Região da Indonésia devastada por tsunami, onda gigante
gerada por distúrbios sísmicos ou na superfície do mar
Vista aérea da praia de Ponta Negra, cartão postal da capital amazonense
• Química – Química orgânica
pg. 02
• Química – Oxidorredução
pg. 04
• Biologia – Ciclo celular
pg. 06
• Biologia – Ciclos biogeoquímicos
pg. 08
• Literatura – Pré-modernismo
pg. 10
2
Ministrado em 13 municípios do interior do
Estado, o curso de Ciência Política da
Universidade do Estado do Amazonas
completa, até o fim de junho, o ciclo de
formatura de seus novos bacharéis, ao
todo, mais de 700. Inédito na região, o
curso foi o mais procurado no vestibular de
2002, com mais de 12 mil candidatos
inscritos.
Oferecido em caráter especial para atender
à necessidade específica de formação de
recursos humanos no interior do Amazonas,
o curso teve início em agosto de 2002, e
agora forma líderes e empreendedores
políticos capazes de desenvolver um novo
estilo de gestão pública, com vistas à
geração de novos conhecimentos e à
introdução de procedimentos e técnicas
inovadoras nos diversos organismos do
Estado.
O curso foi ministrado nos municípios de
Tabatinga, Tefé, Maués, Boca do Acre,
Itacoatiara, Humaitá, Manacapuru, Eirunepé,
Carauari, Coari, São Gabriel da Cachoeira,
Manicoré e Parintins com a mesma
metodologia do Programa Especial de
Formação de Professores (Proformar):
transmissão simultânea, via satélite, a partir
de um estúdio equipado com modernos
recursos tecnológicos.
Nesse Sistema Presencial Mediado, as
aulas são ministradas por professores, a
partir de um estúdio montado em Manaus e
transmitidas, ao vivo, via satélite, para todas
as salas de aula dos municípios, que são
equipadas com TV, linha telefônica, fax,
computador e Internet.
As disciplinas do curso, oferecido em
módulos, são preparadas por um grupo de
especialistas, mestres e doutores de várias
áreas, como Direito, Administração,
Contabilidade, Economia e Ciências Sociais.
Depois, são roteirizadas por uma equipe de
produção e levadas ao ar com a
participação da mesma equipe.
Nas salas de aula, localizadas nas unidades
da UEA, no interior, um professor
especialista, que recebeu treinamento
especial, acompanha o aluno, tirando
dúvidas, controlando a freqüência, a
utilização dos recursos de comunicação e
fazendo avaliações preliminares. Para obter
aprovação, cada aluno teve que atingir
média 6 e 75% de freqüência.
As dúvidas que não podem ser esclarecidas
pelo professor local são encaminhadas para
Manaus por telefone ou Internet. Um
sistema “call center”, com 16 atendentes,
está preparado para receber as perguntas e
encaminhar aos professores, que
respondem em tempo real.
UEA gradua mais de
700 bacharéis em
Ciência Política Química orgânica
Química Orgânica é a parte da química que
estuda os compostos do carbono.
Vale ressaltar que nem todos os compostos
formados por carbono são orgânicos, devido às
características inorgânicas presentes em alguns
deles. Ex.: CO2, H2CO3, CO, HCN, etc.
O átomo de carbono
• É Tetravalente
• Forma Múltiplas Ligações.
Sigma (σ) – É a primeira ligação entre dois átomos.
Ocorre, neste caso, uma superposição de orbitais.
Pi (π) – São as segundas e terceiras ligações
entre dois átomos. Agora, o que ocorre é uma
aproximação entre os orbitais.
Exemplo:
C – C C = C C C
1 ligação σ 1 ligação σ 1 ligação σ
1 ligação π 2 ligações π
• O carbono liga-se a várias classes de
elementos químicos.
• Forma cadeias.
• Classifica-se em:
Primário: quando está ligado somente a um
outro carbono.
Secundário: quando está ligado a dois outros
carbonos.
Terciário: quando está ligado a três outros
carbonos.
Quaternário: quando está ligado a quatro outros
carbonos.
Hibridização do carbono
sp3 (tetraédrica)
• é a fusão de quatro orbitais (um do tipo s e
três do tipo p) formando quatro orbitais do tipo
sp3;
• forma somente ligações simples;
• ângulo entre as valências: 109° 28’;
• é característica dos alcanos;
• carbono liga-se a outros quatro átomos.
sp2 (trigonal)
• é a fusão de um orbital s com dois orbitais p
formando três orbitais do tipo sp2;
• forma duas ligações simples e uma dupla;
• ângulo entre as valências: 120°;
• é característica dos alcenos;
• carbono liga-se a outros três átomos.
sp (linear)
• é a fusão de um orbital s com um p formando
dois orbitais do tipo sp;
• pode formar:
– duas ligações simples e uma tripla;
– duas ligações duplas;
• ângulo entre as valências: 180°;
• é característica dos alcinos e alcadienos;
• carbono liga-se a outros dois átomos.
Tipos de cadeias carbônicas
• Aberta, acíclica ou alifática:
Exemplo:
H H H H
...–– C –– C –– C –– C ––...
H H H H
• Fechada ou cíclica:
Exemplo:
CH2
CH2 CH2
CH2 ––––– CH2
Quanto à disposição dos átomos
• Normal: quando o encaminhamento segue
uma seqüência única.
Exemplo:
H H H H
...–– C –– C –– C –– C ––...
H H H H
• Ramificada: quando na cadeia surgem
“ramos” ou “ramificações”.
Exemplo:
CH3 –– CH2 –– CH –– CH2 –– CH2 –– CH3
CH2
ramificação
CH3
Quanto aos tipos de ligações
• Saturada: quando existem apenas ligações
sigmas.
Exemplo:
H H H H
...–– C –– C –– C –– C ––...
H H H H
• Insaturada: quando existe pelo menos uma
ligação pi entre os átomos de carbono.
• Exemplo:
CH3 –– CH == CH –– CH2 –– CH3
Quanto à natureza dos átomos
• Homogênea: quando, na cadeia, só existem
átomos de carbono.
H H H H
...–– C –– C –– C –– C ––...
H H H H
Exemplo:
CH3 –– CH2 –– CH –– CH2 –– CH3
O ––
• Heterogênea: quando, na cadeia, além dos
átomos de carbono, existem átomos de outro
elemento (heteroátomos).
Exemplo:
CH3 –– CH2 –– O –– CH2 –– CH3
CLASSES FUNCIONAIS
ALCANOS
São hidrocarbonetos acíclicos e saturados, isto
é, têm cadeias abertas e apresentam apenas
ligações simples entre seus carbonos.
Nomenclatura: prefixo + ANO
Prefixos: Observe abaixo a tabela de prefixos
que servirá para determinar a nomenclatura de
todos os compostos orgânicos.
Fórmula Geral: CnH2n+2
Exemplo: CH3 – CH2 – CH3 – propano
ALCENOS
São hidrocarbonetos acíclicos, contendo uma
única dupla ligação.
Nomenclatura: prefixo + ENO
• A cadeia principal é a mais longa, contendo,
porém, a dupla ligação.
• A numeração da cadeia principal ocorre a
partir do carbono mais próximo da insaturação.
Fórmula Geral: CnH2n
Exemplos: CH2 = CH – CH3 – propeno
ALCINOS
São hidrocarbonetos acíclicos, contendo uma
única ligação tripla.
Nomenclatura: prefixo + INO
As regras de nomenclatura seguem a dos
alcenos.
Fórmula Geral: CnH2n - 2
Exemplo: CH ≡ C – CH3 – propino
Nº de
carbonos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Prefixo MET ET PROP BUT PENT HEX HEPT OCT NON DEC
Química
Professor MARCELO Monteiro
3
Desafio
Químico
01. AZT (3–azido–3–deoxitimidina), que
possui a capacidade de inibir a
infecção e os efeitos citopáticos do
vírus da imunodeficiência humana do
tipo HIV–1, o agente causador da AIDS,
apresenta a seguinte estrutura:
a) Quantos átomos de carbono estão
presentes em uma molécula de AZT?
b) E de oxigênio?
02. Um composto é representado pela seguinte
fórmula estrutural:
H H H
H –– C –– C –– C –– C –– H
H O H H
As hibridizações dos átomos de
carbono do composto, contados da
esquerda para a direita, são:
a) sp3, sp, sp2, sp3. b) sp3, sp2, sp, sp3.
c) sp3, sp2, sp3, sp3. d) sp2, sp, sp2, sp2.
e) sp3, sp2, sp2, sp3.
03. (PUC) Quantas ligações π, no total,
existem no composto representado
pela fórmula abaixo?
CH ≡ C – C = C = CH – C ≡ CH
CH3
a) 2 b) 3 c) 4
d) 5 e) 6
04. (UFF) O indol, uma substância formada
durante o processo de decomposição
de proteínas, contribui para o odor
característico das fezes:
A fórmula molecular e o número de
ligações π, presentes na estrutura do
indol, são, respectivamente:
a) C8H7N; quatro. b) C8H3N; uma.
c) C8H7N; três. d) C9H5N; quatro.
e) C6H9N; uma.
05. (UERJ) Na composição de corretores
do tipo Liquid Paper, além de
hidrocarbonetos e dióxido de titânio,
encontra-se a substância isocianeto de
alila, cuja fórmula estrutural plana é
representada por:
CH2 = CH – CH2 – N = C = O
Com relação a esta molécula, é correto
afirmar que o número de carbonos com
hibridização sp2 é igual a:
a) 1 b) 2 c) 3
d) 4
ALCADIENOS
São os hidrocarbonetos que apresentam cadeia
aberta e insaturada, com duas ligações duplas.
Nomenclatura: prefixo + DIENO
Fórmula Geral: CnH2n – 2
Exemplo: CH2 = C = CH2 – propadieno
CICLANOS
São hidrocarbonetos que apresentam cadeia
fechada ou mista e saturada.
Nomenclatura: CICLO + prefixo + ANO
Fórmula Geral: CnH2n
Exemplo:
CH2 –– CH2
ou ciclobutano
CH2 –– CH2
CICLENOS
São hidrocarbonetos que apresentam cadeia
cíclica ou mista e insaturada, com uma ligação
dupla.
Nomenclatura: CICLO + prefixo + ENO
Fórmula Geral: CnH2n - 2
Exemplo:
CH2 –– CH
ou ciclobuteno
CH2 –– CH
Hidrocarbonetos aromáticos
São os hidrocarbonetos que possuem um ou
mais anéis benzênicos (também chamados
aromáticos).
Nomenclatura: .......... BENZENO
Fórmula estrutural:
1,2 – dimetil – 3 – etil – benzeno
Formula Geral: CnH2n – 6
RADICAIS
• 1 carbono: CH3 – metil(a)
• 2 carbonos: CH3 – CH2 – etil
• 3 carbonos: CH3 – CH2 – CH2 – n-propil
• 4 carbonos:
CH3 – CH2 – CH2 – CH2 – n-butil
CH3 – CH2 – CH – sec butil
I
CH3
CH3 –– C –– CH3 terc-butil ou t-butil
CH3
CH3 – CH – CH2 – sec butil
I
CH3
Radicais arilas
A valência livre encontra-se num carbono pertencente
a um núcleo aromático.
São eles:
Nomenclatura para hidrocarbonetos
Veremos, agora, algumas regras para
nomenclatura de todos os hidrocarbonetos
estudados, seguindo as normas da IUPAC (União
Internacional de Química Pura e Aplicada).
Para dar nome a um composto com cadeia
ramificada, damos os seguintes passos:
• Determinamos a cadeia principal e seu nome.
• Numeramos os carbonos da cadeia principal.
• Identificamos o(s) radical(ais) e sua
localização.
Localização dos radicais na cadeia principal
A localização dos radicais deve ser dada pela
numeração dos carbonos da cadeia principal,
segundo as regras já estudadas.
• Iniciar pela extremidade mais próxima da
característica mais importante dos
compostos, na ordem:
grupo funcional > insaturação > radical.
• A numeração deve seguir a regra dos
menores números possíveis.
• Se, após as regras anteriores, ainda restar
mais de uma possibilidade, iniciar a
numeração pela extremidade mais próxima do
radical mais simples (o menos complexo).
• Em caso de dois ou mais radicais iguais na
mesma cadeia, usar os seguintes prefixos para
indicar a quantidade, ligados ao nome dos radicais:
di (2 radicais iguais), tri (3 radicais iguais),
tetra (4 radicais iguais). Não se esqueça de que
os números (numeração dos carbonos) indicam
a localização e não a quantidade de radicais.
• O nome do último radical mencionado deve
vir ligado ao nome da cadeia principal, exceto
nos casos em que o nome da cadeia principal
começar com a letra h (hex, hept), caso em
que deve vir precedido de hífen.
• Os radicais podem ser mencionados em
ordem de complexidade (por exemplo: metil
antes de etil), ou ainda em ordem alfabética
(etil antes de metil). A ordem alfabética é
bem menos usada.
Exercícios
01. Na estrutura:
CH3 H H C
CH3 –– C –– C –– C –– C –– CH3
H CH3 H CH3
As quantidades totais de átomos de
carbono primário, secundário e
terciário são respectivamente:
a) 2, 3 e 4; b) 2, 4, e 3; c) 3, 3, e 2;
d) 5, 1 e 3; e) 5, 2 e 2.
02. (UFF) Considerando-se o composto:
Indique, respectivamente, o número de
ligações sigma, π e o tipo de hibridização
do composto:
a) 6; 1; sp3 b) 10; 1; sp3 c) 11; 2; sp3
d) 14; 4; sp2 e) 14; 1; sp2
03. Determine o número de hidrocarbonetos
diferentes de massa molecular igual a 70.
04. Qual dos compostos abaixo não
existe?
a) propino; b) 2–metil propino;
c) 2–metil propeno; d) 2–metil propano;
e) etano.
4
01. Os estados de oxidação (Nox) dos
elementos destacados nas fórmulas:
ácido metanóico, HCOOH, peróxido de
bário, BaO2, hidreto de berílio, BeH2,
sulfeto de potássio, K2S, são, respectivamente:
a) –2 ; +4 ; +1 ; –2
b) +2 ; +2 ; –1 ; +2
c) –2 ; +2 ; +1 ; –2
d) +2 ; +2 ; –1 ; –2
e) +2 ; +4 ; +1 ; +2
02. Descobertas recentes da medicina
indicam a eficiência do óxido nítrico,
NO, no tratamento de determinado tipo
de pneumonia. Sendo facilmente
oxidado pelo oxigênio a NO2, quando
preparamos, em laboratório, o óxido
nítrico deve ser recolhido em meio que
não contenha O2. O nox do nitrogênio
no NO e NO2 são respectivamente :
a) +3 e +6
b) +2 e +4
c) +2 e +2
d) zero e +4
e) zero e +2
03. Desafio – Indique o número de oxidação
(NOX) de cada elemento no íon a seguir;
PtCl6
–2
a) +2 ; –2
b) + 4 ; –1
c) +3 ; –6
d) +2 ; –4
e) –2 ; +2
04. Nas opções seguintes, estão representadas
equações químicas de reações que
podem ocorrer, em soluções aquosas,
com os diversos óxidos de crômio.
Qual dessas opções contêm a equação
que representa uma reação de óxidorredução?
a) 2CrO4
–2 + 2H3O+1 → 1Cr2O7
–2 + 3H2O
b) 1Cr2O3 + 6H3O+1 → 2Cr+3 + 9H2O
c) 2Cr2O3 + 2OH–1 → 1Cr2O4
–2 + 1H2O
d) 2Cr2O7
–2 + 2H3O+1 → 1CrO3 + 3H2O
e) 2Cr2O7
–2+16H3O+1 → 4Cr+3+3O2+24H2O
05. Para a equação não-balanceada:
MnO2+KClO3+KOH → KMnO4+KCl+
H2O
Assinale a opção incorreta:
a) A soma de todos os coeficientes estequiométricos,
na proporção mínima de
números inteiros, é 17.
b) O agente oxidante é o KClO3 .
c) O agente redutor é o MnO2 .
d) O número de oxidação do manganês no
MnO2 é duas vezes o número de oxidação
do hidrogênio.
e) Cada átomo de cloro ganha seis elétrons.
Desafio
Químico Oxidorredução
Significa transferência de elétrons e, conseqüentemente
variação do n.° de oxidação (nox).
Conceitos
1. Oxidação: oxidar significa perder elétrons e,
conseqüentemente, aumentar o nox.
2. Redução: reduzir significa, ganhar elétrons e
conseqüentemente, diminuir o nox.
3. Agente oxidante: é a espécie química que
contém o elemento que sofre redução. O
oxidante provoca a oxidação de outra
espécie química na reação.
4. Agente redutor: é a espécie química que
contém o elemento que sofre oxidação. O
redutor provoca a redução de outra espécie
química na reação.
Observações:
1 Quem oxida ou quem reduz é sempre
elemento químico.
2 O agente oxidante e o agente redutor
sempre estão do lado dos reagentes da
reação.
5. Número de oxidação: é a carga que o
elemento tem ou adquire durante a reação.
Tipos de nox:
a) Nox real: é a carga que o elemento já
possui. É característica de compostos
iônicos.
Ex.:
b) Nox aparente: é a carga que o elemento
adquire quando suas ligações forem
rompidas durante a reação. É característica
de compostos covalentes.
Obs.: Nox na ligação covalente dativa ou
coordenada.
Situação “A”
Ex.1.: CO Ex.2:
Situação “B”
Ex.3: HClO4
Regras para o cálculo de nox.
1. O nox de uma substância simples ou de um
elemento químico vale sempre zero.
2. O nox de íon é igual à sua própria carga.
3. O nox do hidrogênio vale geralmente +1,
exceto nos hidretos metálicos (hidrogênio
ligado a metal) que vale –1.
Ex.:
4. O nox do oxigênio vale geralmente –2;
exceto:
a) Nos peróxidos vale –1 (O2
–2)
H2O2 →
b) Nos superóxidos vale –1/2 (O4
-2)
c) Nos flutores vale +2
O2F2 →
5. O somatório das cargas de uma molécula
vale sempre zero.
Ex.:
6. O somatório das cargas de um agrupamento
iônico (reunião de átomos em desequilíbrio
elétrico) é igual à carga do agrupamento.
Ex.:
7. O nox dos halogênios, quando estão na
extremidade mais eletronegativa (direta), vale
–1. Quando estão em outra posição, o nox é
variável.
• Nox mínimo: é a carga que o elemento
necessita para atingir o octeto.
• Nox máximo: é a carga que o elemento
adquire quando perde todos os elétrons da
última camada. O nox máximo coincide com
o n.° do grupo.
Obs.: 4A, 5A, 6A, 7A NOX MÍNIMO
NOX MÁXIMO
Aplicação
(UFG–RJ) O nox dos halogênios nos
compostos KBr ; NaIO3; F2: Cl2O3; é
respectivamente :
a) – 1; +5; 0; +3
b) –1; –5; –2; –3
d) +1; +3; 0; +5
c) +1 ; –1 ; –2 ; +2
e) –1 ; - 1 ; -1 ; -1
Solução:
Resposta: a) – 1; +5 ; 0; +3
8. O nox dos calcogênios (O, S, Se, Te, Po),
quando estão na extremidade mais
eletronegativa (direta), vale –2. Quando estão
em outra posição, o nox é variável.
Obs.: Na pirita (FeS2), embora o enxofre
esteja na extremidade mais eletronegativa,
seu nox não é –2 e sim –1.
Balanceamento de equações pelo método
Química
Professor CLÓVIS Barreto
5
redox:
Passos para o balanceamento de equações
pelo método redox:
1.° Calcular o nox de cada elemento na equação.
2.° Verificar quem varia o nox de um lado para
outro na reação e traçar os ramais oxi-red.
3.° Montar dois quadros. Um para oxidação e
outro para redução. É necessário que a
substância candidata a ir para um dos
quadros não tenha nox repetido na equação.
Caso ambas as substâncias não tenham nox
repetido na equação, vai para o quadro, na
seguinte sequência:
1. A substância de maior atomicidade (é o
número de átomos do elemento que
constitui a substância).
2. A substância de maior número de
elementos diferentes.
4.° Calcular, inverter e, se possível, simplificar o
delta (Δ).
Obs.: Cálculo do delta (Δ).
5.° Prosseguir o balanceamento por tentativa,
sendo que o último elemento a ser balanceado
é o oxigênio, e o penúltimo o hidrogênio.
Ex.: 1. KMnO4 + H2C2O4 + H2SO4 → K2SO4
+ MnSO4 + CO2 + H2O
2. Cu + HNO3 → Cu(NO3)2 + NO + H2O
Aplicação
Faça o balanceamento da reação abaixo :
Cl2(g)+C(s)+H2O(l) → CO2(g)+H3Oa
+1
q+ Cl(aq)
–1
Solução: 1.° Passo
2.° Passo :
3.° Passo:
4.° Passo
4Cl2(g)+C(s)+H2O(l) → 2CO2(g)+H3O(a
+1
q+ Cl(aq)
–1
4Cl2(g)+2C(s)+H2O(l) → 2CO2(g)+8H3O(a
+1
q+
4Cl(aq)
–1
2Cl2(g)+1C(s)+6H2O(l) → 1CO2(g)+4H3O(a
+1
q+
4Cl(aq)
–1
Casos particulares de balanceamento por
oxidorredução.
1.° Quando ocorre auto oxidorredução.
Obs.:
1. A substância ou o elemento que sofre auto
oxirredução não vai para o quadro.
2. A substância ou o elemento que sofre auto
oxirredução pode funcionar tanto como
oxidante quanto como redutor, desde que
esteja no lado dos reagentes.
Ex.: 1. Cl2+NaOH → NaCl+NaClO3+H2O
2.° Quando ocorre dupla oxidação e ou dupla
redução.
Obs.:
1. A substância que sofre dupla oxidação ou
dupla redução necessariamente vai para o
quadro.
2. Antes de inverter o delta, devem-se somar
os deltas da dupla oxidação ou da dupla
redução para depois inverte-los.
Ex.: As2S3+HNO3+H2O → H2SO4+ H3AsO4+
NO
3.° Quando aparece equação iônica.
Obs.:
1. O nox de um íon é igual à sua própria carga.
2. O somatório das cargas de um agrupamento
iônico é igual à carga do agrupamento.
3. Se durante o balanceamento de uma eq.
Iônica houver necessidade de se
balancear um elemento carregado, colocase
uma incógnita x diante desse elemento
e monta-se a equação das cargas.
Σ carga dos reagentes = Σ carga dos
produtos
Ex.: Bi+3+SnO2
–2+OH– → SnO3
–2+ Bi +H2O
4.° Balanceamento independente do elemento
químico enxofre (S) quando nos reagentes
aparecer ácido sulfúrico (H2SO4) e ácido
sulfídrico (H2S) simultaneamente.
Obs.:
1. O ramal do elemento químico enxofre é
sempre traçado com o ácido sulfídrico.
2. O ácido sulfídrico necessariamente vai
para o quadro.
3. O coeficiente estequimétrico do ácido
sulfídrico deve ser repetido diante do
elemento químico enxofre produzido na
reação, pois todo o enxofre produzido na
reação é proveniente do ácido sulfídrico e
não do ácido sulfúrico. Isso deve ser feito
no início do balanceamento.
Ex.: KMnO4+H2SO4+H2S → K2SO4+ MnSO4
+ S + H2O
5.° Quando aparece peróxido de hidrogênio
(H2O2).
Obs.:
1. O nox do oxigênio do peróxido vale
sempre –1.
2. Antes de traçar o ramal dos peróxidos de
hidrogênio, deve-se traçar primeiro o ramal
da outra substância que esteja oxidando
ou reduzindo na reação, pois o peróxido
de hidrogênio é sempre subordinado a
outra substância da reação que esteja
oxidando ou reduzindo.
3. O ramal do peróxido de hidrogênio é
sempre traçado ou com água ou com o
oxigênio molecular (O2), isso vai depender
da outra substância na reação.
4. O peróxido de hidrogênio necessariamente
vai para o quadro.
5. Quando, na reação com o peróxido de
hidrogênio, houver formação de oxigênio
molecular, o coeficiente estequiométrico
do peróxido de hidrogênio deve ser
repetido diante do oxigênio molecular
produzido na reação, pois é proveniente
do peróxido de hidrogênio. Isso deve ser
feito no início do balanceamento.
Nota: essas observações sobre o peróxido
de hidrogênio só tem valor se esse não
estiver sofrendo auto oxirredução, ou seja,
ele sozinho na reação oxidando e reduzindo
ao mesmo tempo (simultaneamente).
