmica, ectodérmica e mesodérmica;
e) ectodérmica, mesodérmica e endodérmica.
02. (Fuvest) Qual das alternativas a seguir é
a melhor explicação para a expansão e
domínio dos répteis durante a era
mesozóica, incluindo o aparecimento
dos dinossauros e sua ampla
distribuição em diversos nichos do
ambiente terrestre?
a) Prolongado cuidado com a prole, garantindo
proteção contra os predadores naturais.
b) Aparecimento de ovo com casca, capaz de
evitar o dessecamento.
c) Vantagens sobre os anfíbios na competição
pelo alimento.
d) Extinção dos predadores naturais e
conseqüente explosão populacional.
e) Abundância de alimento nos ambientes
aquáticos abandonados pelos anfíbios.
03. (Fuvest) Em condições normais, a
placenta humana tem por funções:
a) proteger o feto contra traumatismos,
permitir a troca de gases a sintetizar as
hemácias do feto;
b) proteger o feto contra traumatismos,
permitir a troca de gases a sintetizar os
leucócitos do feto;
c) permitir o fluxo direto de sangue entra a
mãe e filho e a eliminação dos excretas
fetais;
d) permitir a troca de gases e nutrientes e a
eliminação dos excretas fetais dissolvidos;
e) permitir o fluxo direto de sangue do filho
para a mãe, responsável pela eliminação
de gás carbônico e de excretas fetais.
04. (Fuvest) O ornitorrinco e a equidna são
mamíferos primitivos que botam ovos, no
interior dos quais ocorre o desenvolvimento
embrionário. Sobre esses animais,
é correto afirmar que
a) diferentemente dos mamíferos placentários,
eles apresentam autofecundação;
b) diferentemente dos mamíferos placentários,
eles não produzem leite para a
alimentação dos filhotes;
c) diferentemente dos mamíferos
placentários, seus embriões realizam
trocas gasosas diretamente com o ar;
d) à semelhança dos mamíferos placentários,
seus embriões alimentam-se exclusivamente
de vitelo acumulado no ovo;
e) à semelhança dos mamíferos placentários,
seus embriões livram-se dos excretas
nitrogenados através da placenta.
Desafio
Biológico
Sistema digestório
1. SISTEMA DIGESTÓRIO
1.1. Digestão
Os animais não encontram no meio, em forma
imediatamente utilizável, todos os alimentos ou
nutrientes de que necessitam. A absorção direta
de nutrientes ocorre, excepcionalmente, em
endoparasitas.
A regra geral nos animais é a ingestão de
alimentos que necessitam ser transformados para
serem utilizados pelo organismo. O conjunto
dessas transformações constitui a digestão.
A digestão envolve fenômenos físicos e químicos.
Os processos físicos propiciam a fragmentação
do alimento, aumentando a superfície de contato
com os sucos digestivos que participam da
digestão química. Além disso, facilitam a mistura
do alimento com os sucos digestivos. A digestão
química transforma o alimento em substâncias
mais simples. Os sucos digestivos que
participam desse processo são basicamente
enzimas digestivas produzidas pelas próprias
paredes do tubo digestivo ou por glândulas
especiais, associadas ao sistema digestivo.
O alimento digerido compreenderá moléculas e
íons que serão diretamente absorvidos pelas
células do tubo digestivo, passando ao sistema
circulatório, através do qual serão distribuídos
para todo o corpo do animal. Juntamente com o
alimento digerido, existem restos não aproveitáveis,
que serão eliminados através da egestão
ou defecção.
Nos vertebrados, a digestão é sempre
extracelular. Inicia-se freqüentemente na boca,
com atuação de enzimas digestivas produzidas
pelas glândulas salivares. Em alguns casos, como
em aves, em que não há dentes, apenas bico
córneo, a trituração do alimento ocorre no
estômago mecânico (moela). O alimento triturado,
amolecido e, na maioria dos casos, parcialmente
digerido é levado ao estômago. Nesse órgão, há
produção de ácido clorídrico e de enzimas que
atuam em meio ácido. Do estômago o alimento é
conduzido para o intestino delgado, onde ocorre
o fim da digestão. No intestino delgado,
desembocam duas glândulas importantes: o
pâncreas e o fígado. O pâncreas produz enzimas
digestivas, o que não ocorre com o fígado. A
função deste órgão, com relação à digestão, é a
produção de bile, que emulsiona gorduras. Após
ser digerido, o alimento é absorvido no intestino
delgado, passando para o sangue, que o distribui.
As substâncias não digeridas são conduzidas
para a região posterior do intestino, que
continua a ocorrer absorção de água e de sais
minerais. Os resíduos alimentares formam as
fezes, que serão eliminadas.
1.2. Digestão no homem
A digestão no homem inicia-se na boca, através
da mastigação (processo físico) e da atuação da
enzima digestiva contida na saliva (processo
químico). A saliva contém água, importante para
o umedecimento dos alimentos, e a enzima
ptialina, que atua sobre o amido degradando-o
em maltose.
O iodo é uma substância que acusa a ocorrência
de amido nos alimentos. Ao entrar em contato
com o amido, adquire coloração azul-violeta.
Colocando-se, então, iodo em uma solução de
amido, esta ficará azul-violeta; adicionando-se a
essa solução gotas de saliva, verifica-se que,
depois de algum tempo, a coloração desaparece,
indicando que não há mais amido.
A massa formada pelo alimento mastigado e
insalivado é chamada bolo alimentar. Por ação
da língua, o bolo alimentar é empurrado para a
faringe, passando .em seguida para o esôfago
e deste para o estômago. Esse processo de
passagem do bolo alimentar da boca até o
estômago denomina-se deglutição; é um
processo que não depende da força da
gravidade, mais sim dos movimentos
peristálticos da faringe e do esôfago.
Seqüência de desenhos que mostram o processo de deglutição
de alimentos. Os músculos elevam a laringe, cuja entrada fica
bloqueada pela epiglote. Com isso, o conduto respiratório é
fechado, evitando o engastamento
Desenhos que representam segmento do tubo digestório,
cortado para mostrar o processo de deslocamento do alimento
por ondas peristálticas (setas).
Chegando ao estômago, o alimento sofre a
ação de outra enzima digestiva: a pepsina, que
atua sobre as proteínas, transformando-as em
peptonas. A pepsina é produzida por glândulas
da parede do estômago, que também produzem
o ácido clorídrico (HCl), responsável pelo pH
ácido, necessário à atuação da pepsina.
Além de pepsina, há produção, no estômago,
de lipase (que digere lipídios) fraca e de renina.
Esta substância coagula a proteína do leite, que
passa a ficar mais consistente, permanecendo
mais tempo no estômago. Isso permite ação
mais eficaz da pepsina sobre a proteína do leite.
A transformação química que ocorre no estômago
denomina-se quimificação. Esta faz o bolo
alimentar transformar-se em outra massa,
denominada quimo.
Os movimentos peristálticos do estômago
facilitam a atuação do suco gástrico e
empurram o quimo para o duodeno, região
anterior do intestino delgado.
Desenhos que representam o estômago humano. (A) Estrutura do
estômago e da parte final do esôfago, mostrando as camadas
musculares e a estrutura interna. À esquerda, detalhes da cárdia e
do piloro. À direita, deslocamento do alimento no esôfago devido
ao peristaltismo. (B) Detalhe da superfície interna do estômago.
(C) Corte da mucosa gástrica mostrando a estrutura de glândulas
estomacais. (D) Detalhe de uma glândula estomacal mostando as
células secretoras de pepsinogênio(em rosa) e de ácido
clorídrico.
No duodeno, duas importantes glândulas
lançam suas secreções; o fígado e o pâncreas.
O fígado produz a bile que, apesar de não
comer enzimas digestivas, emulsiona gordura,
permitindo maior eficiência ao ataque de
enzimas. O fígado comunica-se com o duodeno
através do canal colédoco, que traz a bile
armazenada na vesícula biliar. O pâncreas
produz enzimas digestivas, comunicando-se
8
01. (FGV) Os alimentos fornecem os
nutrientes para a construção da
matéria viva dos tecidos e a liberação
de energia indispensáveis à vida.
Uma dieta composta exclusivamente
de carne vermelha, massas e pão é:
a) rica em vitaminas (alimentos reguladores);
b) pobre em alimentos energéticos;
c) rica em alimentos energéticos;
d) pobre em proteínas (alimentos plásticos);
e) rica em sais minerais (alimentos
reguladores).
02. (Fuvest) Qual cirurgia comprometeria
mais a função do sistema digestório e
por quê: a remoção dos vinte e cinco
centímetros iniciais do intestino
delgado (duodeno) ou a remoção de
igual porção do início do intestino
grosso?
a) A remoção do duodeno seria mais
drástica, pois nele ocorre a maior parte
da digestão intestinal.
b) A remoção do duodeno seria mais
drástica, pois nele ocorre a absorção de
toda a água de que o organismo
necessita para sobreviver.
c) A remoção do intestino grosso seria
mais drástica, pois nele ocorre a maior
parte da absorção dos produtos do
processo digestório.
d) A remoção do intestino grosso seria
mais drástica, pois nele ocorre a
absorção de toda a água de que o
organismo necessita para sobreviver.
e) As duas remoções seriam igualmente
drásticas, pois, tanto no duodeno quanto
no intestino grosso, ocorrem digestão e
absorção de nutrientes e de água.
03. (Fuvest) O esquema representa o
sistema digestório humano, e os
números indicam alguns dos seus
componentes.
O local onde se inicia a digestão
enzimática das gorduras que ingerimos
como alimento está identificado pelo
número
a) 1 b) 2 c) 3
d) 4 e) 5
Desafio
Biológico
Biologia
Professor GUALTER Beltrão
9
com o duodeno através do canal pancreático.
Esquema que representa a seqüência de ativação enzimática
desencadeada pela esteroquiniase. As moléculas dessa enzima
estão aderidas às membranas das células do epitélio intestinal
O suco pancreático, lançado no duodeno
quando da chegada do quimo, contém, além de
enzimas digestivas, bicarbonato, que neutraliza
a acidez do quimo.
As principais enzimas do pâncreas são:
• Amilases: atuam sobre o amido que não foi
digerido na boca, transformando-o em maltose.
• Proteases: atuam sobre proteínas não
digeridas no estômago, transformando-as em
peptonas. A protease produzida pelo pâncreas
é a tripsina.
• Lipases: atuam sobre lipídios (gorduras),
transformando-os em ácidos graxos e glicerol.
Além dessas enzimas, existem várias outras
produzidas não mais pelo pâncreas, mas pela
própria parede do intestino delgado, formando o
suco intestinal. Algumas dessas enzimas são:
• Maltase: degrada maltose em glicose.
• Peptidases: degradam peptonas em aminoácidos.
• Lipases: degradam lipídios em ácidos graxos
e glicerol.
Essa transformação final do alimento que ocorre
no intestino delgado denomina-se quilificação,
sendo que o quimo passa a ser denominado
quilo. Este contém os produtos finais da digestão
de carboidratos, proteínas e lipídios, que são,
respectivamente, glicose, aminoácidos e ácidos
graxos e glicerol. Além dessas substâncias
orgânicas, o quilo contém água e sais minerais,
substâncias inorgânicas que não sofrem digestão.
Os produtos finais da digestão, parte da água e
sais minerais, passam do intestino delgado para
a circulação. Esse processo denomina-se
absorção. No intestino existem inúmeras
vilosidades intestinais cuja principal função é
aumentar a superfície de contato do intestino
com o quilo, favorecendo a absorção.
(A) Organização da parede intestinal. (B) Detalhe das dobras da
mucosa intestinal. (C) Detalhe das vilosidades intestinais. (D)
Células intestinais, mostrando microvilosidades.
Após a absorção, restam no intestino, além da
água, substâncias inaproveitáveis, não digeridas;
essas substâncias passam para o intestino
grosso, constituindo as fezes, que serão eliminadas
através do ânus. No intestino grosso, ocorre
ainda imensa absorção de água, dando às vezes
consistência pastosa.
Representação esquemática do intestino grosso humano. Na
junção entre os intestinos delgado e grosso localiza-se a papila
ileal, que atua como válvula, impedindo o refluxo de material
para o íleo. A principal função do colo é absorver a água da
massa de resíduos da digestão, o que solidifica as fezes.
Digestão de Ruminantes.
Quando um ruminante engole um bocado de
capim, o alimento vai para os dois primeiros
compartimentos do estômago, o rume (ou
pança) e o retículo (ou barrete), onde vivem
bactérias e protozoários que digerem a celulose
do capim. Periodicamente, o animal faz o
alimento voltar à boca para ser mastigado, e
quando a massa alimentar está suficientemente
triturada e a celulose já foi bem digerida pelos
microorganismos, ele a envia para o terceiro
compartimento, o omasso ( ou folhoso). Aí
ocorre absorção do excesso de água do bolo
malimentar, que é passado para o último
compartimento estomacal, o abomasso (ou
coagulador). Nesse compartimento, ocorre a
digestão por enzimas produzidas pelo próprio
ruminante. Durante as sucessivas ingestões e
regurgitações, os microorganismos proliferam
bastante e constituem parte apreciável do bolo
alimentar quando esse chega ao abomasso. As
enzimas gástricas digerem as proteínas contidas
no bolo alimentar e também nos
microorganismos; na verdade, estes são a
principal fonte de aminoácidos e de vitaminas
para os ruminantes.
Representação esquemática do sistema digestivo de um ruminante
Exercícios
01. Quando se come um cozido, as
batatas e a carne começam a ser
digeridas, respectivamente,
a) no estômago e na boca;
b) na boca e no estômago;
c) na boca e no duodeno;
d) no estômago e no duodeno;
e) no duodeno e no estômago.
02. (UFC) O alimento passa do esôfago
para o estômago como resultado de
uma onda peristáltica. Assinale a
alternativa que mostra o tecido
responsável pela peristalse do sistema
digestório.
a) Tecido muscular esquelético.
b) Tecido muscular liso.
c) Tecido conjuntivo.
d) Tecido adiposo.
e) Tecido epitelial.
03. (PUC–SP) “Após o processo de
digestão, moléculas de glicose são
armazenadas no _____I_____ na forma
de glicogênio. Daí, a glicose é
encaminhada para o sangue, sendo
sua taxa controlada pela insulina,
hormônio produzido no _____II_____”.
No trecho apresentado, as lacunas I e
II devem ser preenchidas, correta e
respectivamente, por
a) fígado e duodeno;
b) fígado e pâncreas;
c) pâncreas e fígado;
d) pâncreas e duodeno;
e) duodeno e pâncreas.
01. (Fuvest) A ingestão de alimentos
gordurosos estimula a contração da
vesícula biliar. A bile, liberada no
a) estômago, contém enzimas que digerem
lipídios;
b) estômago, contém ácidos que facilitam a
digestão dos lipídios;
c) fígado, contém enzimas que facilitam a
digestão dos lipídios;
d) duodeno, contém enzimas que digerem
lipídios;
e) duodeno, contém ácidos que facilitam a
digestão dos lipídios.
02. (Fuvest–GV) A remoção de um órgão de
um animal reduziu a capacidade de
digerir lipídios, proteínas e amido e
provocou aumento da taxa de glicose
no sangue. Esse órgão é
a) a glândula adrenal; b) o pâncreas;
c) a tireóide;. d) a paratireóide;
e) a hipófise.
03. (PUC–MG) A seguir estão representados
os tubos digestórios de dois diferentes
animais.
De acordo com seus conhecimentos
sobre nutrição e sistemas digestórios de
vertebrados, é INCORRETO afirmar:
a) A digestão de proteínas, de origem animal
ou vegetal, inicia-se no estômago e deve
terminar no intestino delgado, onde ocorre
a absorção dos aminoácidos.
b) No intestino grosso dos dois animais,
ocorre reabsorção de água e de alguns
sais.
c) O grande tamanho do ceco do herbívoro
quando comparado ao do carnívoro
relaciona-se com o aproveitamento da
celulose.
d) Devido à grande quantidade de fibras
vegetais na sua dieta, os herbívoros
representados são ruminantes.
04. (UFPI) Que tipo de músculo é
responsável pela peristalse ao longo do
trato digestório?
a) Cardíaco.
b) Voluntário.
c) Liso.
d) Estriado.
e) Esquelético.
Desafio
Biológico
Texto
CANÇÃO DO EXÍLIO
Murilo Mendes
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de
[ametistas.
Os sargentos do exército são monistas,
[cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a
[prestações.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha
[a Gioconda.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
Ai quem me dera chupar uma carambola
[de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.
Perscrutando o texto
01. Sobre o poema em questão, julgue as
afirmativas seguintes.
a. ( ) Trata-se de uma paródia ao poema
homônimo de Gonçalves Dias.
b. ( ) Predominam, no poema, os versos
heterométricos e brancos.
c. ( ) Pela disposição dos versos nas
estrofes e das estrofes no papel,
pode-se classificá-lo de soneto.
d. ( ) Na terceira estrofe, há uma anáfora.
e. ( ) Há, no poema, exemplo de versos
prosaicos.
02. Sobre a primeira estrofe do poema,
julgue as afirmativas seguintes.
a. ( ) Os dois primeiros versos sugerem
que nossas frutas e nossos
pássaros são importados.
b. ( ) Dizendo que “os poetas são pretos
que vivem em torres de ametistas”,
o autor acentua o grau de sonho e
fantasia em que vivem e produzem
seus textos.
c. ( ) Há, na estrofe, duas orações
subordinadas adjetivas restritivas.
d. ( ) Os verbos cantar (verso 2) e viver
(verso 4) estão empregados como
intransitivos.
e. ( ) No segundo verso, pode-se trocar
“onde” por “que” sem prejuízo
gramatical.
03. Ainda sobre a primeira estrofe do
poema, transcrita a seguir, assinale a
afirmativa incorreta.
Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
Os poetas da minha terra
são pretos que vivem em torres de
[ametistas.
Os sargentos do exército são monistas,
[cubistas,
os filósofos são polacos vendendo a
[prestações.
a) A função sintática do onde é adjunto
adverbial de lugar.
b) O sujeito de vivem é o substantivo
pretos.
c) No vocábulo cantam, há dígrafo e
ditongo.
d) No vocábulo vivem, há ditongo.
e) No vocábulo vendendo, há dois
dígrafos.
04. Sobre os seguintes versos do poema,
assinale a afirmativa incorreta.
A gente não pode dormir
com os oradores e os pernilongos.
Os sururus em família têm por testemunha
[a Gioconda.
a) Há, na estrofe, crítica à preferência
nacional pela pintura estrangeira.
b) O vocábulo sururus não leva acento
gráfico por ser oxítono terminado em us.
c) O emprego de “a gente” acentua o
caráter popular do poema.
d) O acento gráfico em têm é diferencial de
tonicidade.
e) A expressão “com os oradores e os
pernilongos” funciona, no contexto,
como adjunto adverbial de causa.
05. Sobre os seguintes versos do poema,
assinale a afirmativa incorreta.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
a) Acentuando o preço das flores e das
frutas, o poeta explica porque o
brasileiro prefere produtos importados.
b) No terceiro verso, há uma zeugma.
c) O vocábulo estrangeira contém dois
encontros consonantais, um dígrafo e
um ditongo decrescente oral.
d) O vocábulo cem contem ditongo
decrescente nasal.
e) Há, na estrofe, exemplo de oração
subordinada sindética adversativa.
06. Nos seguintes versos do poema:
Ai quem me dera chupar uma carambola
[de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.
a) Há apenas uma oração subordinada.
b) Há orações subordinadas coordenadas
entre si.
c) O me tem função de objeto direto.
d) A seqüência “dera chupar” é uma
locução verbal.
e) Há duas orações subordindas: uma
desenvolvida, outra reduzida.
07. Sobre os seguintes versos do poema,
assinale a afirmativa incorreta.
Ai quem me dera chupar uma carambola
[de verdade
e ouvir um sabiá com certidão de idade.
a) O poeta insinua que o sabiá, símbolo de
brasilidade na época romântica, não é
brasileiro.
b) O vocábulo quem contém um dígrafo e
um ditongo decrescente nasal.
Português
Professor João BATISTA Gomes
01. (FGV) “A grande imprensa deixa de
dizer a seu público leitor que o
importante mesmo não é satanizar o
funcionário público, e sim colocar a
pauta do pleno emprego como
pressuposto de uma reforma do
sistema previdenciário.”
O trecho acima poderia ser pontuado de
outra maneira, mantendose o mesmo
sentido e de acordo com as regras de
pontuação. Assinale a alternativa em que
isso ocorra.
a) A grande imprensa deixa de dizer, a
seu público leitor, que o importante
mesmo não é satanizar o funcionário
público e sim colocar a pauta do pleno
emprego como pressuposto de uma
reforma do sistema previdenciário.
b) A grande imprensa deixa de dizer a seu
público leitor que o importante, mesmo,
não é satanizar o funcionário público, e
sim, colocar a pauta do pleno emprego
como pressuposto de uma reforma do
sistema previdenciário.
c) A grande imprensa deixa de dizer a seu
público leitor que o importante mesmo
não é satanizar o funcionário público, e,
sim, colocar a pauta do pleno emprego
como pressuposto de uma reforma do
sistema previdenciário.
d) A grande imprensa deixa de dizer a seu
público leitor que o importante mesmo,
não é satanizar o funcionário público, e
sim colocar a pauta do pleno emprego
como pressuposto de uma reforma do
sistema previdenciário.
e) A grande imprensa deixa de dizer a seu
público leitor que o importante mesmo
não é satanizar o funcionário público e,
sim colocar a pauta do pleno emprego
como pressuposto de uma reforma do
sistema previdenciário.
02. (Desafio da TV) Em que frase o
pronome “lhe” foi empregado
erradamente?
a) Amo-lhe o caráter acima de tudo.
b) Por toda a vida, ser-lhe-ei muito grato.
c) Ela me disse muitas coisas ásperas,
mas eu não lhe agredi.
d) Estou com ela há mais de dez anos:
conheço-lhe todas as manias.
e) De hoje em diante, proíbo-lhe tudo,
até sair com os amigos.
03. (Desafio do Rádio) Em que frase o
pronome “lhe” foi empregado
erradamente?
a) Conheço-lhe de algum lugar.
b) Conheço-lhe toda a família.
c) Em pleno dia, roubaram-lhe a canoa.
d) Em sinal de carinho, apertei-lhe a mão.
e) Com paciência, ouvi-lhe as queixas.
Desafio
gramatical
10
11
c) Os verbos chupar e ouvir estão
empregados com a mesma regência.
d) No vocábulo carambola, há dígrafo.
e) O vocábulo sabiá tem acento gráfico
para não confundir com sabia ou sábia.
08. Opte pelo item em que a pontuação foi
feita com base na norma culta da
língua escrita.
a) Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas; nossas
frutas, mais gostosas; custam, porém,
cem mil réis a dúzia.
b) Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas; nossas
frutas mais gostosas; custam porém,
cem mil réis a dúzia.
c) Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas; nossas
frutas, mais gostosas; porém, custam
cem mil réis a dúzia.
d) Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas, nossas
frutas mais gostosas; porém, custam
cem mil réis a dúzia.
e) Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas, nossas
frutas, mais gostosas. Custam porém
cem mil réis a dúzia.
09. Sobre os versos seguintes, assinale o
item incorreto.
Eu morro sufocado em terra estrangeira.
Nossas flores são mais bonitas
nossas frutas mais gostosas
mas custam cem mil réis a dúzia.
a) A expressão “em terra estrangeira” é
adjunto adverbial.
b) O possessivo nossas tem função de
adjunto adnominal.
c) O verbo custar está empregado como
transitivo direto.
d) Os adjetivos bonitas e gostosas têm
função de predicativo do sujeito.
e) O adjetivo estrangeira tem função de
adjunto adnominal.
10. Escolha a construção em que a norma
culta escrita não foi respeitada.
a) Minha terra tem macieiras da Califórnia
onde cantam gaturamos de Veneza.
b) Minha terra tem macieiras da Califórnia
em que cantam gaturamos de Veneza.
c) Há, em minha terra, macieiras da
Califórnia onde cantam gaturamos de
Veneza.
d) Existe, em minha terra, macieiras da
Califórnia em que gaturamos de Veneza
cantam.
e) Em minha terra, existem macieiras da
Califórnia onde gaturamos de Veneza
cantam.
11. Escolha a construção em que a norma
culta escrita não foi respeitada.
a) Os poetas da minha terra são pretos
que vivem em torres de ametistas.
b) Os poetas da minha terra são pretos os
quais vivem em torres de ametistas.
c) Em minha terra, não se pode dormir por
causa dos oradores e dos pernilongos.
d) Em minha terra, não pode dormir-se por
causa dos oradores e dos pernilongos.
e) Em minha terra, não pode-se dormir por
causa dos oradores e dos pernilongos.
Momento da dissertação
PONTUAÇÃO II
Vírgula com idéias adverbiais
1. Idéia adverbial no início
Idéia adverbial (adjunto ou oração) no início
do período (ou da oração): provoca uma vírgula
cuja obrigatoriedade é flexível. O uso da
vírgula, nesse caso, é sinal de respeito à norma
culta da língua. A falta dela não constitui
erro, principalmente quando a idéia adverbial
é formada por uma única palavra.
Julgue os períodos seguintes quanto ao uso
da vírgula.
a. ( ) Na velhice, falta-nos o apoio da família.
b.( ) Na velhice, falta-nos o apoio da família.
c. ( ) Hoje, viver tornou-se uma luta diária.
d. ( ) Hoje viver tornou-se uma luta diária.
e. ( ) Com o tempo, o brilho da juventade
esmaece.
f. ( ) Com o tempo o brilho da juventade
esmaece.
g. ( ) Quando somos jovens, tudo são flores.
2. Idéia adverbial no meio
Idéia adverbial (adjunto ou oração) no meio
do período (ou da oração): provoca duas vírgulas
cuja obrigatoriedade é flexível. Nesse
caso, o uso de uma única vírgula é imperdoável.
Julgue os períodos seguintes quanto ao uso
da vírgula.
a. ( ) Falta-nos, na velhice, o apoio da família.
b. ( ) Falta-nos na velhice o apoio da família.
c. ( ) Falta-nos na velhice, o apoio da família.
d. ( ) Viver tornou-se, hoje, uma luta diária.
e. ( ) Viver tornou-se hoje uma luta diária.
f. ( ) Viver tornou-se hoje, uma luta diária.
g. ( ) Quando o apoio da família nos falta,
a luta para sobreviver fica quase invencível.
3. Idéia adverbial no fim
Idéia adverbial (adjunto ou oração) no fim do
período (ou da oração): deve aparecer sem
vírgula.
Julgue os períodos seguintes quanto ao uso
da vírgula.
a. ( ) Um dia, Sem-Pernas cortara de navalha
um garçom de restaurante para furtar
apenas um frango assado. (Jorge Amado)
b. ( ) Um dia, Sem-Pernas cortara de navalha
um garçom de restaurante, para furtar
apenas um frango assado. (Jorge Amado)
c. ( ) Sem-Pernas, um dia, cortara de navalha
um garçom de restaurante para furtar
apenas um frango assado. (Jorge Amado)
d.( ) Cotas raciais, de acordo com a tradição
brasileira, estimulam uma definição
racial mais nítida.
e. ( ) Cotas raciais estimulam uma definição
racial mais nítida de acordo com a tradição
brasileira.
f. ( ) Cotas raciais estimulam uma definição
racial mais nítida, de acordo com a
tradição brasileira.
MURILO MENDES
Nascimento e morte – Murilo Monteiro
Mendes nasce em Juiz de Fora (MG), em 13 de
maio de 1901. Falece em Lisboa, em 15 de
agosto de 1975.
Leituras – Inicia cedo suas leituras. Conhece as
obras de Júlio Verne, Racine, Corneille e
Molière. Tem oportunidade de ler Cesário
Verde, Eça, Antônio Nobre, Fialho, Camilo,
Machado de Assis, Castro Alves, Alphonsus de
Guimaraens. Corresponde-se com Alphonsus
de Guimaraens, Olavo Bilac, Alberto de Oliveira,
Coelho Neto.
Rio de Janeiro – Em 1920, vai para o Rio de
Janeiro (GB), a chamado do irmão José
Joaquim, engenheiro, chefe da comissão de
retombamento da lagoa Rodrigo de Freitas, do
Ministério da Fazenda. No ano seguinte, no
Ministério, conhece Ismael Néri, recémchegado
da Europa e com o qual faz grande
amizade.
Contato com os modernistas – Na casa do
pintor Ismael, reúnem-se intelectuais, artistas,
literatos, entre outros Antônio Bento, Mário
Pedrosa, Barreto Filho. Freqüentando esse
meio, trava relações com Graça Aranha, Mário
e Oswald de Andrade, chefes da revolução
modernista.
Primeiro livro – Tem o primeiro livro publicado
em 1930 (mesmo ano de estréia de Carlos
Drummond de Andrade), Poesias, por
insistência do pai. Recebe o prêmio “Graça
Aranha”, com Rachel de Queiroz e Cícero Dias.
Daí para diante, lança novas obras, firmando-se
no cenário literário brasileiro.
Professor de Literatura – Em 1959, instala-se
em Roma, como professor de Literatura
Brasileira, nas universidades de Roma e de
Pisa.
OBRAS:
1. Poesias, 1930
2. História do Brasil, 1932
3. Tempo e Eternidade, 1935
4. A Poesia em Pânico, 1941
5. O Visionário, 1941
6. As Metamorfoses, 1941.
7. Mundo Enigma, 1945.
8. Poesia e liberdade, 1947
MINIANTOLOGIA
Homo Brasiliensis
O homem
É o único animal que joga no bicho.
(História do Brasil, 1932)
Amostra da Poesia Local
Tenho duas rosas na face,
Nenhuma no coração.
No lado esquerdo da face
Costuma também dar alface,
No lado direito não.
(História do Brasil, 1932)
Anota
Aí!
AMABIS, José Mariano; MARTHO,
Gilberto Rodrigues. Conceitos de
Biologia das células: origem da vida.
São Paulo: Moderna, 2001.
CARVALHO, Wanderley. Biologia em
foco. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2002.
COVRE, Geraldo José. Química Geral:
o homem e a natureza. São Paulo:
FTD, 2000.
FELTRE, Ricardo. Química: físicoquímica.
Vol. 2. São Paulo: Moderna,
2000.
LEMBO, Antônio. Química Geral:
realidade e contexto. São Paulo: Ática,
2000.
LEVINE, Robert Paul. Genética. São
Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
LOPES, Sônia Godoy Bueno. Bio. Vol.
Único. 11.a ed. São Paulo: Saraiva.
2000.
MARCONDES, Ayton César;
LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
Biologia: ciência da vida. São Paulo:
Atual, 1994.
REIS, Martha. Completamente Química:
físico-química. São Paulo: FTD, 2001.
SARDELLA, Antônio. Curso de Química:
físico-química. São Paulo: Ática, 2000.
EXERCÍCIO (p. 3)
01. A; 02. E; 03. E;
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01.
02. a) hidroxi 3-metil benzeno
b) hidroxi 3-etil benzeno
c) hidroxi 2, 4, 6 trietil benzeno
03.
04.
E;
05. Porque o 1-propanona não é cetona,
mas sim aldeído (propanal).;
06. D;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. E; 02. A; 03. A;
04. Ficara 8 vezes maior;
EXERCÍCIO (p. 5)
01. D; 02. A; 03. D;
DESAFIO QUÍMICO (p. 5)
01. 0,4mol/min; 02. E; 03. A; 04. E;
05. C; 06. D;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6)
01. B; 02. E; 03. A; 04. E;
EXERCÍCIO (p. 7)
01. B; 02. D; 03. C;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 7)
01. A; 02. A;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 8)
01. B; 02. A; 03. C; 04. C;
EXERCÍCIOS (p. 9)
01. B; 02. C; 03. A; 04. B; 05. B; 06. E;
07. E; 08. B;
PERSCRUTANDO O TEXTO (p. 10)
01. C; 02. C; 03. F, F, V, V e F; 04. E; 05. B;
06. V, V, F, V e F; 07. F, F, F, V e V;
EXERCÍCIO (p. 11)
01. B; 02. E;
DESAFIO GRAMATICAL (p. 11)
01. A; 02. E; 03. C; 04. B;
Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitora
Marilene Corrêa da Silva Freitas
Vice-Reitor
Carlos Eduardo Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir Albuquerque
Coordenadora Geral
Munira Zacarias Rocha
Coordenador de Professores
João Batista Gomes
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings
Coordenadora de Comunicação
Liliane Maia
Coordenador de Logística e Distribuição
Raymundo Wanderley Lasmar
Produção
Renato Moraes
Projeto Gráfico – Jobast
Alberto Ribeiro
Antônio Carlos
Aurelino Bentes
Heimar de Oliveira
Mateus Borja
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani
Editoração Eletrônica
Horácio Martins
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
• TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição:
• Amazon Sat (21h30 às 22h)
• RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José
• Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I
• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
• Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30)
• Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30)
www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br
Endereço para correspondência: Projeto Aprovar – Reitoria da UEA – Av. Djalma Batista,
3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM
quinta-feira, 25 de junho de 2009
QUIM ..BIOL.. PORT...
Vicente de Carvalho, autor
de Velho Tema, jornalista,
advogado, poeta e contista,
ocupou a cadeira número 29
da Academia Brsileira de
Letras
Vista aérea do centro
de Manaus, com o
Teatro Amazonas,
Palácio da Justiça e
o Centro Cultural
Largo de São
Sebastião
• Química – Química orgânica
pg. 02
• Química – Cinética química
pg. 04
• Biologia – Embriologia I
pg. 06
• Biologia – Ciclos biogeoquímicos
pg. 08
• Português – Perscrutando o texto
pg. 10
2
Caro estudante,
Chegamos à apostila número 28 com, até
agora, quase 3 milhões de exemplares
distribuídos, metade entregue em todas as
escolas da rede estadual de ensino na
capital e no interior, metade distribuída nos
Postos de Atendimento ao Cidadão (PAC´s)
de Manaus e encartada aos domingos em
jornais de Manaus.
Com a aproximação do fim deste módulo e
tendo em vista um planejamento de estudos
que aconselhamos desde a primeira apostila,
informamos que este módulo se encerra com
a apostila 32, que será distribuída no dia 1.°
de julho.
O próximo passo é o vestibular, nosso
objetivo comum. Na sociedade atual,
conforme preceitua o projeto pedagógico
do Aprovar, o vestibular funciona como o
vetor mais visível de uma finalidade
fundamental que a sociedade parece
atribuir para a educação: selecionar os
melhores para seguir os estudos em nível
universitário ou para merecer títulos
declaratórios de distinção e prestígio.
O Aprovar vem particularizar ainda mais a
perspectiva sociológica da UEA, à medida
que se coloca, na qualidade de comandante
desse processo seletivo, a serviço dos da
terra, notadamente os que não têm capacidade
econômica para custear uma preparação
para o vestibular. Dessa forma, foi
criado para oportunizar aos alunos do
último ano do ensino médio e aos que já o
concluíram, não excluindo as pessoas com
necessidades especiais, a real condição de
concorrer às vagas nas universidades
públicas, almejando êxito nos processos de
seleção ao ingresso em cursos públicos de
nível superior.
Assim, por intermédio do Aprovar, a UEA dá
movimento à idéia de que a educação não
pode fugir ao aprimoramento técnico,
fazendo convergir seus fins institucionais
com o avanço tecnológico, na condição de
instrumento. Modernamente, a forma mais
eficaz de realizar essa articulação é saber
comandar ciência e tecnologia, cuidando
sempre de manter a educação em posição
dianteira.
Na ponta da linha desse processo tecnológico,
vem você, caro estudante, com sua
força de vontade e seus objetivos pessoais.
A hora é de acelerar, dar um gás para não
perder o ritmo. Nos últimos quatro
concursos vestibulares, 1.896 estudantes
que estudaram pelo Aprovar agiram desta
forma e hoje são alunos da UEA.
Módulo 4 vai
até a apostila
número 32 Química orgânica
RADICAIS
É a denominação dada ao agrupamento neutro
de átomos que apresenta um ou mais elétrons
livres (valências livres).
Uma vez escolhida a cadeia principal, as demais
cadeias secundárias serão consideradas radicais.
O nome da cadeia principal é dado de modo
idêntico ao dos compostos de cadeia normal e
deve ser precedido pelo nome dos radicais.
Importante: No caso de duas ramificações, são
bastante usados os prefixos orto (o), meta (m)
e para (p), indicativos das posições 1 – 2, 1 – 3,
1 – 4, respectivamente:
Exemplo:
Existem compostos romáticos que possuem
mais de um anel benzênico:
ALQUILAS
Também denominados alcoílas, são radicais
saturados. Derivam da retirada de um hidrogênio
de um alcano.
Alcano – 1H → radical alquil(a)
São eles:
a) 1 carbono: CH3 – metil(a)
b) 2 carbonos: CH3 – CH2 – etil
c) 3 carbonos: CH3 – CH2 – CH2 – n-propil
CH3 – CH – sec propil, s-propil
I ou isopropil
CH3
d) 4 carbonos:
CH3 – CH2 – CH2 – CH2 – n-butil
CH3 – CH2 – CH – sec butil
I
CH3
CH3 –– C –– CH3 terc-butil ou t-butil
CH3
CH3 –– CH –– CH2 iso-butil
CH3
e) 5 carbonos:
CH3 – CH2 – CH2 – CH2 – CH2 n-penil
CH3 – CH – CH2 – CH2 iso-penil
I
CH3
CH3 –– C –– CH2 –– CH3 terc-penil
CH3
CH3
CH3 –– C –– CH2 – neo-penil ou neo-amil
CH3
Alquenilas
São radicais monovalentes derivados de
alcenos (alquenos).
São eles:
• 2 carbonos:
CH2 = CH – etenil ou vinil
• 3 carbonos:
CH2 = C – iso-propenil ou iso-alil
I
CH3
CH2 = CH – CH2 – propenil ou alil
Alquinilas
São radicais monovalentes derivados dos alcinos
(alquinos).
São eles:
CH ≡ C – etinil
CH ≡ C – CH2 – propinil
Radicais Cíclicos
São radicais cuja valência livre encontra-se num
carbono pertencente a um ciclo saturado.
São eles:
ciclopropil ciclobutil
cicloprentil
Radicais Arilas
A valência livre encontra-se num carbono pertencente
a um núcleo aromático. São eles:
HALETOS
São compostos derivados dos hidrocarbonetos
pela troca de um ou mais hidrogênios por
halogênios (F, Cl, Br, I).
Exemplos: CH3Br; CHCl = CCl2 ; CCl2F2
Nomenclatura:
OFICIAL (IUPAC)
O halogênio é considerado apenas uma
ramificação presa à cadeia principal.
USUAL
Usam-se as palavras cloreto, brometo, etc,
seguido do nome do radical orgânico.
Observe:
CH3 –– CH –– CH3
Br
Brometo de isopropila Cloreto de benzila
Haleto Orgânico: R –– X
onde, R = radical orgânico
X = halogênio
FUNÇÕES OXIGENADAS
Álcoois
São compostos orgânicos que apresentam uma
ou mais hidroxilas (–OH) ligadas a átomos de
carbono saturado. Veja:
CH3 – CH2 – CH2 – OH
Nomenclatura:
Oficial:
Prefixo + indicativo + OL
• a numeração da cadeia principal começa pela
extremidade mais próxima da hidroxila.