Ex.: KMnO4 + H2SO4 + H2O2 → K2SO4 +
MnSO4 + H2O + O2
01. Faça o balanceamento das reação
abaixo:
Ca3(PO4)2 + (SiO2)n+C → CaSiO3 + CO
+ P
a) 1,3, 2,3, 2 e 1
b) 2, 6,10, 6,8 e 1
c) 1,3, 5,3, 5 e 1
d) 2,6, 10,6, 10 e 1
e) 4, 12, 20, 12, 10 e 1
02. Os coeficientes que ajustam corretamente
as equações abaixam são:
I) NaNO3 → NaNO2 +O2
II) Al + H2SO4 → Al2(SO4)3 + H2
a) I: 2, 2,1 II: 2, 3, 3, 2
b) I: 1, 2, 1 II: 2, 3, 1, 3
c) I: 1, 2, 2 II: 2, 3, 3, 2
d) I: 2, 2, 1 II: 2, 3, 1, 3
03. (Vunesp) Os números de oxidação do
enxofre nas espécies SO2 e são,
respectivamente:
a) zero e +4
b) +1 e – 4
c) +2 e +8
d) +4 e +6
e) – 4 e – 8
04. (UFSE) Dentre as equações que se
seguem, qual envolve o fenômeno da
oxirredução?
a) Na2O(S) + 2H+
(Hq)→ H2O( l ) + 2Na+
(aq)
b) NH3(g) + HCl(g)→ NH4Cl(s)
c) CaC2(s) + 2H2( l ) → Ca2+
(aq)+ 2OH-
(aq)+
C2H2(g)
d) CuSO4 . 5H2O(s) → CuSO4(s) + 5H2O(g)
e) KClO3(s)→KCl(s) + 3/202(g)
05. (UERJ) A equação Au3+ + Ag → Ag+ +
Au representa uma reação possível pelo
contato, em presença de saliva, de uma
obturação de ouro e outra de prata.
Nessa equação, após ajustada, a soma
de todos os coeficientes (reagentes e
produtos), considerando os menores
inteiros, é:
a) 4 b) 6 c) 8
d) 12 e) 16
06. KMnO4 + H2O2 + H2SO4 → MnSO4 +
K2SO4 + O2 + H2O
Da equação acima, afirma-se que:
I. Após o balanceamento, o coeficiente
mínimo inteiro da água é igual a 8.
II. O peróxido de hidrogênio atua como
oxidante.
III. No MnSO4, o número de oxidação
do manganês é igual a +1.
IV. O permanganato de potássio é o
agente oxidante.
Das afirmações feitas, são corretas
apenas:
a) I e II b) I e IV c) II e III
d) I e III e) III e IV
Desafio
Químico
6
Ciclo celular
Interfase
A interfase é o intervalo entre uma mitose e outra.
Na interfase, a célula está em grande atividade,
realizando as tarefas necessárias ao seu desenvolvimento.
Seu núcleo, nesse momento, é
chamado núcleo interfásico ou metabólico, pois
trabalha em intenso metabolismo, preparando-se
para a divisão celular. É constituída de três
períodos G1, S, G2. Onde G de gap significa
intervalo.
G1– Intensa síntese de RNA e proteínas.
S – Duplicação do DNA.
G2 – Pouca síntese de RNA e proteína.
Mitose
A mitose é uma divisão de uma célula-mãe em
duas células-filhas com omesmo numero de
cromossomos.
Prófase
Cada cromossomo apresenta duas cromátidesirmãs,
que começam a espiralar e tornam-se mais
curtas, grossas e visíveis. Com isso, o cromossomo
começa a condensar-se. O centríolo duplicase,
e cada um deles começa o migrar para um
pólo da célula. Ao redor de cada centríolo,
aparece o áster, conjunto de proteínas, e entre os
dois centríolos, surgem fibras, que irão formar o
fuso mitótico ou acromático. Células animais
formam o áster, por isso, sua mitose é astral. O
núcleo começa a ganhar água do citoplasma, os
nucléolos desmancham-se, a carioteca
despedaça-se e os cromossomos, já bem
condensados, esparramam-se pelo citoplasma.
Metáfase
Os cromossomos atingem o grau máximo de
condensação. Ficam muito mais visíveis, e esse
é o melhor momento para estudá-los(cariótipo).
O fuso completa-se, e os cromossomos ligamse
às suas fibras pelos seus centrômeros
(constrição primária) no equador da célula,
apresentando uma disposição chamada placa
equatorial. Ligados às fibras do fuso, os
cromossomos duplicados dispõem cada uma
de suas cromátides-irmãs voltada para um dos
pólos da célula.
Anáfase
As cromátides-irmãs são definitivamente separadas
e migram para os pólos, conseqüência do
encurtamento das fibras do fuso. Cada pólo da
célula receberá um lote de cromátides em
número igual ao da célula-mãe. A anáfase
termina quando as cromátides, agora cromossomos-
filhos, chegam aos pólos.
Telófase
Ao chegarem aos pólos, os novos cromossomos
desespiralam-se. A carioteca reorganiza-se em
torno de cada lote de cromossomos, e os
nucléolos reaparecem por orientação dos genes
presentes na zona SAT ou zona organizadora do
nucléolo. Esse fenômeno de reorganização do
núcleo chama-se cariocinese (cinese quer dizer
movimento). Antes mesmo de a cariocinese ser
concluída, o citoplasma da célula começa a ser
dividido. Uma força centrípeta (célula animal),
isto é, de fora para o centro, como uma cinta,
aos poucos, vai separando a célula-mãe em
duas células-filhas ou força cetrífuga (célula
vegetal),isto é de dentro para fora. Chamamos
esse movimento de citocinese.
Célula animal Célula vegetal
Meiose
A diversidade entre os seres vivos, mesmo que
pertençam a uma mesma espécie, é muito
importante.
Nos seres de reprodução sexuada, a partir de uma
célula são formadas quatro células, cada uma com
a metade do número de cromossomos da célula
que lhe deu origem. Na espermatogênese, serão 4
espermatozóides, e na ovogênese, serão 1 óvulo,
se for fecundado, e três glóbulos polares.
Importância da meiose – Além de formar
gametas para uma reprodução sexuada,
também mantém o número de cromossomos da
espécie e a variabilidade genética, conseqüência
de uma caracteristica exclusiva da meiose
chamada de crossig-over ou permuta gênica. Ex:
A meiose, embora dinâmica, para efeito de
melhor compreensão, pode ser definida em
duas divisões celulares.
Divisão l – Com a divisão dos cromossomos,
formam-se duas células, com metade dos
cromossomos da céula-mãe mais ainda
duplicados.
Divisão II – Com a divisão das cromátides,
formam-se quatro células, mantendo-se o
número (n) de cromossomos simples(veja no
esquema).
Divisão I
A célula que irá dividir-se por meiose é uma
célula diplóide com dois pares de cromossomos
homólogos (2n=4). Os cromossomos já estão
duplicados, embora continuem finos e longos.
Ao final da meiose, essa célula deverá ter
originado quatro células-filhas com a metade do
seu número cromossômico(n=2).
A célula diplóide prestes a se dividir.
A prófase I é dividida em cinco etapas:
leptóteno, zigóteno, paquíteno, diplóteno,
diacinese.
Leptóteno
(do grego leptos, fino; tainia, fita) os cromossomos
estão finos e longos e é nessa etapa que
eles começam a espiralizar-se. A espiralização
dos cromossomos não ocorre de uma vez. Por
isso, há regiões que se condensam antes de
outras, formando pequenos nós chamados
cronômeros. Em cromossomos homólogos, os
cronômeros situam-se nas mesmas regiões.
Biologia
Professor JONAS Zaranza
01. A contagem e a análise morfológica dos
cromossomos de uma linhagem de
células são feitas a partir do exame de
células com essas estruturas
evidenciadas, o que ocorre durante o
processo de divisão celular. A etapa do
ciclo celular escolhida é aquela em que
os cromossomos exibem o máximo de
condensação e estão constituídos por
duas cromátides.
A fase do ciclo celular que deve ser
observada é a:
a) interfase; b) prófase; c) metáfase;
d) anáfase; e) telófase.
02. UEA(2006)
Os esquemas acima representam as
alterações ocorridas em uma célula de
peixe durante seu processo de divisão
mitótica. A seqüência correta de eventos
observados pelo autor dos desenhos
que desastradamente foram
embaralhados é:
a) I, II, IV, III. b) I, IV, III, II. c) II, IV, III, I.
d) IV, II, III, I. e) IV, III, I, II.
03. (Fuvest) Analise os eventos mitóticos
relacionados a seguir:
I. Desaparecimento da membrana nuclear.
II. Divisão dos centrômeros.
III. Migração dos cromossomos para os
pólos do fuso.
IV. Posicionamento dos cromossomos na
região mediana do fuso.
Qual das alternativas indica
corretamente sua ordem temporal?
a) IV - I - II - III. b) I - IV- III - II. c) I - II - IV - III.
d) I - IV - II - III. e) IV - I - III - II.
04. (Fuvest) Pontas de raízes são utilizadas
para o estudo dos cromossomos de
plantas por apresentarem células
a) com cromossomos gigantes do tipo
politeníco;
b) com grande número de mitocôndrias;
c) dotadas de nucléolos bem desenvolvidos;
d) em divisão mitótica;
e) em processo de diferenciação.
Desafio
Biológico
7
Zigóteno
(do grego zigós, emparelhamento) os cromossomos
homólogos emparelham-se colocando os
cronômeros lado a lado. O emparelhamento entre
os cromossomos homólogos é chamado sinapse.
Os cromossomos continuam se espiralizando.
Paquíteno
(do grego pachys, grosso) os cromossomos
estão bem condensados, portanto, mais curtos
e mais grossos. Agora, totalmente emparelhados,
eles formam conjuntos de bivalentes (dois
cromossomos homólogos) ou tétrades (quatro
cromátides). E é nessa etapa que as cromátides
de cromossomos homólogos, ao tocarem-se,
podem quebrar, soldando-se em seguida. Ao
serem soldadas, segmentos de uma cromátide
soldam-se na cromátide do outro cromossomo
homólogo, estabelecendo uma permutação ou
crossing-over.
Diplóteno
(do grego diploós, duplo) os cromossomos
estão mais condensados e, portanto, mais
visíveis. Tão visíveis que é possível perceber
que cada um deles possui duas cromátides. Por
isso, essa fase se chama diplóteno. O ponto de
cruzamento entre duas cromátides homólogas
chama-se quiasma. No diplóteno aparecem os
quiasmas, conseqüência do crossing-over.
Diacinese
(do grego dia, separação; kinesis, movimento)
os cromossomos homólogos separam-se,
deslizando uma cromátide sobre a outra. A
impressão que se tem é de que os quiasmas
deslizam. Esse fenômeno é a terminalização dos
quiasmas. A carioteca desfaz-se e os cromossomos
homólogos vão para o equador da célula,
finalizando a prófase I.
Metáfase I
A condensação dos cromossomos é máxima e
eles estão presos às fibras do fuso, formado
durante a prófase I. Cada cromossoma homólogo,
por meio de seus centrômeros, liga-se a
uma fibra do fuso, dispondo-se na região central
da célula, formando a placa equatorial.
Anáfase I
As fibras do fuso rompem-se e cada
cromossomo homólogo migra para um pólo da
célula. Os centrômeros não se rompem e o
cromossomo inteiro migra com suas duas
cromátides. Na mitose, cada pólo da célula
recebia uma cromátide-irmã. Aqui, na meiose,
cada pólo recebe um cromossomo homólogo
de cada par.
Telófase I
Os cromossomos desespiralizam-se, a carioteca e
os nucléolos reorganizam-se e o fuso desfaz-se.
CIntercinese
Entre a primeira e a segunda divisão, às vezes,
pode existir um pequeno intervalo de tempo
chamado intercinese. Portanto, a intercinese não
constitui uma fase, mas sim um intervalo entre
uma e outra divisão da meiose.
Prófase II
Os cromossomos voltam a condensar-se e,
novamente, forma-se o fuso. A carioteca e os
nucléolos, progressivamente, desaparecem.
Metáfase II
Os cromossomos, já espiralizados ao máximo,
prendem-se às fibras do fuso por meio dos
centrômeros, e cada uma das cromátides voltase
para um dos pólos da célula.
Anáfase II
Os centrômeros partem-se e as cromátidesirmãs,
agora cromossomos-irmãos, migram para
os pólos, onde formarão os núcleos das futuras
células.
Telófase II
Os cromossomos desespiralizam-se, tornandose
longos e finos. Os nucléolos e a carioteca
reorganizam-se. Em cada pólo, de cada uma
das células, há um núcleo com (n)
cromossomos simples. As fibras do fuso
desaparecem e as células começam a
citocinese (divisão do seu citoplasma).
01. (Fuvest) Qual dos seguintes eventos
ocorre no ciclo de vida de toda espécie
com reprodução sexuada?
a) Diferenciação celular durante o
desenvolvimento embrionário.
b) Formação de células reprodutivas
dotadas de flagelos.
c) Formação de testículos e de ovários.
d) Fusão de núcleos celulares haplóides.
e) Cópula entre macho e fêmea.
02. (Fuvest) A vinblastina é um quimioterápico
usado no tratamento de pacientes
com câncer. Sabendo-se que essa
substância impede a formação de
microtúbulos, pode-se concluir que
sua interferência no processo de
multiplicação celular ocorre na
a) condensação dos cromossomos;
b) descondensação dos cromossomos;
c) duplicação dos cromossomos;
d) migração dos cromossomos;
e) reorganização dos nucléolos.
03. (Fuvest) Os dois processos que
ocorrem na meiose, responsáveis pela
variabilidade genética dos organismos
que se reproduzem sexuadamente, são:
a) duplicação dos cromossomos e pareamento
dos cromossomos homólogos;
b) segregação independente dos pares de
cromossomos homólogos e permutação
entre os cromossomos homólogos;
c) separação da dupla-hélice da molécula de
DNA e replicação de cada umas das fitas;
d) duplicação dos cromossomos e
segregação independente dos pares de
cromossomos homólogos;
e) replicação da dupla-hélice da molécula
de DNA e permutação entre os
cromossomos homólogos.
Anota aí!
Síndrome de Down
Histórico
Em 1866, John Langdon Down notou que havia
nítidas semelhanças fisionômicas entre certas
crianças com atraso mental. Utilizou-se o termo
“mongolismo” para descrever a sua aparência.
Segundo o Dr. John, os mongóis eram considerados
seres inferiores.
O número de cromossomos presentes nas
células de uma pessoa é 46 (23 do pai e 23 da
mãe), dispondo em pares, somando 23 pares.
Em 1958, o geneticista Jérôme Lejeune verificou
que no caso da Síndrome de Down há um erro
na distribuição e, ao invés de 46, as células
recebem 47 cromossomos e este cromossomo a
mais se ligava ao par 21. Então surgiu o termo
Trissomia do 21, que é o resultado da não
disjunção primária, que pode ocorrer em ambas
as divisões meióticas e em ambos os pais. O
processo que ocorre na célula é identificado por
um não pareamento dos cromossomos de forma
apropriada para os pólos na fase denominada
anáfase, por isso um dos gametas receberá dois
cromossomos 21 e o outro nenhum.
Desafio
Biológico
Ciclos biogeoquímicos
1. Ciclos da Matéria
Discutiremos aqui quatro ciclos biogeoquímicos:
o da água, o do gás carbônico, o do oxigênio
e o do nitrogênio.
2. Ciclo da água
O ciclo da água na natureza está resumido no
esquema abaixo:
Os seres vivos absorvem ou ingerem água, pois
ela é uma substância fundamental para sua
sobrevivência. Essa ingestão ou absorção pode
ser direta ou por meio de alimentos. Na
respiração celular, por exemplo, o alimento é
usado como fonte de energia num processo em
que há formação de água:
glicose + O2 → CO2 + água.
O excesso de água absorvido, ingerido ou
proveniente do metabolismo é eliminado do
corpo dos indivíduos de diversas formas. Dentre
elas, podemos citar a evaporação, a
transpiração e a excreção. Quando em
decomposição, após a morte, o corpo dos
indivíduos também passa por um processo em
que há liberação de água.
A água liberada do corpo dos seres vivos e a
água resultante do processo de evaporação em
rios, lagos e solos passam para a atmosfera. Há
condensação, e a água pode retornar para a
Terra principalmente sob a forma de chuva.
3. Ciclo do gás carbônico
O gás carbônico é encontrado na atmosfera em
proporção aproximada de 0,03% e também, em
proporção semelhante, dissolvido nas águas
superficiais de mares, rios e lagos. O gás
carbônico é retirado do ar ou da água pelo
processo de fotossíntese e a eles devolvido pela
respiração.
A decomposição do corpo de organismos
mortos também participa do ciclo do CO2, pois
nesse processo os microrganismos oxidam a
matéria orgânica, liberando CO2 para a
atmosfera.
Outro fator de liberação de gás carbônico para a
atmosfera é a queima de combustíveis fósseis,
representados principalmente pelo carvão-depedra
e pelo petróleo.
Representação esquematica do ciclo do carbono.
Foram representados apenas os níveis dos produtores
e dos herbívoros, mas a passagem do carbono para os
demais níveis tróficos é semelhante.
4. Ciclo do oxigênio
O oxigênio participa da composição da água, do
gás carbônico e de numerosos compostos
orgânicos e inorgânicos. Na atmosfera e na
hidrosfera, é encontrado livre, como substância
pura, simples, de fórmula O2. É um gás liberado
pelos organismos fotossintetizantes, por meio do
processo de fotossíntese. É utilizado para a
respiração de plantas e de animais, em processo
que resulta na produção de gás carbônico.
O oxigênio pode participar também da formação
da camada de ozônio (O3) na atmosfera, de
extrema importância, como filtro das radiações
ultravioleta. Estas, embora sejam úteis em
determinada intensidade, são nocivas em
intensidades maiores, estando associadas a
doenças como o câncer de pele e a alterações
genéticas, por induzirem mutações.
A camada de ozônio vem sendo progressivamente
destruída, principalmente por ação de um gás
conhecido por clorofluorcarbono, também
designado por suas iniciais, CFC. O clorofluorcarbono
é utilizado em sprays (aerossóis), condicionadores
de ar, geladeiras, espuma plástica,
componentes eletrônicos e outros produtos.
Atualmente, o CFC tem sido substituído por
substâncias menos danosas ao meio ambiente.
8
01. (FGV) O ciclo do carbono é relativamente
rápido, exceto quando é:
a) dissolvido em ecossistemas aquáticos;
b) liberado pela respiração;
c) convertido em açúcares;
d) armazenado em madeira;
e) liberado como CO.
02. (FGV) O reservatório principal de
carbono inorgânico acessível a
organismos é:
a) celulose. b) carvão. c) dolomita.
d) dióxido de carbono.
e) organismos mortos.
03. (Fuvest-GV) O elemento carbono
presente nas moléculas que
constituem os seres vivos é restituído
ao ambiente, em forma aproveitável
pelas plantas, através da
a) ação desnitrificadora de bactérias do solo;
b) ação fotossintetizante de organismos
produtores;
c) respiração celular de produtores e
consumidores;
d) transformação da amônia em nitritos;
e) liberação de gás oxigênio pelas algas.
04. O ciclo do elemento químico Carbono
na natureza envolve os seguintes
fenômenos bioquímicos:
a) Decomposição e evaporação.
b) Evaporação e precipitação.
c) Absorção e precipitação.
d) Transporte e decomposição.
e) Fotossíntese e respiração.
05. O elemento carbono presente nas
moléculas orgânicas que constituem
os seres vivos é restituído ao ambiente,
em forma aproveitável pelos vegetais,
através da
a) desnitrificação pelas algas cianofíceas
do solo;
b) fotossíntese de organismos produtores.
c) respiração celular de produtores e
consumidores;
d) transformação de amônia em nitratos;
e) liberação de gás oxigênio pelas algas
marinhas.
06. (FGV) O fornecimento de água potável
de boa qualidade está se tornando
cada vez mais difícil. Uma das razões
para esta situação é:
a) A água na Terra é insuficiente para
fornecer suprimentos adequados a todos.
b) É muito caro produzir água de boa
qualidade, e muitos países não têm
condições financeiras para isso.
c) Os investimentos para o fornecimento de
água potável a todos não são adequados.
d) Os engenheiros não sabem o que fazer
com a água desperdiçada resultante e,
por isso, abstêm-se de aumentar a
produção de água potável.
e) Para os países é mais vantajoso comprar
computadores.
Desafio
Biológico
Biologia
Professor GUALTER Beltrão
Representação esquemática do ciclo do oxigênio.
Foram representadas apenas algumas das mais
importantes vias de ultilização e liberação desse
elemento.
Representação esquemática do ciclo da água na natureza. O ciclo curto é o das chuvas. Do ciclo longo participam
os seres vivos. As plantas absorvem a água infiltrada no solo e eliminam-na forma de vapor pela transpiração,
mantendo a umidade do ar e criando um clima favorável à manutenção da vida.
Exercícios
01. (Enem) A falta de água doce no
Planeta será, possivelmente, um dos
mais graves problemas deste século.
Prevê-se que, nos próximos vinte
anos, a quantidade de água doce
disponível para cada habitante será
drasticamente reduzida.
Por meio de seus diferentes usos e
consumos, as atividades humanas
interferem no ciclo da água, alterando
a) a quantidade total, mas não a qualidade
da água disponível no Planeta;
b) a qualidade da água e sua quantidade
disponível para o consumo das
populações;
c) a qualidade da água disponível, apenas
no sub-solo terrestre;
d) apenas a disponibilidade de água
superficial existente nos rios e lagos;
e) o regime de chuvas, mas não a quantidade
de água disponível no Planeta.
02. (UFMG) Leia atentamente o texto.
O crescimento da raça humana alterou
a biosfera de várias maneiras. Infelizmente,
essas mudanças geralmente
foram para pior. Reduzimos a produtividade
primária mundial, praticamente
monopolizamos a cadeia alimentar,
provocamos todos os tipos de extinção
de espécies de plantas e animais.
Influenciamos a maneira como as
florestas regulam o ciclo da água,
como as terras úmidas filtram os
poluentes e como a camada de ozônio
filtra os raios ultravioleta.
Do ponto de vista biológico, esse texto
contém várias incorreções quanto aos
conceitos apresentados.
Considerando as seguintes afirmativas,
todas retiradas do texto, assinale a
ÚNICA CORRETA.
a) Influenciamos a maneira como as
florestas regulam o ciclo da água.
b) O crescimento da raça humana alterou a
biosfera.
c) Provocamos todos os tipos de extinção
de espécies de plantas e animais.
d) Reduzimos a produtividade primária
mundial.
03. (PUC–SP) O esquema a seguir
representa um dos ciclos biogeoquímicos
que ocorrem nos ecossistemas.
Nesse esquema, os espaços I e II
devem ser substituídos correta e
respectivamente por:
a) oxigênio e consumidores primários;
b) água e consumidores primários;
c) dióxido de carbono e produtores;
d) oxigênio e produtores;
e) dióxido de carbono e consumidores
primários.
04. (UFRS) Relacione os processos
biológicos listados (1, 2 e 3) com um
ou mais dos ciclos biogeoquímicos na
coluna a seguir (a, b e c).
1. Fotossíntese.
2. Respiração vegetal.
3. Decomposição aeróbica de restos
orgânicos por microorganismos.
(a) Ciclo do carbono.
(b) Ciclo do oxigênio.
(c) Ciclo do nitrogênio.
Assinale a alternativa que melhor
representa estas relações:
a) 1 (a) (b) - 2 (a) (b) - 3 (a) (b) (c)
b) 1 (a) (b) - 2 (a) (b) - 3 (c)
c) 1 (b) - 2 (a) - 3 (a) (b)
d) 1 (b) - 2 (a) - 3 (b) (c)
e) 1 (b) (c) - 2 (c) - 3 (b) (c)
05. (Puccamp) Considere o esquema a
seguir.
Ele representa parte do ciclo biogeoquímico
do
a) nitrogênio apenas;
b) oxigênio apenas;
c) gás carbônico apenas;
d) nitrogênio e do gás carbônico apenas;
e) nitrogênio, do gás carbônico e do
oxigênio.
06. (UEL) Na biosfera, contribuem para
maior e menor produção de oxigênio
atmosférico, respectivamente,
a) as florestas pluviais tropicais e os
oceanos;
b) as comunidades clímax e as terras
cultivadas;
c) as comunidades clímax e as florestas
tropicais;
d) os oceanos e as comunidades clímax;
e) os oceanos e as florestas tropicais.
07. (UFMG) Todas as alternativas
expressam fenômenos relacionados
com a reposição do oxigênio na
atmosfera, EXCETO
a) A alta produtividade de comunidades
em fase inicial de sucessão autotrófica.
b) A fotólise de vapor d’água por radiação
ultravioleta.
c) A oxidação do ferro nas rochas por
intemperismo oxidativo.
d) As atividades fisiológicas dos organismos
do fitoplâncton.
e) A transformação da camada do ozônio
(Oƒ) em oxigênio (O2).