Química
Professor MARCELO Monteiro
3
Desafio
Químico
01. Mostre as estruturas destes compostos:
a) 2-metil-3-pentanol
b) 3-etil-2, 2, 4, 4-tetrametil-3-hexanol
c) 2, 3-dimetilcicloexanol
d) 3, 5-dietilcicloexanol
02. Dê o nome dos compostos abaixo:
03. Dê a fórmula estrutural dos compostos
abaixo:
a) 4-etil-2, 6-dimetilfenol
b) ortometilfenol
c) 3-isopropilfenol
d) α-naftol
e) β-naftol
04. O nome do composto
pelas regras da IUPAC, é:
a) 3-fenil-2hexanal
b) propil-n-metilfenilcarbinol
c) 4-fenil-4-etilbutanol
d) propilfeniletilcarbinol
e) 3-fenil-3hexanol
05. (Unicamp) A substância 2–propanona
pode ser chamada simplesmente de
propanona, já que não existe um composto
com o nome de 1–propanona.
Explique por quê.
06. (UFPA) O nome oficial (IUPAC) do
composto
a) 2-metil-3-octen-5-ona
b) 1-isopropil-3-hexanona
c) 6-isopropil-5-hexen-4-ona
d) 7-metil-5-octen-4-ona
e) 1-neopentenil-n-propilcetona
Usual:
Álcool ____________________ ICO
Nome do radical
Exemplos:
Classificação:
De acordo com a posição do radical
• Álcool primário: o grupo – OH liga-se a
carbono primário;
• Secundário: liga-se a carbono secundário;
• terciário: liga-se a carbono terciário.
De acordo com a quantidade de – OH:
• Monoálcoois: apresentam 1 OH;
• Diálcoois: apresentam 2 OH;
• Triálcoois: apresentam 3 OH.
Resumindo,
Álcool: R – OH
Fenóis
São compostos orgânicos que apresentam uma
ou mais hidroxilas ou oxidrilas (OH–) ligadas
diretamente ao anel aromático. Observe:
Nomenclatura:
Usamos o prefixo hidroxi.
A numeração começa na hidroxila.
Exemplo:
Hidroxi - 2 - metil - 4 - etil benzeno
Enol
São compostos orgânicos que apresentam a
hidroxila ligada a um átomo de carbono
insaturado. Observe:
OH
C ==C
São compostos instáveis, pois os elétrons da
ligação entre os carbonos são facilmente atraídos
pelo oxigênio do grupo – OH, o que provoca um
rearranjo na molécula, que acaba se transformando
numa outra função (aldeído ou cetona).
Aldeídos
São compostos orgânicos que possuem grupo
funcional aldoxila.
Nomenclatura:
Oficial: ___________________ + AL
Prefixo + indicativo
Usual: Aldeído ______________________
Complemento
Esse complemento será:
• fórmico – 1 carbono;
• acético – 2 carbonos;
• propílico – 3 carbonos;
• butílico – 4 carbonos;
• valérico – 5 carbonos;
Exemplos:
Cetonas
São compostos orgânicos que possuem o
grupo funcional carbonila.
R1 –– C –– R2
O
Nomenclatura:
Oficial: ________________ + ONA
Prefixo + indicativo
Usual: ____________ – _____________ CETONA
Radical menor Radical maior
Exemplos:
Exercício
01. Quanto à classificação dos álcoois
saturados e fórmula de constituição do
C4H10O, a única opção correta é:
a) 2 álcoois primários, 1 secundário e 1
terciário.
b) 2 álcoois primários, 2 secundários e 1
terciário.
c) 2 álcoois primários, 1 secundário e 2
terciários.
d) 1 álcool primário, 2 secundários e 2
terciários.
e) 3 álcoois primários, 1 secundário e 1
terciário.
02. A fórmula estrutural está representando
um composto de nome:
a) 2-vinilpentano.
b) 1-cloro-1-metil-2-pentano.
c) 5-cloro-4-etilpentano.
d) 5-cloro-4-metilexano.
e) 2-cloro-3-metilexano.
03. (UFPA) O nome correto do composto
abaixo é:
a) 3-propil-2-hexanona
b) 3-etilexanal
c) 3-etil-2-hexanol
d) 4-etil-5-hexanona
e) n. d. a
4
01. Nas reações químicas de um modo geral
aumenta a velocidade das reações
químicas por meio da elevação da
temperatura .Isto ocorre porque aumenta
I. a velocidade média das moléculas
reagentes
II. a energia cinética média das
moléculas reagentes
III. a freqüência das colisões entre as
moléculas
Das afirmações acima são corretas :
a) I
b) II
c) I e II
d) I e III
e) I , II e III
02. Para diminuir a poluição atmosférica ,
muitos carros utilizam conversores
catalíticos , que são dispositivos como
colméias contento catalisadores
apropriados e por onde fluem os gases
produzidos na combustão .
Das afirmativas acercas das reações
que ocorrem nesses dispositivos :
I. São de catálise heterogênea
II. Os catalisadores são consumidos
nas reações
III. Os catalisadores aumentam a superfície
de contato entre os reagentes
IV. Baixas temperaturas provavelmente
aumentam a eficácia dos conversores
catalíticos
As corretas são :
a) I
b) II
c) III
d) I e III
e) II e IV
03. A combustão completa do etanol
ocorre pela reação :
1C2H5HO(l) + 3O2 → 2CO2(g) + 3H2O(l)
Considerando que em uma hora de
reação foram produzidos 2640 g de
gás carbônico , você conclui que a
velocidade da reação , expressa em
número de mol de etanol consumido
por minuto é :
a) 0,5
b) 1,0
c) 23
d) 46
e) 69
04. O que ocorre com a velocidade da
reação 2A + B → 2C + D se
dobrarmos as concentrações dos
regentes?
Desafio
Químico Cinética química
Cinética Química é a parte da Química que
estuda a velocidade das reações e os fatores
que nela influenciam.
É muito importante estudar a velocidade das
reações químicas. Como exemplo, lembramos
que, se uma indústria química consegue
“acelerar” suas reações, ela estará reduzindo o
tempo e tornando seu processo mais econômico.
Condições Para Que Ocorra Uma Reação
Para que uma reação química possa ocorrer, é
preciso que haja entre os reagentes:
• Contato
• Afinidade Química: espécie de “simpatia”
existente entre os reagentes.
• Colisão favorável: as partículas, moléculas
ou os íons devem colidir entre si em uma
orientação favorável.
• Energia de Ativação – é a energia necessária
para que os reagentes atinjam o estado de
complexo ativado , sem essa energia a reação
não ocorre , quanto menor o valor da energia
de ativação mais rápida será a reação
química.
Fatores que influem na velocidade das reações
São diversos os fatores que podem influir na
velocidade de uma reação química, tornando-a
mais rápida ou mais lenta. Os principais são:
1. Natureza dos Reagentes
Para que uma reação química se realize, é necessário
que as ligações existentes nos reagentes
sejam rompidas, possibilitando a formação de
novas ligações que darão origem aos produtos.
Desse modo é fácil concluir que:
“Quanto maior for o número de ligações a
serem rompidas nos reagentes e quanto mais
fortes forem essas ligações, mais lenta será a
reação e vice-versa.”
É por isso que, de um modo geral, as reações
orgânicas, que envolvem moléculas grandes
com muitas ligações a serem rompidas, são
mais lentas que as reações inorgânicas, que
normalmente envolvem íons e poucas ligações a
serem rompidas.
Exemplo:
CH4(g) + 2 O2(g) → CO2(g) + 2 H2O(l)
(muito lenta a 20° C)
HCl(aq) + NaOH(aq) → NaCl(aq) + H2O(l)
(instantânea a 20° C)
2. Superfície de Contato
Chama-se superfície de contato a área de um
determinado reagente efetivamente exposta aos
demais reagentes.
Como a realização de uma reação química
depende fundamentalmente do contato entre as
substâncias reagentes, conclui-se que, mantendo
os demais fatores constantes:
“Quanto maior a superfície de contato dos
reagentes envolvidos, maior a velocidade da
reação e vice-versa.”
Desse modo, observa-se que a barra de ferro,
oxida-se muito lentamente, enquanto uma
palhinha, também de ferro, oxida-se
rapidamente, devido à maior superfície de
contato entre o ferro, na palhinha, o oxigênio do
ar e a umidade.
Um outro exemplo é o remédio efervescente, que
se dissolve mais lentamente na água se estiver
na forma de comprimido e mais rapidamente, se
estiver na forma de pó, também devido à maior
superfície de contato entre o pó e a água.
3. Luz e Eletricidade
Quando é necessária a presença de radiações
luminosas para que a reação se realize, dizemos
que se trata de uma reação fotoquímica.
Em reações fotoquímicas, há sempre a presença
de um reagente colorido, que é dito fotoquimicamente
ativo.
As moléculas do reagente fotoquimicamente
ativo são ativadas energeticamente quando
absorvem energia luminosa, podendo, desse
modo, dar início à reação.
Da mesma forma que muitas reações são
ativadas pela luz, há reações que são ativadas
pela eletricidade ou passagem da corrente
elétrica.
Um exemplo interessante é a reação entre gás
hidrogênio e gás oxigênio, formando água.
4. Temperatura
Sendo a temperatura uma medida da energia
cinética média das partículas de uma substância,
um aumento de temperatura representa
diretamente um aumento de energia cinética ou
aumento do movimento das partículas.
Movimentando-se mais rapidamente, as
partículas irão colidir com maior freqüência e
violência, o que acarretará um aumento na
velocidade da reação.
Um aumento de temperatura aumenta a
velocidade de reações químicas exotérmicas e
endotérmicas, embora favoreça mais
intensamente as reações endotérmicas.
5. Concentração dos Reagentes
Quanto maior o número de partículas de reagentes
por unidade de volume (maior concentração),
maior a probabilidade de essas partículas colidirem
de modo efetivo. Consequentemente, maior será a
velocidade da reação.
Catalisador é uma substância que aumenta a
velocidade da reação, diminuindo a energia de
ativação necessária para reagentes atingirem o
complexo ativado.
Velocidade das Reações
Velocidade Média
Dada a reação química:
aA + bB → cC + dD
Definimos como Δ[C] = diferença entre as
concentrações molares inicial e final da
substância C.
Δt = variação de tempo
Temos:
Vm = Δ[C]/Δt - velocidade média da reação em
relação à substância C.
Considere que a reação acima forneça-nos os
seguintes resultados experimentais.
Teremos, então, no intervalo de 0 a 5 minutos:
20,0 – 0
Vm= ––––––––– → Vm= 4,0mol/l . min
5 – 0
no intervalo de 5 a 10 minutos:
Química
Professor CLÓVIS Barreto
5
32,5 – 20,0
Vm= ––––––––––––– → Vm= 2,5mol/l . min
10 – 5
no intervalo de 10 a 15 minutos:
40,0 – 32,5
Vm= ––––––––––––→Vm= 1,5mol/l . min
15 – 10
no intervalo de 15 a 20 minutos:
43,5 – 40
Vm= ––––––––––––→Vm= 0,7mol/l . min
20 – 15
Analogamente, podemos escrever as
velocidades médias de A, B e D:
Δ[A] Δ[B] Δ[D]
VmA=–––––– VmB=––––– VmD= –––––
Δt Δt Δt
À medida que a reação se desenvolve, os
reagentes vão sendo consumidos, e os
produtos vão sendo formados. Expressando
esse fato em um gráfico da concentração molar
de reagentes e produtos, em função do tempo,
obteremos a seguinte curva:
Experimentalmente, verifica-se que, na maioria
das reações, a velocidade é máxima no início da
reação e vai-se tornando progressivamente
menor com o passar do tempo.
Se fizermos um gráfico da velocidade em
função do tempo para uma reação genérica,
obteremos a seguinte curva:
Lei da Ação das Massas
Também conhecida como Lei de Guldberg -
Waage diz que “a velocidade de uma reação é
diretamente proporcional às concentrações
molares dos reagentes elevadas aos seus
respectivos coeficientes obtidos na equação
química correspondente.
Assim, sendo a reação:
aA + bB → cC + dD
V = K [A]a [B]b onde k = constante da velocidade
Ex.: N2 + 3H2
V = K [N2] [H2]3
Porém, em vários casos, os valores dos
coeficientes a, b, ... não são iguais aos
expoentes; veja:
V = K[A]α [B]β com a ≠ α e b ≠ β
Quando isso ocorre, devemos obter os valores
de α, β, ... experimentalmente.
Exemplo:
Pela lei, sabemos que:
V = k[Cl2]α [Fe2+]β
Baseado nos experimentos, encontramos:
Experimento 1: 1 = k . (0,1)α . (1,0)β (1)
Experimento 2: 2 = k . (0,2)α . (1,0)β (2)
Experimento 3: 0,5 = k . (0,1)α . (0,5)β (3)
Assim:
Dividimos (1) por (2):
Dividimos (1) por (3):
Determinação de k:
Substituindo os valores em (1):
1 = k . (0,1)1 . (1,0)1 → k = 10
Logo, a expressão da velocidade será:
V = k [Cl2] [Fe2+] com k = 10
Ordem de uma Reação
É a soma de todos os expoentes que aparecem
na expressão da velocidade da reação.
Assim,
aA + bB → cC + dD
Ordem da reação: a + b
Porém nem sempre os problemas citam apenas
a ordem global da reação. Em determinados
casos, é mencionada a ordem da reação em
relação a um determinado reagente:
aA + bB → cC + dD
Ordem da reação em relação a A:a
Ordem da reação em relação a B:b
Exercícios
01. Uma das reações que podem ocorrer
no ar poluído, a 25°C , é a reação do
dióxido de nitrogênio, NO2(g), com
ozônio, O3:
1NO2(g) + 1O3(g) → 1NO3(g) + 1O2(g)
A expressão da lei da velocidade e o
valor da constante de velocidade são
respectivamente :
a) v = k. [NO2] e 2,2.107
c) v = k. [NO2] . [ O3 ] e2,2.107
b) v = k.[O3] e 4,4.107
d) v = k. [NO2] . [O3] e 4,4.107
e) v = k. [NO2] + [O3] e 2,2.107
02. O harber é um importante processo
industrial para produzir amônia ,
conforme a reação :
1N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g)
Colocados em um reator, nitrogênio e
hidrogênio , obtiveram-se os seguintes
dados em minutos e mol/l:
A velocidade média em função de
NH3(g), N2, H2 e a velocidade média
da reação são, respectivamente:
a) 0,01 ; –0,005 ; –0,015 e 0,005 mol. l–1.min–1
b) 0,01 ; –0,135 ; –0,045 e 0,005 mol.l–1.min–1
c) 0,01 ; –0,005 ; –0,015 e 0,005 mol. l–1.min–1
d) 0,01 ; –0,130 ; –0,045 e 0,005 mol. l–1.min–1
d) 0,10; –0,135 ; –0,450 e 0,005 mol. l–1.min–1
03. A reação de decomposição do amoníaco
produz 8,40 g/min de nitrogênio .A
velocidade dessa reação em mols de
amoníaco, NH3(g) decomposto por hora
é:
a) 0,30 mol/h
b) 60 mol/h
c) 18 mol/h
d) 36 mol/h
e) 1,80 mol/h
01. Um bico de gás está queimando butano
à razão de 2,24l/min (nas CNTP) de
acordo com a equação:
Calcular a velocidade de formação do
gás carbônico, em mols por minuto.
02. Considere os seguintes fatores:
temperatura, pressão, estado de
divisão, concentração e catalisador.
Quantos desses fatores podem alterar a
velocidade de uma transformação
química?
a) um b) dois c) três
d) quatro e) cinco
03.
Com relação aos dados experimentais
da tabela acima, relativos à reação:
a expressão que sugere a lei da
velocidade de reação é:
a) v = K[Cl2] . [Fe2+]
b) v = K[Cl2] . [Fe2+]2
c) v = K[Cl2]2 . [Fe2+]2
d) v = K[Cl2]2 . [Fe2+]0
e) v = K[Cl2]0 . [Fe2+]2
04. Quantos mols de HI devem ser decompostos
para haver liberação de 150J?
a) 5 b) 10 c) 15
d) 20 e) 25
05. A equação:
tem as seguintes etapas intermediárias:
HX + Y2 → HXY2 (lenta)
HXY2 + HX → 2HXY (rápida)
HXY + HX → H2Y + X2 (rápida)
Qual das seguintes expressões da
velocidade determina a velocidade na
reação global?
a) V1 = K1[HX]2 . [Y2]1/2
b) V2 = K2[H2Y] . [X2]
c) V3 = K3[HX] . [Y2]
d) V4 = K4[HXY2] . [HX]
e) V5 = K5[HXY] . [HX]
06. Com relação à velocidade das reações,
qual das afirmações é falsa?
a) Depende das concentrações dos regentes.
b) Aumenta com a temperatura.
c) É afetada pelos catalisadores.
d) Independe do estado físico dos reagentes.
e) Depende das etapas intermediárias da
reação.
Desafio
Químico
6
Embriologia I
1. Estudo do óvulo
O óvulo é uma célula normalmente imóvel e muito
maior que o espermatozóide. Como toda célula,
apresenta membrana, citoplasma e núcleo.
É no citoplasma do óvulo que se encontra o
vitelo ou deutoplasma, substância que serve de
alimento ao embrião.
A quantidade de vitelo é variável nos diferentes
óvulos, varia também a localização do vitelo em
relação ao citoplasma e ao núcleo. Esses dois
caracteres permitem classificar os óvulos em
diversos tipos, como podemos observar a seguir:
Isolécito ou Oligolécito
Possui pouco vitelo, homogênea ou quase
homogenearmente distribuído pelo citoplasma.
Ex.: anfioxo, mamiferos
Heterolécito
Muito vitelo. Distinção entre pólo animal, que
contém o núcleo, e pólo vegetativo, que contém
o vitelo. Ex:anfíbios.
Telolécito
Óvulos grandes, com muito vitelo, no pólo
vegetativo. Nítida separação entre o citoplasma
e o vitelo, no pólo animal.ex: peixes (alguns),
répteis e aves.
Centrolécito
Vitelo ocupa praticamente toda a célula e não se
mistura ao citoplasma, que é reduzido a uma
pequena região na periferia da célula e junto ao
núcleo.ex: insetos.
TIPOS DE OVOS
Após a fecundação, o ovo sofre sucessivas
divisões mitóticas, dando origem a várias
células, que permanecem unidas. É o início do
desenvolvimento do embrião.
Inicialmente, mesmo com o aumento do número
de células, não há aumento do volume total. A
esse período chamamos segmentação ou
clivagem.
A fase seguinte é a gastrulação. Nessa fase, o
aumento do número de células é acompanhado
do amento do volume total. Formam-se ainda
nessa fase, os folhetos germinativos ou embrionários,
que darão origem a todos os tecidos do
indivíduo,formação do blastóporo e arquêntero.
O estágio seguinte é a neurulação ou
organogênese, em que ocorre a diferenciação
(formação) dos órgãos.
Períodos do desenvolvimento embrionário
após a fecundação
Segmentação ou Clivagem: aumento do
número de células sem aumento do volume total.
Gastrulação: aumento do número de células
com aumento do volume total e organização dos
folhetos germinativos,formação do blastóporo e
arquêntero.
Neurulação ou Organogênese: formação do
tubo neural,celoma e notocorda e a diferenciação
dos folhetos embrionários em órgãos.
Tipos de segmentação
As divisões que ocorrem durante a segmentação
denominam-se clivagens e as células que se
formam são chamadas blastômeros.
No reino animal, a diferença na quantidade e na
distribuição do vitelo no ovo determina diferenças
na segmentação, pois a quantidade de vitelo influi
na velocidade de divisão da célula: quanto maior
a quantidade de vitelo, menor a velocidade de
divisão. Em função disso, podemos considerar
dois tipos básicos de segmentação:
• Holoblástica ou total – ocorre no ovo todo;
• meroblástica ou parcial– ocorre só em parte
do ovo.
Segmentação holoblástica ou total
Segmentação meroblástica ou parcial
Segmentação holoblástica
A segmentação holoblástica ocorre nos ovos
alécitos, isolécitos e heterolécitos e pode ser
subdividida em três tipos, com base no tamanho
das células que se formam a partir da terceira
clivagem (quando muda o plano de divisão
celular):
• Holoblástica igual – formam-se, com a
terceira clivagem, oito blastômeros iguais.
Ocorre nos ovos alécitos e isolécitos:
• Holoblástica desigual – formam-se, com a
terceira clivagem, blastômeros de taanhos
diferentes: quatro menores (micrômeros) e
quatro maiores (macrômeros). Ocorre em
ovos heterolécitos:
Biologia
Professor JONAS Zaranza
01. (Puccamp) No desenvolvimento
embrionário de um ovo de galinha,
formam-se blastômeros
a) apenas na camada superficial;
b) apenas no disco germinativo;
c) iguais em toda a gema;
d) maiores no pólo vegetativo e menores no
pólo animal;
e) maiores no pólo animal e menores no
pólo vegetativo.
02. (Puccamp) Qual das afirmações a
seguir, relativas a diferentes tipos de
ovos, é verdadeira?
a) Ovos com muito vitelo no pólo vegetativo
têm segmentação total.
b) Ovos com muito vitelo no centro têm
segmentação discoidal.
c) Ovos oligolécitos têm segmentação
parcial.
d) Os ovos da maioria dos artrópodos são
oligolécitos.
e) Os ovos da maioria dos mamíferos são
pobres em vitelo.
03. (Puccamp) Comparando-se o
desenvolvimento embrionário do anfioxo
com o das aves, verifica-se que
a) no anfioxo, a segmentação é holoblástica;
nas aves, é meroblástica;
b) o anfioxo é um animal protostômio; as
aves são deuterostômias;
c) o anfioxo é um animal diploblástico; as
aves são triploblásticas;
d) o embrião do anfioxo é protegido por
anexos embrionários; o das aves só é
protegido pela casca do ovo;
e) o embrião do anfioxo desenvolve-se fora
do corpo materno; o das aves
desenvolve-se no interior do útero
materno.
04. (Puccamp) Um pesquisador, ao
examinar ovos em desenvolvimento
observou que apresentavam as
seguintes características:
– grande quantidade de vitelo
– clivagem parcial discoidal
– presença de âmnio, alantóide e cório
– somitos mesodérmicos
– tubo neural dorsal
De acordo com esses dados, conclui-se
que os ovos
a) não eram de aves;
b) não eram de répteis;
c) eram de anfíbios ou de répteis;
d) eram de anfíbios ou de aves;
e) eram de répteis ou de aves.
Desafio
Biológico
7
Segmentação meroblástica
Devido à diferença na distribuição do vitelo,
existem dois tipos básicos de segmentação
meroblástica:
• segmentação meroblástica discoidal;
• segmentação meroblástica superficial.
Na segmentação meroblástica discoidal, as
divisões ocorrem apenas na região da cicatrícula
(região da célula sem vitelo), formando um disco
de células sobre a massa de vitelo. Esse tipo de
segmentação dá-se nos ovos telolécitos.
Segmentação meroblástica discoidal
A segmentação meroblástica superficial ocorre
nos ovos centrolécitos. As células embrionárias
ficam dispostas na superfície do ovo, deixando
o vitelo no seu interior.
Segmentação meroblástica superficial
Fases da segmentação
Embora existam diferentes tipos de
segmentação, ela normalmente se realiza
segundo duas fases:
• mórula – forma-se um maciço celular com
poucas células;
• blástula – forma-se uma cavidade interna
cheia de líquido.
Exclusivo dos mamiferos
Blastocisto
Durante essas duas fases, de mórula e de blástula,
o volume total permanece constante, embora
aumente o número de células. Não há, portanto,
aumento de volume durante a segmentação.
A cavidade central que se observa na blástula
recebe o nome de blastocele e é cheia de
líquido sintetizado pelas células que formam os
seus limites.
Nos ovos isolécitos e heterolécitos, a blastocele
é bem desevolvida.
Na blástula formada pela segmentação dos
ovos telolécitos não chega a se constituir uma
verdadeira blastocele, pois a cavidade formada
não é inteiramente delimitada pelos
blastômeros. É chamada discoblástula, pois o
ovo tem segmentação discoidal e blastocele
recebe o nome de cavidade subgerminal.
Exercícios
01. UEA “A obtenção de células-tronco
tem sido feita a partir de embriôes com
5 e 6 dias de vida e que já apresentam
cerca de 100 células. Recentemente
foi possível obter células-tronco a
partir de embriões com 3 e 4 dias de
vida e que apresentavam de 8 a 10
células.”
(Ciência hoje, 212 Vol. 36; jan/fev 2005)
Embriões com 3 a 4 dias de vida e com
cerca de 8 a 10 células e embriões com
5 a 6 dias de vida e com cerca de 100
células correspondem, respectivamente,
às fases:
a) mórula inicial e mórula avançada;
b) mórula e blástula;
c) blástula inicial e blástula avançada;
d) blástula e gástrula;
e) gástrula inicial e gástrula avançada.
02. (Fuvest) Qual a diferença, no desenvolvimento
embrionário, entre animais
com ovos oligolécitos e animais com
ovos telolécitos?
a) Número de folhetos embrionários
formados.
b) Presença ou ausência de celoma.
c) Presença ou ausência de notocorda.
d) Tipo de segmentação do ovo.
e) Modo de formação do tubo neural.
03. (Unesp) Considere os esquemas,
numerados de 1 a 6, que mostram os
diferentes estágios que ocorrem
durante o processo de clivagem.
Observe que eles não estão na
seqüência correta de acontecimentos.
Em qual alternativa o desenvolvimento
embrionário está em ordem seqüencial
totalmente correta?
a) 3 - 6 - 1 - 4 - 5 - 2.
b) 5 - 3 - 1 - 4 - 6 - 2.
c) 3 - 5 - 2 - 1 - 6 - 4.
d) 1 - 3 - 5 - 6 - 4 - 2.
e) 3 - 1 - 5 - 2 - 6 - 4.
01. (Pucsp) Considere três animais com as
seguintes características relativas ao
desenvolvimento:
I. apresenta ovo rico em vitelo
(telolécito), com segmentação
parcial; não tem estágio larval.
II. apresenta ovo pobre em vitelo
(oligolécito), com segmentação total;
não tem estágio larval.
III. apresenta ovo com quantidade
razoável de vitelo (mediolécito), com
segmentação total; tem estágio larval.
Os animais I, II e III podem ser, respectivamente,
a) galinha, camundongo e sapo.
b) rã, tartaruga e tamanduá.
c) tatu, sapo e largatixa.
d) avestruz, rã e tatu.
e) capivara, jacaré e salamandra.
02. (Unesp) Um dos caminhos escolhidos
pelos cientistas que trabalham com
clonagens é desenvolver em humanos
a clonagem terapêutica, principalmente
para a obtenção de células-tronco, que
são células indiferenciadas que podem
dar origem a qualquer tipo de tecido.
Quanto a este aspecto, as célulastronco
podem ser comparadas às
células dos embriões, enquanto estas
se encontram na fase de
a) mórula.
b) gástrula.
c) nêurula.
d) formação do celoma.
e) formação da notocorda.
Leitura complementar
As células-tronco embrionárias – As célulastronco
embrionárias são estudadas desde o
século 19, mas só há 20 anos dois grupos
independentes de pesquisadores conseguiram
imortalizá-las, ou seja, cultivá-las indefinidamente
em laboratório. Para isso, utilizaram células
retiradas da massa celular interna de blastocistos
(um dos estágios iniciais dos embriões de
mamíferos) de camundongos. Essas células são
conhecidas pela sigla ES, do inglês embryonic
stem cells (células-tronco embrionárias), e são
denominadas pluripotentes, pois podem proliferar
indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas
também podem se diferenciar se forem
modificadas as condições de cultivo. De fato, é
preciso cultivar as células ES sob condições muito
especiais para que proliferem e continuem
indiferenciadas, e encontrar essas condições foi o
grande desafio vencido pelos cientistas.
Desafio
Biológico
Ciclos biogeoquímicos
Ciclo do nitrogênio
O nitrogênio é um elemento muito importante
para os seres vivos, pois faz parte da composição
das proteínas e dos ácidos nucléicos. Ele é muito
abundante na atmosfera, onde ocorre como gás
(N2). Apesar disso, não é utilizado de modo direto
pelos seres vivos, com exceção de alguns
microrganismos. Seu aproveitamento pelos seres
vivos está na dependência de sua fixação e
posterior nitrifcação.
A fixação do N2 pode ser feita por meio de
radiação ou da biofixação, sendo este último
processo o mais importante. A biofixação é
realizada por bactérias, cianobactérias e fungos,
que podem viver livres no solo ou associados
principalmente a raízes de plantas. Esses
organismos são os únicos que conseguem
transformar o N2 atmosférico em uma forma
utilizável pelos seres vivos: a amônia (NH3).
Amabis 3 pág. 180, fig. 180.
Nódulos de bactérias fixadoras de nitrogênio em raízes
de leguminosas (bacteriorrizas)
A amônia produzida pelos biofixadores
associados é incorporada diretamente aos
aminoácidos da planta em que vivem. Já a
amônia produzida pelos biofixadores de vida
livre é transformada por nitrificação em nitrito e
depois em nitrato, pela ação das bactérias
nitrificantes (Nitrosomonas e Nitrobacter). Essas
bactérias são autótrofas quimiossintetizantes,
que utilizam a energia da nitrificação para a
síntese de suas substâncias orgânicas.
O nitrato pode ser absorvido pelos vegetais e o
nitrogênio nele contido é utilizado na síntese de
aminoácidos, proteínas e ácidos nucléicos.
Essas substâncias são transferidas direta ou
indiretamente para os animais, ao longo das
cadeias alimentares.
O nitrogênio deixa o corpo dos organismos por
dois processos: excreção de produtos nitrogenados
e/ou decomposição dos organismos
mortos.
As substâncias nitrogenadas – uréia e ácido
úrico – são transformadas em amônia por
bactérias e fungos decompositores, que
também degradam proteínas do corpo dos
organismos mortos, transformando-as em
amônia.
A amônia pode retornar ao ciclo sendo
transformada em nitrito e nitrato. As bactérias
desnitrificantes
Pseudomonas devolvem o nitrogênio (N2) do
nitrato e do nitrito para a atmosfera, reiniciando
o ciclo.
Importância do Nitrogênio para os seres
vivos:
Ácidos Nucléicos, DNA e RNA, Síntese protéica
Imunológica: Anticorpos são proteínas
Estrutural: Proteínas têm função plástica,
indivíduos desnutridos podem apresentar
tecidos flácidos. Podem desenvolver
KWARSHIORKOR, doença calórico-protéica.
Adubação Verde
Os agricultores têm interferido conscientemente
no ciclo do nitrogênio com objetivo de manter
maior produtividade em suas culturas. Uma das
maneiras de aumentar o nitrogênio no solo é
por meio de cultivo de leguminosas (soja, feijão
e alfafa), que abrigam em suas raízes as
bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero
Rhizobium. Podem-se fazer plantações
consorciadas ou em períodos alternados, que
denominamos de rotação de cultura. É
importante também salientar que não se deve
queimar a grama que foi cortada e sim colocálas
no pé das plantas, pois irão sofrer ação dos
decompositores aumentando a disponibilidade
do Nitrogênio.
Ciclo do Fósforo
Amabis 3 antigo amarelo, pág. 362. Fig.19.16. Livro
pequeno.
O Fósforo é o único elemento dos principais
ciclos que não apresenta uma porção
atmosférica, começa com um ciclo de tempo
ecológico, pois é necessária a participação dos
produtores na absorção deste elemento no solo.
É importante verificar que o fósforo é
considerado um macronutriente para as plantas,
ou seja, as plantas precisam em grande
quantidade e é através da nutrição e ingestão
dos herbívoros que esse elemento entra na
cadeia trófica.
Observe que o fósforo passa dos produtores
para os consumidores primários, secundários,
terciários etc. e quando chega ao consumidor
de topo, este ao morrer será decomposto e o
fósforo devolvido ao meio, fechando o ciclo de
tempo ecológico.
8
01. Entre os microorganismos do solo
estão os que atuam no ciclo do
nitrogênio, como é o caso das
bactérias que se associam às raízes
das leguminosas. Elas
a) devolvem N‚ para o ar;
b) absorvem N‚ do ar;
c) liberam amônia no solo;
d) transformam amônia em nitritos;
e) transformam nitritos em nitratos.
02. (FGV) O nitrogênio é essencial a todos
os organismos vivos, especialmente
para a síntese de proteínas, ácidos
nucléicos e aminoácidos. Apesar de ele
existir na atmosfera terrestre em grande
quantidade, sob a forma de N‚, nenhum
organismo eucarionte é capaz de usá-lo
diretamente nessa forma. Por outro
lado, a fertilidade do solo depende de
adequado teor de nitrogênio.
Indique a afirmação correta:
a) Os animais vertebrados obtêm o
nitrogênio através dos alimentos.
b) Os animais vertebrados obtêm o
nitrogênio através do ar que respiram.
c) Os animais vertebrados obtêm o
nitrogênio através da água que bebem .
d) Os aracnídeos obtêm o nitrogênio
através da água.
e) Os insetos obtêm o nitrogênio através do
ar.
03. (Fuvest) Uma certa raça de gado,
quando criada em pastagens
argentinas, apresenta ganho de peso
corpóreo relativamente maior, em
mesmo período de tempo, do que
quando criada no Brasil. A explicação
para essa diferença é que o solo
argentino é mais rico em
a) ácidos, o que melhora a digestão dos
ruminantes e o aproveitamento calórico
da pastagem;
b) dióxido de carbono, o que aumenta a
quantidade de carboidratos da pastagem;
c) nitrogênio, o que aumenta o valor
protéico da pastagem;
d) sais minerais, o que aumenta a
quantidade de carboidratos da pastagem;
e) sódio, o que aumenta o valor calórico da
pastagem.
04. (Fuvest) A maior parte do nitrogênio que
compõe as moléculas orgânicas
ingressa nos ecossistemas pela ação de
a) algas marinhas;
b) animais;
c) bactérias;
d) fungos;
e) plantas terrestres.
Desafio
Biológico
Biologia
Professor GUALTER Beltrão
9
Não devemos esquecer que o fósforo contido
no solo pode sofrer ação das chuvas, fenômeno
que denominamos de LIXIVIAÇÃO e, levado
para dentro dos lagos, aumentando a
sedimentação e diminuindo a sua profundidade,
mecanismo que nos leva a perceber o tempo de
vida predeterminado de um lago. Então, com os
milhares de anos que se sucedem haverá perda
de sua profundidade e acúmulo de sedimento
rico em íon fosfato, que por movimento
geológico pode então fazer parte do solo.
Interessante perceber esses movimentos
ocorridos na crosta terrestre, nos fósseis
encontrados nas montanhas, provando que
estamos sempre em constante mudança do
perfil geológico. É difícil percebermos as
mudanças, uma vez que são necessários
milhões de anos de lenta movimentação. Por
isso denominamos essa fase do ciclo do fósforo
de ciclo de tempo geológico.
Exercícios
01. (PUC–MG) O esquema ilustra um
importante ciclo biogeoquímico
fundamental para a manutenção da
vida em nosso planeta.
Analisado o esquema, assinale a
afirmação INCORRETA.
a) O processo de desnitrificação não está
representado no esquema apresentado.
b) O processo I depende exclusivamente
da amônia produzida no processo II.
c) ‘Rhizobium’ é uma bactéria que pode
infeccionar raízes de algumas
dicotiledôneas causando a formação de
nódulos.
d) A ocorrência do processo II se opõe ao
processo de desnitrificação realizado
por algumas bactérias do solo.
02. (PUC–Rio) A composição dos seres
vivos contém nitrogênio que é
essencial para a formação de:
a) Açúcares de reserva.
b) Glicogênio.
c) Ácidos nucléicos.
d) Lipídios de reserva.
e) Água.
03. (Puccamp) Verificou-se que as raízes
de leguminosas cultivadas em solo
adubado com produtos químicos ricos
em nitrogênio não apresentam
nódulos formados por bactérias.
Nesse caso, adubação prejudicou as
bactérias que transformam
a) nitrogênio em amônia.
b) amônia em nitritos.
c) nitritos em nitratos.
d) nitratos em nitritos.
e) amônia em nitrogênio.
04. (PUCRS) A associação entre plantas
leguminosas e bactérias do gênero
‘Rhizobium’ é um exemplo de
mutualismo envolvendo membros de
reinos distintos. Por tratar-se de um
mutualismo, ambos os organismos
são beneficiados. O papel das
bactérias do gênero ‘Rhizobium’ nessa
associação contribui significativamente
para o ciclo global
a) do carbono;
b) do nitrogênio;
c) da água;
d) do fósforo;
e) do enxofre.
05. (Pucsp 2001) O trecho a seguir
compreende parte do ciclo do
nitrogênio. Nele, há uma série de
lacunas que deverão ser preenchidas.
“No solo, compostos nitrogenados
provenientes da excreção de certos
animais são convertidos em amônia.
Essa substância é em seguida
transformada em __I__ e depois em
__II__ por ação de __III__. Isso
possibilita às plantas, a síntese de
__IV__ e __V__ que, através das
cadeias alimentares, chegarão aos
consumidores”.
As lacunas I, II, III, IV e V poderão ser
preenchidas correta e,
respectivamente, por
a) ácido úrico, uréia, bactérias, aminoácidos
e proteínas;
b) nitrito, nitrato, bactérias, aminoácidos e
proteínas;
c) sal, ácido nítrico, produtores, glicose e
amido;
d) ácido úrico, uréia, produtores, glicose e
amido;
e) aminoácidos, proteínas, bactérias,
glicose e amido.
06. (UEL) Na região Norte do Paraná
muitas áreas estão sendo ocupadas
por culturas de milho e de trigo. Essas
culturas têm provocado desgaste do
solo. Para evitar esse desgaste, os
agricultores adotam o rodízio de
culturas, prática na qual se alterna o
plantio do milho e do trigo com o da
soja. Essa prática agrícola pode
incorporar nutrientes ao solo porque a
soja possui em suas raízes bactérias
fixadoras de:
a) Oxigênio.
b) Carbono
c) Fósforo.
d) Cálcio.
e) Nitrogênio.
07. (UFAL) As espécies de bactérias, que
vivem em células dos nódulos
presentes nas raízes das leguminosas,
desempenham papel importantes no
ciclo
a) da água.
b) do fósforo.
c) do carbono.
d) do oxigênio.
e) do nitrogênio.
08. (Aprovar) No ciclo do fósforo a fase
ecológica está relacionada com:
a) Formação de fósseis.
b) Decompositores.
c) Lixiviação.
d) Movimentos geológicos.
e) Erosão.
01. (UFV) Contrariando a sua fama de vilãs,
como causadoras de doenças nos seres
vivos, muitas bactérias se relacionam
com a natureza como agentes
importantes nos ciclos biogeoquímicos.