08. (UFRN) A incidência da radiação UV
sobre a Terra é atenuada pela ação
das moléculas de ozônio existentes na
alta atmosfera. A redução da camada
de ozônio existente em algumas
regiões da atmosfera
a) aumenta a concentração de CFCs no ar;
b) intensifica o degelo das regiões polares;
c) aumenta a mortalidade de microrganismos;
d) intensifica o efeito de queimadas e
incêndios.
9
01. (UFSM) Pode-se relacionar a formação
da camada de ozônio com o ciclo do
a) nitrogênio; b) carbono; c) oxigênio;
d) enxofre; e) fósforo.
02. (Unesp) Em um lago, onde está
eliminada a possibilidade de contaminação
por agrotóxico, os peixes
morreram em grande número, da noite
para o dia.
A mais provável causa direta da
mortalidade a ser analisada é:
a) falta de oxigênio dissolvido na água;
b) falta de alimento no ambiente;
c) competição entre as espécies de peixes;
d) excesso de predadores no lago;
e) elevado índice de parasitismo nos peixes.
03. (FGV) Qual dos seguintes fenômenos é
um resultado do efeito estufa?
a) Aumento das concentrações de ozônio a
nível de rua.
b) Diminuição da camada de ozônio na
estratosfera superior.
c) Mudança nas condições meteorológicas
globais.
d) Aumento da poluição oceânica.
e) Desmatamento.
04. (UEL) Uma diminuição de CO‚ na
atmosfera, contribuindo para amenizar o
efeito estufa, pode ocorrer através do
aumento da
a) respiração; b) fotossíntese;
c) transpiração; d) fermentação;
e) combustão.
05. (UFC) A grande importância ecológica
das algas planctônicas é devida ao fato
de elas proporcionarem:
a) o equilíbrio da temperatura dos oceanos;
b) a produção de oxigênio na Terra;
c) a ciclagem do nitrogênio nos oceanos;
d) o equilíbrio da salinidade dos oceanos;
e) o equilíbrio da temperatura na Terra.
06. (UFF) A fotossíntese é o processo
biológico predominante para a produção
do oxigênio encontrado na atmosfera.
Aproximadamente, 30% do nosso
planeta é constituído por terra, onde se
encontram grandes florestas, e 70% por
água, onde vive o fitoplâncton.
Considerando-se estas informações e o
ciclo biogeoquímico do oxigênio, podese
afirmar que:
a) as florestas temperadas e a Floresta
Amazônica produzem a maior parte do
oxigênio da Terra;
b) a Floresta Amazônica é a principal
responsável pelo fornecimento de
oxigênio da Terra;
c) as algas microscópicas são as principais
fornecedoras de oxigênio do Planeta;
d) a Mata Atlântica é a maior fonte de
oxigênio do Brasil;
e) os manguezais produzem a maior parte
do oxigênio da atmosfera.
Desafio
Biológico
Pré-modernismo
1. ASPECTOS GERAIS
Cronologia – No Brasil, cronologicamente,
o Pré-Modernismo dura de 1902 a 1922.
Obras inauguradoras – As primeiras obras
do Pré-Modernismo são:
a) Os Sertões (romance, 1902), de Euclides
da Cunha.
b) Canaã (romance, 1902), de Graça
Aranha.
Nome – O que se convenciona chamar de
Pré-Modernismo não é propriamente uma
escola literária. Não há manifesto em jornais
nem grupo de autores em torno de uma
proposta una ou de um ideário. O nome,
com o tempo, passa a designar a produção
literária do Brasil nas duas primeiras
décadas do século XX.
Período eclético – Depois do Realismo-
Naturalismo-Parnasianismo, o Brasil vive um
período eclético. As diversas tendências
literárias misturam-se. Os movimentos não
se sucedem, eles passam a coexistir.
Tendências – Duas tendências básicas
podem ser notadas entre os autores da
época:
a) Conservadora – Percebida na produção
poética de Olavo Bilac (e de todos os
outros parnasianos) e de Cruz e Sousa
(representante da estética simbolista). A
poesia é elaborada dentro dos moldes
de perfeição, obediente a normas e
presa a temas alheios à realidade
brasileira.
b) Inovadora – Presente nas obras de
Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça
Aranha, Monteiro Lobato, Afonso Arinos.
As várias realidades do Brasil são
expostas, e o leitor começa a perceber
que vive em um país de contrastes. A
linguagem pomposa e artificial começa a
perder terreno para uma expressão mais
simples, fiel à fala cotidiana. Nesse
aspecto, Lima Barreto é o legítimo
representante das classes iletradas.
2. CARACTERÍSTICAS DO
PRÉ-MODERNISMO
Ruptura com o passado – Os autores
adotam inovações que ferem o
academicismo.
Regionalismo – A realidade rural brasileira é
exposta sem os traços idealizadores do
Romantismo. A miséria do homem do
campo é apresentada de forma chocante.
Literatura-denúncia – Os livros são escritos
em tom de denúncia da realidade brasileira.
O Brasil oficial (cidades da Região Sul,
belezas do litoral, aspectos positivos da
civilização urbana) é substituído por um Brasil
não-oficial (sertão nordestino, caboclos
interioranos, realidade dos subúrbios).
Contemporaneidade – A literatura retrata
fatos políticos, situação econômica e social
contemporâneos, diminuindo a distância
entre realidade e ficção. Vejamos obras e
autores que exemplificam isso:
a) Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima
Barreto – Retrata o governo de Floriano
Peixoto e a Revolta da Armada.
b) Os Sertões, de Euclides da Cunha – Faz
um relato da Guerra de Canudos,
mostrando-a como uma das primeiras
manifestações pela terra no Brasil.
c) Cidades Mortas, de Monteiro Lobato –
Mostra a passagem do café pelo Vale do
Paraíba paulista.
d) Canaã, de Graça Aranha – Exibe um
documento sobre a imigração alemã no
Espírito Santo.
3. AUTORES E OBRAS
EUCLIDES DA CUNHA
Nascimento e morte – Euclides Rodrigues
Pimenta da Cunha nasce em 20 de janeiro de
1866, na Fazenda Saudade, Cantagalo, Rio
de Janeiro. Falece no Rio de Janeiro, em 15
de agosto de 1909.
Infância – Com a morte da mãe, Euclides
passa a viver com as tias. Em São Fidélis
(RJ), aos dez anos de idade, inicia os
primeiros estudos. Ele permanece lá até
1879, quando completa 14 anos de idade.
Primeiros escritos – Euclides publica, no
Colégio Aquino, os primeiros artigos no jornal
O Democrata, fundado por ele e seus
colegas.
Escola militar – Em 20 de fevereiro, aos 21
anos de idade, Euclides assenta praça na
Escola Militar da Praia Vermelha, sendo aluno
de Benjamin Constant, conhecido positivista.
Casamento – Aos 25 anos de idade,
Euclides matricula-se na Escola Superior de
Guerra, atingindo o posto de segundotenente
em abril. Em 10 de setembro, casase
com Anna Emília, a “Saninha”, como a
chamavam.
Estréia – Em 1902, publica Os Sertões,
sucesso imediato de público e de crítica.
Impacto – A publicação de Os Sertões é um
marco na vida mental do Brasil. Livro único,
sem igual em outras literaturas, consegue
misturar o ensaio, os fatos da História, as
ciências naturais, a epopéia, o lirismo, o
drama, mostrando a definitiva conquista da
consciência de brasilidade pela vida
intelectual do País.
Reconhecimento imediato – A importância
literária e científica de Os Sertões é
reconhecida logo de início, e o autor passa a
ser tratado como gênio pela crítica
especializada.
ABL – Um ano depois de publicar Os Sertões
(1903), é eleito para a Academia Brasileira de
Letras.
Morte trágica – Em 1909, Euclides é
assassinado, aos 43 anos, por Dilermano de
Assis, amante de Saninha, numa estação de
trem.
OBRAS
1. Os Sertões (romance, 1902)
2. Contrastes e Confrontos (1904)
3. Peru versus Bolívia (1907)
10
Literatura
Professor João BATISTA Gomes
01. (PUC–RS) É um dos traços mais
característicos do Pré-Modernismo,
época literária que abrange o início
do século XX:
a) ênfase dada a temas universais, em
detrimento dos nacionais;
b) o culto do subjetivismo, a ênfase dada
ao individualismo do autor;
c) a busca de motivos e temas bucólicos
e pastoris que denunciassem o
crescimento vertiginoso das cidades
industrializadas;
d) a despreocupação de problemas
referentes à realidade cotidiana;
e) a problematização de nossa realidade
social e cultural.
02. (PUC–SP) Durante os anos que
antecederam o Movimento
Modernista, o nacionalismo alcançou
expressão literária das mais
significativas. Aponte a alternativa que
não é verdadeira quanto às
manifestações de nacionalismo
próprias do Pré-Modernismo.
a) Pesquisa de linguagem,
antipassadismo e abandono dos
lusitanos, na prosa de Coelho Neto.
b) Denúncia do subdesenvolvimento,
especialmente do sertão, em Os
Sertões, de Euclides da Cunha.
c) Visão profunda acerca da questão
racial, com ambientação nos subúrbios
cariocas, na obra de Lima Barreto.
d) Teses filosóficas em confronto,
problematizando a imigração, em
Canaã, de Graça Aranha.
e) Apresentação do caipira sem
idealização (Jeca Tatu), na obra de
Monteiro Lobato.
03. (Desafio da TV) Opte pelo item de
correlação incorreta.
a) Os Sertões: Antônio Conselheiro.
b) Canaã: Milkau, Lentz, Maria.
c) Urupês: Jeca Tatu.
d) Triste Fim de Policarpo Quaresma:
Floriano Peixoto.
e) Recordação do Escrivão Isaías
Caminha: Ricardo Coração dos Outros.
04. (Desafio do Rádio) Opte pelo item
de correlação incorreta.
a) Os Sertões: romance.
b) Canaã: romance.
c) Urupês: romance.
d) Triste Fim de Policarpo Quaresma:
romance.
e) Pelo Sertão: contos.z
Desafio
literário
11
GRAÇA ARANHA
Nascimento e morte – José Pereira da
Graça Aranha nasce em São Luís,
Maranhão, em 1868. Falece no Rio, em
1931, aos sessenta e dois anos de idade.
Estudos – Ainda bem jovem vai para o
Recife estudar Direito. Forma-se em 1886,
seguindo a magistratura no estado do Rio
de Janeiro. É como juiz municipal em Porto
do Cachoeiro, no Espírito Santo, em 1890,
que colhe dados para seu futuro romance
Canaã, publicado em 1902.
ABL sem livro – Em 1897, sem ter
publicado livros, entra precocemente para a
recém-fundada Academia Brasileira de
Letras.
Carreira diplomática – Em 1900, entra para
o Itamarati. Nos vinte anos em que fica fora
do Brasil, em missões diplomáticas por
diversos países, acompanha também os
rumos da arte moderna lá fora.
Modernismo – De volta ao Brasil, participa
da Semana de Arte Moderna em 1922. Em
1924, rompe com a Academia, após a
conferência “O Espírito Moderno”, na qual
condena a imobilidade da literatura oficial.
OBRAS
1. Canaã (romance, 1902)
2. Malazarte (teatro, 1902)
3. O Espírito Moderno (conferência, 1925).
CANAÃ
a) Cenário: Porto do Cachoeiro, no Espírito
Santo, centro de imigração alemã.
b) Temática: Imigração alemã no Brasil.
b) Personagens:
Milkau – Imigrante alemão; prega justiça
e paz.
Lentz – Imigrante alemão; amigo de
Milkau.
Maria – Tem o filho recém-nascido
devorado pelos porcos. Escapa de ser
linchada graças a Milkau.
LIMA BARRETO
Nascimento e morte – Afonso Henriques
de Lima Barreto nasce em 13 de maio de
1881, no Rio de Janeiro, filho de pais
mulatos. Falece em 1922.
Órfão – Em dezembro de 1887, morre-lhe a
mãe. Seu pai, o tipógrafo João Henriques,
funcionário da Imprensa Nacional, fica
sozinho, com a responsabilidade de criar
quatro filhos pequenos.
Demissão do pai – Com a proclamação da
República, o pai de Lima Barreto é demitido
da Imprensa Nacional.
Escola Politécnica – Aos 16 anos (1897),
Lima Barreto, ainda sob a proteção de seu
padrinho, o Visconde de Ouro Preto, conclui
o curso secundário e matricula-se na Escola
Politécnica.
Loucura do pai – O pai de Lima Barreto
enlouquece e é recolhido à própria Colônia
de Alienados em que trabalha como
almoxarife.
Funcionário público – Por meio de
concurso, Lima Barreto torna-se funcionário
da Secretaria da Guerra, ocupando posição
subalterna e odiando o ambiente em que
trabalha.
Hospício nacional – A vida medíocre que
leva, o pouco progresso no campo social, a
falta de reconhecimento público, os
preconceitos de que se sente vítima
impulsionam Lima Barreto para o álcool.
Vêm as crises de depressão e a necessidade
de internar-se no Hospício Nacional por duas
vezes (em 1914 e em 1919).
Morte aos 41 – Lima Barreto falece em 1922,
minado pelo alcoolismo e vítima de colapso
cardíaco. Tem apenas 41 anos de idade.
Contra a linguagem pomposa – Lima
Barreto combate a linguagem prolixa e
enfeitada de Rui Barbosa e Coelho Neto,
símbolos de uma cultura parnasiana. O
escritor elege para suas crônicas, para os
seus livros a linguagem simples, às vezes
desleixada, legítima representante da alma
brasileira. Nisso, o autor preconiza
procedimentos conquistados pelo
movimento modernista que só vai eclodir no
ano de sua morte.
OBRAS
1. Recordações do Escrivão Isaías Caminha
(romance, 1909)
2. Triste Fim de Policarpo Quaresma
(romance, 1915)
3. Numa e Ninfa (romance, 1915)
4. Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá
(romance, 1919)
5. Clara dos Anjos (romance)
6. Histórias e Sonhos (contos)
7. Os Bruzundangas (sátiras, 1923)
8. Feiras e Mafuás (crônicas)
9. Cemitério dos Vivos (memórias)
MONTEIRO LOBATO
Nascimento e morte – José Bento
Monteiro Lobato nasce em Taubaté, em
1882. Morre quase repentinamente em São
Paulo, em 1948.
Direito – Após estudos elementares em sua
terra natal, ruma para São Paulo, onde
estuda Direito.
Agricultura – Após algum tempo na
promotoria de Areias, pequena cidade
paulista do Vale do Paraíba, passa a se
dedicar à agricultura, graças à fazenda
herdada do avô em 1911.
Paranóia ou Mistificação? – Em 1917,
Lobato publica o contundente artigo Paranóia
ou Mistificação?, em que critica uma
exposição de Anita Malfatti. O escritor não
gosta quando Anita se deixava seduzir pelas
vanguardas européias, assumindo, segundo
ele, “uma atitude estética forçada no sentido
das extravagâncias de Picasso & Cia.”
Estréia – Publica seu primeiro livro, Urupês
(contos), em 1918.
Editora – Funda a Monteiro Lobato & Cia., a
primeira editora nacional, que mais tarde
vai-se tornar a Companhia Editora Nacional.
Petróleo – Como adido comercial, mora em
Nova Iorque, de 1927 a 1931. Ao regressar,
funda o Sindicato do Ferro e a Companhia
de Petróleos do Brasil, provocando ira nas
multinacionais e certo mal-estar no Governo.
Exílio – Exila-se voluntariamente em Buenos
Aires por algum tempo, de onde escreve
para jornais brasileiros e argentinos.
OBRAS
1. Urupês (contos, 1918)
2. Cidades Mortas (contos)
3. Idéias de Jeca-Tatu (contos)
4. Negrinha (contos)
Profissão de Fé
Olavo Bilac
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito:
Porque o escrever – tanta perícia,
Tanta requer,
Que ofício tal... nem há notícia
De outro qualquer.
Assim procedo. Minha pena
Segue esta norma,
Por te servir, Deusa serena,
Serena Forma!
1. Apologia à perfeição – As estrofes
selecionadas são antológicas porque fazem
apologia à perfeição formal. Olavo Bilac faz
analogia entre o ato de escrever e o ofício
do ourives: ambos artistas em busca da
perfeição.
2. Metalinguagem – Questionando o ato de
criar um poema, discutindo o empenho do
poeta em busca da melhor frase ou da
melhor palavra, Olavo Bilac faz uso da
metalinguagem, recurso comum nas obras
de Machado de Assis e de Carlos
Drummond de Andrade, por exemplo.
3. Métrica – Cada estrofe do poema contém
dois versos maiores (octossílabos) e dois
versos menores (tetrassílabos).
4. Enjambement – Processo poético de pôr
no verso seguinte uma ou mais palavras
que completam o sentido do verso anterior.
O termo francês pode ser substituído por
cavalgamento ou encadeamento. Nas
duas estrofes seguintes, percebe-se esse
recurso entre o primeiro e o segundo
versos:
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito.
Momento
Poético
AMABIS, José Mariano; MARTHO,
Gilberto Rodrigues. Conceitos de
Biologia das células: origem da vida.
São Paulo: Moderna, 2001.
CARVALHO, Wanderley. Biologia em
foco. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2002.
COVRE, Geraldo José. Química Geral:
o homem e a natureza. São Paulo:
FTD, 2000.
FELTRE, Ricardo. Química: físicoquímica.
Vol. 2. São Paulo: Moderna,
2000.
LEMBO, Antônio. Química Geral:
realidade e contexto. São Paulo: Ática,
2000.
LEVINE, Robert Paul. Genética. São
Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
LOPES, Sônia Godoy Bueno. Bio. Vol.
Único. 11.a ed. São Paulo: Saraiva.
2000.
MARCONDES, Ayton César;
LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
Biologia: ciência da vida. São Paulo:
Atual, 1994.
REIS, Martha. Completamente Química:
físico-química. São Paulo: FTD, 2001.
SARDELLA, Antônio. Curso de Química:
físico-química. São Paulo: Ática, 2000.
EXERCÍCIO (p. 3)
01. C;
02. E;
03. A;
04. A;
05. C;
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01. D;
02. A;
03. B;
04. E;
05. E;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. A;
02. A;
03. E;
04. D;
05. E;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6)
01. E;
02. A;
03. A;
04. E;
05. C;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 7)
01. D;
02. D;
03. B;
04. C;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 8)
01. A;
02. D;
03. E;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 9)
01. A;
02. E;
03. E;
DESAFIO GRAMATICAL (p. 10)
01. E;
02. C;
03. E;
ARAPUCA (p. 10)
01. B;
DESAFIO GRAMATICAL (p. 11)
01. D;
02. C;
03. E;
04. B;
05. B;
Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice-Reitor
Carlos Eduardo Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir Albuquerque
Coordenadora Geral
Munira Zacarias Rocha
Coordenador de Professores
João Batista Gomes
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings
Coordenadora de Comunicação
Liliane Maia
Coordenador de Logística e Distribuição
Raymundo Wanderley Lasmar
Produção
Renato Moraes
Projeto Gráfico – Jobast
Alberto Ribeiro
Antônio Carlos
Aurelino Bentes
Heimar de Oliveira
Mateus Borja
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani
Editoração Eletrônica
Horácio Martins
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
• TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição:
• Amazon Sat (21h30 às 22h)
• RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José
• Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I
• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
• Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30)
• Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30)
www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br
Endereço para correspondência: Projeto Aprovar – Reitoria da UEA – Av. Djalma Batista,
3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM
quinta-feira, 25 de junho de 2009
QUIM.. BIOL.. PORT...
Variação melânica da onça
pintada, a onça preta
alimenta-se de mamíferos,
répteis, aves e peixes
Encenação de trecho de Navio Fantasma, de Wagner, apresentou
uma mistura do clássico com o folclore do boi-bumbá e o samba
• Química – Massas atômicas
pg. 02
• Química – Ácidos
pg. 04
• Biologia – Citologia III
pg. 06
• Biologia – Cadeias alimentares
pg. 08
• Português – Concordância verbal II
pg. 10
2
Mais uma vez, Manaus foi transformada na
capital lírica do Brasil. Termina, nesta
semana, o XI Festival Amazonas de Ópera,
evento que já se transformou em marco na
cultura e no turismo de brasileiros e
estrangeiros. Realizado pelo Governo do
Amazonas por meio da Secretaria de Estado
da Cultura, o evento está classificado entre
os 10 mais importantes festivais líricos do
mundo, sendo o maior evento do gênero da
América Latina.
Com uma programação de 17 espetáculos
encenados por artistas nacionais e locais, o
XI Festival Amazonas de Ópera começou no
dia 20 de abril, com um concerto ao ar livre
marcado pela mistura de ritmos. Ópera,
carnaval e boi-bumbá tomaram o Centro
Cultural Largo de São Sebastião. A apresentação
de trecho da ópera Navio Fantasma, de
Wagner, contou com participação de duas
escolas de samba locais e fundiu a tradição
da música wagneriana européia ao folclore
do boi amazonense e ao samba brasileiro. O
Festival de Ópera teve espetáculos, também,
no Teatro Amazonas e no Centro Cultural
Palácio da Justiça.
A programação deste ano incluiu a ópera
“Navio Fantasma”, do compositor alemão
Richard Wagner (1813–1883); duas apresentações
da Orquestra Petrobrás Sinfônica,
tendo à frente o maestro Isaac Karabtchevsky,
e o pianista Nelson Freire como solista
convidado; um concerto em homenagem a
Maria Callas, devido ao 30.° ano de sua
morte; a ópera “Lady Macbeth do Distrito de
Mtzensk”, do compositor russo Dmitri
Shostakovich (1906-1975); o musical “A
Sagração da Primavera”, do compositor
russo, Igor Stravinsky (1882-1971); a ópera
Poranduba, do compositor brasileiro
Edmundo Villani-Côrtes, e encerra-se com um
concerto com a soprano Nuccia Focile.
Uma das grandes atrações deste Festival foi
a estréia mundial da ópera “Poranduba” do
compositor brasileiro Edmundo Villani
Côrtes, que também é pianista, regente,
arranjador e professor. O texto da obra é de
Lúcia Pimentel Góes. A estréia foi no Teatro
Amazonas, dia 20, com mais duas récitas
nos dias 22 e 24 do mesmo mês.
Essa peça, além dos solistas, teve a participação
do Coral Infantil do Centro Cultural
Cláudio Santoro, do Coral do Amazonas,
Amazonas Filarmônica, com direção musical
e regência de Marcelo de Jesus, direção
cênica de Francisco Frias e Cenários de
Renato Theobaldo.
O encerramento está previsto para este
sábado, dia 26, no Teatro Amazonas, com o
concerto trazendo a soprano Nuccia Focile
e a Orquestra Amazonas Filarmônica, que
estará sob a regência do maestro titular Luiz
Fernando Malheiro.
Mistura de ritmos
é atração no
Festival de Ópera Massas atômicas
1. MOL
O mol é uma unidade cujo valor corresponde ao
número 6,02 x 1023.
Assim:
1 mol de átomos são 6,02 x 1023átomos.
1 mol de moléculas são 6,02 x 1023moléculas.
1 mol de íons são 6,02 x 1023 íons, etc.
O número 6,02 x 1023, representando pela letra
N, é denominado número de Avogadro.
Aplicação
A densidade do alumínio, a 20°C , é igual a
2,7g/ml.Quantos átomos desse metal existem
numa amostra que ocupa o volume de 10ml , a
20°C ?
a) 10 b) 1,0.103 c)6,0.1023
d)1,0.1026 e)6,0.1026
Resolução:
m m
D = –––– = 2,7 = –––– → m=27
V 10
1mol → 27g → 6,021023 átomos
2. ÁTOMO-GRAMA
Átomo-grama de um elemento químico é a massa,
em gramas, de 1mol de átomos desse elemento.
Para determinar o átomo-grama tornar a massa
atômica do elemento expressa em gramas.
3. MOLÉCULA-GRAMA
Molécula-grama de uma substância é a massa,
em gramas, de 1mol de moléculas dessa
substância.
Para determinar a molécula-grama tornar a massa
molecular da substância expressa em gramas.
Observações:
Para compostos iônicos, o termo moléculagrama
é substituído pelo termo fórmula-grama.
Exemplo:
A fórmula-grama do NaCl (58,5g) é a massa de
1 mol de cátions Na+ e 1mol de ânions Cl–
4. ÍON-GRAMA
Íon-grama de uma espécie iônica é a massa, em
gramas, de 1mol de íons dessa espécie iônica.
Observação:
Interpretação de fórmulas.