No ciclo do nitrogênio, as bactérias
nitrificantes convertem:
a) amônia em nitrato;
b) amônia em aminoácidos;
c) nitrogênio atmosférico em amônia;
d) nitrato em nitrogênio;
e) aminoácidos em amônia.
02. (UFG) Algumas plantas desenvolvem-se
bem em terrenos ricos em bactérias do
gênero ‘Rhizobium’, que se associam às
suas raízes, formando nódulos
macroscópicos. Determinados
mamíferos herbívoros abrigam, em seu
tubo digestivo, bactérias que digerem a
celulose, transformando-a em
carboidratos aproveitáveis. As
associações descritas são harmônicas,
por meio das quais
a) as espécies envolvidas são beneficiadas,
estabelecendo uma interdependência
fisiológica entre si;
b) um dos indivíduos é beneficiado,
utilizando os restos alimentares do outro,
e este não é prejudicado;
c) ambos são beneficiados, mas podem viver
de modo independente, sem prejuízo para
qualquer um deles;
d) uma das espécies é beneficiada, sendo
abrigada pela espécie hospedeira, e esta
não é prejudicada;
e) dois indivíduos da mesma espécie
mostram-se fortemente ligados uns aos
outros, e não conseguem viver
isoladamente.
03. (Uel) Alguns organismos buscam
estratégias diferenciadas de nutrição.
Pântanos e solos arenosos, pobres em
nitrogênio, abrigam vegetais com
estratégias e modificações morfofisiológicas
que auxiliam na obtenção de
nitrogênio fora do solo em que vivem.
Dentre os grupos abaixo, assinale
aquele que possui os vegetais que se
encaixam nesta estratégia:
a) Pteridófitas. b) Epífitas. c) Carnívoras.
d) Parasitas. e) Micorrizas.
04. (Aprovar) Qual dos ciclos
biogeoquímicos abaixo não apresenta
fase atmosférica.
a) Água. b) Carbono. c) Oxigênio.
d) Nitrogênio. e) Fósforo.
Desafio
Biológico
Texto
VELHO TEMA
Vicente de Carvalho
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.
Perscrutando o texto
01. Infere-se do texto que a felicidade existe,
mas nós não a alcançamos porque:
a) ela é apenas uma grande esperança;
b) sonhamos embevecidos e adiamos a
hora feliz;
c) sempre a colocamos fora de nosso alcance;
d) nunca a pomos na árvore milagrosa que
sonhamos;
e) a vida termina e não conseguimos localizá-
la.
02. Sobre o poema em questão, são feitas
as seguintes afirmações:
I Ocorre uma diérese no verso 3, exatamente
na palavra “existência”.
II Alguns exemplos de rimas ricas se encontram
nos seguintes pares de versos:
1/3, 2/4 e 6/8.
III Há, no poema, regularidade métrica.
IV Todas as rimas do poema são soantes.
V Há, em todo o poema, apenas um exemplo
de rima toante.
Estão corretas:
a) Todas as afirmações.
b) Todas as afirmações, exceto a I.
c) Apenas as afirmações II, III e IV.
d) Apenas as afirmações II, IV e V.
e) Apenas as afirmações I, II, III e IV.
03. Sobre a primeira estrofe do soneto, abaixo
transcrita, julgue as afirmações.
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
a. ( ) A vírgula após “esperança” pode
ser retirada sem prejuízo gramatical.
b. ( ) O artigo antes do substantivo “vida”
pode ser retirado sem prejuízo
semântico.
c. ( ) As vírgulas que isolam “resumida”
alteram o valor sintático da palavra.
d. ( ) Pode-se trocar “malograda” por “frustrada”
sem prejuízo semântico.
e. ( ) O monossílabo “só” (verso 1) tem
valor de adjetivo.
04. Sobre a primeira estrofe do soneto,
abaixa transcrita, escolha a afirmação
incorreta.
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
a) O substantivo “esperança” (verso 1) tem
função de núcleo do sujeito.
b) O substantivo “existência” (verso 3) tem
função de núcleo do sujeito.
c) O substantivo “esperança” (verso 4) tem
função de núcleo do predicativo do sujeito.
d) Os adjetivos “leve”, “grande” e “malograda”
são adjuntos adnominais.
e) O vocábulo “resumida” tem função de
adjunto adnominal.
05. Sobre a segunda estrofe do soneto,
abaixo transcrita, é incorreto afirmar:
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
a) Há, na estrofe, exemplo de pleonasmo.
b) O sujeito de “traz” é o substantivo
“sonho”.
c) Há, na estrofe, exemplo de predicado
verbo-nominal.
d) Há, na estrofe, exemplo de pronome
pessoal oblíquo átono com função de
objeto direto.
e) Os “ques” empregados na estrofe têm o
mesmo valor morfológico e a mesma
função sintática.
06. Sobre o primeiro terceto do soneto,
abaixo transcrito, julgue as afirmativas
seguintes.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
a. ( ) O “que” do verso 1 tem função de
objeto direto.
b. ( ) O “que” do verso 2 tem função de
objeto direto.
c. ( ) Há erro gráfico em “arreada”.
d. ( ) Pode-se trocar “arreada” por “enfeitada”
sem prejuízo semântico.
e. ( ) A troca de “essa” (verso 1) por “esta”
não implica mudança semântica.
07. Sobre o segundo terceto do soneto,
julgue as afirmativas seguintes.
a. ( ) No verso 1, o pronome átono pode
ocupar outra posição em relação ao
verbo, sem prejuízo gramatical.
b. ( ) Nos versos 2 e 3, pode-se trocar
“onde” por “aonde” sem prejuízo
gramatical.
c. ( ) Há, na estrofe, exemplo de verbo de
ligação.
d. ( ) Os verbos “alcançar” e “pôr” foram
empregados como transitivos diretos.
e. ( ) Há, na estrofe, exemplo de sujeito
desinencial.
Português
Professor João BATISTA Gomes
CONCORDÂNCIA ESPECIAL
“SER” = VERBO DE LIGAÇÃO
O verbo “ser”, de ligação, concorda com
o predicativo do sujeito nos seguintes
casos:
1. Sujeito = coisa – Quando o sujeito
do verbo “ser” é representado por
coisa ou por um pronome que
represente coisa (tudo, o, isto, isso,
aquilo), a concordância deve ser feita
com o predicativo.
a) Tudo isso é mentiras de pessoas invejosas.
(errado)
b) Tudo isso são mentiras de pessoas
inve josas. (certo)
c) Vida de professor não é flores. (errado)
d) Vida de professor não são flores. (certo)
e) Aquilo não seria sombras das árvores?
(errado)
f) Aquilo não seriam sombras das
árvores? (certo)
2. Sujeito = pessoa – Se o sujeito do
verbo “ser” for pessoa, a
concordância tem que ser feita com o
sujeito.
a) Ricardo eram as esperanças do nosso
time. (errado)
b) Ricardo era as esperanças do nosso
time. (certo)
c) Isabel eram as alegrias daquela casa.
(errado)
d) Isabel era as alegrias daquela casa.
(certo)
3 Sujeito = quantidade, preço,
medida – Quando o sujeito do verbo
“ser” exprime quantidade, preço,
medida, e o predicativo é uma das
palavras muito, pouco, suficiente,
impõe-se o singular.
a) Dez mil reais são muito neste caso.
(errado)
b) Dez mil reais é muito neste caso. (certo)
c) Dez quilos de farinha são pouco.
(errado)
d) Dez quilos de farinha é pouco. (certo)
e) Todos os recursos do mundo serão
pouco para refazer tanta destruição.
(errado)
f) Todos os recursos do mundo será
pouco para refazer tanta destruição.
(certo)
Desafio
gramatical
10
Concordância Verbal 3
1. É MUITO, É POUCO, É SUFICIENTE...
Nas locuções é muito, é pouco, é suficiente,
é demais, é mais que (ou do que), é menos
que (ou do que), cujo sujeito exprime
quantidade, preço, medida, o verbo ser
fica no singular.
Veja construções certas e erradas.
a) Dez anos de prisão eram muito para o
réu que já passara dos sessenta. (errado)
b) Dez anos de prisão era muito para o réu
que já passara dos sessenta. (certo)
c) Como se trata de despesas em prol da
educação, cem mil reais são pouco.
(errado)
d) Como se trata de despesas em prol da
educação, cem mil reais é pouco. (certo)
e) Traga dez quilos de carne bovina: são
mais do que suficientes. (errado)
f) Dois metros é muito; compre apenas um
metro e meio. (certo)
2. DESGRAÇAS “ACONTECE” OU
“ACONTECEM”?
A construção correta é “desgraças acontecem”.
O verbo “acontecer” é pessoal: concorda
normalmente com o sujeito da oração
que, quase sempre, vem posposto.
Veja construções certas e erradas.
a) Quando menos se espera, desgraças
acontece. (errado)
b) Quando menos se espera, desgraças
acontecem. (certo)
c) Não se desespere: imprevistos acontece.
(errado)
d) Não se desespere: imprevistos acontecem.
(certo)
3. “ACABOU” OU “ACABARAM” AS
FÉRIAS?
A construção correta é “acabaram as férias”.
O verbo “acabar” é pessoal: concorda normalmente
com o sujeito da oração que, quase
sempre, vem posposto.
4. BASTAR
Bastar significa “ser bastante”, “suficiente”.
Veja as concordâncias possíveis.
1. Bastar sem preposição – É verbo intransitivo:
vem sem complemento e concorda
normalmente com o sujeito que, quase
sempre, está posposto.
Exemplos:
a) Bastam dois homens para fazer todo
o trabalho.
b) Bastam duas palavras minhas para
que ela se cale.
2. Bastar com preposição “a” – É verbo
transitivo indireto: vem acompanhado
de objeto indireto e concorda normalmente
com o sujeito que, quase sempre, está
posposto.
Exemplos:
a) Não bastam a você os prejuízos que
causou à família?
b) A mim, bastam coisas bem simples.
3. Bastar com preposição “de” – Com a
idéia de suficiência, fica sempre no
singular.
Veja constuções certas e erradas:
a) A classe média já sofreu muito. Bastam
de sacrifícios! (errado)
b) A classe média já sofreu muito. Basta
de sacrifícios! (certo)
5. IR
O verbo ir, indicando tempo, é impessoal
(sem sujeito): fica sempre na terceira pessoa
do singular.
a) Vão para mais de três anos que ela me
traiu. (errado)
b) Vai para mais de três anos que ela me
traiu. (certo)
6. CHEGAR
O verbo chegar acompanhado de preposição
“de” (com idéia de suficiência), fica sempre
no singular.
a) Chegam de mentiras! Não acredito mais
em você. (errado)
b) Chega de mentiras! Não acredito mais
em você. (certo)
7. PASSAR
O verbo passar acompanhado de preposição
“de” (exprimindo tempo), fica sempre no singular.
a) Já passam de nove meses, e a criança
não nasce. (errado)
b) Já passa de nove meses, e a criança não
nasce. (certo)
8. MANDAR, OUVIR, SENTIR, VER
Quando os verbos em questão estão seguidos
de infinitivo, o sujeito da oração reduzida
(subordinada substantiva objetiva direta)
pode estar representado por um pronome
oblíquo átono (o, a, os, os, me, te, se, nos,
vos). Nesse caso, o infinitivo não pode flexionar-
se.
a) Depois de algum tempo, deixei-as saírem.
(errado)
b) Depois de algum tempo, deixei-as sair.
(certo)
c) Sem razão aparente, deixaram os presos
saírem. (errado)
d) Sem razão aparente, deixaram os presos
sair. (certo)
Exercícios
1. Assinale a opção com erro de
concordância verbal.
a) Chega de brincadeiras. Temos ainda
que conseguir muitos peixes.
b) Meio a contragosto, deixamos os dois
viajarem.
c) Criamos coragem e mandamo-los sair
de nossa casa.
d) Ela desapareceu já passa de dez
dias.
e) Tudo isso aconteceu vai para mais de
dez anos.
2. Assinale a opção sem erro de
concordância verbal.
a) Quando ela voltou para casa, já
passavam das dez horas.
b) Chegam de sacrifícios. Ninguém mais
vai ser castigado!
c) Vão para uns dois anos que não tiro
férias.
d) Mais de um jornal de esportes
publicou a triste nota.
e) A maioria dos atletas compareceu ao
estádio.
01. (Desafio da TV) Assinale o período
sem erro de concordância::
a) Os filhos são tais qual o pai.
b) Água tônica é boa para ressaca.
c) Paula andava, ultimamente, meia
preocupada.
d) Minas Gerais progrediram muito nos
últimos anos.
e) Poderiam haver distúrbios naquele
comício.
02. (Desafio do Rádio) Assinale o
período sem erro de concordância::
a) Custamos a perceber as verdadeiras
intenções dos políticos.
b) Estimo em vê-lo com saúde.
c) Somente Luís e eu namoramos com a
Leila.
d) Ela nem se dá ao trabalho de
responder às perguntas.
e) Entrar na política implica comungar
com os interesses do povo.
03. Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas da frase
abaixo:
Não ............... condições de permanecer
ali por mais tempo. As árvores
..................................... e ameaçavam cair.
A tempestade era .........................
a) haviam – pareciam estremecer –
eminente.
b) haviam – parecia estremecerem –
iminente.
c) havia – parecia estremecerem –
iminente.
d) havia – parecia estremecerem –
eminente.
e) havia – pareciam estremecer –
eminente.
04. (UFAM) Dadas as frases abaixo:
I Aquela cantora é ídala da maioria dos
amazonenses.
II Ontem, havia menas torcedoras no
estádio.
III Tu já estás quites com a tesouraria do
clube?
IV Maria foi comprar duzentos gramas de
queijo.
Em relação à norma culta da Língua
Portuguesa, podemos afirmar que:
a) estão corretas a I e a III;
b) somente a IV está correta;
c) estão corretas a I e a II;
d) apenas a III está correta;
e) todas estão corretas.
Desafio
gramatical
11
AMABIS, José Mariano; MARTHO,
Gilberto Rodrigues. Conceitos de
Biologia das células: origem da vida.
São Paulo: Moderna, 2001.
CARVALHO, Wanderley. Biologia em
foco. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2002.
COVRE, Geraldo José. Química Geral:
o homem e a natureza. São Paulo:
FTD, 2000.
FELTRE, Ricardo. Química: físicoquímica.
Vol. 2. São Paulo: Moderna,
2000.
LEMBO, Antônio. Química Geral:
realidade e contexto. São Paulo: Ática,
2000.
LEVINE, Robert Paul. Genética. São
Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
LOPES, Sônia Godoy Bueno. Bio. Vol.
Único. 11.a ed. São Paulo: Saraiva.
2000.
MARCONDES, Ayton César;
LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
Biologia: ciência da vida. São Paulo:
Atual, 1994.
REIS, Martha. Completamente Química:
físico-química. São Paulo: FTD, 2001.
SARDELLA, Antônio. Curso de Química:
físico-química. São Paulo: Ática, 2000.
EXERCÍCIO (p. 3)
01. D;
02. D;
03. 11 (ou 10 se considerar a isomeria);
04. B;
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01. a) 10, b) 4;
02. C;
03. E;
04. A;
05. B;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. D;
02. B;
03. B;
04. E;
05. D;
DESAFIO QUÍMICO (p. 5)
01. D;
02. D;
03. D;
04. E;
05. C;
06. B;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6)
01. C;
02. C;
03. D;
04. D;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 7)
01. D;
02. D;
03. B;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 8)
01. D;
02. D;
03. C;
04. E;
05. C;
06. B e C;
EXERCÍCIOS (p. 9)
01. B; 02. A; 03. C; 04. A; 05. B; 06. D;
07. C; 08. C;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 9)
01. C; 02. A; 03. C; 04. B; 05. B; 06. C;
DESAFIO LITERÁRIO (p. 10)
01. E; 02. A; 03. E; 04. C;
Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice-Reitor
Carlos Eduardo Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir Albuquerque
Coordenadora Geral
Munira Zacarias Rocha
Coordenador de Professores
João Batista Gomes
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings
Coordenadora de Comunicação
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Coordenador de Logística e Distribuição
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Produção
Renato Moraes
Projeto Gráfico – Jobast
Alberto Ribeiro
Antônio Carlos
Aurelino Bentes
Heimar de Oliveira
Mateus Borja
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani
Editoração Eletrônica
Horácio Martins
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
• TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição:
• Amazon Sat (21h30 às 22h)
• RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José
• Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I
• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
• Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30)
• Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30)
www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br
Endereço para correspondência: Projeto Aprovar – Reitoria da UEA – Av. Djalma Batista,
3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM
de Velho Tema, jornalista,
advogado, poeta e contista,
ocupou a cadeira número 29
da Academia Brsileira de
Letras
Vista aérea do centro
de Manaus, com o
Teatro Amazonas,
Palácio da Justiça e
o Centro Cultural
Largo de São
Sebastião
• Química – Química orgânica
pg. 02
• Química – Cinética química
pg. 04
• Biologia – Embriologia I
pg. 06
• Biologia – Ciclos biogeoquímicos
pg. 08
• Português – Perscrutando o texto
pg. 10
2
Caro estudante,
Chegamos à apostila número 28 com, até
agora, quase 3 milhões de exemplares
distribuídos, metade entregue em todas as
escolas da rede estadual de ensino na
capital e no interior, metade distribuída nos
Postos de Atendimento ao Cidadão (PAC´s)
de Manaus e encartada aos domingos em
jornais de Manaus.
Com a aproximação do fim deste módulo e
tendo em vista um planejamento de estudos
que aconselhamos desde a primeira apostila,
informamos que este módulo se encerra com
a apostila 32, que será distribuída no dia 1.°
de julho.
O próximo passo é o vestibular, nosso
objetivo comum. Na sociedade atual,
conforme preceitua o projeto pedagógico
do Aprovar, o vestibular funciona como o
vetor mais visível de uma finalidade
fundamental que a sociedade parece
atribuir para a educação: selecionar os
melhores para seguir os estudos em nível
universitário ou para merecer títulos
declaratórios de distinção e prestígio.
O Aprovar vem particularizar ainda mais a
perspectiva sociológica da UEA, à medida
que se coloca, na qualidade de comandante
desse processo seletivo, a serviço dos da
terra, notadamente os que não têm capacidade
econômica para custear uma preparação
para o vestibular. Dessa forma, foi
criado para oportunizar aos alunos do
último ano do ensino médio e aos que já o
concluíram, não excluindo as pessoas com
necessidades especiais, a real condição de
concorrer às vagas nas universidades
públicas, almejando êxito nos processos de
seleção ao ingresso em cursos públicos de
nível superior.
Assim, por intermédio do Aprovar, a UEA dá
movimento à idéia de que a educação não
pode fugir ao aprimoramento técnico,
fazendo convergir seus fins institucionais
com o avanço tecnológico, na condição de
instrumento. Modernamente, a forma mais
eficaz de realizar essa articulação é saber
comandar ciência e tecnologia, cuidando
sempre de manter a educação em posição
dianteira.
Na ponta da linha desse processo tecnológico,
vem você, caro estudante, com sua
força de vontade e seus objetivos pessoais.
A hora é de acelerar, dar um gás para não
perder o ritmo. Nos últimos quatro
concursos vestibulares, 1.896 estudantes
que estudaram pelo Aprovar agiram desta
forma e hoje são alunos da UEA.
Módulo 4 vai
até a apostila
número 32 Química orgânica
RADICAIS
É a denominação dada ao agrupamento neutro
de átomos que apresenta um ou mais elétrons
livres (valências livres).
Uma vez escolhida a cadeia principal, as demais
cadeias secundárias serão consideradas radicais.
O nome da cadeia principal é dado de modo
idêntico ao dos compostos de cadeia normal e
deve ser precedido pelo nome dos radicais.
Importante: No caso de duas ramificações, são
bastante usados os prefixos orto (o), meta (m)
e para (p), indicativos das posições 1 – 2, 1 – 3,
1 – 4, respectivamente:
Exemplo:
Existem compostos romáticos que possuem
mais de um anel benzênico:
ALQUILAS
Também denominados alcoílas, são radicais
saturados. Derivam da retirada de um hidrogênio
de um alcano.
Alcano – 1H → radical alquil(a)
São eles:
a) 1 carbono: CH3 – metil(a)
b) 2 carbonos: CH3 – CH2 – etil
c) 3 carbonos: CH3 – CH2 – CH2 – n-propil
CH3 – CH – sec propil, s-propil
I ou isopropil
CH3
d) 4 carbonos:
CH3 – CH2 – CH2 – CH2 – n-butil
CH3 – CH2 – CH – sec butil
I
CH3
CH3 –– C –– CH3 terc-butil ou t-butil
CH3
CH3 –– CH –– CH2 iso-butil
CH3
e) 5 carbonos:
CH3 – CH2 – CH2 – CH2 – CH2 n-penil
CH3 – CH – CH2 – CH2 iso-penil
I
CH3
CH3 –– C –– CH2 –– CH3 terc-penil
CH3
CH3
CH3 –– C –– CH2 – neo-penil ou neo-amil
CH3
Alquenilas
São radicais monovalentes derivados de
alcenos (alquenos).
São eles:
• 2 carbonos:
CH2 = CH – etenil ou vinil
• 3 carbonos:
CH2 = C – iso-propenil ou iso-alil
I
CH3
CH2 = CH – CH2 – propenil ou alil
Alquinilas
São radicais monovalentes derivados dos alcinos
(alquinos).
São eles:
CH ≡ C – etinil
CH ≡ C – CH2 – propinil
Radicais Cíclicos
São radicais cuja valência livre encontra-se num
carbono pertencente a um ciclo saturado.
São eles:
ciclopropil ciclobutil
cicloprentil
Radicais Arilas
A valência livre encontra-se num carbono pertencente
a um núcleo aromático. São eles:
HALETOS
São compostos derivados dos hidrocarbonetos
pela troca de um ou mais hidrogênios por
halogênios (F, Cl, Br, I).
Exemplos: CH3Br; CHCl = CCl2 ; CCl2F2
Nomenclatura:
OFICIAL (IUPAC)
O halogênio é considerado apenas uma
ramificação presa à cadeia principal.
USUAL
Usam-se as palavras cloreto, brometo, etc,
seguido do nome do radical orgânico.
Observe:
CH3 –– CH –– CH3
Br
Brometo de isopropila Cloreto de benzila
Haleto Orgânico: R –– X
onde, R = radical orgânico
X = halogênio
FUNÇÕES OXIGENADAS
Álcoois
São compostos orgânicos que apresentam uma
ou mais hidroxilas (–OH) ligadas a átomos de
carbono saturado. Veja:
CH3 – CH2 – CH2 – OH
Nomenclatura:
Oficial:
Prefixo + indicativo + OL
• a numeração da cadeia principal começa pela
extremidade mais próxima da hidroxila.
Química
Professor MARCELO Monteiro
3
Desafio
Químico
01. Mostre as estruturas destes compostos:
a) 2-metil-3-pentanol
b) 3-etil-2, 2, 4, 4-tetrametil-3-hexanol
c) 2, 3-dimetilcicloexanol
d) 3, 5-dietilcicloexanol
02. Dê o nome dos compostos abaixo:
03. Dê a fórmula estrutural dos compostos
abaixo:
a) 4-etil-2, 6-dimetilfenol
b) ortometilfenol
c) 3-isopropilfenol
d) α-naftol
e) β-naftol
04. O nome do composto
pelas regras da IUPAC, é:
a) 3-fenil-2hexanal
b) propil-n-metilfenilcarbinol
c) 4-fenil-4-etilbutanol
d) propilfeniletilcarbinol
e) 3-fenil-3hexanol
05. (Unicamp) A substância 2–propanona
pode ser chamada simplesmente de
propanona, já que não existe um composto
com o nome de 1–propanona.
Explique por quê.
06. (UFPA) O nome oficial (IUPAC) do
composto
a) 2-metil-3-octen-5-ona
b) 1-isopropil-3-hexanona
c) 6-isopropil-5-hexen-4-ona
d) 7-metil-5-octen-4-ona
e) 1-neopentenil-n-propilcetona
Usual:
Álcool ____________________ ICO
Nome do radical
Exemplos:
Classificação:
De acordo com a posição do radical
• Álcool primário: o grupo – OH liga-se a
carbono primário;
• Secundário: liga-se a carbono secundário;
• terciário: liga-se a carbono terciário.
De acordo com a quantidade de – OH:
• Monoálcoois: apresentam 1 OH;
• Diálcoois: apresentam 2 OH;
• Triálcoois: apresentam 3 OH.
Resumindo,
Álcool: R – OH
Fenóis
São compostos orgânicos que apresentam uma
ou mais hidroxilas ou oxidrilas (OH–) ligadas
diretamente ao anel aromático. Observe:
Nomenclatura:
Usamos o prefixo hidroxi.
A numeração começa na hidroxila.
Exemplo:
Hidroxi - 2 - metil - 4 - etil benzeno
Enol
São compostos orgânicos que apresentam a
hidroxila ligada a um átomo de carbono
insaturado. Observe:
OH
C ==C
São compostos instáveis, pois os elétrons da
ligação entre os carbonos são facilmente atraídos
pelo oxigênio do grupo – OH, o que provoca um
rearranjo na molécula, que acaba se transformando
numa outra função (aldeído ou cetona).
Aldeídos
São compostos orgânicos que possuem grupo
funcional aldoxila.
Nomenclatura:
Oficial: ___________________ + AL
Prefixo + indicativo
Usual: Aldeído ______________________
Complemento
Esse complemento será:
• fórmico – 1 carbono;
• acético – 2 carbonos;
• propílico – 3 carbonos;
• butílico – 4 carbonos;
• valérico – 5 carbonos;
Exemplos:
Cetonas
São compostos orgânicos que possuem o
grupo funcional carbonila.
R1 –– C –– R2
O
Nomenclatura:
Oficial: ________________ + ONA
Prefixo + indicativo
Usual: ____________ – _____________ CETONA
Radical menor Radical maior
Exemplos:
Exercício
01. Quanto à classificação dos álcoois
saturados e fórmula de constituição do
C4H10O, a única opção correta é:
a) 2 álcoois primários, 1 secundário e 1
terciário.
b) 2 álcoois primários, 2 secundários e 1
terciário.
c) 2 álcoois primários, 1 secundário e 2
terciários.
d) 1 álcool primário, 2 secundários e 2
terciários.
e) 3 álcoois primários, 1 secundário e 1
terciário.
02. A fórmula estrutural está representando
um composto de nome:
a) 2-vinilpentano.
b) 1-cloro-1-metil-2-pentano.
c) 5-cloro-4-etilpentano.
d) 5-cloro-4-metilexano.
e) 2-cloro-3-metilexano.
03. (UFPA) O nome correto do composto
abaixo é:
a) 3-propil-2-hexanona
b) 3-etilexanal
c) 3-etil-2-hexanol
d) 4-etil-5-hexanona
e) n. d. a
4
01. Nas reações químicas de um modo geral
aumenta a velocidade das reações
químicas por meio da elevação da
temperatura .Isto ocorre porque aumenta
I. a velocidade média das moléculas
reagentes
II. a energia cinética média das
moléculas reagentes
III. a freqüência das colisões entre as
moléculas
Das afirmações acima são corretas :
a) I
b) II
c) I e II
d) I e III
e) I , II e III
02. Para diminuir a poluição atmosférica ,
muitos carros utilizam conversores
catalíticos , que são dispositivos como
colméias contento catalisadores
apropriados e por onde fluem os gases
produzidos na combustão .
Das afirmativas acercas das reações
que ocorrem nesses dispositivos :
I. São de catálise heterogênea
II. Os catalisadores são consumidos
nas reações
III. Os catalisadores aumentam a superfície
de contato entre os reagentes
IV. Baixas temperaturas provavelmente
aumentam a eficácia dos conversores
catalíticos
As corretas são :
a) I
b) II
c) III
d) I e III
e) II e IV
03. A combustão completa do etanol
ocorre pela reação :
1C2H5HO(l) + 3O2 → 2CO2(g) + 3H2O(l)
Considerando que em uma hora de
reação foram produzidos 2640 g de
gás carbônico , você conclui que a
velocidade da reação , expressa em
número de mol de etanol consumido
por minuto é :
a) 0,5
b) 1,0
c) 23
d) 46
e) 69
04. O que ocorre com a velocidade da
reação 2A + B → 2C + D se
dobrarmos as concentrações dos
regentes?
Desafio
Químico Cinética química
Cinética Química é a parte da Química que
estuda a velocidade das reações e os fatores
que nela influenciam.
É muito importante estudar a velocidade das
reações químicas. Como exemplo, lembramos
que, se uma indústria química consegue
“acelerar” suas reações, ela estará reduzindo o
tempo e tornando seu processo mais econômico.
Condições Para Que Ocorra Uma Reação
Para que uma reação química possa ocorrer, é
preciso que haja entre os reagentes:
• Contato
• Afinidade Química: espécie de “simpatia”
existente entre os reagentes.
• Colisão favorável: as partículas, moléculas
ou os íons devem colidir entre si em uma
orientação favorável.
• Energia de Ativação – é a energia necessária
para que os reagentes atinjam o estado de
complexo ativado , sem essa energia a reação
não ocorre , quanto menor o valor da energia
de ativação mais rápida será a reação
química.
Fatores que influem na velocidade das reações
São diversos os fatores que podem influir na
velocidade de uma reação química, tornando-a
mais rápida ou mais lenta. Os principais são:
1. Natureza dos Reagentes
Para que uma reação química se realize, é necessário
que as ligações existentes nos reagentes
sejam rompidas, possibilitando a formação de
novas ligações que darão origem aos produtos.
Desse modo é fácil concluir que:
“Quanto maior for o número de ligações a
serem rompidas nos reagentes e quanto mais
fortes forem essas ligações, mais lenta será a
reação e vice-versa.”
É por isso que, de um modo geral, as reações
orgânicas, que envolvem moléculas grandes
com muitas ligações a serem rompidas, são
mais lentas que as reações inorgânicas, que
normalmente envolvem íons e poucas ligações a
serem rompidas.
Exemplo:
CH4(g) + 2 O2(g) → CO2(g) + 2 H2O(l)
(muito lenta a 20° C)
HCl(aq) + NaOH(aq) → NaCl(aq) + H2O(l)
(instantânea a 20° C)
2. Superfície de Contato
Chama-se superfície de contato a área de um
determinado reagente efetivamente exposta aos
demais reagentes.
Como a realização de uma reação química
depende fundamentalmente do contato entre as
substâncias reagentes, conclui-se que, mantendo
os demais fatores constantes:
“Quanto maior a superfície de contato dos
reagentes envolvidos, maior a velocidade da
reação e vice-versa.”
Desse modo, observa-se que a barra de ferro,
oxida-se muito lentamente, enquanto uma
palhinha, também de ferro, oxida-se
rapidamente, devido à maior superfície de
contato entre o ferro, na palhinha, o oxigênio do
ar e a umidade.
Um outro exemplo é o remédio efervescente, que
se dissolve mais lentamente na água se estiver
na forma de comprimido e mais rapidamente, se
estiver na forma de pó, também devido à maior
superfície de contato entre o pó e a água.
3. Luz e Eletricidade
Quando é necessária a presença de radiações
luminosas para que a reação se realize, dizemos
que se trata de uma reação fotoquímica.
Em reações fotoquímicas, há sempre a presença
de um reagente colorido, que é dito fotoquimicamente
ativo.
As moléculas do reagente fotoquimicamente
ativo são ativadas energeticamente quando
absorvem energia luminosa, podendo, desse
modo, dar início à reação.
Da mesma forma que muitas reações são
ativadas pela luz, há reações que são ativadas
pela eletricidade ou passagem da corrente
elétrica.
Um exemplo interessante é a reação entre gás
hidrogênio e gás oxigênio, formando água.
4. Temperatura
Sendo a temperatura uma medida da energia
cinética média das partículas de uma substância,
um aumento de temperatura representa
diretamente um aumento de energia cinética ou
aumento do movimento das partículas.
Movimentando-se mais rapidamente, as
partículas irão colidir com maior freqüência e
violência, o que acarretará um aumento na
velocidade da reação.
Um aumento de temperatura aumenta a
velocidade de reações químicas exotérmicas e
endotérmicas, embora favoreça mais
intensamente as reações endotérmicas.
5. Concentração dos Reagentes
Quanto maior o número de partículas de reagentes
por unidade de volume (maior concentração),
maior a probabilidade de essas partículas colidirem
de modo efetivo. Consequentemente, maior será a
velocidade da reação.
Catalisador é uma substância que aumenta a
velocidade da reação, diminuindo a energia de
ativação necessária para reagentes atingirem o
complexo ativado.
Velocidade das Reações
Velocidade Média
Dada a reação química:
aA + bB → cC + dD
Definimos como Δ[C] = diferença entre as
concentrações molares inicial e final da
substância C.
Δt = variação de tempo
Temos:
Vm = Δ[C]/Δt - velocidade média da reação em
relação à substância C.
Considere que a reação acima forneça-nos os
seguintes resultados experimentais.
Teremos, então, no intervalo de 0 a 5 minutos:
20,0 – 0
Vm= ––––––––– → Vm= 4,0mol/l . min
5 – 0
no intervalo de 5 a 10 minutos:
Química
Professor CLÓVIS Barreto
5
32,5 – 20,0
Vm= ––––––––––––– → Vm= 2,5mol/l . min
10 – 5
no intervalo de 10 a 15 minutos:
40,0 – 32,5
Vm= ––––––––––––→Vm= 1,5mol/l . min
15 – 10
no intervalo de 15 a 20 minutos:
43,5 – 40
Vm= ––––––––––––→Vm= 0,7mol/l . min
20 – 15
Analogamente, podemos escrever as
velocidades médias de A, B e D:
Δ[A] Δ[B] Δ[D]
VmA=–––––– VmB=––––– VmD= –––––
Δt Δt Δt
À medida que a reação se desenvolve, os
reagentes vão sendo consumidos, e os
produtos vão sendo formados. Expressando
esse fato em um gráfico da concentração molar
de reagentes e produtos, em função do tempo,
obteremos a seguinte curva:
Experimentalmente, verifica-se que, na maioria
das reações, a velocidade é máxima no início da
reação e vai-se tornando progressivamente
menor com o passar do tempo.
Se fizermos um gráfico da velocidade em
função do tempo para uma reação genérica,
obteremos a seguinte curva:
Lei da Ação das Massas
Também conhecida como Lei de Guldberg -
Waage diz que “a velocidade de uma reação é
diretamente proporcional às concentrações
molares dos reagentes elevadas aos seus
respectivos coeficientes obtidos na equação
química correspondente.
Assim, sendo a reação:
aA + bB → cC + dD
V = K [A]a [B]b onde k = constante da velocidade
Ex.: N2 + 3H2
V = K [N2] [H2]3
Porém, em vários casos, os valores dos
coeficientes a, b, ... não são iguais aos
expoentes; veja:
V = K[A]α [B]β com a ≠ α e b ≠ β
Quando isso ocorre, devemos obter os valores
de α, β, ... experimentalmente.
Exemplo:
Pela lei, sabemos que:
V = k[Cl2]α [Fe2+]β
Baseado nos experimentos, encontramos:
Experimento 1: 1 = k . (0,1)α . (1,0)β (1)
Experimento 2: 2 = k . (0,2)α . (1,0)β (2)
Experimento 3: 0,5 = k . (0,1)α . (0,5)β (3)
Assim:
Dividimos (1) por (2):
Dividimos (1) por (3):
Determinação de k:
Substituindo os valores em (1):
1 = k . (0,1)1 . (1,0)1 → k = 10
Logo, a expressão da velocidade será:
V = k [Cl2] [Fe2+] com k = 10
Ordem de uma Reação
É a soma de todos os expoentes que aparecem
na expressão da velocidade da reação.
Assim,
aA + bB → cC + dD
Ordem da reação: a + b
Porém nem sempre os problemas citam apenas
a ordem global da reação. Em determinados
casos, é mencionada a ordem da reação em
relação a um determinado reagente:
aA + bB → cC + dD
Ordem da reação em relação a A:a
Ordem da reação em relação a B:b
Exercícios
01. Uma das reações que podem ocorrer
no ar poluído, a 25°C , é a reação do
dióxido de nitrogênio, NO2(g), com
ozônio, O3:
1NO2(g) + 1O3(g) → 1NO3(g) + 1O2(g)
A expressão da lei da velocidade e o
valor da constante de velocidade são
respectivamente :
a) v = k. [NO2] e 2,2.107
c) v = k. [NO2] . [ O3 ] e2,2.107
b) v = k.[O3] e 4,4.107
d) v = k. [NO2] . [O3] e 4,4.107
e) v = k. [NO2] + [O3] e 2,2.107
02. O harber é um importante processo
industrial para produzir amônia ,
conforme a reação :
1N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g)
Colocados em um reator, nitrogênio e
hidrogênio , obtiveram-se os seguintes
dados em minutos e mol/l:
A velocidade média em função de
NH3(g), N2, H2 e a velocidade média
da reação são, respectivamente:
a) 0,01 ; –0,005 ; –0,015 e 0,005 mol. l–1.min–1
b) 0,01 ; –0,135 ; –0,045 e 0,005 mol.l–1.min–1
c) 0,01 ; –0,005 ; –0,015 e 0,005 mol. l–1.min–1
d) 0,01 ; –0,130 ; –0,045 e 0,005 mol. l–1.min–1
d) 0,10; –0,135 ; –0,450 e 0,005 mol. l–1.min–1
03. A reação de decomposição do amoníaco
produz 8,40 g/min de nitrogênio .A
velocidade dessa reação em mols de
amoníaco, NH3(g) decomposto por hora
é:
a) 0,30 mol/h
b) 60 mol/h
c) 18 mol/h
d) 36 mol/h
e) 1,80 mol/h
01. Um bico de gás está queimando butano
à razão de 2,24l/min (nas CNTP) de
acordo com a equação:
Calcular a velocidade de formação do
gás carbônico, em mols por minuto.
02. Considere os seguintes fatores:
temperatura, pressão, estado de
divisão, concentração e catalisador.
Quantos desses fatores podem alterar a
velocidade de uma transformação
química?
a) um b) dois c) três
d) quatro e) cinco
03.
Com relação aos dados experimentais
da tabela acima, relativos à reação:
a expressão que sugere a lei da
velocidade de reação é:
a) v = K[Cl2] . [Fe2+]
b) v = K[Cl2] . [Fe2+]2
c) v = K[Cl2]2 . [Fe2+]2
d) v = K[Cl2]2 . [Fe2+]0
e) v = K[Cl2]0 . [Fe2+]2
04. Quantos mols de HI devem ser decompostos
para haver liberação de 150J?
a) 5 b) 10 c) 15
d) 20 e) 25
05. A equação:
tem as seguintes etapas intermediárias:
HX + Y2 → HXY2 (lenta)
HXY2 + HX → 2HXY (rápida)
HXY + HX → H2Y + X2 (rápida)
Qual das seguintes expressões da
velocidade determina a velocidade na
reação global?
a) V1 = K1[HX]2 . [Y2]1/2
b) V2 = K2[H2Y] . [X2]
c) V3 = K3[HX] . [Y2]
d) V4 = K4[HXY2] . [HX]
e) V5 = K5[HXY] . [HX]
06. Com relação à velocidade das reações,
qual das afirmações é falsa?
a) Depende das concentrações dos regentes.
b) Aumenta com a temperatura.
c) É afetada pelos catalisadores.
d) Independe do estado físico dos reagentes.
e) Depende das etapas intermediárias da
reação.