Exemplo:
Uma molécula de H2O
6,02 x 1023 moléculas de H2O
Um mol de moléculas de H2O
Aplicação
Qual o número de átomos existentes em 3,4g de
amônia, NH3(g)? Dados: N=14u , H=1u .
a) 4,8. 1023 b) 4,8 .1022 c) 6.1023
d) 1,2 . 1023 e) 16. 1023
Resolução:
1uma molécula de NH3 à 4 átomos à 17u
1 mol de moléculas de NH3 à 4.6,02.1023 átomos
à 17g
Regra de três:
17g ––––––––––– 4.6,02.1023
3,4g —————– X
17X = 81,872
X=4,816.1023
ESTEQUIOMETRIA
1. RELAÇÕES A PARTIR DOS COEFICIENTES
DE UMA EQUAÇÃO
Os coeficientes, numa equação química,
indicam a relação em número de moles das
substâncias participantes.
Esta relação em número de moles pode ser
convertida em relação em número de moléculas,
relação em massa, relação em volume.
Exemplo: (H=1; O =16)
Equação: 2H2(g) + 1O2(g) → 2H2O(l)
2. LEI DA CONSERVAÇÃO DA MASSA (OU
LEI DE LAVOISIER)
“Em uma reação química, a soma das massas
dos reagentes é igual à soma das massas dos
produtos.”
3. LEI DALTON OU LEI DAS PROPORÇÕES
MÚLTIPLAS
Quando duas substâncias simples reagem entre
si para formar compostos diferentes, se a massa
de uma delas permanecer constante, a massa
da outra substância irá variar numa relação de
números inteiros e múltiplos.
4. LEI DAS PROPORÇÕES DEFINIDAS (OU
LEI DE PROUST)
“Um composto químico é sempre formado pelos
mesmos elementos químicos, combinados
sempre na mesma proporção em massa.”
Exemplo:
De acordo com a lei de Proust, o composto H2O
será sempre formado por hidrogênio e oxigênio
combinados sempre na proporção em massa 1:8.
Isso não quer dizer que a água não possa ser
preparada a partir de 2g H2 e 8g O2. Neste caso
1g de H2 continua em excesso e não utilizado,
após a combinação de 1g de H2 com 8g de O2.
GENERALIZAÇÃO DA LEI DE PROUST
“Qualquer reação química obedece sempre à
mesma proporção em massa”.
Exemplo:
De acordo com a generalização de Lei de Proust,
esta reação obedecerá sempre à proporção em
massa 1 : 8 : 9.
A proporção torna possível calcular quantidades
de reagentes e produtos envolvidos nesta
reação.
ESTEQUIOMETRIA
1. CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO
Calcula as quantidades de reagentes ou
produtos envolvidos em um processo químico.
REGRA PRÁTICA:
1.° Conhecer a equação representativa da
reação química.
2.° Ajustar os coeficientes da equação.
3.° Os coeficientes indicam a relação em número
de moles que pode ser convertida em
relação ao número de moléculas, em massa,
em volume (proporção estequiométrica).
4.° Estabelecer uma regra de três envolvendo
os dados do problema.
Aplicação
A reação da grafita, C(graf), com o enxofre,
S8(rômbico), para formar sulfeto de carbono,
CS2(L), (utilizado como solvente), pode ser
representada pela equação não-balanceada, a
seguir:
C(grafite) + S8(rômbico) → CS2(L)
Em relação a essa reação, responda aos itens
abaixo. Dados os valores aproximados das
Química
Professor CLÓVIS Barreto
3
Desafio
Químico
massas atômicas dos elementos : C=12u, S=32u
a) Qual a quantidade de matéria de sulfeto
de carbono, CS2(L), obtida na reação
completa de 0,5mol de grafita ?
b) Qual a massa de enxofre, S8(rômbico),
necessária para fornecer 228g de sulfeto
de carbono?
Solução:
1.° passo: Balanceamento
4C(grafite) + 1S8(rômbico)→ 4CS2(L)
2.° passo: Proporções estequiométricas
4C(grafite) + 1S8(rômbico)→ 4CS2(L)
4mols 1mol 4mols
4 . 12g 256g 4 . 76g
a) 4mols –––––––– 4 . 76g
0,5mol –––––––– X
X=38g
b) 256g . S8(rômbico) –––––––– 4 . 76g . CS2
X ––––––––– 228g. CS2
X=192g de S8
ESTEQUIOMETRIA
CASOS PARTICULARES DE CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO
1. Reagentes em excesso.
Quando o problema fornece a quantidade de
dois reagentes, é provável que um deles esteja
em excesso.
Nesse caso:
1.° Determinar a quantidade de reagente que
está em excesso.
2.° Resolver o problema baseado na
quantidade de reagente que participa da
reação.
2. Grau de Pureza
Em cálculo estequiométrico, importa a
quantidade de substância pura existente em
uma amostra de determinada percentagem de
pureza.
Para determinar a quantidade de substância pura
presente em uma amostra, usar a expressão.
3. Rendimento
Rendimento de uma reação química é a relação
entre a quantidade de produto obtida na prática
e a quantidade esperada teoricamente:
Quantidade produzida
n = –––––––––––––––––––––––
Quantidade esperada
Aplicações
01. (UFES) O número de moléculas de NO
formadas, juntamente com água, na reação da
amônia (NH3) com 3,60.1021 moléculas de
oxigênio é:
a) 3,60.1021 b) 2,88.1021 c) 2,40.1021
d) 1,80.1021 e) 6,02 .1021
Resolução:
1) Montar a reação química :
NH3 + O2 → NO + H2O
2) Balancear a reação química :
2NH3 + 5/2O2 → 2NO + 3H2O
3) Estabelecer as proporções estequiométricas :
2NH3 + 5/2O2 → 2NO + 3H2O
2 mols 5/2mols 2mols 3mols
2.6,02.1023 5/2.6,02.1023 2.6,02.1023 2.6,02.1023
4) Montar a regras de três e realizar os cálculos
matemáticos:
5/2.6,02.1023 ——————— 2.6,02.1023
3,60.1021 –——————– X
5/2X = 7,20.1021
X = 2,88.106
02. (USP) Quantos gramas de vapor-d’água se
formam na decomposição de 0,100 mol de
nitrato de amônio segundo a reação: NH4NO3
N2O + 2 H2O? (N = 14; H = 1; O = 16)
a) 1,80 b) 3,6 c) 5,40
d) 18,0 e) 36,0
Resolução:
NH4NO3 N2O + 2H2O
80g 44g 36g
1mol 1mol 2mol
1mol NH4NO3 ———— 36g H2O
0,1 mol ————– –x
x = 3,6g H2O Solução: 3,6g H2O
03. (UFMG) Num recipiente foram colocados
15,0g de ferro e 4,8g de oxigênio. Qual a massa
de Fe2O3(s), formada após um deles ter sido
completamente consumido? (Fe=56; O=16)
a) 19,8g b) 16,0g c) 9,6g
d) 9,9g e) 10,2g
Resolução:
2Fe(s) + O2(g) → 1Fe2O3(s)
2 mols mols 1mol
112g 48g 160g
48g O2(g) ——— 160g
4,8g O2 ——— –x
x = 16g de Fe2O3
Resposta:
16g de Fe2O3, 15g de ferro estão em excesso e
não devem participar do calculo estequiométricos.
Exercícios
Consultar a tabela periódica para ter a
massa atômica dos elementos.
01. (PUC–RS) Assim como uma dezena
indica 10 objetos, um mol indica:
a) 60,2 x 1023 objetos
b) 6,02 x 10-23 objetos
c) 6,02 x 1023 objetos
d) 6,02 x 10-24 objetos
e) 0,602 x 1023 objetos
02. (PUC–RS) Um mol de ácido perclórico
contém:
a) dois moles de átomos de hidrogênio;
b) dois moles de átomos de cloro;
c) três moles de átomos de cloro;
d) três moles de átomos de oxigênio;
e) quatro moles de átomos de oxigênio.
03. (Acafe–SC) O número de moles de
átomos de hidrogênio em 30,1 x 1023
moléculas de água é:
a) 10 b) 5 c) 10 x 30,1 x 1023
d) 2 x 30,1 x 1021 e) 60,2 x 1020
04. (Med. Catanduva–SP) Adicionando-se
5 g de H2S a 3 moles de H2S, e a 3,01
x 1024 moléculas de H2S, a massa total
será:
a) 277g b) 135g c) 11,1 g
d) 12,4 g e) n.d.a.
05. (UE. Londrina–PR) Na reação
representada por H+ + OH– H2O,
quantos cátions H+ são consumidos
para produzir 9,0g de água? (H =1;
O = 16)
a) 4,5 b) 9,0 c) 3,0 x 1023
d) 6,0 x 1023 e) 9,0 x 1023
01. (Unirio) Soluções de amônia são
utilizadas com freqüência em produtos
de limpeza doméstica. A amônia pode
ser preparada de inúmeras formas.
Dentre elas:
CaO(s) + 2 NH4Cl(s) ⇒ 2NH3(g) + H2O(g)
+ CaCl2(s)
Partindo-se de 224 g de CaO, obtiveramse
102g de NH3. O rendimento
percentual da reação foi de: Dados:
Massas atômicas –H=1u; N= 14u;
O=16u; Cl=35, 5u, Ca=40u)
a) 100
b) 90
c) 80
d) 75
e) 70
02. (U.F.Santa Maria–RS) A massa de FeCl3
em gramas, produzida pela reação
completa de 111,6g de Fé com HCl, de
acordo com a equação não balanceada
Fe + HCl ⇒ FeCl2 + H2, é:
a) 63,4
b) 126,8
c) 253,6
d) 317,0
e) 507,2
03. (Vunesp) Considere a reração em fase
gasosa: N2 + 3H2 ⇒ 2NH3
Fazendo-se reagir 0,8g de N2 com
0,15g de H2 em condições de pressão
e temperatura constantes, pode-se
afirmar que:
a) os reagentes estão em quantidades
estequiométricas;
b) O N2 está em excesso;
c) após o término da reação, os reagentes
serão totalmente convertidos em amônia;
d) a reação se processa com aumento do
volume total;
e) após o término da reação, serão formados
0,95g de NH3.
04. (MED. MARINGÁ–PR) Quantos átomos
de oxigênio existem em 20g de
carbonato de cálcio?
a) 36 x 1023 átomos;
b) 3,6 x 1023 átomos;
c) 0,36 x 1023 átomos;
d) 12 x 1023 átomos;
e) 1,2 x 1023 átomos.
05. (CESGRANRIO) A combustão de 36g
de grafite (C) provocou a formação de
118,8g de gás carbônico. Qual foi o
rendimento da reação?(C=12; O= 16)
a) 50%
b) 60%
c) 70%
d) 80%
e) 90%
4
Desafio
Químico Ácidos
Ácido de Arrhenius – Substância que, em
solução aquosa, libera como cátions somente
íons H+ (ou H3O+).
Nomenclatura
Ácido não-oxigenado (HxE):
ácido + [nome do E] + ídrico
Exemplo: HCl – ácido clorídrico
Ácidos HxEOy, nos quais varia o nox de E:
Ácidos orto, meta e piro. O elemento E tem o
mesmo nox. Esses ácidos diferem no grau de
hidratação:
Nome dos ânions sem H ionizáveis –
Substituem as terminações ídrico, oso e ico dos
ácidos por eto, ito e ato, respectivamente.
Para lembrar: “Famoso mosquito no bico do pato”
Classificação:
Quanto ao número de H ionizáveis:
• monoácidos ou ácidos monopróticos
• diácidos ou ácidos dipróticos
• triácidos ou ácidos tripróticos
• tetrácidos ou ácidos tetrapróticos
Quanto à força:
• Ácidos fortes, quando a ionização ocorre em
grande extensão.
Exemplos: HCl, HBr, HI. Ácidos HxEOy, nos
quais (y – x)³ 2, como HClO4, HNO3 e H2SO4.
• Ácidos fracos, quando a ionização ocorre em
pequena extensão.
Exemplos: H2S e ácidos HxEOy, nos quais
(y – x) = 0, como HClO, H3BO3.
• Ácidos semifortes, quando a ionização ocorre
em extensão intermediária.
Exemplos: HF e ácidos HxEOy, nos quais
(y – x) = 1, como H3PO4, HNO2, H2SO3.
Exceção: H2CO3 é fraco, embora (y – x) = 1.
Volatilidade
Todo composto iônico é não-volátil. Portanto os
sais e os hidróxidos metálicos são não-voláteis
Principais ácidos voláteis: HF, HCl, HBr, HI, H2S,
HCN, HNO2, HNO3 e CH3–COOH
Principais ácidos fixos ou não-voláteis: H2SO4
e H3PO4
Única base volátil: hidróxido de amônio.
Ácidos mais comuns na química do cotidiano
Ácido clorídrico (HCl):
• O ácido impuro (técnico) é vendido no
comércio com o nome de ácido muriático.
• É encontrado no suco gástrico.
• É um reagente muito usado na indústria e no
laboratório.
• É usado na limpeza de edifícios após a sua
caiação, para remover os respingos de cal.
• É usado na limpeza de superfícies metálicas
antes da soldagem dos respectivos metais.
Ácido sulfúrico (H2SO4)
• É o ácido mais importante na indústria e no
laboratório. O poder econômico de um país
pode ser avaliado pela quantidade de ácido
sulfúrico que ele fabrica e consome.
• O maior consumo de ácido sulfúrico é na
fabricação de fertilizantes, como os
superfosfatos e o sulfato de amônio.
• É o ácido dos acumuladores de chumbo
(baterias) usados nos automóveis;
Ácido nítrico (HNO3)
• Depois do sulfúrico, é o ácido mais fabricado
e mais consumido na indústria. Seu maior
consumo é na fabricação de explosivos,
como nitroglicerina (dinamite), trinitrotolueno
(TNT), trinitrocelulose (algodão pólvora) e
ácido pícrico e picrato de amônio;
• É usado na fabricação do salitre (NaNO3, KNO3)
e da pólvora negra (salitre + carvão + enxofre);
Ácido fosfórico (H3PO4)
• Os seus sais (fosfatos) têm grande aplicação
como fertilizantes na agricultura;
• É usado como aditivo em alguns refrigerantes.
Ácido acético (CH3 – COOH)
• É o ácido de vinagre, produto indispensável
na cozinha (preparo de saladas e maioneses).
Ácido fluorídrico (HF)
• Tem a particularidade de corroer o vidro,
devendo ser guardado em frascos de
polietileno. É usado para gravar sobre vidro.
Ácido carbônico (H2CO3)
• É o ácido das águas minerais gaseificadas e
dos refrigerantes. Forma-se na reação do gás
carbônico com a água:
CO2 + H2O → H2CO3
BASES
Base de Arrhenius – Substância que, em solução
aquosa, libera como ânions somente íons OH–.
Classificação
Solubilidade em água:
• São solúveis em água o hidróxido de amônio,
hidróxidos de metais alcalinos e alcalinoterrosos
que são muito pouco solúveis. Os
hidróxidos de outros metais são insolúveis.
Quanto à força:
• São bases fortes os hidróxidos iônicos solúveis
em água, como NaOH, KOH, Ca(OH)2 e
Ba(OH)2.
• São bases fracas os hidróxidos insolúveis em
água e o hidróxido de amônio.
O NH4OH é a única base solúvel e fraca.
Bases mais comuns na química do cotidiano
Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2)
• É a cal hidratada ou cal extinta ou cal
apagada.
• É obtida pela reação da cal viva ou cal virgem
com a água. É o que fazem os pedreiros ao
preparar a argamassa.
• É consumido em grandes quantidades nas
pinturas a cal (caiação) e no preparo da
argamassa usada na alvenaria.
Amônia (NH3) e hidróxido de amônio (NH4OH)
• Hidróxido de amônio é a solução aquosa do
gás amônia. Esta solução é também chamada
de amoníaco.
• A amônia é um gás incolor de cheiro forte e
muito irritante.
• A amônia é fabricada em enormes
quantidades na indústria. Sua principal
aplicação é a fabricação de ácido nítrico.
• É também usada na fabricação de sais de
amônio, muito usados como fertilizantes na
agricultura. Exemplos: NH4NO3, (NH4)2SO4,
(NH4)3PO4
• A amônia é usada na fabricação de produtos
de limpeza doméstica, como Ajax, Fúria, etc.
Hidróxido de magnésio (Mg(OH)2)
• É pouco solúvel na água. A suspensão
aquosa de Mg(OH)2 é o leite de magnésia,
usado como antiácido estomacal. O Mg(OH)2
neutraliza o excesso de HCl no suco gástrico.
Mg(OH)2 + 2HCl → MgCl2 + 2H2O
Hidróxido de alumínio (Al(OH)3)
• É muito usado em medicamentos antiácidos
estomacais, como Maalox, Pepsamar, etc.
Química
Professor MARCELO Monteiro
01. (FGV) A tabela a seguir apresenta
algumas características e aplicações de
alguns ácidos:
As fórmulas dos ácidos da tabela são,
respectivamente:
a) HCl, H3PO4, H2SO4, HNO3
b) HClO, H3PO3, H2SO4, HNO2
c) HCl, H3PO3, H2SO4, HNO3
d) HClO2, H4P2O7, H2SO3, HNO2
e) HClO,H3PO4, H2SO3, HNO3
02. (FGV) Considere os ácidos oxigenados
abaixo:
HNO2(aq) HClO3(aq) H2SO3(aq) H3PO4(aq)
Seus nomes são, respectivamente:
a) nitroso, clórico, sulfuroso, fosfórico
b) nítrico, clorídrico, sulfúrico, fosfórico
c) nítrico, hipocloroso, sulfuroso, fosforoso
d) nitroso, perclórico, sulfúrico, fosfórico
e) nítrico, cloroso, sulfídrico, hipofosforoso
03. (FGV) O hidróxido de sódio, conhecido
no comércio como soda cáustica, é um
dos produtos que contaminaram o rio
Pomba, em Minas Gerais, causando um
dos piores desastres ecológicos no
Brasil. Dessa substância é INCORRETO
afirmar que:
a) tem fórmula NaOH
b) é um composto iônico
c) em água, dissocia-se
d) é usada na produção de sabões
e) é uma molécula insolúvel em água
04. (Mackenzie–SP) Observe as fórmulas
do sulfato de amônio (NH4)2SO4 e do
hidróxido de potássio KOH e assinale a
alternativa que apresenta a fórmula do
hidróxido de amônio, substância
presente em alguns produtos de
limpeza.
a) NH1+4 b) (NH4)2 OH c) NH4 (OH)2
d) NH4 OH e) NH4 (OH)4
05. (Fuvest–SP) A seguir aparecem os
nomes alquímicos e os nomes
modernos de três compostos químicos:
natro = carbonato de sódio; sal de
Epson = sulfato de magnésio; sal de
Glauber = sulfato de sódio. O elemento
químico comum às três substâncias é:
a) H b) Na c) S
d) C e) O
5
Anota
Aí!
Teoria protônica de Brönsted-Lowry e teoria
eletrônica de Lewis
Teoria protônica de Brönsted-Lowry – Ácido é
um doador de prótons (H+) e base é um
receptor de prótons.
ácido(1) + base(2) → ácido(2) + base(1)
Um ácido (1) doa um próton e transforma-se na
sua base conjugada (1). Um ácido (2) doa um
próton e transforma-se na sua base conjugada (2).
Quanto maior é a tendência a doar prótons,
mais forte é o ácido.
Quanto maior a tendência a receber prótons,
mais forte é a base, e vice-versa.
Teoria eletrônica de Lewis – Ácidos são
receptores de pares de elétrons, numa reação
química e bases são doadoras de um par de
elétrons na reações.
Todos os ânions são bases de Lewis e mais os
compostos neutros ricos em elétrons, tais como
água e amônia.
São ácidos de Lewis todas as espécies
químicas deficientes em elétrons ou que recebe
um par de elétrons, tais como os cátions, o BF3
e o AlCl3.
SAIS
Sal de Arrhenius – Composto resultante da
neutralização de um ácido por uma base, com
eliminação de água. É formado por um cátion
proveniente de uma base e um ânion
proveniente de um ácido.
Nomenclatura:
nome do sal = [nome do ânion] + de + [nome
do cátion] + Nox cátion
Ex.: CuCl2 cloreto de cobre II
Classificação:
Os sais podem ser classificados em:
• sal normal (sal neutro, na nomenclatura
antiga);
• hidrogênio sal (sal ácido, na nomenclatura
antiga);
• hidróxi sal (sal básico, na nomenclatura
antiga).
Reações de salificação
Reação da salificação com neutralização total
do ácido e da base
Todos os H ionizáveis do ácido e todos os OH–
da base são neutralizados. Nessa reação,
forma-se um sal normal. Esse sal não tem H
ionizável nem OH–.
Reação de salificação com neutralização
parcial do ácido
Nessa reação, forma-se um hidrogênio sal, cujo
ânion contém H ionizável.
Reação de salificação com neutralização
parcial da base
Nessa reação, forma-se um hidróxi sal, que
apresenta o ânion OH– ao lado do ânion do
ácido.
Sais mais comuns na química do cotidiano
Cloreto de sódio (NaCl)
• Alimentação – É obrigatória por lei a adição
de certa quantidade de iodeto (NaI, KI) ao sal
de cozinha, como prevenção da doença do
bócio.
• Conservação da carne, do pescado e de
peles.
Nitrato de sódio (NaNO3).
• Fertilizante na agricultura.
• Fabricação da pólvora (carvão, enxofre,
salitre).
• Carbonato de sódio (Na2CO3).
• O produto comercial (impuro) é vendido no
comércio com o nome de barrilha ou soda.
Bicarbonato de sódio (NaHCO3)
• Antiácido estomacal. Neutraliza o excesso de
HCl do suco gástrico.
• NaHCO3 + HCl → NaCl + H2O + CO2
• O CO2 liberado é o responsável pelo “arroto”.
• Fabricação de digestivo, como Alka-Seltzer,
Sonrisal, sal de frutas, etc. O sal de frutas
contém NaHCO3(s) e ácidos orgânicos sólidos
(tartárico, cítrico e outros). Na presença de
água, o NaHCO3 reage com os ácidos
liberando CO2(g), o responsável pela
efervescência.
• NaHCO3 + H+ → Na+ + H2O + CO2
• Fabricação de fermento químico. O
crescimento da massa (bolos, bolachas, etc)
é devido à liberação do CO2 do NaHCO3.
Fluoreto de sódio (NaF)
• É usado na prevenção de cáries dentárias
(anticárie), na fabricação de pastas de dentes
e na fluoretação da água potável.
Carbonato de cálcio (CaCO3)
• É encontrado na natureza constituindo o
calcário e o mármore.
• Fabricação de CO2 e cal viva (CaO), a partir
da qual se obtém cal hidratada (Ca(OH)2):
CaCO3 → CaO + CO2
• CaO + H2O → Ca(OH)2
• Fabricação do vidro comum.
Sulfato de cálcio (CaSO4)
• Fabricação de giz escolar.
• O gesso é uma variedade de CaSO4
hidratado, muito usado em Ortopedia, na
obtenção de estuque, etc.
ÓXIDOS
Óxido – Composto binário de oxigênio com
outro elemento menos eletronegativo.
Nomenclatura
Óxido ExOy:
nome do óxido = [mono, di, tri ...] + óxido de
[mono, di, tri...] + [nome de E]
• O prefixo mono pode ser omitido.
• Os prefixos mono, di, tri... podem ser
substituídos pelo nox de E, escrito em
algarismo romano.
• Nos óxidos de metais com nox fixo e nos
quais o oxigênio tem nox = –2, não há
necessidade de prefixos, nem de indicar o
nox de E.
• Óxidos nos quais o oxigênio tem nox = -1:
nome do óxido = peróxido de + [nome de E]
Óxidos ácidos, óxidos básicos e óxidos
anfóteros
• Os óxidos dos elementos fortemente
eletronegativos (não-metais), como regra, são
óxidos ácidos. Exceções: CO, NO e N2O
(indiferentes).
• Os óxidos dos elementos fracamente
eletronegativos (metais alcalinos e alcalinoterrosos)
são óxidos básicos.
• Os óxidos dos elementos de
eletronegatividade intermediária, isto é, dos
elementos da região central da Tabela
Periódica, são óxidos anfóteros.
Óxidos mais comuns na química do cotidiano
Óxido de cálcio (CaO)
• É um dos óxidos de maior aplicação e não é
encontrado na natureza. É obtido
industrialmente por pirólise de calcário.
• Fabricação de cal hidratada ou Ca(OH)2.
• Preparação da argamassa usada no
assentamento de tijolos e revestimento das
paredes.
• Pintura a cal (caiação).
• Na agricultura, para diminuir a acidez do solo.
Dióxido de carbono (CO2)
• É um gás incolor, inodoro, mais denso que o
ar. Não é combustível e nem comburente, por
isso, é usado como extintor de incêndio.
• O CO2 não é tóxico, por isso não é poluente.
O ar contendo maior teor em CO2 que o
normal (0,03%) é impróprio à respiração,
porque contém menor teor em O2 que o
normal.
• O CO2 é o gás usado nos refrigerantes e nas
águas minerais gaseificadas. Aqui ocorre a
reação: CO2 + H2O ↔ H2CO3 (ácido
carbônico)
• O CO2 sólido, conhecido por gelo seco, é
usado para produzir baixas temperaturas.