Desafio
Químico
6
Embriologia I
1. Estudo do óvulo
O óvulo é uma célula normalmente imóvel e muito
maior que o espermatozóide. Como toda célula,
apresenta membrana, citoplasma e núcleo.
É no citoplasma do óvulo que se encontra o
vitelo ou deutoplasma, substância que serve de
alimento ao embrião.
A quantidade de vitelo é variável nos diferentes
óvulos, varia também a localização do vitelo em
relação ao citoplasma e ao núcleo. Esses dois
caracteres permitem classificar os óvulos em
diversos tipos, como podemos observar a seguir:
Isolécito ou Oligolécito
Possui pouco vitelo, homogênea ou quase
homogenearmente distribuído pelo citoplasma.
Ex.: anfioxo, mamiferos
Heterolécito
Muito vitelo. Distinção entre pólo animal, que
contém o núcleo, e pólo vegetativo, que contém
o vitelo. Ex:anfíbios.
Telolécito
Óvulos grandes, com muito vitelo, no pólo
vegetativo. Nítida separação entre o citoplasma
e o vitelo, no pólo animal.ex: peixes (alguns),
répteis e aves.
Centrolécito
Vitelo ocupa praticamente toda a célula e não se
mistura ao citoplasma, que é reduzido a uma
pequena região na periferia da célula e junto ao
núcleo.ex: insetos.
TIPOS DE OVOS
Após a fecundação, o ovo sofre sucessivas
divisões mitóticas, dando origem a várias
células, que permanecem unidas. É o início do
desenvolvimento do embrião.
Inicialmente, mesmo com o aumento do número
de células, não há aumento do volume total. A
esse período chamamos segmentação ou
clivagem.
A fase seguinte é a gastrulação. Nessa fase, o
aumento do número de células é acompanhado
do amento do volume total. Formam-se ainda
nessa fase, os folhetos germinativos ou embrionários,
que darão origem a todos os tecidos do
indivíduo,formação do blastóporo e arquêntero.
O estágio seguinte é a neurulação ou
organogênese, em que ocorre a diferenciação
(formação) dos órgãos.
Períodos do desenvolvimento embrionário
após a fecundação
Segmentação ou Clivagem: aumento do
número de células sem aumento do volume total.
Gastrulação: aumento do número de células
com aumento do volume total e organização dos
folhetos germinativos,formação do blastóporo e
arquêntero.
Neurulação ou Organogênese: formação do
tubo neural,celoma e notocorda e a diferenciação
dos folhetos embrionários em órgãos.
Tipos de segmentação
As divisões que ocorrem durante a segmentação
denominam-se clivagens e as células que se
formam são chamadas blastômeros.
No reino animal, a diferença na quantidade e na
distribuição do vitelo no ovo determina diferenças
na segmentação, pois a quantidade de vitelo influi
na velocidade de divisão da célula: quanto maior
a quantidade de vitelo, menor a velocidade de
divisão. Em função disso, podemos considerar
dois tipos básicos de segmentação:
• Holoblástica ou total – ocorre no ovo todo;
• meroblástica ou parcial– ocorre só em parte
do ovo.
Segmentação holoblástica ou total
Segmentação meroblástica ou parcial
Segmentação holoblástica
A segmentação holoblástica ocorre nos ovos
alécitos, isolécitos e heterolécitos e pode ser
subdividida em três tipos, com base no tamanho
das células que se formam a partir da terceira
clivagem (quando muda o plano de divisão
celular):
• Holoblástica igual – formam-se, com a
terceira clivagem, oito blastômeros iguais.
Ocorre nos ovos alécitos e isolécitos:
• Holoblástica desigual – formam-se, com a
terceira clivagem, blastômeros de taanhos
diferentes: quatro menores (micrômeros) e
quatro maiores (macrômeros). Ocorre em
ovos heterolécitos:
Biologia
Professor JONAS Zaranza
01. (Puccamp) No desenvolvimento
embrionário de um ovo de galinha,
formam-se blastômeros
a) apenas na camada superficial;
b) apenas no disco germinativo;
c) iguais em toda a gema;
d) maiores no pólo vegetativo e menores no
pólo animal;
e) maiores no pólo animal e menores no
pólo vegetativo.
02. (Puccamp) Qual das afirmações a
seguir, relativas a diferentes tipos de
ovos, é verdadeira?
a) Ovos com muito vitelo no pólo vegetativo
têm segmentação total.
b) Ovos com muito vitelo no centro têm
segmentação discoidal.
c) Ovos oligolécitos têm segmentação
parcial.
d) Os ovos da maioria dos artrópodos são
oligolécitos.
e) Os ovos da maioria dos mamíferos são
pobres em vitelo.
03. (Puccamp) Comparando-se o
desenvolvimento embrionário do anfioxo
com o das aves, verifica-se que
a) no anfioxo, a segmentação é holoblástica;
nas aves, é meroblástica;
b) o anfioxo é um animal protostômio; as
aves são deuterostômias;
c) o anfioxo é um animal diploblástico; as
aves são triploblásticas;
d) o embrião do anfioxo é protegido por
anexos embrionários; o das aves só é
protegido pela casca do ovo;
e) o embrião do anfioxo desenvolve-se fora
do corpo materno; o das aves
desenvolve-se no interior do útero
materno.
04. (Puccamp) Um pesquisador, ao
examinar ovos em desenvolvimento
observou que apresentavam as
seguintes características:
– grande quantidade de vitelo
– clivagem parcial discoidal
– presença de âmnio, alantóide e cório
– somitos mesodérmicos
– tubo neural dorsal
De acordo com esses dados, conclui-se
que os ovos
a) não eram de aves;
b) não eram de répteis;
c) eram de anfíbios ou de répteis;
d) eram de anfíbios ou de aves;
e) eram de répteis ou de aves.
Desafio
Biológico
7
Segmentação meroblástica
Devido à diferença na distribuição do vitelo,
existem dois tipos básicos de segmentação
meroblástica:
• segmentação meroblástica discoidal;
• segmentação meroblástica superficial.
Na segmentação meroblástica discoidal, as
divisões ocorrem apenas na região da cicatrícula
(região da célula sem vitelo), formando um disco
de células sobre a massa de vitelo. Esse tipo de
segmentação dá-se nos ovos telolécitos.
Segmentação meroblástica discoidal
A segmentação meroblástica superficial ocorre
nos ovos centrolécitos. As células embrionárias
ficam dispostas na superfície do ovo, deixando
o vitelo no seu interior.
Segmentação meroblástica superficial
Fases da segmentação
Embora existam diferentes tipos de
segmentação, ela normalmente se realiza
segundo duas fases:
• mórula – forma-se um maciço celular com
poucas células;
• blástula – forma-se uma cavidade interna
cheia de líquido.
Exclusivo dos mamiferos
Blastocisto
Durante essas duas fases, de mórula e de blástula,
o volume total permanece constante, embora
aumente o número de células. Não há, portanto,
aumento de volume durante a segmentação.
A cavidade central que se observa na blástula
recebe o nome de blastocele e é cheia de
líquido sintetizado pelas células que formam os
seus limites.
Nos ovos isolécitos e heterolécitos, a blastocele
é bem desevolvida.
Na blástula formada pela segmentação dos
ovos telolécitos não chega a se constituir uma
verdadeira blastocele, pois a cavidade formada
não é inteiramente delimitada pelos
blastômeros. É chamada discoblástula, pois o
ovo tem segmentação discoidal e blastocele
recebe o nome de cavidade subgerminal.
Exercícios
01. UEA “A obtenção de células-tronco
tem sido feita a partir de embriôes com
5 e 6 dias de vida e que já apresentam
cerca de 100 células. Recentemente
foi possível obter células-tronco a
partir de embriões com 3 e 4 dias de
vida e que apresentavam de 8 a 10
células.”
(Ciência hoje, 212 Vol. 36; jan/fev 2005)
Embriões com 3 a 4 dias de vida e com
cerca de 8 a 10 células e embriões com
5 a 6 dias de vida e com cerca de 100
células correspondem, respectivamente,
às fases:
a) mórula inicial e mórula avançada;
b) mórula e blástula;
c) blástula inicial e blástula avançada;
d) blástula e gástrula;
e) gástrula inicial e gástrula avançada.
02. (Fuvest) Qual a diferença, no desenvolvimento
embrionário, entre animais
com ovos oligolécitos e animais com
ovos telolécitos?
a) Número de folhetos embrionários
formados.
b) Presença ou ausência de celoma.
c) Presença ou ausência de notocorda.
d) Tipo de segmentação do ovo.
e) Modo de formação do tubo neural.
03. (Unesp) Considere os esquemas,
numerados de 1 a 6, que mostram os
diferentes estágios que ocorrem
durante o processo de clivagem.
Observe que eles não estão na
seqüência correta de acontecimentos.
Em qual alternativa o desenvolvimento
embrionário está em ordem seqüencial
totalmente correta?
a) 3 - 6 - 1 - 4 - 5 - 2.
b) 5 - 3 - 1 - 4 - 6 - 2.
c) 3 - 5 - 2 - 1 - 6 - 4.
d) 1 - 3 - 5 - 6 - 4 - 2.
e) 3 - 1 - 5 - 2 - 6 - 4.
01. (Pucsp) Considere três animais com as
seguintes características relativas ao
desenvolvimento:
I. apresenta ovo rico em vitelo
(telolécito), com segmentação
parcial; não tem estágio larval.
II. apresenta ovo pobre em vitelo
(oligolécito), com segmentação total;
não tem estágio larval.
III. apresenta ovo com quantidade
razoável de vitelo (mediolécito), com
segmentação total; tem estágio larval.
Os animais I, II e III podem ser, respectivamente,
a) galinha, camundongo e sapo.
b) rã, tartaruga e tamanduá.
c) tatu, sapo e largatixa.
d) avestruz, rã e tatu.
e) capivara, jacaré e salamandra.
02. (Unesp) Um dos caminhos escolhidos
pelos cientistas que trabalham com
clonagens é desenvolver em humanos
a clonagem terapêutica, principalmente
para a obtenção de células-tronco, que
são células indiferenciadas que podem
dar origem a qualquer tipo de tecido.
Quanto a este aspecto, as célulastronco
podem ser comparadas às
células dos embriões, enquanto estas
se encontram na fase de
a) mórula.
b) gástrula.
c) nêurula.
d) formação do celoma.
e) formação da notocorda.
Leitura complementar
As células-tronco embrionárias – As célulastronco
embrionárias são estudadas desde o
século 19, mas só há 20 anos dois grupos
independentes de pesquisadores conseguiram
imortalizá-las, ou seja, cultivá-las indefinidamente
em laboratório. Para isso, utilizaram células
retiradas da massa celular interna de blastocistos
(um dos estágios iniciais dos embriões de
mamíferos) de camundongos. Essas células são
conhecidas pela sigla ES, do inglês embryonic
stem cells (células-tronco embrionárias), e são
denominadas pluripotentes, pois podem proliferar
indefinidamente in vitro sem se diferenciar, mas
também podem se diferenciar se forem
modificadas as condições de cultivo. De fato, é
preciso cultivar as células ES sob condições muito
especiais para que proliferem e continuem
indiferenciadas, e encontrar essas condições foi o
grande desafio vencido pelos cientistas.
Desafio
Biológico
Ciclos biogeoquímicos
Ciclo do nitrogênio
O nitrogênio é um elemento muito importante
para os seres vivos, pois faz parte da composição
das proteínas e dos ácidos nucléicos. Ele é muito
abundante na atmosfera, onde ocorre como gás
(N2). Apesar disso, não é utilizado de modo direto
pelos seres vivos, com exceção de alguns
microrganismos. Seu aproveitamento pelos seres
vivos está na dependência de sua fixação e
posterior nitrifcação.
A fixação do N2 pode ser feita por meio de
radiação ou da biofixação, sendo este último
processo o mais importante. A biofixação é
realizada por bactérias, cianobactérias e fungos,
que podem viver livres no solo ou associados
principalmente a raízes de plantas. Esses
organismos são os únicos que conseguem
transformar o N2 atmosférico em uma forma
utilizável pelos seres vivos: a amônia (NH3).
Amabis 3 pág. 180, fig. 180.
Nódulos de bactérias fixadoras de nitrogênio em raízes
de leguminosas (bacteriorrizas)
A amônia produzida pelos biofixadores
associados é incorporada diretamente aos
aminoácidos da planta em que vivem. Já a
amônia produzida pelos biofixadores de vida
livre é transformada por nitrificação em nitrito e
depois em nitrato, pela ação das bactérias
nitrificantes (Nitrosomonas e Nitrobacter). Essas
bactérias são autótrofas quimiossintetizantes,
que utilizam a energia da nitrificação para a
síntese de suas substâncias orgânicas.
O nitrato pode ser absorvido pelos vegetais e o
nitrogênio nele contido é utilizado na síntese de
aminoácidos, proteínas e ácidos nucléicos.
Essas substâncias são transferidas direta ou
indiretamente para os animais, ao longo das
cadeias alimentares.
O nitrogênio deixa o corpo dos organismos por
dois processos: excreção de produtos nitrogenados
e/ou decomposição dos organismos
mortos.
As substâncias nitrogenadas – uréia e ácido
úrico – são transformadas em amônia por
bactérias e fungos decompositores, que
também degradam proteínas do corpo dos
organismos mortos, transformando-as em
amônia.
A amônia pode retornar ao ciclo sendo
transformada em nitrito e nitrato. As bactérias
desnitrificantes
Pseudomonas devolvem o nitrogênio (N2) do
nitrato e do nitrito para a atmosfera, reiniciando
o ciclo.
Importância do Nitrogênio para os seres
vivos:
Ácidos Nucléicos, DNA e RNA, Síntese protéica
Imunológica: Anticorpos são proteínas
Estrutural: Proteínas têm função plástica,
indivíduos desnutridos podem apresentar
tecidos flácidos. Podem desenvolver
KWARSHIORKOR, doença calórico-protéica.
Adubação Verde
Os agricultores têm interferido conscientemente
no ciclo do nitrogênio com objetivo de manter
maior produtividade em suas culturas. Uma das
maneiras de aumentar o nitrogênio no solo é
por meio de cultivo de leguminosas (soja, feijão
e alfafa), que abrigam em suas raízes as
bactérias fixadoras de nitrogênio do gênero
Rhizobium. Podem-se fazer plantações
consorciadas ou em períodos alternados, que
denominamos de rotação de cultura. É
importante também salientar que não se deve
queimar a grama que foi cortada e sim colocálas
no pé das plantas, pois irão sofrer ação dos
decompositores aumentando a disponibilidade
do Nitrogênio.
Ciclo do Fósforo
Amabis 3 antigo amarelo, pág. 362. Fig.19.16. Livro
pequeno.
O Fósforo é o único elemento dos principais
ciclos que não apresenta uma porção
atmosférica, começa com um ciclo de tempo
ecológico, pois é necessária a participação dos
produtores na absorção deste elemento no solo.
É importante verificar que o fósforo é
considerado um macronutriente para as plantas,
ou seja, as plantas precisam em grande
quantidade e é através da nutrição e ingestão
dos herbívoros que esse elemento entra na
cadeia trófica.
Observe que o fósforo passa dos produtores
para os consumidores primários, secundários,
terciários etc. e quando chega ao consumidor
de topo, este ao morrer será decomposto e o
fósforo devolvido ao meio, fechando o ciclo de
tempo ecológico.
8
01. Entre os microorganismos do solo
estão os que atuam no ciclo do
nitrogênio, como é o caso das
bactérias que se associam às raízes
das leguminosas. Elas
a) devolvem N‚ para o ar;
b) absorvem N‚ do ar;
c) liberam amônia no solo;
d) transformam amônia em nitritos;
e) transformam nitritos em nitratos.
02. (FGV) O nitrogênio é essencial a todos
os organismos vivos, especialmente
para a síntese de proteínas, ácidos
nucléicos e aminoácidos. Apesar de ele
existir na atmosfera terrestre em grande
quantidade, sob a forma de N‚, nenhum
organismo eucarionte é capaz de usá-lo
diretamente nessa forma. Por outro
lado, a fertilidade do solo depende de
adequado teor de nitrogênio.
Indique a afirmação correta:
a) Os animais vertebrados obtêm o
nitrogênio através dos alimentos.
b) Os animais vertebrados obtêm o
nitrogênio através do ar que respiram.
c) Os animais vertebrados obtêm o
nitrogênio através da água que bebem .
d) Os aracnídeos obtêm o nitrogênio
através da água.
e) Os insetos obtêm o nitrogênio através do
ar.
03. (Fuvest) Uma certa raça de gado,
quando criada em pastagens
argentinas, apresenta ganho de peso
corpóreo relativamente maior, em
mesmo período de tempo, do que
quando criada no Brasil. A explicação
para essa diferença é que o solo
argentino é mais rico em
a) ácidos, o que melhora a digestão dos
ruminantes e o aproveitamento calórico
da pastagem;
b) dióxido de carbono, o que aumenta a
quantidade de carboidratos da pastagem;
c) nitrogênio, o que aumenta o valor
protéico da pastagem;
d) sais minerais, o que aumenta a
quantidade de carboidratos da pastagem;
e) sódio, o que aumenta o valor calórico da
pastagem.
04. (Fuvest) A maior parte do nitrogênio que
compõe as moléculas orgânicas
ingressa nos ecossistemas pela ação de
a) algas marinhas;
b) animais;
c) bactérias;
d) fungos;
e) plantas terrestres.
Desafio
Biológico
Biologia
Professor GUALTER Beltrão
9
Não devemos esquecer que o fósforo contido
no solo pode sofrer ação das chuvas, fenômeno
que denominamos de LIXIVIAÇÃO e, levado
para dentro dos lagos, aumentando a
sedimentação e diminuindo a sua profundidade,
mecanismo que nos leva a perceber o tempo de
vida predeterminado de um lago. Então, com os
milhares de anos que se sucedem haverá perda
de sua profundidade e acúmulo de sedimento
rico em íon fosfato, que por movimento
geológico pode então fazer parte do solo.
Interessante perceber esses movimentos
ocorridos na crosta terrestre, nos fósseis
encontrados nas montanhas, provando que
estamos sempre em constante mudança do
perfil geológico. É difícil percebermos as
mudanças, uma vez que são necessários
milhões de anos de lenta movimentação. Por
isso denominamos essa fase do ciclo do fósforo
de ciclo de tempo geológico.
Exercícios
01. (PUC–MG) O esquema ilustra um
importante ciclo biogeoquímico
fundamental para a manutenção da
vida em nosso planeta.
Analisado o esquema, assinale a
afirmação INCORRETA.
a) O processo de desnitrificação não está
representado no esquema apresentado.
b) O processo I depende exclusivamente
da amônia produzida no processo II.
c) ‘Rhizobium’ é uma bactéria que pode
infeccionar raízes de algumas
dicotiledôneas causando a formação de
nódulos.
d) A ocorrência do processo II se opõe ao
processo de desnitrificação realizado
por algumas bactérias do solo.
02. (PUC–Rio) A composição dos seres
vivos contém nitrogênio que é
essencial para a formação de:
a) Açúcares de reserva.
b) Glicogênio.
c) Ácidos nucléicos.
d) Lipídios de reserva.
e) Água.
03. (Puccamp) Verificou-se que as raízes
de leguminosas cultivadas em solo
adubado com produtos químicos ricos
em nitrogênio não apresentam
nódulos formados por bactérias.
Nesse caso, adubação prejudicou as
bactérias que transformam
a) nitrogênio em amônia.
b) amônia em nitritos.
c) nitritos em nitratos.
d) nitratos em nitritos.
e) amônia em nitrogênio.