• Atualmente, o teor em CO2 na atmosfera tem
aumentado e esse fato é o principal
responsável pelo chamado efeito estufa.
Monóxido de carbono (CO)
• É um gás incolor extremamente tóxico. É um
sereíssimo poluente do ar atmosférico.
• Forma-se na queima incompleta de
combustíveis como álcool (etanol), gasolina,
óleo, diesel, etc.
• A quantidade de CO lançada na atmosfera
pelo escapamento dos automóveis,
caminhões, ônibus, etc. cresce na seguinte
ordem em relação ao combustível usado:
álcool < gasolina < óleo diesel.
• A gasolina usada como combustível contém
um certo teor de álcool (etanol), para reduzir
a quantidade de CO lançada na atmosfera e,
com isso, diminuir a poluição do ar, ou seja,
diminuir o impacto ambiental.
ÓXIDOS E SUAS REAÇÕES
Citologia III
1. Citoplasma celular
O citoplasma celular ou hialoplasma é uma
massa líquida que contém diversas substâncias,
canais, bolsas e as chamadas organelas citoplasmáticas.
Organelas citoplasmáticas
São indispensáveis ao funcionamento do
organismo vivo. É importante sabermos sua
biogênese e funções.
Ribossomos
Biogênese: nucléolo
Os ribossomos são as organelas responsáveis
pela síntese protéica. São pequenos grânulos,
sem membrana envoltória, compostos de proteínas
e RNA-ribossômico (rRNA). Por vezes, estão
dispersos no citoplasma, aderidos à membrana
nuclear, ou à superfície externa do retículo endoplasmático
rugoso; outras vezes, unidos a um
RNA-mensageiro (mRNA), formam um conjunto
denominado polissomo ou polirribossomo.
Estão presentes em todas as células vivas e só
são visíveis ao microscópio eletrônico.
Esquema de ribossomo.
Retículo endoplasmático
Biogênese: Membrana plasmática
O retículo endoplasmático (do latim reticulu,
pequena rede) é uma rede de canais, na forma
de tubos e bolsas achatados.
O retículo endoplasmático só é encontrado em
células eucarióticas e só é visualizado por meio
do microscópio eletrônico. É delimitado por
membrana lipoprotéica, podendo ou não apresentar
ribossomos aderidos à sua face externa.
Tipos de retículo endoplasmático
Há dois tipos de retículo endoplasmático no citoplasma:
o retículo endoplasmático liso ou agranular
(sem ribossomos) e o retículo endoplasmático
rugoso ou granular (com ribossomos),
também conhecido como ergastoplasma.
REL RER
Representação dos dois tipos de retículo endoplasmático
Funções do retículo endoplasmático
REL– Transporte de substâncias, armazenamento
de, síntese de lipídios(esterópides) e
dotoxificação
RER– Transporte de substâncias, armazenamento,
síntese de proteínas.
Complexo de Golgi ou Sistema golgienses
BIOGÊNESE: REL
O complexo de Golgi constitui-se de inúmeras
vesículas, bolsas e sáculos achatados,
delimitados por membrana lipoprotéica. Existe
em células animais e vegetais (dictiossomos),
mas não está presente em células procarióticas.
O complexo de Golgi é um sistema de sáculos e bolsas
achatadas.
Funções do complexo de Golgi
As principais funções do complexa de Golgi são
armazenamento e secreção de substâncias. Além
disso, ele origina o acrossomo, ou capuzcefálico
do espermatozóide, e a lamela média
das células vegetais. Por último, também
participa da síntese dos lisossomos.
Lisossomos
Biogênese – Complexo de Golgi
Os lisossomos (do grego lísis, quebra; soma,
corpo) são responsáveis pela digestão intracelular
e estão presentes apenas em células animais.
São pequenas bolsas delimitadas por membrana
lipoprotéica, visíveis somente à microscopia
eletrônica e repletas de diferentes tipos de
enzimas digestivas.
Ciclo lisossômico
A digestão heterofágica (do grego hétero,
diferente; phageín, comer) ocorre com substâncias
englobadas pela célula, como na fagocitose
e na pinocitose.
O vacúolo, formado na digestão heterofágica,
chama-se vacúolo digestivo (ASSOCIAÇÃO
ENTRE LISOSSOMOS E FAGOSSOMA).
Os lisossomos também podem digerir
substâncias e velhas organelas citoplasmáticas
da própria célula (autofagia), reaproveitando
seus compostos em uma espécie de reciclagem,
ação fundamental para a preservação da vida
celular. Esse processo é a digestão autofágica
(do grego autos, próprio; phagein, comer).
Representação do ciclo lisossômico
O vacúolo digestivo, formado na digestão autofágica,
recebe o nome de vacúolo atofágico.
Após ter realizado a digestão, a célula aproveita
compostos que podem ser úteis, como aminoácidos,
carboidratos e lipídios, e coloca para
fora os restos inúteis, na forma de corpos
residuais, pela exocitose.
Todo esse processo de digestão celular é
conhecido como ciclo lisossômico.
Quando ocorre o rompimento da membrana
dos lisossomos, chamamos de autólise ou
apoptose liberando enzimas hidrolitica,
causando destruíção celular.
Ex.: Decomposição de cadaver, redução da
cauda do girino.
Peroxissomos
Biogênese – REL
Os peroxissomos também são bolsas originadas
do retículo endoplasmático liso repletas de
enzimas originadas do RER. São organelas
diferentes dos lisossomos: possuem enzimas
oxidantes(CATALASE), enquanto os lisossomos
possuem enzimas hidrolisantes.
Suas enzimas agem sobre substâncias oriundas
de um catabolismo.
Centríolos
Biogênese – autoduplicação
Os centríolos são formados por dois cilindros
perpendiculares entre si. Cada um dos cilindros
é composto de vários tubos não delimitados por
membrana lipoprotéica e DNA.
Podem ser vistos, com dificuldade, ao microscópio
óptico. Ao microscópio eletrônico constatase
que são formados por nove grupos de três
microtúbulos.
Suas funções básicas são as de auxiliar a divisão
celular formando os fusos e auxiliando na
formação de cílios e flagelos.
Os centríolos são formados por nove grupos de três
microtúbulos. Cada centríolo fica perpendicular ao outro.
6
Biologia
Professor JONAS Zaranza
01. A digestão intracelular é precedida da
ingestão de partículas alimentares que,
depois, são digeridas no interior do
vacúolo digestivo.
A ingestão de tais partículas alimentares
resulta de um processo de:
a) difusão b) osmose c) transporte ativo
d) clasmocitose e) fagocitose
02. (Fuvest) Um antibiótico que atue nos
ribossomos mata:
a) bactérias por interferir na síntese de
proteínas;
b) bactérias por provocar plasmólise;
c) fungos por interferir na síntese de lipídios;
d) vírus por alterar DNA;
e) vírus por impedir recombinação gênica.
03. (Fuvest) Uma célula animal está
sintetizando proteínas. Nessa situação,
os locais indicados por I, II e III na figura
a seguir, apresentam alto consumo de:
a) (I) bases nitrogenadas, (II) aminoácidos,
(III) oxigênio.
b) (I) bases nitrogenadas, (II) aminoácidos,
(III) gás carbônico.
c) (I) aminoácidos, (II) bases nitrogenadas,
(III) oxigênio.
d) (I) bases nitrogenadas, (II) gás carbônico,
(III) oxigênio.
e) (I) aminoácidos, (II) oxigênio, (III) gás
carbônico.
04. (Fuvest) Alimento protéico marcado com
radioatividade foi fagocitado por paramécios.
Poucos minutos depois, os
paramécios foram analisados e a maior
concentração de radiatividade foi
encontrada
a) nos centríolos; b) nas mitocôndrias;
c) na carioteca; d) no nucléolo;
e) no retículo endoplasmático.
05. (Fuvest–GV) A figura a seguir indica as
diversas etapas do processo que uma
ameba realiza para obter alimento.
A organela que se funde ao fagossomo
contém
a) produtos finais da digestão;
b) enzimas que sintetizam carboidratos;
c) enzimas digestivas;
d) enzimas da cadeia respiratória;
e) reservas energéticas.
Desafio
Biológico
Origem e estrutura dos cílios e dos flagelos
Os cílios e os flagelos originam-se dos centríolos.
Por isso, também são feixes de microtúbulos.
Todavia, são revestidos por membrana lipoprotéica.
Eles estão inseridos em estruturas semelhantes
aos centríolos chamadas corpúsculos
basais ou cinetossomos. A parte que se projeta
para cima possui nove grupos de microtúbulos,
com dois microtúbulos centrais.
Esquema da estrutura de cílios e flagelos´
Fuso mitótico
Durante a divisão da célula, os centríolos
duplicam-se, e um dos pares migra para o pólo
inferior da célula. Ao redor de cada um desses
pares, surgem fibras de microtúbulos formando o
áster. De cada par de centríolos, saem prolongamentos
de proteína formando o fuso mitótico.
Durante a divisão celular, os cromossomos terão
sua distribuição orientada por esse fuso.
Mitocôndrias
Biogênese – autoduplicação
As mitocôndrias são organelas presentes em
todos os seres eucariontes. Possuem a forma de
bastonete e são revestidas por uma membrana
dupla. A membrana externa é lisa, e a interna,
pregueada, formando as cristas mitocondriais,
onde estão as enzimas respiratórias. O preenchimento
interno das mitocôndrias é chamado
matriz mitocondrial.
Em sua composição, além de lipídios, proteínas e
enzimas respiratórias, existem cálcio, magnésio,
fósforo, DNA, RNA e minúsculos ribossomos.
Esquema de mitocôndria.
Função e localização
A mitocôndria tem a função de produzir energia
(ATP) para as atividades celulares por meio da
respiração celular.
Isso significa que regiões da célula com maior
necessidade de energia exigem mais mitocôndrias.
O conjunto de mitocôndrias de uma célula
recebe o nome de condrioma.
2. NÚCLEO INTERFÁSICO
Estrutura nuclear
Exceto em seres procariontes, em que o núcleo
não existe e o material nuclear está disperso no
citoplasma, os demais seres vivos possuem um
ou mais núcleos bem delimitados pela carioteca.
Dentro do núcleo, mergulhados em uma solução
semelhante ao hialoplasma, a cariolinfa, encontramos
um ou mais nucléolos e os cromossomos.
Representação do núcleo
Carioteca
Também é chamada de membrana nuclear. A
carioteca tem constituição lipoprotéica, é dupla
e apresenta poros, por onde podem passar
grandes moléculas em direção ao citoplasma e
em sentido contrário. Ela comunica-se com o
retículo endoplasmático, que lhe dá origem, e,
freqüentemente, possui ribossomos aderidos à
sua face externa.
A carioteca permanece íntegra durante a vida da
célula e só se desmancha durante a divisão
celular. Diferentemente da membrana celular, a
carioteca não se regenera quando lesada.
Cariolinfa
A cariolinfa também é conhecida como
nucleoplasma, carioplasma ou suco nuclear. Ela
é uma solução de água, proteínas e outras
substâncias, semelhante ao hialoplasma, que
preenche o interior do núcleo,
Nucléolo
Pode existir um ou vários nucléolos dentro de
um mesmo núcleo. O nucléolo não possui
nenhuma membrana envoltória e é tão-somente
um agregado de rRNA e proteínas.
Durante a divisão celular, o nucléolo desfaz-se,
originando os ribossomos, que, uma vez
formados e amadurecidos, migram para o
citoplasma, onde irão responsabilizar-se pela
síntese protéica.
O que dá origem ao nucléolo é um tipo especial
de cromossomo chamado cromossomo
organizador do nucléolo em uma pequena parte
chamada zona SAT, zona satélite ou zona
organizadora do nucléolo.
Cromossomos
O cromossomo é uma estrutura que contém as
informações genéticas da célula. Ele é constituído
de uma molécula de DNA associada a proteínas
chamadas histonas. Nos locais de contato entre o
DNA e as histonas, formam-se granulações
conhecidas como nucleossomos. Como são
formados por cromossos são capazes de
autoduplicar-se.
O conjunto de cromossomos é chamado
cromatina. A cromatina pode ter regiões mais
espiralizadas, portanto, mais condensadas e
coráveis, e regiões menos espiralizadas,
portanto, menos condensadas e menos
coráveis. As regiões mais condensadas da
cromatina são chamadas helorocromatina, e as
menos condensadas, eucromatina.
Esquema de heterocromatina e eucromatina.
Os cromossomos apresentam estrangulamentos
chamados constrições. A constrição primária ou
centrômero separa o cromossomo em dois
braços. Cada braço é uma cromátide.
Também podem existir outras constrições ao
longo de um cromossomo. A constrição
secundária pode conter a zona satélite,
responsável pela organização do nucléolo.
Cromossomos segundo o centrômero
Dependendo da localização do centrômero, os
cromossomos podem classificar-se em:
7
01. (Puccamp) Os centríolos são
organelas celulares relacionadas com
a) o surgimento de vacúolos autofágicos;
b) a remoção do excesso de água;
c) o processo de recombinação genética;
d) a formação de cílios e flagelos;
e) os fenômenos de plasmólise e
deplasmólise.
02. (Ufrs) Qual das estruturas a seguir
está relacionada com o processo da
divisão celular e com os movimentos
de cílios e flagelos?
a) Retículo endoplasmático;
b) Lisossoma;
c) Vacúolo;
d) Centríolo;
e) Ribossoma.
03. (Fuvest) As mitocôndrias são
consideradas as “casas de força” das
células vivas. Tal analogia refere-se ao
fato de as mitocôndrias
a) estocarem moléculas de ATP
produzidas na digestão dos alimentos;
b) produzirem ATP com utilização de
energia liberada na oxidação de
moléculas orgânicas;
c) consumirem moléculas de ATP na
síntese de glicogênio ou de amido a
partir de glicose;
d) serem capazes de absorver energia
luminosa utilizada na síntese de ATP;
e) produzirem ATP a partir da energia
liberada na síntese de amido ou de
glicogênio.
04. (Uece) Relacione a coluna I (organela
celular), com a coluna II (função
respectiva).
COLUNA I
I. Mitocôndria
II. Ribossomo
III. Lisossomo
IV. Centríolo
COLUNA II
( ) Digestão celular
( ) Síntese protéica
( ) Respiração
( ) Divisão celular
Marque a opção que contém, na
coluna II, a seqüência correta, de cima
para baixo, de sua relação com a
coluna I:
a) III, IV, I, II
b) IV, II, III, I
c) III, II, I, IV
d) II, I, III, IV
Desafio
Biológico
Cadeias alimentares
Fluxo de matéria e energia
1. A Ecologia e sua importância
A palavra Ecologia deriva de duas palavras
gregas: oikós = casa e logos – estudo. Podemos
dizer que, literalmente, Ecologia significa o
estudo da casa. Considerando, entretanto, o
termo casa como todo o ambiente terrestre, a
palavra Ecologia passa a se referir ao estudo do
ambiente.
A Ecologia é uma ciência que se tem tornado
cada vez mais importante nos dias atuais, uma
vez que a interferência do homem sobre os
ecossistemas vem aumentando
consideravelmente. Essa interferência pode
provocar sérios desequilíbrios ecológicos. Por
isso, é cada vez mais imperioso conhecermos a
estrutura e o funcionamento dos ecossistemas,
a fim de podermos propor maneiras racionais de
utilização dos recursos naturais sem provocar
alterações ambientais drásticas.
2. Componentes estruturais de um
ecossistema.
Os ecossistemas apresentam dois componentes
principais que se inter-relacionam:
• Fatores abióticos – São os fatores não-vivos.
Podem ser físicos, como a radiação solar,
temperatura, luz, umidade, ventos, ou
químicos, como os nutrientes, presentes nas
águas e no solo.
• Fatores bióticos – Representados pelos
seres vivos que compõem a comunidade ou
biocenose ou biota.
O conjunto desses fatores forma o biótopo (bio
= vida; topos = lugar).
Podem ser consideradas ecossistemas parcelas
da biosfera de diferentes tamanhos, como, por
exemplo, uma pequena lagoa ou o oceano
todo, desde que haja intercâmbio de matéria e
de energia entre seus elementos. A biosfera
toda pode ser considerada um grande
ecossistema.
3. Hábitat e nicho ecológico
O lugar que um organismo ocupa no
ecossistema é o seu hábitat; o seu papel, ou
seja, a sua função, é o seu nicho ecológico.
4. Estrutura trófica dos ecossistemas
O conjunto de todos os organismos de um
ecossistema com o mesmo tipo de nutrição
constitui um nível trófico.
O primeiro nível trófico é formado pelos
organismos autótrofos, também chamados de
produtores.
Por sua vez, os heterótrofos podem ser
classificados como consumidores, quando se
alimentam de outros organismos, ou
decompositores, quando obtêm energia a partir
da decomposição do corpo de organismos
mortos. Os decompositores devolvem ao
ambiente substâncias orgânicas e inorgânicas
que poderão ser utilizadas pelos produtores.
Este processo é fundamental no ciclo da
matéria na natureza.
Os consumidores podem ser:
• Primários, quando se alimentam de
produtores – caso dos animais herbívoros, ou
seja, que se alimentam de plantas. Ocupam o
segundo nível trófico.
• Secundários, quando se alimentam de
herbívoros. Ocupam o terceiro nível trófico.
• Terciários, quando se alimentam de
consumidores secundários. Ocupam o quarto
nível trófico.
• Quaternários, quando se alimentam de
consumidores terciários. Ocupam o quinto
nível trófico.
Os animais onívoros alimentam-se tanto de
autótrofos quanto de heterótrofos, podendo
ocupar mais de um nível trófico. É o caso, por
exemplo, do ser humano: quando se alimenta
de plantas, ocupa o segundo nível trófico
(consumidor primário), mas, quando se alimenta
de carne de boi, ocupa o terceiro nível trófico
(consumidor secundário).
5. Cadeias e teias alimentares
A cadeia alimentar corresponde à seqüência de
organismos em que um serve de alimento para
o outro, a partir do produtor.
Na cadeia a seguir foram representados seis
níveis tróficos.
Nos ecossistemas, entretanto, não existe
apenas uma cadeia alimentar possível, mas
várias cadeias que se inter-relacionam,
formando o que se chama de teia ou rede
alimentar.
Exemplo de teia alimentar em um ambiente
terrestre. Os seres representados não estão em
escala.
É muito importante que tenhamos conhecimento
das cadeias e teias alimentares dos
8
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp) Flora e fauna dos
manguezais apresentam grande
diversidade. Bem adaptadas a esses
ambientes ricos em nutrientes, estão
plantas lenhosas, herbáceas, epífitas,
hemiparasitas. Em toda sua extensão,
são habitados por diversos animais,
desde formas microscópicas até
grandes peixes, aves, répteis e
mamíferos.
01. Observe a descrição a seguir.
Na água de um manguezal o
fitoplâncton serve de alimento tanto
para microcrustáceos como para as
larvas de crustáceos. Esses animais
são comidos por peixes os quais, por
sua vez, são ingeridos por garças. As
folhas das árvores de mangue, que
caem na água, são comidas por
caranguejos que são caçados por
guaxinins. Estes mamíferos são
picados por insetos que se alimentam
de seu sangue.
Pode-se concluir que, nessas relações
tróficas do manguezal,
a) os crustáceos são consumidores
primários;
b) os peixes são consumidores terciários;
c) as garças são consumidores secundários;
d) os guaxinins são consumidores terciários;
e) os insetos são consumidores quaternários.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Uerj)Polícia Federal:
NARCOTRÁFICO POLUI NASCENTES
DE RIOS NA AMAZÔNIA
Relatório alerta para risco de desastre
ambiental por conta do despejo de
produtos químicos usados no refino da
cocaína (...). Cerca de 2500 espécies
de peixes estão ameaçadas, segundo
a Polícia Federal, por este tipo de
poluição, além de milhões de
variedades de vegetais, insetos e
microorganismos.
(O GLOBO, 31/08/97)
02. Os diversos organismos citados no
texto anterior distribuem-se em
diferentes níveis tróficos e representam
um exemplo de teia alimentar.
No exemplo citado, os vegetais
ocupam o seguintes nicho ecológico:
a) decompositor;
b) consumidor;
c) herbívoro;
d) produtor.
03. (Puc-rio) Em relação à transferência
nutricional entre os seres vivos é
correto afirmar:
a) Não existe perda de biomassa ao longo
de uma cadeia alimentar.
b) A magnificação trófica é maior nos
indivíduos autotróficos.
c) Os heterotróficos produzem O‚ como
subproduto de sua respiração.
d) Somente os indivíduos fotossintéticos
podem ser autotróficos.
e) Os onívoros podem ocupar vários níveis
tróficos de uma teia alimentar.
Desafio
Biológico
Biologia
Professor GUALTER Beltrão
ecossistemas para planejar o uso de
determinada região. Não se pode retirar elos da
estrutura trófica, nem acrescentar outros, sem
que se avalie o impacto que essa interferência
pode trazer ao ecossistema.
6. Energia e matéria nos ecossistemas
Os principais produtores da Terra são os
organismos fotossintetizantes.
A energia luminosa do Sol é fixada pelo
autótrofo e transmitida, sob a forma de energia
química, aos demais seres vivos. Essa energia,
no entanto, diminui à medida que passa pelos
consumidores, pois parte dela é utilizada para a
realização dos processos vitais do organismo e
a outra é liberada sob a forma de calor. Sempre
restará, portanto, uma parcela menor de energia
disponível para o nível seguinte. Como na
transferência de energia dos seres vivos não há
reaproveitamento da energia liberada, diz-se
que essa transferência é unidirecional e dá-se
como um fluxo de energia. A matéria, no
entanto, pode ser reciclada; por isso, fala-se em
ciclo da matéria ou ciclo biogeoquímico.
7. Pirâmides ecológicas
As transferências de matéria e de energia nos
ecossistemas são freqüentemente
representadas de forma gráfica, mostrando as
relações entre os diferentes níveis tróficos em
termos de quantidade. Como há perda de
matéria e de energia em cada nível trófico, as
representações adquirem a forma de pirâmides.
As pirâmides ecológicas podem ser de número,
de biomassa ou de energia.
Exercícios
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufsm 2004) Quando uma área com
floresta precisa ser encoberta para a
formação do lago artificial de uma
hidroelétrica, toda a madeira deve ser
retirada. Se isso não ocorrer, esse
material entra em decomposição,
podendo provocar danos nas turbinas,
além de crescimento descontrolado da
população de algas azuis
(cianobactérias) e verdes
(‘Chlorophyta’) e de algumas plantas
flutuantes, como ‘Eichornia crassipes’,
o aguapé (‘Angiospermae’), e ‘Salvinia
sp.’ (‘Pteridophyta’).
01. A decomposição da matéria orgânica
é promovida por certos tipos de
bactérias e fungos.
Assinale a alternativa que indica a
característica que esses organismos
chamados decompositores têm em
comum.
a) Realizam fotossíntese.
b) Formam hifas.
c) São eucariontes.
d) São simbiontes.
e) São heterótrofos.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp 2004) As florestas são os
ecossistemas mais complexos do
ambiente terrestre. O aumento das
áreas naturais impactadas, as altas
taxas de desmatamento e os
problemas ambientais justificam o
esforço mundial para o plantio de
grandes áreas com espécies arbóreas.
02. Considerando a quantidade total de
matéria orgânica presente em
diferentes seres vivos de uma floresta,
a seqüência decrescente correta é a
indicada por:
a) carnívoros, plantas e decompositores;
b) herbívoros, plantas e decompositores;
c) plantas, carnívoros e herbívoros;
d) herbívoros, carnívoros e plantas;
e) plantas, herbívoros e carnívoros.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufsm 2004) O sistema radicular do
aguapé forma uma verdadeira
“cortina” que retém as partículas em
suspensão. Nesse microambiente,
proliferam bactérias, algas
microscópicas, protozoários,
pequenos crustáceos, larvas de
insetos e moluscos.
Em águas poluídas por mercúrio, os
microorganismos presentes ao redor
das raízes dos aguapés facilitam a
bioacumulação desse metal ao
transformá-lo em metilmercúrio. Esse
composto atravessa com facilidade a
membrana plasmática e causa graves
danos ao sistema nervoso.
03. Os microorganismos que vivem
associados às raízes dos aguapés e
os outros seres vivos que deles se
alimentam formam uma cadeia trófica.
Assinale a alternativa que apresenta
uma possível cadeia trófica para um
lago, iniciando pelo nível dos
produtores.
a) – aves aquáticas – peixes carnívoros –
peixes planctófagos – zooplâncton –
fitoplâncton
b) – fitoplâncton – peixes planctófagos –
zooplâncton – aves aquáticas – peixes
carnívoros
c) – fitoplâncton – aves aquáticas – peixes
carnívoros – zooplâncton – peixes
planctófagos
d) – fitoplâncton – zooplâncton – peixes
planctônicos – peixes carnívoros – aves
aquáticas
e) – zooplâncton – fitoplâncton – peixes
planctônicos – aves aquáticas – peixes
carnívoros
04. (Puc-rio) Quando nos referimos ao
ecossistema de um lago, dois
conceitos são muito importantes: o
ciclo dos nutrientes e o fluxo de
energia. A energia necessária aos
processos vitais de todos os
elementos deste lago é reintroduzida
neste ecossistema:
a) pela respiração dos produtores;
b) pela captura direta por parte dos
consumidores;
c) pelo processo fotossintético;
d) pelo armazenamento da energia nas
cadeias tróficas;
e) pela predação de níveis tróficos
inferiores.
9
01. (Ufrs 2004) Considere a seguinte situação
hipotética e os gráficos que seguem.
Em um determinado momento (tempo
C), ocorreu um derramamento de óleo
numa lagoa, o que provocou o
extermínio de uma população de sapos.
Como conseqüência, ocorreu uma
proliferação de gafanhotos nos
arredores da lagoa, o que levou a um
consumo desenfreado de capim. O
capim extinguiu-se naquela área e, na
ausência de alimento, a população de
gafanhotos também se extinguiu.
Quais dos gráficos anteriores
representam, respectivamente, as
populações de sapos, de gafanhotos e
de capim?
a) 5 - 3 - 2. b) 2 - 3 - 5. c) 1 - 2 - 4.
d) 5 - 2 - 3. e) 2 - 1 - 4.
02. (Uel 97) O esquema a seguir representa
as relações tróficas em uma
comunidade.
De acordo com o esquema, os decompositores
estão representados em
a) I b) II c) III
d) IV e) V
03. (Uel) O esquema a seguir mostra as
relações tróficas de uma comunidade de
lagoa.
Dos peixes dessa teia alimentar, o que
consegue aproveitar menos energia
nesse ecossistema é o
a) I b) II c) III
d) IV e) V
Desafio
Biológico
10
Concordância Verbal II
1. SUJEITO COMPOSTO DE PESSOAS
DIFERENTES
O sujeito composto de pessoas diferentes
faz o verbo flexionar-se no plural, na pessoa
que tiver predominância: a primeira pessoa
(eu/nós) predomina sobre a segunda
(tu/vós) e a terceira (ele/eles); a segunda
(tu/vós), sobre a terceira (ele/eles).
Observação – Se o sujeito vier posposto, a
concordância com o núcleo mais próximo
será sempre legítima.
Veja construções certas e erradas:
1. Chamar a polícia: é o que deveríamos
fazer tu e eu. (certo)
2. Chamar a polícia: é o que deverias fazer
tu e eu. (certo)
3. Chamar a polícia: é o que deveria fazer
eu e tu. (certo)
4. Eu, tu e Maria iremos a Presidente
Figueiredo. (certo)
5. Tu e Maria irão a Presidente Figueiredo.
(errado)
6. Tu e Maria ireis a Presidente Figueiredo.
(certo)
2. NÚCLEOS DO SUJEITO UNIDOS
POR “OU”
A conjunção ou pode indicar
exclusão/retificação ou, por meio do verbo,
expressar uma idéia abrangente, de nãoexclusão.
Em verdade, a idéia reside mais
no verbo que na conjunção ou.
a) Exclusão ou retificação – Se a
conjunção ou (aliada à idéia verbal)
indicar exclusão ou retificação, o verbo
concordará com o núcleo do sujeito mais
próximo. As idéias de “casar”, “ser
presidente”, “ser eleito para algum
cargo” sugerem exclusão.
b) Idéia abrangente – Se a idéia expressa
pelo verbo referir-se a todos os núcleos
do sujeito, o verbo irá para o plural ou
concordará com o núcleo mais próximo.
Veja construções certas e erradas:
1. Paulo ou Antônio serão presidente do
clube. (errado)
2. Paulo ou Antônio será presidente do
clube. (certo)
3. O índio ou os índios já estiveram aqui.
(certo)
4. O homem ou o seu filho, não me lembro
bem, arrebentaram a porta. (certo)
5. O homem ou o seu filho, não me lembro
bem, arrebentou a porta. (certo)
6. Eu ou ele seremos eleitos para o cargo.
(errado)
7. Ele ou eu serei eleito para o cargo.
(certo)
3. NÚCLEOS DO SUJEITO UNIDOS
POR “NEM”
Se os núcleos do sujeito estiverem unidos
pela conjunção nem, com frase na ordem
direta, o plural é obrigatório. Na ordem
inversa (sujeito posposto), a concordância
pode ser feita com o núcleo mais próximo.
Veja construções certas e erradas:
1. Nem o pai, nem a mãe tinha percebido
a fuga da criança. (errado)
2. Nem o pai, nem a mãe tinham
percebido a fuga da criança. (certo)
3. Não tinha percebido a fuga da criança
nem o pai, nem a mãe. (certo)
4. Nem Teodoro, nem Cabeção tinha
notado a presença da polícia. (errado)
5. Nem Teodoro, nem Cabeção tinham
notado a presença da polícia. (certo)
6. Não notou a presença da polícia nem
Teodoro, nem Cabeção. (certo)
7. Nem eu nem ela faremos a viagem
(certo).
Exclusão – Se houver idéia de exclusão,
isto é, se o fato só puder ser atribuído a um
dos elementos do sujeito, impõe-se a
concordância no singular.
1. Nem Pedro nem Maria poderão ocupar a
Presidência do clube. (errado)
2. Nem Pedro nem Maria poderá ocupar a
Presidência do clube. (certo)
4. SUJEITO COLETIVO
Quando o sujeito é um substantivo
coletivo, há três situações a considerar:
a) Coletivo sozinho, no singular – O verbo
ficará, obrigatoriamente, no singular.
b) Coletivo acompanhado de uma
expressão no plural – O verbo poderá
ficar no singular ou concordar com o
plural indiferentemente.
c) A maior parte de, parte de, a maioria
de, grande número de – Se vierem
acompanhadas de expressão no plural, o
verbo pode ficar no singular ou
concordar com o plural indiferentemente.
Veja construções certas e erradas:
1. A multidão vociferava ameaças. (certo)
2. A multidão vociferavam ameaças. (errado)
3. A multidão de eleitores vociferava
ameaças. (certo)
4. A multidão de eleitores vociferavam
ameaças. (certo)
5. Uma boa parte dos meninos de rua não
quer voltar para os pais. (certo)
6. Uma boa parte dos meninos de rua não
querem voltar para os pais. (certo)
7. A maioria da população votam sem a
devida consciência política. (errado)
8. A maioria dos eleitores votam sem a
devida consciência política. (certo)
9. Grande número de ribeirinhos sobrevive
apenas da pesca. (certo)
5. UM OU OUTRO
O sujeito composto “um ou outro”, por
expressar exclusão, obriga o verbo a ficar no
singular.
Veja construções certas e erradas:
1. Um ou outro assumirão a diretoria da
empresa. (errado)
2. Um ou outro assumirá a diretoria da
empresa. (certo)
6. QUE, QUEM (pronomes relativos)
Quando os pronomes relativos que, quem
estão na função sintática de sujeito, há duas
situações a considerar:
a) Com o pronome relativo que, o verbo
concorda, obrigatoriamente, com o
pronome ou com o substantivo que o
antecede.
b) Com o pronome relativo quem, o verbo
fica, obrigatoriamente, na terceira pessoa
do singular. Contrariando a norma culta
Português
Professor João BATISTA Gomes
01. (FGV) Assinale a alternativa em que
os trechos do texto, reescritos,
apresentam emprego de pronomes
bem como concordância (nominal e
verbal) de acordo com a norma culta.
a) Atividade é bom para os homens, que
com ela se distrai da própria vida e
desvia-se da visão assustadora de si
mesmo.
b) Lancem-se os homens no trabalho,
para que não fiquem ociosos, pois
bastam-lhes a ociosidade que lhes
ensinam muitas coisas perniciosas.
c) Certamente deve existir visões que
colidem frontalmente com um dos
esteios da sociedade; assim se
fortaleceu obsessões laborais.
d) Voltaire foi um dos grandes
pensadores iluministas, que escreveu
contra o governo e o clero franceses, o
que acabaram por levá-Io à Bastilha.
e) Houve muitos que defenderam o
trabalho; não os acompanhou Paul
Lafargue, em cuja obra encontram-se
críticas à exploração humana.
02. (FGV) A concordância verbal está
correta em:
a) Precisam-se de muitos técnicos.
b) Os Estados Unidos é contrário a essas
medidas.
c) Neste mês, deve haver muitos feriados.
d) Tratavam-se de profissionais
competentes.
e) Obedecem-se rigidamente às normas
impostas à construção civil.
03. (FGV) Assinale a alternativa que
completa corretamente a frase:
..................................... os documentos
que encaminharemos à Prefeitura.
a) Terá de serem formalizados.
b) Terão de ser formalizado.
c) Terá de ser formalizado.
d) Terão de serem formalizados.
e) Terão de ser formalizados.
Arapuca
Passando-se a frase “Disso advém o
aspecto midiático-popular” para o
plural, teremos:
a) Disso advém os aspectos midiáticospopulares.
b) Disso advêm os aspectos midiáticopopulares.
c) Disso advém os aspectos midiáticopopulares.
d) Disso advêm os aspectos midiáticospopulares.
e) Disso advêm os aspectos midiáticospopular.
Desafio
gramatical
da língua, muitos autores admitem, nesse
caso, a concordância com o pronome ou
com o substantivo antecedente.
Veja construções certas e erradas:
1. Fui eu que fiz este relatório. (certo)
2. Fui eu quem fiz este relatório. (errado)
3. Fui eu quem fez este relatório. (certo)
4. Fomos nós que fizemos todos os
relatórios. (certo)
5. Fomos nós quem fizemos todos os
relatórios. (errado)
6. Fomos nós quem fez todos os relatórios.
(certo)
7. QUAL DE NÓS, QUAIS DE NÓS...
QUAL DE VÓS, QUAIS DE VÓS...
Quando o sujeito vem representado pelas
expressões interrogativas iniciadas por qual,
quais, quantos ou por um dos indefinidos
algum, alguns, nenhum, muitos, poucos,
acompanhados dos pronomes nós, vós,
vocês, há duas situações a observar:
a) Pronomes interrogativos ou indefinidos
no singular – O verbo também ficará no
singular.
b) Pronomes interrogativos ou indefinidos
no plural – O verbo também irá para o
plural, concordando com os pronomes
nós, vós ou vocês.
Veja construções certas e erradas:
1. Qual de nós seremos aprovados no
concurso? (errado)
2. Qual de nós será aprovados no
concurso? (certo)
3. Quais de nós seremos aprovados no
concurso? (certo)
4. Qual de nós será escolhido para visitar
Parintins? (certo)
5. Quantos dentre nós conhecemos o
Encontro dos Águas? (certo)
6. Quais de vós podereis participar da
experiência? (certo)
7. Alguns de nós já estivemos em tribos
indígenas. (certo)
8. NÚMEROS FRACIONÁRIOS
Quando o sujeito da oração é um número
fracionário, a concordância deverá ser feita
com o numerador.
Veja construções certas e erradas:
1. Um terço dos alunos ficaram
reprovados. (errado)
2. Um terço dos alunos ficou reprovado.
(certo)
3. Um quinto dos bens couberam à
amante. (errado)
4. Um quinto dos bens coube à amante.
(certo)
5. Dois quintos dos bens couberam à
amante. (certo)
6. Dois terços dos parentes apoiaram a
decisão de Genivaldo. (certo)
9. EXPRESSÃO “UM DOS QUE”
A expressão “um dos que” exige o verbo
sempre no plural. Nesse caso, a concordância
é feita com “dos” (= daqueles).
Há casos, entretanto, que obrigam o verbo a
ficar no singular. É quando o verbo se
refere a um só ser, e não a mais do que um.
Veja construções certas e erradas:
1. O Tietê é um dos rios paulistas que
atravessam o Estado de São Paulo.
(errado)
2. O Tietê é um dos rios paulistas que
atravessa o Estado de São Paulo.
(certo)
3. O Sol é um dos astros que dão luz e
calor à Terra. (errado)
4. O Sol é um dos astros que dá luz e calor
à Terra. (certo)
5. Serei eu um dos que votará contra o
projeto. (errado)
6. Serei eu um dos que votarão contra o
projeto. (certo)
7. Você representa um dos que venceu na
vida. (errado)
8. Você representa um dos que venceram
na vida. (certo)
9. Um dos que se comprometeram em
apoiar o projeto voltou atrás. (certo)
10.UM MILHÃO, UM BILHÃO, UM
TRILHÃO...
Estes substantivos numerais admitem as
seguintes construções:
a) O verbo fica no singular quando não
existe conjunção “e” ligando “um
milhão”, “um bilhão”, “um trilhão” a
outra expressão numérica.
b) O verbo irá para o plural quando existe
conjunção “e” ligando “um milhão”, “um
bilhão”, “um trilhão” a outra expressão
numérica inteira no plural.
Veja construções certas e erradas:
1. Um milhão de reais foram destinados à
construção de uma ponte que não existe.
(errado)
2. Um milhão de reais foi destinado à
construção de uma ponte que não existe.
(certo)
3. Um milhão e duzentos mil reais foram
destinados à construção de uma ponte
que não existe. (certo)
4. Um milhão de dólares foram gastos na
construção da nova fábrica. (errado)
5. Um milhão de dólares foi gasto na
construção da nova fábrica. (certo)
6. Um milhão e trezentos mil dólares foram
gastos na construção da nova fábrica.
(certo)
11.NÚMEROS PERCENTUAIS
O verbo deve concordar com o número
expresso na porcentagem.
Veja construções certas e erradas:
1. Só um por cento dos alunos ficaram
reprovados. (errado)
2. Só um por cento dos alunos ficou
reprovado. (certo)
3. Cerca de dez por cento dos eleitores não
compareceram às urnas. (certo)
4. Hoje, mais de cinqüenta e dois por dento
das mulhers trabalham fora. (certo)
12.NOMES QUE SÓ EXISTEM NO
PLURAL
Com a presença do artigo, o verbo vai para
o plural. Sem o artigo, o verbo fica no
singular.
Veja construções certas e erradas:
1. Estados Unidos vencem mais uma crise
política (errado).
2. Estados Unidos vence mais uma crise
política (certo).
3. Os Estados Unidos vencem mais uma
crise política (certo).
11
01. (Desafio da TV) Nos períodos
seguintes, classifique o sujeito dos
verbos em destaque:
1. Ninguém desconfia que estamos aqui.
2. Alguém nos denunciou.
3. Andam dizendo que ele é viciado.
a) Indeterminado, indeterminado e
indeterminado.
b) Simples, simples e oculto.
c) Indeterminado, indeterminado e oculto.
d) Simples, simples e indeterminado.
e) Simples, simples e simples.
02. (Desafio do Rádio) Nos períodos
seguintes, classifique o sujeito dos
verbos em destaque:
1. Aqui, faz-se, com bastante discrição,
trabalho de macumba.
2. Fazem trabalho de macumba aqui.
3. Faz muito frio aqui no inverno.
a) Indeterminado, indeterminado e
inexistente.
b) Indeterminado, inexistente e
indeterminado.
c) Simples, indeterminado e inexistente.
d) Simples, oculto e inexistente.
e) Indeterminado, oculto e indeterminado.
03. Nos períodos seguintes, classifique o
sujeito dos verbos em destaque:
1. Fizeram muitas perguntas a você?
2. Eles fizeram muitas perguntas a você?
3. Alguém fez perguntas a você?
a) Indeterminado, indeterminado e
indeterminado.
b) Indeterminado, simples e
indeterminado.
c) Oculto, simples e indeterminado.
d) Oculto, simples e simples.
e) Indeterminado, simples e simples.
04. Nas construções seguintes,
classifique o sujeito dos verbos em
destaque:
1. Come-se muito bem nesta casa.
2. Come-se pouco feijão nesta casa.
3. Comem muito bem nesta casa.
a) Simples, simples e oculto.
b) Indeterminado, simples e
indeterminado.
c) Indeterminado, simples e oculto.
d) Simples, indeterminado e
indeterminado.
e) Indeterminado, indeterminado e
indeterminado.
05. Há uma construção errada.
Identifique-a.
a) Plantou-se muito neste inverno.
b) Plantou-se muitas árvores neste inverno.
c) Planta-se grama.
d) Aqui, assistiu-se a várias tragédias.
e) Faz-se, sob encomenda, roupa infantil.
Desafio
Gramatical
AMABIS, José Mariano; MARTHO,
Gilberto Rodrigues. Conceitos de
Biologia das células: origem da vida.
São Paulo: Moderna, 2001.
CARVALHO, Wanderley. Biologia em
foco. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2002.
COVRE, Geraldo José. Química Geral:
o homem e a natureza. São Paulo:
FTD, 2000.
FELTRE, Ricardo. Química: físicoquímica.
Vol. 2. São Paulo: Moderna,
2000.
LEMBO, Antônio. Química Geral:
realidade e contexto. São Paulo: Ática,
2000.
LEVINE, Robert Paul. Genética. São
Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
LOPES, Sônia Godoy Bueno. Bio. Vol.
Único. 11.a ed. São Paulo: Saraiva.
2000.
MARCONDES, Ayton César;
LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
Biologia: ciência da vida. São Paulo:
Atual, 1994.
REIS, Martha. Completamente Química:
físico-química. São Paulo: FTD, 2001.
SARDELLA, Antônio. Curso de Química:
físico-química. São Paulo: Ática, 2000.
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01. C;
02. E;
03. B;
04. C;
05. a)Sem resposta.
b) Ao aquecermos o panetone as
pontes de hidrogênio existentes
entre o aditivo e água são rompidas
umedecendo o mesmo;
06. B;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. B;
02. 27Kcal ;
03. a) C12H22O11+12CO2+11H2O
b) –1368 Kcal/Mol;
04. Falso. Processo exotérmico já que é a
energia liberada que aquece o
recipiente.;
05. D;
DESAFIO QUÍMICO (p. 5)
01. D;
02. C;
03. D;
04. C;
05. A;
06. C;
07. D;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6)
01. E;
EXERCÍCIO (p. 7)
01. A;
02. B;
03. E
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 7)
01. E;
02. B;
03. A
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 8)
01. D;
02. C;
03. D;
04. A;
05. A;
06. C;
07. B;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 9)
01. C; 02. C; 03. B; 04. C; 05. C;
06. D; 07. C;
DESAFIO LITERÁRIO (p. 11)
01. D; 02. C; 03. D; 04. B; 05. B;
Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice-Reitor
Carlos Eduardo Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir Albuquerque
Coordenadora Geral
Munira Zacarias Rocha
Coordenador de Professores
João Batista Gomes
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings
Coordenadora de Comunicação
Liliane Maia
Coordenador de Logística e Distribuição
Raymundo Wanderley Lasmar
Produção
Renato Moraes
Projeto Gráfico – Jobast
Alberto Ribeiro
Antônio Carlos
Aurelino Bentes
Heimar de Oliveira
Mateus Borja
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani
Editoração Eletrônica
Horácio Martins
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
• TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição:
• Amazon Sat (21h30 às 22h)
• RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José
• Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I
• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
• Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30)
• Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30)
www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br
Endereço para correspondência: Projeto Aprovar – Reitoria da UEA – Av. Djalma Batista,
3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM
pintada, a onça preta
alimenta-se de mamíferos,
répteis, aves e peixes
Encenação de trecho de Navio Fantasma, de Wagner, apresentou
uma mistura do clássico com o folclore do boi-bumbá e o samba
• Química – Massas atômicas
pg. 02
• Química – Ácidos
pg. 04
• Biologia – Citologia III
pg. 06
• Biologia – Cadeias alimentares
pg. 08
• Português – Concordância verbal II
pg. 10
2
Mais uma vez, Manaus foi transformada na
capital lírica do Brasil. Termina, nesta
semana, o XI Festival Amazonas de Ópera,
evento que já se transformou em marco na
cultura e no turismo de brasileiros e
estrangeiros. Realizado pelo Governo do
Amazonas por meio da Secretaria de Estado
da Cultura, o evento está classificado entre
os 10 mais importantes festivais líricos do
mundo, sendo o maior evento do gênero da
América Latina.
Com uma programação de 17 espetáculos
encenados por artistas nacionais e locais, o
XI Festival Amazonas de Ópera começou no
dia 20 de abril, com um concerto ao ar livre
marcado pela mistura de ritmos. Ópera,
carnaval e boi-bumbá tomaram o Centro
Cultural Largo de São Sebastião. A apresentação
de trecho da ópera Navio Fantasma, de
Wagner, contou com participação de duas
escolas de samba locais e fundiu a tradição
da música wagneriana européia ao folclore
do boi amazonense e ao samba brasileiro. O
Festival de Ópera teve espetáculos, também,
no Teatro Amazonas e no Centro Cultural
Palácio da Justiça.
A programação deste ano incluiu a ópera
“Navio Fantasma”, do compositor alemão
Richard Wagner (1813–1883); duas apresentações
da Orquestra Petrobrás Sinfônica,
tendo à frente o maestro Isaac Karabtchevsky,
e o pianista Nelson Freire como solista
convidado; um concerto em homenagem a
Maria Callas, devido ao 30.° ano de sua
morte; a ópera “Lady Macbeth do Distrito de
Mtzensk”, do compositor russo Dmitri
Shostakovich (1906-1975); o musical “A
Sagração da Primavera”, do compositor
russo, Igor Stravinsky (1882-1971); a ópera
Poranduba, do compositor brasileiro
Edmundo Villani-Côrtes, e encerra-se com um
concerto com a soprano Nuccia Focile.
Uma das grandes atrações deste Festival foi
a estréia mundial da ópera “Poranduba” do
compositor brasileiro Edmundo Villani
Côrtes, que também é pianista, regente,
arranjador e professor. O texto da obra é de
Lúcia Pimentel Góes. A estréia foi no Teatro
Amazonas, dia 20, com mais duas récitas
nos dias 22 e 24 do mesmo mês.
Essa peça, além dos solistas, teve a participação
do Coral Infantil do Centro Cultural
Cláudio Santoro, do Coral do Amazonas,
Amazonas Filarmônica, com direção musical
e regência de Marcelo de Jesus, direção
cênica de Francisco Frias e Cenários de
Renato Theobaldo.
O encerramento está previsto para este
sábado, dia 26, no Teatro Amazonas, com o
concerto trazendo a soprano Nuccia Focile
e a Orquestra Amazonas Filarmônica, que
estará sob a regência do maestro titular Luiz
Fernando Malheiro.
Mistura de ritmos
é atração no
Festival de Ópera Massas atômicas
1. MOL
O mol é uma unidade cujo valor corresponde ao
número 6,02 x 1023.
Assim:
1 mol de átomos são 6,02 x 1023átomos.
1 mol de moléculas são 6,02 x 1023moléculas.
1 mol de íons são 6,02 x 1023 íons, etc.
O número 6,02 x 1023, representando pela letra
N, é denominado número de Avogadro.
Aplicação
A densidade do alumínio, a 20°C , é igual a
2,7g/ml.Quantos átomos desse metal existem
numa amostra que ocupa o volume de 10ml , a
20°C ?
a) 10 b) 1,0.103 c)6,0.1023
d)1,0.1026 e)6,0.1026
Resolução:
m m
D = –––– = 2,7 = –––– → m=27
V 10
1mol → 27g → 6,021023 átomos
2. ÁTOMO-GRAMA
Átomo-grama de um elemento químico é a massa,
em gramas, de 1mol de átomos desse elemento.
Para determinar o átomo-grama tornar a massa
atômica do elemento expressa em gramas.
3. MOLÉCULA-GRAMA
Molécula-grama de uma substância é a massa,
em gramas, de 1mol de moléculas dessa
substância.
Para determinar a molécula-grama tornar a massa
molecular da substância expressa em gramas.
Observações:
Para compostos iônicos, o termo moléculagrama
é substituído pelo termo fórmula-grama.
Exemplo:
A fórmula-grama do NaCl (58,5g) é a massa de
1 mol de cátions Na+ e 1mol de ânions Cl–
4. ÍON-GRAMA
Íon-grama de uma espécie iônica é a massa, em
gramas, de 1mol de íons dessa espécie iônica.
Observação:
Interpretação de fórmulas.
Exemplo:
Uma molécula de H2O
6,02 x 1023 moléculas de H2O
Um mol de moléculas de H2O
Aplicação
Qual o número de átomos existentes em 3,4g de
amônia, NH3(g)? Dados: N=14u , H=1u .
a) 4,8. 1023 b) 4,8 .1022 c) 6.1023
d) 1,2 . 1023 e) 16. 1023
Resolução:
1uma molécula de NH3 à 4 átomos à 17u
1 mol de moléculas de NH3 à 4.6,02.1023 átomos
à 17g
Regra de três:
17g ––––––––––– 4.6,02.1023
3,4g —————– X
17X = 81,872
X=4,816.1023
ESTEQUIOMETRIA
1. RELAÇÕES A PARTIR DOS COEFICIENTES
DE UMA EQUAÇÃO
Os coeficientes, numa equação química,
indicam a relação em número de moles das
substâncias participantes.