04. (PUCRS) A associação entre plantas
leguminosas e bactérias do gênero
‘Rhizobium’ é um exemplo de
mutualismo envolvendo membros de
reinos distintos. Por tratar-se de um
mutualismo, ambos os organismos
são beneficiados. O papel das
bactérias do gênero ‘Rhizobium’ nessa
associação contribui significativamente
para o ciclo global
a) do carbono;
b) do nitrogênio;
c) da água;
d) do fósforo;
e) do enxofre.
05. (Pucsp 2001) O trecho a seguir
compreende parte do ciclo do
nitrogênio. Nele, há uma série de
lacunas que deverão ser preenchidas.
“No solo, compostos nitrogenados
provenientes da excreção de certos
animais são convertidos em amônia.
Essa substância é em seguida
transformada em __I__ e depois em
__II__ por ação de __III__. Isso
possibilita às plantas, a síntese de
__IV__ e __V__ que, através das
cadeias alimentares, chegarão aos
consumidores”.
As lacunas I, II, III, IV e V poderão ser
preenchidas correta e,
respectivamente, por
a) ácido úrico, uréia, bactérias, aminoácidos
e proteínas;
b) nitrito, nitrato, bactérias, aminoácidos e
proteínas;
c) sal, ácido nítrico, produtores, glicose e
amido;
d) ácido úrico, uréia, produtores, glicose e
amido;
e) aminoácidos, proteínas, bactérias,
glicose e amido.
06. (UEL) Na região Norte do Paraná
muitas áreas estão sendo ocupadas
por culturas de milho e de trigo. Essas
culturas têm provocado desgaste do
solo. Para evitar esse desgaste, os
agricultores adotam o rodízio de
culturas, prática na qual se alterna o
plantio do milho e do trigo com o da
soja. Essa prática agrícola pode
incorporar nutrientes ao solo porque a
soja possui em suas raízes bactérias
fixadoras de:
a) Oxigênio.
b) Carbono
c) Fósforo.
d) Cálcio.
e) Nitrogênio.
07. (UFAL) As espécies de bactérias, que
vivem em células dos nódulos
presentes nas raízes das leguminosas,
desempenham papel importantes no
ciclo
a) da água.
b) do fósforo.
c) do carbono.
d) do oxigênio.
e) do nitrogênio.
08. (Aprovar) No ciclo do fósforo a fase
ecológica está relacionada com:
a) Formação de fósseis.
b) Decompositores.
c) Lixiviação.
d) Movimentos geológicos.
e) Erosão.
01. (UFV) Contrariando a sua fama de vilãs,
como causadoras de doenças nos seres
vivos, muitas bactérias se relacionam
com a natureza como agentes
importantes nos ciclos biogeoquímicos.
No ciclo do nitrogênio, as bactérias
nitrificantes convertem:
a) amônia em nitrato;
b) amônia em aminoácidos;
c) nitrogênio atmosférico em amônia;
d) nitrato em nitrogênio;
e) aminoácidos em amônia.
02. (UFG) Algumas plantas desenvolvem-se
bem em terrenos ricos em bactérias do
gênero ‘Rhizobium’, que se associam às
suas raízes, formando nódulos
macroscópicos. Determinados
mamíferos herbívoros abrigam, em seu
tubo digestivo, bactérias que digerem a
celulose, transformando-a em
carboidratos aproveitáveis. As
associações descritas são harmônicas,
por meio das quais
a) as espécies envolvidas são beneficiadas,
estabelecendo uma interdependência
fisiológica entre si;
b) um dos indivíduos é beneficiado,
utilizando os restos alimentares do outro,
e este não é prejudicado;
c) ambos são beneficiados, mas podem viver
de modo independente, sem prejuízo para
qualquer um deles;
d) uma das espécies é beneficiada, sendo
abrigada pela espécie hospedeira, e esta
não é prejudicada;
e) dois indivíduos da mesma espécie
mostram-se fortemente ligados uns aos
outros, e não conseguem viver
isoladamente.
03. (Uel) Alguns organismos buscam
estratégias diferenciadas de nutrição.
Pântanos e solos arenosos, pobres em
nitrogênio, abrigam vegetais com
estratégias e modificações morfofisiológicas
que auxiliam na obtenção de
nitrogênio fora do solo em que vivem.
Dentre os grupos abaixo, assinale
aquele que possui os vegetais que se
encaixam nesta estratégia:
a) Pteridófitas. b) Epífitas. c) Carnívoras.
d) Parasitas. e) Micorrizas.
04. (Aprovar) Qual dos ciclos
biogeoquímicos abaixo não apresenta
fase atmosférica.
a) Água. b) Carbono. c) Oxigênio.
d) Nitrogênio. e) Fósforo.
Desafio
Biológico
Texto
VELHO TEMA
Vicente de Carvalho
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
Existe, sim: mas nós não a alcançamos
Porque está sempre apenas onde a pomos
E nunca a pomos onde nós estamos.
Perscrutando o texto
01. Infere-se do texto que a felicidade existe,
mas nós não a alcançamos porque:
a) ela é apenas uma grande esperança;
b) sonhamos embevecidos e adiamos a
hora feliz;
c) sempre a colocamos fora de nosso alcance;
d) nunca a pomos na árvore milagrosa que
sonhamos;
e) a vida termina e não conseguimos localizá-
la.
02. Sobre o poema em questão, são feitas
as seguintes afirmações:
I Ocorre uma diérese no verso 3, exatamente
na palavra “existência”.
II Alguns exemplos de rimas ricas se encontram
nos seguintes pares de versos:
1/3, 2/4 e 6/8.
III Há, no poema, regularidade métrica.
IV Todas as rimas do poema são soantes.
V Há, em todo o poema, apenas um exemplo
de rima toante.
Estão corretas:
a) Todas as afirmações.
b) Todas as afirmações, exceto a I.
c) Apenas as afirmações II, III e IV.
d) Apenas as afirmações II, IV e V.
e) Apenas as afirmações I, II, III e IV.
03. Sobre a primeira estrofe do soneto, abaixo
transcrita, julgue as afirmações.
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
a. ( ) A vírgula após “esperança” pode
ser retirada sem prejuízo gramatical.
b. ( ) O artigo antes do substantivo “vida”
pode ser retirado sem prejuízo
semântico.
c. ( ) As vírgulas que isolam “resumida”
alteram o valor sintático da palavra.
d. ( ) Pode-se trocar “malograda” por “frustrada”
sem prejuízo semântico.
e. ( ) O monossílabo “só” (verso 1) tem
valor de adjetivo.
04. Sobre a primeira estrofe do soneto,
abaixa transcrita, escolha a afirmação
incorreta.
Só a leve esperança, em toda a vida,
Disfarça a pena de viver, mais nada;
Nem é mais a existência, resumida,
Que uma grande esperança malograda.
a) O substantivo “esperança” (verso 1) tem
função de núcleo do sujeito.
b) O substantivo “existência” (verso 3) tem
função de núcleo do sujeito.
c) O substantivo “esperança” (verso 4) tem
função de núcleo do predicativo do sujeito.
d) Os adjetivos “leve”, “grande” e “malograda”
são adjuntos adnominais.
e) O vocábulo “resumida” tem função de
adjunto adnominal.
05. Sobre a segunda estrofe do soneto,
abaixo transcrita, é incorreto afirmar:
O eterno sonho da alma desterrada,
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,
É uma hora feliz, sempre adiada
E que não chega nunca em toda a vida.
a) Há, na estrofe, exemplo de pleonasmo.
b) O sujeito de “traz” é o substantivo
“sonho”.
c) Há, na estrofe, exemplo de predicado
verbo-nominal.
d) Há, na estrofe, exemplo de pronome
pessoal oblíquo átono com função de
objeto direto.
e) Os “ques” empregados na estrofe têm o
mesmo valor morfológico e a mesma
função sintática.
06. Sobre o primeiro terceto do soneto,
abaixo transcrito, julgue as afirmativas
seguintes.
Essa felicidade que supomos,
Árvore milagrosa que sonhamos
Toda arreada de dourados pomos,
a. ( ) O “que” do verso 1 tem função de
objeto direto.
b. ( ) O “que” do verso 2 tem função de
objeto direto.
c. ( ) Há erro gráfico em “arreada”.
d. ( ) Pode-se trocar “arreada” por “enfeitada”
sem prejuízo semântico.
e. ( ) A troca de “essa” (verso 1) por “esta”
não implica mudança semântica.
07. Sobre o segundo terceto do soneto,
julgue as afirmativas seguintes.
a. ( ) No verso 1, o pronome átono pode
ocupar outra posição em relação ao
verbo, sem prejuízo gramatical.
b. ( ) Nos versos 2 e 3, pode-se trocar
“onde” por “aonde” sem prejuízo
gramatical.
c. ( ) Há, na estrofe, exemplo de verbo de
ligação.
d. ( ) Os verbos “alcançar” e “pôr” foram
empregados como transitivos diretos.
e. ( ) Há, na estrofe, exemplo de sujeito
desinencial.
Português
Professor João BATISTA Gomes
CONCORDÂNCIA ESPECIAL
“SER” = VERBO DE LIGAÇÃO
O verbo “ser”, de ligação, concorda com
o predicativo do sujeito nos seguintes
casos:
1. Sujeito = coisa – Quando o sujeito
do verbo “ser” é representado por
coisa ou por um pronome que
represente coisa (tudo, o, isto, isso,
aquilo), a concordância deve ser feita
com o predicativo.
a) Tudo isso é mentiras de pessoas invejosas.
(errado)
b) Tudo isso são mentiras de pessoas
inve josas. (certo)
c) Vida de professor não é flores. (errado)
d) Vida de professor não são flores. (certo)
e) Aquilo não seria sombras das árvores?
(errado)
f) Aquilo não seriam sombras das
árvores? (certo)
2. Sujeito = pessoa – Se o sujeito do
verbo “ser” for pessoa, a
concordância tem que ser feita com o
sujeito.
a) Ricardo eram as esperanças do nosso
time. (errado)
b) Ricardo era as esperanças do nosso
time. (certo)
c) Isabel eram as alegrias daquela casa.
(errado)
d) Isabel era as alegrias daquela casa.
(certo)
3 Sujeito = quantidade, preço,
medida – Quando o sujeito do verbo
“ser” exprime quantidade, preço,
medida, e o predicativo é uma das
palavras muito, pouco, suficiente,
impõe-se o singular.
a) Dez mil reais são muito neste caso.
(errado)
b) Dez mil reais é muito neste caso. (certo)
c) Dez quilos de farinha são pouco.
(errado)
d) Dez quilos de farinha é pouco. (certo)
e) Todos os recursos do mundo serão
pouco para refazer tanta destruição.
(errado)
f) Todos os recursos do mundo será
pouco para refazer tanta destruição.
(certo)
Desafio
gramatical
10
Concordância Verbal 3
1. É MUITO, É POUCO, É SUFICIENTE...
Nas locuções é muito, é pouco, é suficiente,
é demais, é mais que (ou do que), é menos
que (ou do que), cujo sujeito exprime
quantidade, preço, medida, o verbo ser
fica no singular.
Veja construções certas e erradas.
a) Dez anos de prisão eram muito para o
réu que já passara dos sessenta. (errado)
b) Dez anos de prisão era muito para o réu
que já passara dos sessenta. (certo)
c) Como se trata de despesas em prol da
educação, cem mil reais são pouco.
(errado)
d) Como se trata de despesas em prol da
educação, cem mil reais é pouco. (certo)
e) Traga dez quilos de carne bovina: são
mais do que suficientes. (errado)
f) Dois metros é muito; compre apenas um
metro e meio. (certo)
2. DESGRAÇAS “ACONTECE” OU
“ACONTECEM”?
A construção correta é “desgraças acontecem”.
O verbo “acontecer” é pessoal: concorda
normalmente com o sujeito da oração
que, quase sempre, vem posposto.
Veja construções certas e erradas.
a) Quando menos se espera, desgraças
acontece. (errado)
b) Quando menos se espera, desgraças
acontecem. (certo)
c) Não se desespere: imprevistos acontece.
(errado)
d) Não se desespere: imprevistos acontecem.
(certo)
3. “ACABOU” OU “ACABARAM” AS
FÉRIAS?
A construção correta é “acabaram as férias”.
O verbo “acabar” é pessoal: concorda normalmente
com o sujeito da oração que, quase
sempre, vem posposto.
4. BASTAR
Bastar significa “ser bastante”, “suficiente”.
Veja as concordâncias possíveis.
1. Bastar sem preposição – É verbo intransitivo:
vem sem complemento e concorda
normalmente com o sujeito que, quase
sempre, está posposto.
Exemplos:
a) Bastam dois homens para fazer todo
o trabalho.
b) Bastam duas palavras minhas para
que ela se cale.
2. Bastar com preposição “a” – É verbo
transitivo indireto: vem acompanhado
de objeto indireto e concorda normalmente
com o sujeito que, quase sempre, está
posposto.
Exemplos:
a) Não bastam a você os prejuízos que
causou à família?
b) A mim, bastam coisas bem simples.
3. Bastar com preposição “de” – Com a
idéia de suficiência, fica sempre no
singular.
Veja constuções certas e erradas:
a) A classe média já sofreu muito. Bastam
de sacrifícios! (errado)
b) A classe média já sofreu muito. Basta
de sacrifícios! (certo)
5. IR
O verbo ir, indicando tempo, é impessoal
(sem sujeito): fica sempre na terceira pessoa
do singular.
a) Vão para mais de três anos que ela me
traiu. (errado)
b) Vai para mais de três anos que ela me
traiu. (certo)
6. CHEGAR
O verbo chegar acompanhado de preposição
“de” (com idéia de suficiência), fica sempre
no singular.
a) Chegam de mentiras! Não acredito mais
em você. (errado)
b) Chega de mentiras! Não acredito mais
em você. (certo)
7. PASSAR
O verbo passar acompanhado de preposição
“de” (exprimindo tempo), fica sempre no singular.
a) Já passam de nove meses, e a criança
não nasce. (errado)
b) Já passa de nove meses, e a criança não
nasce. (certo)
8. MANDAR, OUVIR, SENTIR, VER
Quando os verbos em questão estão seguidos
de infinitivo, o sujeito da oração reduzida
(subordinada substantiva objetiva direta)
pode estar representado por um pronome
oblíquo átono (o, a, os, os, me, te, se, nos,
vos). Nesse caso, o infinitivo não pode flexionar-
se.
a) Depois de algum tempo, deixei-as saírem.
(errado)
b) Depois de algum tempo, deixei-as sair.
(certo)
c) Sem razão aparente, deixaram os presos
saírem. (errado)
d) Sem razão aparente, deixaram os presos
sair. (certo)
Exercícios
1. Assinale a opção com erro de
concordância verbal.
a) Chega de brincadeiras. Temos ainda
que conseguir muitos peixes.
b) Meio a contragosto, deixamos os dois
viajarem.
c) Criamos coragem e mandamo-los sair
de nossa casa.
d) Ela desapareceu já passa de dez
dias.
e) Tudo isso aconteceu vai para mais de
dez anos.
2. Assinale a opção sem erro de
concordância verbal.
a) Quando ela voltou para casa, já
passavam das dez horas.
b) Chegam de sacrifícios. Ninguém mais
vai ser castigado!
c) Vão para uns dois anos que não tiro
férias.
d) Mais de um jornal de esportes
publicou a triste nota.
e) A maioria dos atletas compareceu ao
estádio.
01. (Desafio da TV) Assinale o período
sem erro de concordância::
a) Os filhos são tais qual o pai.
b) Água tônica é boa para ressaca.
c) Paula andava, ultimamente, meia
preocupada.
d) Minas Gerais progrediram muito nos
últimos anos.
e) Poderiam haver distúrbios naquele
comício.
02. (Desafio do Rádio) Assinale o
período sem erro de concordância::
a) Custamos a perceber as verdadeiras
intenções dos políticos.
b) Estimo em vê-lo com saúde.
c) Somente Luís e eu namoramos com a
Leila.
d) Ela nem se dá ao trabalho de
responder às perguntas.
e) Entrar na política implica comungar
com os interesses do povo.
03. Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas da frase
abaixo:
Não ............... condições de permanecer
ali por mais tempo. As árvores
..................................... e ameaçavam cair.
A tempestade era .........................
a) haviam – pareciam estremecer –
eminente.
b) haviam – parecia estremecerem –
iminente.
c) havia – parecia estremecerem –
iminente.
d) havia – parecia estremecerem –
eminente.
e) havia – pareciam estremecer –
eminente.
04. (UFAM) Dadas as frases abaixo:
I Aquela cantora é ídala da maioria dos
amazonenses.
II Ontem, havia menas torcedoras no
estádio.
III Tu já estás quites com a tesouraria do
clube?
IV Maria foi comprar duzentos gramas de
queijo.
Em relação à norma culta da Língua
Portuguesa, podemos afirmar que:
a) estão corretas a I e a III;
b) somente a IV está correta;
c) estão corretas a I e a II;
d) apenas a III está correta;
e) todas estão corretas.
Desafio
gramatical
11
AMABIS, José Mariano; MARTHO,
Gilberto Rodrigues. Conceitos de
Biologia das células: origem da vida.
São Paulo: Moderna, 2001.
CARVALHO, Wanderley. Biologia em
foco. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2002.
COVRE, Geraldo José. Química Geral:
o homem e a natureza. São Paulo:
FTD, 2000.
FELTRE, Ricardo. Química: físicoquímica.
Vol. 2. São Paulo: Moderna,
2000.
LEMBO, Antônio. Química Geral:
realidade e contexto. São Paulo: Ática,
2000.
LEVINE, Robert Paul. Genética. São
Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
LOPES, Sônia Godoy Bueno. Bio. Vol.
Único. 11.a ed. São Paulo: Saraiva.
2000.
MARCONDES, Ayton César;
LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
Biologia: ciência da vida. São Paulo:
Atual, 1994.
REIS, Martha. Completamente Química:
físico-química. São Paulo: FTD, 2001.
SARDELLA, Antônio. Curso de Química:
físico-química. São Paulo: Ática, 2000.
EXERCÍCIO (p. 3)
01. D;
02. D;
03. 11 (ou 10 se considerar a isomeria);
04. B;
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01. a) 10, b) 4;
02. C;
03. E;
04. A;
05. B;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. D;
02. B;
03. B;
04. E;
05. D;
DESAFIO QUÍMICO (p. 5)
01. D;
02. D;
03. D;
04. E;
05. C;
06. B;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6)
01. C;
02. C;
03. D;
04. D;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 7)
01. D;
02. D;
03. B;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 8)
01. D;
02. D;
03. C;
04. E;
05. C;
06. B e C;
EXERCÍCIOS (p. 9)
01. B; 02. A; 03. C; 04. A; 05. B; 06. D;
07. C; 08. C;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 9)
01. C; 02. A; 03. C; 04. B; 05. B; 06. C;
DESAFIO LITERÁRIO (p. 10)
01. E; 02. A; 03. E; 04. C;
Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice-Reitor
Carlos Eduardo Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Comunitários
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Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir Albuquerque
Coordenadora Geral
Munira Zacarias Rocha
Coordenador de Professores
João Batista Gomes
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings
Coordenadora de Comunicação
Liliane Maia
Coordenador de Logística e Distribuição
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Produção
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Projeto Gráfico – Jobast
Alberto Ribeiro
Antônio Carlos
Aurelino Bentes
Heimar de Oliveira
Mateus Borja
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani
Editoração Eletrônica
Horácio Martins
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
• TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição:
• Amazon Sat (21h30 às 22h)
• RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José
• Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I
• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
• Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30)
• Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30)
www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br
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3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM
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