Esta relação em número de moles pode ser
convertida em relação em número de moléculas,
relação em massa, relação em volume.
Exemplo: (H=1; O =16)
Equação: 2H2(g) + 1O2(g) → 2H2O(l)
2. LEI DA CONSERVAÇÃO DA MASSA (OU
LEI DE LAVOISIER)
“Em uma reação química, a soma das massas
dos reagentes é igual à soma das massas dos
produtos.”
3. LEI DALTON OU LEI DAS PROPORÇÕES
MÚLTIPLAS
Quando duas substâncias simples reagem entre
si para formar compostos diferentes, se a massa
de uma delas permanecer constante, a massa
da outra substância irá variar numa relação de
números inteiros e múltiplos.
4. LEI DAS PROPORÇÕES DEFINIDAS (OU
LEI DE PROUST)
“Um composto químico é sempre formado pelos
mesmos elementos químicos, combinados
sempre na mesma proporção em massa.”
Exemplo:
De acordo com a lei de Proust, o composto H2O
será sempre formado por hidrogênio e oxigênio
combinados sempre na proporção em massa 1:8.
Isso não quer dizer que a água não possa ser
preparada a partir de 2g H2 e 8g O2. Neste caso
1g de H2 continua em excesso e não utilizado,
após a combinação de 1g de H2 com 8g de O2.
GENERALIZAÇÃO DA LEI DE PROUST
“Qualquer reação química obedece sempre à
mesma proporção em massa”.
Exemplo:
De acordo com a generalização de Lei de Proust,
esta reação obedecerá sempre à proporção em
massa 1 : 8 : 9.
A proporção torna possível calcular quantidades
de reagentes e produtos envolvidos nesta
reação.
ESTEQUIOMETRIA
1. CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO
Calcula as quantidades de reagentes ou
produtos envolvidos em um processo químico.
REGRA PRÁTICA:
1.° Conhecer a equação representativa da
reação química.
2.° Ajustar os coeficientes da equação.
3.° Os coeficientes indicam a relação em número
de moles que pode ser convertida em
relação ao número de moléculas, em massa,
em volume (proporção estequiométrica).
4.° Estabelecer uma regra de três envolvendo
os dados do problema.
Aplicação
A reação da grafita, C(graf), com o enxofre,
S8(rômbico), para formar sulfeto de carbono,
CS2(L), (utilizado como solvente), pode ser
representada pela equação não-balanceada, a
seguir:
C(grafite) + S8(rômbico) → CS2(L)
Em relação a essa reação, responda aos itens
abaixo. Dados os valores aproximados das
Química
Professor CLÓVIS Barreto
3
Desafio
Químico
massas atômicas dos elementos : C=12u, S=32u
a) Qual a quantidade de matéria de sulfeto
de carbono, CS2(L), obtida na reação
completa de 0,5mol de grafita ?
b) Qual a massa de enxofre, S8(rômbico),
necessária para fornecer 228g de sulfeto
de carbono?
Solução:
1.° passo: Balanceamento
4C(grafite) + 1S8(rômbico)→ 4CS2(L)
2.° passo: Proporções estequiométricas
4C(grafite) + 1S8(rômbico)→ 4CS2(L)
4mols 1mol 4mols
4 . 12g 256g 4 . 76g
a) 4mols –––––––– 4 . 76g
0,5mol –––––––– X
X=38g
b) 256g . S8(rômbico) –––––––– 4 . 76g . CS2
X ––––––––– 228g. CS2
X=192g de S8
ESTEQUIOMETRIA
CASOS PARTICULARES DE CÁLCULO ESTEQUIOMÉTRICO
1. Reagentes em excesso.
Quando o problema fornece a quantidade de
dois reagentes, é provável que um deles esteja
em excesso.
Nesse caso:
1.° Determinar a quantidade de reagente que
está em excesso.
2.° Resolver o problema baseado na
quantidade de reagente que participa da
reação.
2. Grau de Pureza
Em cálculo estequiométrico, importa a
quantidade de substância pura existente em
uma amostra de determinada percentagem de
pureza.
Para determinar a quantidade de substância pura
presente em uma amostra, usar a expressão.
3. Rendimento
Rendimento de uma reação química é a relação
entre a quantidade de produto obtida na prática
e a quantidade esperada teoricamente:
Quantidade produzida
n = –––––––––––––––––––––––
Quantidade esperada
Aplicações
01. (UFES) O número de moléculas de NO
formadas, juntamente com água, na reação da
amônia (NH3) com 3,60.1021 moléculas de
oxigênio é:
a) 3,60.1021 b) 2,88.1021 c) 2,40.1021
d) 1,80.1021 e) 6,02 .1021
Resolução:
1) Montar a reação química :
NH3 + O2 → NO + H2O
2) Balancear a reação química :
2NH3 + 5/2O2 → 2NO + 3H2O
3) Estabelecer as proporções estequiométricas :
2NH3 + 5/2O2 → 2NO + 3H2O
2 mols 5/2mols 2mols 3mols
2.6,02.1023 5/2.6,02.1023 2.6,02.1023 2.6,02.1023
4) Montar a regras de três e realizar os cálculos
matemáticos:
5/2.6,02.1023 ——————— 2.6,02.1023
3,60.1021 –——————– X
5/2X = 7,20.1021
X = 2,88.106
02. (USP) Quantos gramas de vapor-d’água se
formam na decomposição de 0,100 mol de
nitrato de amônio segundo a reação: NH4NO3
N2O + 2 H2O? (N = 14; H = 1; O = 16)
a) 1,80 b) 3,6 c) 5,40
d) 18,0 e) 36,0
Resolução:
NH4NO3 N2O + 2H2O
80g 44g 36g
1mol 1mol 2mol
1mol NH4NO3 ———— 36g H2O
0,1 mol ————– –x
x = 3,6g H2O Solução: 3,6g H2O
03. (UFMG) Num recipiente foram colocados
15,0g de ferro e 4,8g de oxigênio. Qual a massa
de Fe2O3(s), formada após um deles ter sido
completamente consumido? (Fe=56; O=16)
a) 19,8g b) 16,0g c) 9,6g
d) 9,9g e) 10,2g
Resolução:
2Fe(s) + O2(g) → 1Fe2O3(s)
2 mols mols 1mol
112g 48g 160g
48g O2(g) ——— 160g
4,8g O2 ——— –x
x = 16g de Fe2O3
Resposta:
16g de Fe2O3, 15g de ferro estão em excesso e
não devem participar do calculo estequiométricos.
Exercícios
Consultar a tabela periódica para ter a
massa atômica dos elementos.
01. (PUC–RS) Assim como uma dezena
indica 10 objetos, um mol indica:
a) 60,2 x 1023 objetos
b) 6,02 x 10-23 objetos
c) 6,02 x 1023 objetos
d) 6,02 x 10-24 objetos
e) 0,602 x 1023 objetos
02. (PUC–RS) Um mol de ácido perclórico
contém:
a) dois moles de átomos de hidrogênio;
b) dois moles de átomos de cloro;
c) três moles de átomos de cloro;
d) três moles de átomos de oxigênio;
e) quatro moles de átomos de oxigênio.
03. (Acafe–SC) O número de moles de
átomos de hidrogênio em 30,1 x 1023
moléculas de água é:
a) 10 b) 5 c) 10 x 30,1 x 1023
d) 2 x 30,1 x 1021 e) 60,2 x 1020
04. (Med. Catanduva–SP) Adicionando-se
5 g de H2S a 3 moles de H2S, e a 3,01
x 1024 moléculas de H2S, a massa total
será:
a) 277g b) 135g c) 11,1 g
d) 12,4 g e) n.d.a.
05. (UE. Londrina–PR) Na reação
representada por H+ + OH– H2O,
quantos cátions H+ são consumidos
para produzir 9,0g de água? (H =1;
O = 16)
a) 4,5 b) 9,0 c) 3,0 x 1023
d) 6,0 x 1023 e) 9,0 x 1023
01. (Unirio) Soluções de amônia são
utilizadas com freqüência em produtos
de limpeza doméstica. A amônia pode
ser preparada de inúmeras formas.
Dentre elas:
CaO(s) + 2 NH4Cl(s) ⇒ 2NH3(g) + H2O(g)
+ CaCl2(s)
Partindo-se de 224 g de CaO, obtiveramse
102g de NH3. O rendimento
percentual da reação foi de: Dados:
Massas atômicas –H=1u; N= 14u;
O=16u; Cl=35, 5u, Ca=40u)
a) 100
b) 90
c) 80
d) 75
e) 70
02. (U.F.Santa Maria–RS) A massa de FeCl3
em gramas, produzida pela reação
completa de 111,6g de Fé com HCl, de
acordo com a equação não balanceada
Fe + HCl ⇒ FeCl2 + H2, é:
a) 63,4
b) 126,8
c) 253,6
d) 317,0
e) 507,2
03. (Vunesp) Considere a reração em fase
gasosa: N2 + 3H2 ⇒ 2NH3
Fazendo-se reagir 0,8g de N2 com
0,15g de H2 em condições de pressão
e temperatura constantes, pode-se
afirmar que:
a) os reagentes estão em quantidades
estequiométricas;
b) O N2 está em excesso;
c) após o término da reação, os reagentes
serão totalmente convertidos em amônia;
d) a reação se processa com aumento do
volume total;
e) após o término da reação, serão formados
0,95g de NH3.
04. (MED. MARINGÁ–PR) Quantos átomos
de oxigênio existem em 20g de
carbonato de cálcio?
a) 36 x 1023 átomos;
b) 3,6 x 1023 átomos;
c) 0,36 x 1023 átomos;
d) 12 x 1023 átomos;
e) 1,2 x 1023 átomos.
05. (CESGRANRIO) A combustão de 36g
de grafite (C) provocou a formação de
118,8g de gás carbônico. Qual foi o
rendimento da reação?(C=12; O= 16)
a) 50%
b) 60%
c) 70%
d) 80%
e) 90%
4
Desafio
Químico Ácidos
Ácido de Arrhenius – Substância que, em
solução aquosa, libera como cátions somente
íons H+ (ou H3O+).
Nomenclatura
Ácido não-oxigenado (HxE):
ácido + [nome do E] + ídrico
Exemplo: HCl – ácido clorídrico
Ácidos HxEOy, nos quais varia o nox de E:
Ácidos orto, meta e piro. O elemento E tem o
mesmo nox. Esses ácidos diferem no grau de
hidratação:
Nome dos ânions sem H ionizáveis –
Substituem as terminações ídrico, oso e ico dos
ácidos por eto, ito e ato, respectivamente.
Para lembrar: “Famoso mosquito no bico do pato”
Classificação:
Quanto ao número de H ionizáveis:
• monoácidos ou ácidos monopróticos
• diácidos ou ácidos dipróticos
• triácidos ou ácidos tripróticos
• tetrácidos ou ácidos tetrapróticos
Quanto à força:
• Ácidos fortes, quando a ionização ocorre em
grande extensão.
Exemplos: HCl, HBr, HI. Ácidos HxEOy, nos
quais (y – x)³ 2, como HClO4, HNO3 e H2SO4.
• Ácidos fracos, quando a ionização ocorre em
pequena extensão.
Exemplos: H2S e ácidos HxEOy, nos quais
(y – x) = 0, como HClO, H3BO3.
• Ácidos semifortes, quando a ionização ocorre
em extensão intermediária.
Exemplos: HF e ácidos HxEOy, nos quais
(y – x) = 1, como H3PO4, HNO2, H2SO3.
Exceção: H2CO3 é fraco, embora (y – x) = 1.
Volatilidade
Todo composto iônico é não-volátil. Portanto os
sais e os hidróxidos metálicos são não-voláteis
Principais ácidos voláteis: HF, HCl, HBr, HI, H2S,
HCN, HNO2, HNO3 e CH3–COOH
Principais ácidos fixos ou não-voláteis: H2SO4
e H3PO4
Única base volátil: hidróxido de amônio.
Ácidos mais comuns na química do cotidiano
Ácido clorídrico (HCl):
• O ácido impuro (técnico) é vendido no
comércio com o nome de ácido muriático.
• É encontrado no suco gástrico.
• É um reagente muito usado na indústria e no
laboratório.
• É usado na limpeza de edifícios após a sua
caiação, para remover os respingos de cal.
• É usado na limpeza de superfícies metálicas
antes da soldagem dos respectivos metais.
Ácido sulfúrico (H2SO4)
• É o ácido mais importante na indústria e no
laboratório. O poder econômico de um país
pode ser avaliado pela quantidade de ácido
sulfúrico que ele fabrica e consome.
• O maior consumo de ácido sulfúrico é na
fabricação de fertilizantes, como os
superfosfatos e o sulfato de amônio.
• É o ácido dos acumuladores de chumbo
(baterias) usados nos automóveis;
Ácido nítrico (HNO3)
• Depois do sulfúrico, é o ácido mais fabricado
e mais consumido na indústria. Seu maior
consumo é na fabricação de explosivos,
como nitroglicerina (dinamite), trinitrotolueno
(TNT), trinitrocelulose (algodão pólvora) e
ácido pícrico e picrato de amônio;
• É usado na fabricação do salitre (NaNO3, KNO3)
e da pólvora negra (salitre + carvão + enxofre);
Ácido fosfórico (H3PO4)
• Os seus sais (fosfatos) têm grande aplicação
como fertilizantes na agricultura;
• É usado como aditivo em alguns refrigerantes.
Ácido acético (CH3 – COOH)
• É o ácido de vinagre, produto indispensável
na cozinha (preparo de saladas e maioneses).
Ácido fluorídrico (HF)
• Tem a particularidade de corroer o vidro,
devendo ser guardado em frascos de
polietileno. É usado para gravar sobre vidro.
Ácido carbônico (H2CO3)
• É o ácido das águas minerais gaseificadas e
dos refrigerantes. Forma-se na reação do gás
carbônico com a água:
CO2 + H2O → H2CO3
BASES
Base de Arrhenius – Substância que, em solução
aquosa, libera como ânions somente íons OH–.
Classificação
Solubilidade em água:
• São solúveis em água o hidróxido de amônio,
hidróxidos de metais alcalinos e alcalinoterrosos
que são muito pouco solúveis. Os
hidróxidos de outros metais são insolúveis.
Quanto à força:
• São bases fortes os hidróxidos iônicos solúveis
em água, como NaOH, KOH, Ca(OH)2 e
Ba(OH)2.
• São bases fracas os hidróxidos insolúveis em
água e o hidróxido de amônio.
O NH4OH é a única base solúvel e fraca.
Bases mais comuns na química do cotidiano
Hidróxido de cálcio (Ca(OH)2)
• É a cal hidratada ou cal extinta ou cal
apagada.
• É obtida pela reação da cal viva ou cal virgem
com a água. É o que fazem os pedreiros ao
preparar a argamassa.
• É consumido em grandes quantidades nas
pinturas a cal (caiação) e no preparo da
argamassa usada na alvenaria.
Amônia (NH3) e hidróxido de amônio (NH4OH)
• Hidróxido de amônio é a solução aquosa do
gás amônia. Esta solução é também chamada
de amoníaco.
• A amônia é um gás incolor de cheiro forte e
muito irritante.
• A amônia é fabricada em enormes
quantidades na indústria. Sua principal
aplicação é a fabricação de ácido nítrico.
• É também usada na fabricação de sais de
amônio, muito usados como fertilizantes na
agricultura. Exemplos: NH4NO3, (NH4)2SO4,
(NH4)3PO4
• A amônia é usada na fabricação de produtos
de limpeza doméstica, como Ajax, Fúria, etc.
Hidróxido de magnésio (Mg(OH)2)
• É pouco solúvel na água. A suspensão
aquosa de Mg(OH)2 é o leite de magnésia,
usado como antiácido estomacal. O Mg(OH)2
neutraliza o excesso de HCl no suco gástrico.
Mg(OH)2 + 2HCl → MgCl2 + 2H2O
Hidróxido de alumínio (Al(OH)3)
• É muito usado em medicamentos antiácidos
estomacais, como Maalox, Pepsamar, etc.
Química
Professor MARCELO Monteiro
01. (FGV) A tabela a seguir apresenta
algumas características e aplicações de
alguns ácidos:
As fórmulas dos ácidos da tabela são,
respectivamente:
a) HCl, H3PO4, H2SO4, HNO3
b) HClO, H3PO3, H2SO4, HNO2
c) HCl, H3PO3, H2SO4, HNO3
d) HClO2, H4P2O7, H2SO3, HNO2
e) HClO,H3PO4, H2SO3, HNO3
02. (FGV) Considere os ácidos oxigenados
abaixo:
HNO2(aq) HClO3(aq) H2SO3(aq) H3PO4(aq)
Seus nomes são, respectivamente:
a) nitroso, clórico, sulfuroso, fosfórico
b) nítrico, clorídrico, sulfúrico, fosfórico
c) nítrico, hipocloroso, sulfuroso, fosforoso
d) nitroso, perclórico, sulfúrico, fosfórico
e) nítrico, cloroso, sulfídrico, hipofosforoso
03. (FGV) O hidróxido de sódio, conhecido
no comércio como soda cáustica, é um
dos produtos que contaminaram o rio
Pomba, em Minas Gerais, causando um
dos piores desastres ecológicos no
Brasil. Dessa substância é INCORRETO
afirmar que:
a) tem fórmula NaOH
b) é um composto iônico
c) em água, dissocia-se
d) é usada na produção de sabões
e) é uma molécula insolúvel em água
04. (Mackenzie–SP) Observe as fórmulas
do sulfato de amônio (NH4)2SO4 e do
hidróxido de potássio KOH e assinale a
alternativa que apresenta a fórmula do
hidróxido de amônio, substância
presente em alguns produtos de
limpeza.
a) NH1+4 b) (NH4)2 OH c) NH4 (OH)2
d) NH4 OH e) NH4 (OH)4
05. (Fuvest–SP) A seguir aparecem os
nomes alquímicos e os nomes
modernos de três compostos químicos:
natro = carbonato de sódio; sal de
Epson = sulfato de magnésio; sal de
Glauber = sulfato de sódio. O elemento
químico comum às três substâncias é:
a) H b) Na c) S
d) C e) O
5
Anota
Aí!
Teoria protônica de Brönsted-Lowry e teoria
eletrônica de Lewis
Teoria protônica de Brönsted-Lowry – Ácido é
um doador de prótons (H+) e base é um
receptor de prótons.
ácido(1) + base(2) → ácido(2) + base(1)
Um ácido (1) doa um próton e transforma-se na
sua base conjugada (1). Um ácido (2) doa um
próton e transforma-se na sua base conjugada (2).
Quanto maior é a tendência a doar prótons,
mais forte é o ácido.
Quanto maior a tendência a receber prótons,
mais forte é a base, e vice-versa.
Teoria eletrônica de Lewis – Ácidos são
receptores de pares de elétrons, numa reação
química e bases são doadoras de um par de
elétrons na reações.
Todos os ânions são bases de Lewis e mais os
compostos neutros ricos em elétrons, tais como
água e amônia.
São ácidos de Lewis todas as espécies
químicas deficientes em elétrons ou que recebe
um par de elétrons, tais como os cátions, o BF3
e o AlCl3.
SAIS
Sal de Arrhenius – Composto resultante da
neutralização de um ácido por uma base, com
eliminação de água. É formado por um cátion
proveniente de uma base e um ânion
proveniente de um ácido.
Nomenclatura:
nome do sal = [nome do ânion] + de + [nome
do cátion] + Nox cátion
Ex.: CuCl2 cloreto de cobre II
Classificação:
Os sais podem ser classificados em:
• sal normal (sal neutro, na nomenclatura
antiga);
• hidrogênio sal (sal ácido, na nomenclatura
antiga);
• hidróxi sal (sal básico, na nomenclatura
antiga).
Reações de salificação
Reação da salificação com neutralização total
do ácido e da base
Todos os H ionizáveis do ácido e todos os OH–
da base são neutralizados. Nessa reação,
forma-se um sal normal. Esse sal não tem H
ionizável nem OH–.
Reação de salificação com neutralização
parcial do ácido
Nessa reação, forma-se um hidrogênio sal, cujo
ânion contém H ionizável.
Reação de salificação com neutralização
parcial da base
Nessa reação, forma-se um hidróxi sal, que
apresenta o ânion OH– ao lado do ânion do
ácido.
Sais mais comuns na química do cotidiano
Cloreto de sódio (NaCl)
• Alimentação – É obrigatória por lei a adição
de certa quantidade de iodeto (NaI, KI) ao sal
de cozinha, como prevenção da doença do
bócio.
• Conservação da carne, do pescado e de
peles.
Nitrato de sódio (NaNO3).
• Fertilizante na agricultura.
• Fabricação da pólvora (carvão, enxofre,
salitre).
• Carbonato de sódio (Na2CO3).
• O produto comercial (impuro) é vendido no
comércio com o nome de barrilha ou soda.
Bicarbonato de sódio (NaHCO3)
• Antiácido estomacal. Neutraliza o excesso de
HCl do suco gástrico.
• NaHCO3 + HCl → NaCl + H2O + CO2
• O CO2 liberado é o responsável pelo “arroto”.
• Fabricação de digestivo, como Alka-Seltzer,
Sonrisal, sal de frutas, etc. O sal de frutas
contém NaHCO3(s) e ácidos orgânicos sólidos
(tartárico, cítrico e outros). Na presença de
água, o NaHCO3 reage com os ácidos
liberando CO2(g), o responsável pela
efervescência.
• NaHCO3 + H+ → Na+ + H2O + CO2
• Fabricação de fermento químico. O
crescimento da massa (bolos, bolachas, etc)
é devido à liberação do CO2 do NaHCO3.
Fluoreto de sódio (NaF)
• É usado na prevenção de cáries dentárias
(anticárie), na fabricação de pastas de dentes
e na fluoretação da água potável.
Carbonato de cálcio (CaCO3)
• É encontrado na natureza constituindo o
calcário e o mármore.
• Fabricação de CO2 e cal viva (CaO), a partir
da qual se obtém cal hidratada (Ca(OH)2):
CaCO3 → CaO + CO2
• CaO + H2O → Ca(OH)2
• Fabricação do vidro comum.
Sulfato de cálcio (CaSO4)
• Fabricação de giz escolar.
• O gesso é uma variedade de CaSO4
hidratado, muito usado em Ortopedia, na
obtenção de estuque, etc.
ÓXIDOS
Óxido – Composto binário de oxigênio com
outro elemento menos eletronegativo.
Nomenclatura
Óxido ExOy:
nome do óxido = [mono, di, tri ...] + óxido de
[mono, di, tri...] + [nome de E]
• O prefixo mono pode ser omitido.
• Os prefixos mono, di, tri... podem ser
substituídos pelo nox de E, escrito em
algarismo romano.
• Nos óxidos de metais com nox fixo e nos
quais o oxigênio tem nox = –2, não há
necessidade de prefixos, nem de indicar o
nox de E.
• Óxidos nos quais o oxigênio tem nox = -1:
nome do óxido = peróxido de + [nome de E]
Óxidos ácidos, óxidos básicos e óxidos
anfóteros
• Os óxidos dos elementos fortemente
eletronegativos (não-metais), como regra, são
óxidos ácidos. Exceções: CO, NO e N2O
(indiferentes).
• Os óxidos dos elementos fracamente
eletronegativos (metais alcalinos e alcalinoterrosos)
são óxidos básicos.
• Os óxidos dos elementos de
eletronegatividade intermediária, isto é, dos
elementos da região central da Tabela
Periódica, são óxidos anfóteros.
Óxidos mais comuns na química do cotidiano
Óxido de cálcio (CaO)
• É um dos óxidos de maior aplicação e não é
encontrado na natureza. É obtido
industrialmente por pirólise de calcário.
• Fabricação de cal hidratada ou Ca(OH)2.
• Preparação da argamassa usada no
assentamento de tijolos e revestimento das
paredes.
• Pintura a cal (caiação).
• Na agricultura, para diminuir a acidez do solo.
Dióxido de carbono (CO2)
• É um gás incolor, inodoro, mais denso que o
ar. Não é combustível e nem comburente, por
isso, é usado como extintor de incêndio.
• O CO2 não é tóxico, por isso não é poluente.
O ar contendo maior teor em CO2 que o
normal (0,03%) é impróprio à respiração,
porque contém menor teor em O2 que o
normal.
• O CO2 é o gás usado nos refrigerantes e nas
águas minerais gaseificadas. Aqui ocorre a
reação: CO2 + H2O ↔ H2CO3 (ácido
carbônico)
• O CO2 sólido, conhecido por gelo seco, é
usado para produzir baixas temperaturas.
• Atualmente, o teor em CO2 na atmosfera tem
aumentado e esse fato é o principal
responsável pelo chamado efeito estufa.
Monóxido de carbono (CO)
• É um gás incolor extremamente tóxico. É um
sereíssimo poluente do ar atmosférico.
• Forma-se na queima incompleta de
combustíveis como álcool (etanol), gasolina,
óleo, diesel, etc.
• A quantidade de CO lançada na atmosfera
pelo escapamento dos automóveis,
caminhões, ônibus, etc. cresce na seguinte
ordem em relação ao combustível usado:
álcool < gasolina < óleo diesel.
• A gasolina usada como combustível contém
um certo teor de álcool (etanol), para reduzir
a quantidade de CO lançada na atmosfera e,
com isso, diminuir a poluição do ar, ou seja,
diminuir o impacto ambiental.
ÓXIDOS E SUAS REAÇÕES
Citologia III
1. Citoplasma celular
O citoplasma celular ou hialoplasma é uma
massa líquida que contém diversas substâncias,
canais, bolsas e as chamadas organelas citoplasmáticas.
Organelas citoplasmáticas
São indispensáveis ao funcionamento do
organismo vivo. É importante sabermos sua
biogênese e funções.
Ribossomos
Biogênese: nucléolo
Os ribossomos são as organelas responsáveis
pela síntese protéica. São pequenos grânulos,
sem membrana envoltória, compostos de proteínas
e RNA-ribossômico (rRNA). Por vezes, estão
dispersos no citoplasma, aderidos à membrana
nuclear, ou à superfície externa do retículo endoplasmático
rugoso; outras vezes, unidos a um
RNA-mensageiro (mRNA), formam um conjunto
denominado polissomo ou polirribossomo.
Estão presentes em todas as células vivas e só
são visíveis ao microscópio eletrônico.
Esquema de ribossomo.
Retículo endoplasmático
Biogênese: Membrana plasmática
O retículo endoplasmático (do latim reticulu,
pequena rede) é uma rede de canais, na forma
de tubos e bolsas achatados.
O retículo endoplasmático só é encontrado em
células eucarióticas e só é visualizado por meio
do microscópio eletrônico. É delimitado por
membrana lipoprotéica, podendo ou não apresentar
ribossomos aderidos à sua face externa.
Tipos de retículo endoplasmático
Há dois tipos de retículo endoplasmático no citoplasma:
o retículo endoplasmático liso ou agranular
(sem ribossomos) e o retículo endoplasmático
rugoso ou granular (com ribossomos),
também conhecido como ergastoplasma.
REL RER
Representação dos dois tipos de retículo endoplasmático
Funções do retículo endoplasmático
REL– Transporte de substâncias, armazenamento
de, síntese de lipídios(esterópides) e
dotoxificação
RER– Transporte de substâncias, armazenamento,
síntese de proteínas.
Complexo de Golgi ou Sistema golgienses
BIOGÊNESE: REL
O complexo de Golgi constitui-se de inúmeras
vesículas, bolsas e sáculos achatados,
delimitados por membrana lipoprotéica. Existe
em células animais e vegetais (dictiossomos),
mas não está presente em células procarióticas.
O complexo de Golgi é um sistema de sáculos e bolsas
achatadas.
Funções do complexo de Golgi
As principais funções do complexa de Golgi são
armazenamento e secreção de substâncias. Além
disso, ele origina o acrossomo, ou capuzcefálico
do espermatozóide, e a lamela média
das células vegetais. Por último, também
participa da síntese dos lisossomos.
Lisossomos
Biogênese – Complexo de Golgi
Os lisossomos (do grego lísis, quebra; soma,
corpo) são responsáveis pela digestão intracelular
e estão presentes apenas em células animais.
São pequenas bolsas delimitadas por membrana
lipoprotéica, visíveis somente à microscopia
eletrônica e repletas de diferentes tipos de
enzimas digestivas.
Ciclo lisossômico
A digestão heterofágica (do grego hétero,
diferente; phageín, comer) ocorre com substâncias
englobadas pela célula, como na fagocitose
e na pinocitose.
O vacúolo, formado na digestão heterofágica,
chama-se vacúolo digestivo (ASSOCIAÇÃO
ENTRE LISOSSOMOS E FAGOSSOMA).
Os lisossomos também podem digerir
substâncias e velhas organelas citoplasmáticas
da própria célula (autofagia), reaproveitando
seus compostos em uma espécie de reciclagem,
ação fundamental para a preservação da vida
celular. Esse processo é a digestão autofágica
(do grego autos, próprio; phagein, comer).
Representação do ciclo lisossômico
O vacúolo digestivo, formado na digestão autofágica,
recebe o nome de vacúolo atofágico.
Após ter realizado a digestão, a célula aproveita
compostos que podem ser úteis, como aminoácidos,
carboidratos e lipídios, e coloca para
fora os restos inúteis, na forma de corpos
residuais, pela exocitose.
Todo esse processo de digestão celular é
conhecido como ciclo lisossômico.
Quando ocorre o rompimento da membrana
dos lisossomos, chamamos de autólise ou
apoptose liberando enzimas hidrolitica,
causando destruíção celular.
Ex.: Decomposição de cadaver, redução da
cauda do girino.
Peroxissomos
Biogênese – REL
Os peroxissomos também são bolsas originadas
do retículo endoplasmático liso repletas de
enzimas originadas do RER. São organelas
diferentes dos lisossomos: possuem enzimas
oxidantes(CATALASE), enquanto os lisossomos
possuem enzimas hidrolisantes.
Suas enzimas agem sobre substâncias oriundas
de um catabolismo.
Centríolos
Biogênese – autoduplicação
Os centríolos são formados por dois cilindros
perpendiculares entre si. Cada um dos cilindros
é composto de vários tubos não delimitados por
membrana lipoprotéica e DNA.
Podem ser vistos, com dificuldade, ao microscópio
óptico. Ao microscópio eletrônico constatase
que são formados por nove grupos de três
microtúbulos.
Suas funções básicas são as de auxiliar a divisão
celular formando os fusos e auxiliando na
formação de cílios e flagelos.
Os centríolos são formados por nove grupos de três
microtúbulos. Cada centríolo fica perpendicular ao outro.
6
Biologia
Professor JONAS Zaranza
01. A digestão intracelular é precedida da
ingestão de partículas alimentares que,
depois, são digeridas no interior do
vacúolo digestivo.
A ingestão de tais partículas alimentares
resulta de um processo de:
a) difusão b) osmose c) transporte ativo
d) clasmocitose e) fagocitose
02. (Fuvest) Um antibiótico que atue nos
ribossomos mata:
a) bactérias por interferir na síntese de
proteínas;
b) bactérias por provocar plasmólise;
c) fungos por interferir na síntese de lipídios;
d) vírus por alterar DNA;
e) vírus por impedir recombinação gênica.
03. (Fuvest) Uma célula animal está
sintetizando proteínas. Nessa situação,
os locais indicados por I, II e III na figura
a seguir, apresentam alto consumo de:
a) (I) bases nitrogenadas, (II) aminoácidos,
(III) oxigênio.
b) (I) bases nitrogenadas, (II) aminoácidos,
(III) gás carbônico.
c) (I) aminoácidos, (II) bases nitrogenadas,
(III) oxigênio.
d) (I) bases nitrogenadas, (II) gás carbônico,
(III) oxigênio.
e) (I) aminoácidos, (II) oxigênio, (III) gás
carbônico.
04. (Fuvest) Alimento protéico marcado com
radioatividade foi fagocitado por paramécios.
Poucos minutos depois, os
paramécios foram analisados e a maior
concentração de radiatividade foi
encontrada
a) nos centríolos; b) nas mitocôndrias;
c) na carioteca; d) no nucléolo;
e) no retículo endoplasmático.
05. (Fuvest–GV) A figura a seguir indica as
diversas etapas do processo que uma
ameba realiza para obter alimento.
A organela que se funde ao fagossomo
contém
a) produtos finais da digestão;
b) enzimas que sintetizam carboidratos;
c) enzimas digestivas;
d) enzimas da cadeia respiratória;
e) reservas energéticas.
Desafio
Biológico
Origem e estrutura dos cílios e dos flagelos
Os cílios e os flagelos originam-se dos centríolos.
Por isso, também são feixes de microtúbulos.
Todavia, são revestidos por membrana lipoprotéica.
Eles estão inseridos em estruturas semelhantes
aos centríolos chamadas corpúsculos
basais ou cinetossomos. A parte que se projeta
para cima possui nove grupos de microtúbulos,
com dois microtúbulos centrais.
Esquema da estrutura de cílios e flagelos´
Fuso mitótico
Durante a divisão da célula, os centríolos
duplicam-se, e um dos pares migra para o pólo
inferior da célula. Ao redor de cada um desses
pares, surgem fibras de microtúbulos formando o
áster. De cada par de centríolos, saem prolongamentos
de proteína formando o fuso mitótico.
Durante a divisão celular, os cromossomos terão
sua distribuição orientada por esse fuso.
Mitocôndrias
Biogênese – autoduplicação
As mitocôndrias são organelas presentes em
todos os seres eucariontes. Possuem a forma de
bastonete e são revestidas por uma membrana
dupla. A membrana externa é lisa, e a interna,
pregueada, formando as cristas mitocondriais,
onde estão as enzimas respiratórias. O preenchimento
interno das mitocôndrias é chamado
matriz mitocondrial.
Em sua composição, além de lipídios, proteínas e
enzimas respiratórias, existem cálcio, magnésio,
fósforo, DNA, RNA e minúsculos ribossomos.
Esquema de mitocôndria.
Função e localização
A mitocôndria tem a função de produzir energia
(ATP) para as atividades celulares por meio da
respiração celular.
Isso significa que regiões da célula com maior
necessidade de energia exigem mais mitocôndrias.
O conjunto de mitocôndrias de uma célula
recebe o nome de condrioma.
2. NÚCLEO INTERFÁSICO
Estrutura nuclear
Exceto em seres procariontes, em que o núcleo
não existe e o material nuclear está disperso no
citoplasma, os demais seres vivos possuem um
ou mais núcleos bem delimitados pela carioteca.
Dentro do núcleo, mergulhados em uma solução
semelhante ao hialoplasma, a cariolinfa, encontramos
um ou mais nucléolos e os cromossomos.
Representação do núcleo
Carioteca
Também é chamada de membrana nuclear. A
carioteca tem constituição lipoprotéica, é dupla
e apresenta poros, por onde podem passar
grandes moléculas em direção ao citoplasma e
em sentido contrário. Ela comunica-se com o
retículo endoplasmático, que lhe dá origem, e,
freqüentemente, possui ribossomos aderidos à
sua face externa.
A carioteca permanece íntegra durante a vida da
célula e só se desmancha durante a divisão
celular. Diferentemente da membrana celular, a
carioteca não se regenera quando lesada.
Cariolinfa
A cariolinfa também é conhecida como
nucleoplasma, carioplasma ou suco nuclear. Ela
é uma solução de água, proteínas e outras
substâncias, semelhante ao hialoplasma, que
preenche o interior do núcleo,
Nucléolo
Pode existir um ou vários nucléolos dentro de
um mesmo núcleo. O nucléolo não possui
nenhuma membrana envoltória e é tão-somente
um agregado de rRNA e proteínas.
Durante a divisão celular, o nucléolo desfaz-se,
originando os ribossomos, que, uma vez
formados e amadurecidos, migram para o
citoplasma, onde irão responsabilizar-se pela
síntese protéica.
O que dá origem ao nucléolo é um tipo especial
de cromossomo chamado cromossomo
organizador do nucléolo em uma pequena parte
chamada zona SAT, zona satélite ou zona
organizadora do nucléolo.
Cromossomos
O cromossomo é uma estrutura que contém as
informações genéticas da célula. Ele é constituído
de uma molécula de DNA associada a proteínas
chamadas histonas. Nos locais de contato entre o
DNA e as histonas, formam-se granulações
conhecidas como nucleossomos. Como são
formados por cromossos são capazes de
autoduplicar-se.
O conjunto de cromossomos é chamado
cromatina. A cromatina pode ter regiões mais
espiralizadas, portanto, mais condensadas e
coráveis, e regiões menos espiralizadas,
portanto, menos condensadas e menos
coráveis. As regiões mais condensadas da
cromatina são chamadas helorocromatina, e as
menos condensadas, eucromatina.
Esquema de heterocromatina e eucromatina.
Os cromossomos apresentam estrangulamentos
chamados constrições. A constrição primária ou
centrômero separa o cromossomo em dois
braços. Cada braço é uma cromátide.
Também podem existir outras constrições ao
longo de um cromossomo. A constrição
secundária pode conter a zona satélite,
responsável pela organização do nucléolo.
Cromossomos segundo o centrômero
Dependendo da localização do centrômero, os
cromossomos podem classificar-se em:
7
01. (Puccamp) Os centríolos são
organelas celulares relacionadas com
a) o surgimento de vacúolos autofágicos;
b) a remoção do excesso de água;
c) o processo de recombinação genética;
d) a formação de cílios e flagelos;
e) os fenômenos de plasmólise e
deplasmólise.
02. (Ufrs) Qual das estruturas a seguir
está relacionada com o processo da
divisão celular e com os movimentos
de cílios e flagelos?
a) Retículo endoplasmático;
b) Lisossoma;
c) Vacúolo;
d) Centríolo;
e) Ribossoma.
03. (Fuvest) As mitocôndrias são
consideradas as “casas de força” das
células vivas. Tal analogia refere-se ao
fato de as mitocôndrias
a) estocarem moléculas de ATP
produzidas na digestão dos alimentos;
b) produzirem ATP com utilização de
energia liberada na oxidação de
moléculas orgânicas;
c) consumirem moléculas de ATP na
síntese de glicogênio ou de amido a
partir de glicose;
d) serem capazes de absorver energia
luminosa utilizada na síntese de ATP;
e) produzirem ATP a partir da energia
liberada na síntese de amido ou de
glicogênio.
04. (Uece) Relacione a coluna I (organela
celular), com a coluna II (função
respectiva).
COLUNA I
I. Mitocôndria
II. Ribossomo
III. Lisossomo
IV. Centríolo
COLUNA II
( ) Digestão celular
( ) Síntese protéica
( ) Respiração
( ) Divisão celular
Marque a opção que contém, na
coluna II, a seqüência correta, de cima
para baixo, de sua relação com a
coluna I:
a) III, IV, I, II
b) IV, II, III, I
c) III, II, I, IV
d) II, I, III, IV
Desafio
Biológico
Cadeias alimentares
Fluxo de matéria e energia
1. A Ecologia e sua importância
A palavra Ecologia deriva de duas palavras
gregas: oikós = casa e logos – estudo. Podemos
dizer que, literalmente, Ecologia significa o
estudo da casa. Considerando, entretanto, o
termo casa como todo o ambiente terrestre, a
palavra Ecologia passa a se referir ao estudo do
ambiente.
A Ecologia é uma ciência que se tem tornado
cada vez mais importante nos dias atuais, uma
vez que a interferência do homem sobre os
ecossistemas vem aumentando
consideravelmente. Essa interferência pode
provocar sérios desequilíbrios ecológicos. Por
isso, é cada vez mais imperioso conhecermos a
estrutura e o funcionamento dos ecossistemas,
a fim de podermos propor maneiras racionais de
utilização dos recursos naturais sem provocar
alterações ambientais drásticas.
2. Componentes estruturais de um
ecossistema.
Os ecossistemas apresentam dois componentes
principais que se inter-relacionam:
• Fatores abióticos – São os fatores não-vivos.
Podem ser físicos, como a radiação solar,
temperatura, luz, umidade, ventos, ou
químicos, como os nutrientes, presentes nas
águas e no solo.
• Fatores bióticos – Representados pelos
seres vivos que compõem a comunidade ou
biocenose ou biota.
O conjunto desses fatores forma o biótopo (bio
= vida; topos = lugar).
Podem ser consideradas ecossistemas parcelas
da biosfera de diferentes tamanhos, como, por
exemplo, uma pequena lagoa ou o oceano
todo, desde que haja intercâmbio de matéria e
de energia entre seus elementos. A biosfera
toda pode ser considerada um grande
ecossistema.
3. Hábitat e nicho ecológico
O lugar que um organismo ocupa no
ecossistema é o seu hábitat; o seu papel, ou
seja, a sua função, é o seu nicho ecológico.
4. Estrutura trófica dos ecossistemas
O conjunto de todos os organismos de um
ecossistema com o mesmo tipo de nutrição
constitui um nível trófico.
O primeiro nível trófico é formado pelos
organismos autótrofos, também chamados de
produtores.
Por sua vez, os heterótrofos podem ser
classificados como consumidores, quando se
alimentam de outros organismos, ou
decompositores, quando obtêm energia a partir
da decomposição do corpo de organismos
mortos. Os decompositores devolvem ao
ambiente substâncias orgânicas e inorgânicas
que poderão ser utilizadas pelos produtores.
Este processo é fundamental no ciclo da
matéria na natureza.
Os consumidores podem ser:
• Primários, quando se alimentam de
produtores – caso dos animais herbívoros, ou
seja, que se alimentam de plantas. Ocupam o
segundo nível trófico.
• Secundários, quando se alimentam de
herbívoros. Ocupam o terceiro nível trófico.
• Terciários, quando se alimentam de
consumidores secundários. Ocupam o quarto
nível trófico.
• Quaternários, quando se alimentam de
consumidores terciários. Ocupam o quinto
nível trófico.
Os animais onívoros alimentam-se tanto de
autótrofos quanto de heterótrofos, podendo
ocupar mais de um nível trófico. É o caso, por
exemplo, do ser humano: quando se alimenta
de plantas, ocupa o segundo nível trófico
(consumidor primário), mas, quando se alimenta
de carne de boi, ocupa o terceiro nível trófico
(consumidor secundário).
5. Cadeias e teias alimentares
A cadeia alimentar corresponde à seqüência de
organismos em que um serve de alimento para
o outro, a partir do produtor.
Na cadeia a seguir foram representados seis
níveis tróficos.
Nos ecossistemas, entretanto, não existe
apenas uma cadeia alimentar possível, mas
várias cadeias que se inter-relacionam,
formando o que se chama de teia ou rede
alimentar.
Exemplo de teia alimentar em um ambiente
terrestre. Os seres representados não estão em
escala.
É muito importante que tenhamos conhecimento
das cadeias e teias alimentares dos
8
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp) Flora e fauna dos
manguezais apresentam grande
diversidade. Bem adaptadas a esses
ambientes ricos em nutrientes, estão
plantas lenhosas, herbáceas, epífitas,
hemiparasitas. Em toda sua extensão,
são habitados por diversos animais,
desde formas microscópicas até
grandes peixes, aves, répteis e
mamíferos.
01. Observe a descrição a seguir.
Na água de um manguezal o
fitoplâncton serve de alimento tanto
para microcrustáceos como para as
larvas de crustáceos. Esses animais
são comidos por peixes os quais, por
sua vez, são ingeridos por garças. As
folhas das árvores de mangue, que
caem na água, são comidas por
caranguejos que são caçados por
guaxinins. Estes mamíferos são
picados por insetos que se alimentam
de seu sangue.
Pode-se concluir que, nessas relações
tróficas do manguezal,
a) os crustáceos são consumidores
primários;
b) os peixes são consumidores terciários;
c) as garças são consumidores secundários;
d) os guaxinins são consumidores terciários;
e) os insetos são consumidores quaternários.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Uerj)Polícia Federal:
NARCOTRÁFICO POLUI NASCENTES
DE RIOS NA AMAZÔNIA
Relatório alerta para risco de desastre
ambiental por conta do despejo de
produtos químicos usados no refino da
cocaína (...). Cerca de 2500 espécies
de peixes estão ameaçadas, segundo
a Polícia Federal, por este tipo de
poluição, além de milhões de
variedades de vegetais, insetos e
microorganismos.
(O GLOBO, 31/08/97)
02. Os diversos organismos citados no
texto anterior distribuem-se em
diferentes níveis tróficos e representam
um exemplo de teia alimentar.
No exemplo citado, os vegetais
ocupam o seguintes nicho ecológico:
a) decompositor;
b) consumidor;
c) herbívoro;
d) produtor.
03. (Puc-rio) Em relação à transferência
nutricional entre os seres vivos é
correto afirmar:
a) Não existe perda de biomassa ao longo
de uma cadeia alimentar.
b) A magnificação trófica é maior nos
indivíduos autotróficos.
c) Os heterotróficos produzem O‚ como
subproduto de sua respiração.
d) Somente os indivíduos fotossintéticos
podem ser autotróficos.
e) Os onívoros podem ocupar vários níveis
tróficos de uma teia alimentar.
Desafio
Biológico
Biologia
Professor GUALTER Beltrão
ecossistemas para planejar o uso de
determinada região. Não se pode retirar elos da
estrutura trófica, nem acrescentar outros, sem
que se avalie o impacto que essa interferência
pode trazer ao ecossistema.
6. Energia e matéria nos ecossistemas
Os principais produtores da Terra são os
organismos fotossintetizantes.
A energia luminosa do Sol é fixada pelo
autótrofo e transmitida, sob a forma de energia
química, aos demais seres vivos. Essa energia,
no entanto, diminui à medida que passa pelos
consumidores, pois parte dela é utilizada para a
realização dos processos vitais do organismo e
a outra é liberada sob a forma de calor. Sempre
restará, portanto, uma parcela menor de energia
disponível para o nível seguinte. Como na
transferência de energia dos seres vivos não há
reaproveitamento da energia liberada, diz-se
que essa transferência é unidirecional e dá-se
como um fluxo de energia. A matéria, no
entanto, pode ser reciclada; por isso, fala-se em
ciclo da matéria ou ciclo biogeoquímico.
7. Pirâmides ecológicas
As transferências de matéria e de energia nos
ecossistemas são freqüentemente
representadas de forma gráfica, mostrando as
relações entre os diferentes níveis tróficos em
termos de quantidade. Como há perda de
matéria e de energia em cada nível trófico, as
representações adquirem a forma de pirâmides.
As pirâmides ecológicas podem ser de número,
de biomassa ou de energia.
Exercícios
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufsm 2004) Quando uma área com
floresta precisa ser encoberta para a
formação do lago artificial de uma
hidroelétrica, toda a madeira deve ser
retirada. Se isso não ocorrer, esse
material entra em decomposição,
podendo provocar danos nas turbinas,
além de crescimento descontrolado da
população de algas azuis
(cianobactérias) e verdes
(‘Chlorophyta’) e de algumas plantas
flutuantes, como ‘Eichornia crassipes’,
o aguapé (‘Angiospermae’), e ‘Salvinia
sp.’ (‘Pteridophyta’).
01. A decomposição da matéria orgânica
é promovida por certos tipos de
bactérias e fungos.
Assinale a alternativa que indica a
característica que esses organismos
chamados decompositores têm em
comum.
a) Realizam fotossíntese.
b) Formam hifas.
c) São eucariontes.
d) São simbiontes.
e) São heterótrofos.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Puccamp 2004) As florestas são os
ecossistemas mais complexos do
ambiente terrestre. O aumento das
áreas naturais impactadas, as altas
taxas de desmatamento e os
problemas ambientais justificam o
esforço mundial para o plantio de
grandes áreas com espécies arbóreas.
02. Considerando a quantidade total de
matéria orgânica presente em
diferentes seres vivos de uma floresta,
a seqüência decrescente correta é a
indicada por:
a) carnívoros, plantas e decompositores;
b) herbívoros, plantas e decompositores;
c) plantas, carnívoros e herbívoros;
d) herbívoros, carnívoros e plantas;
e) plantas, herbívoros e carnívoros.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO
(Ufsm 2004) O sistema radicular do
aguapé forma uma verdadeira
“cortina” que retém as partículas em
suspensão. Nesse microambiente,
proliferam bactérias, algas
microscópicas, protozoários,
pequenos crustáceos, larvas de
insetos e moluscos.
Em águas poluídas por mercúrio, os
microorganismos presentes ao redor
das raízes dos aguapés facilitam a
bioacumulação desse metal ao
transformá-lo em metilmercúrio. Esse
composto atravessa com facilidade a
membrana plasmática e causa graves
danos ao sistema nervoso.
03. Os microorganismos que vivem
associados às raízes dos aguapés e
os outros seres vivos que deles se
alimentam formam uma cadeia trófica.
Assinale a alternativa que apresenta
uma possível cadeia trófica para um
lago, iniciando pelo nível dos
produtores.
a) – aves aquáticas – peixes carnívoros –
peixes planctófagos – zooplâncton –
fitoplâncton
b) – fitoplâncton – peixes planctófagos –
zooplâncton – aves aquáticas – peixes
carnívoros
c) – fitoplâncton – aves aquáticas – peixes
carnívoros – zooplâncton – peixes
planctófagos
d) – fitoplâncton – zooplâncton – peixes
planctônicos – peixes carnívoros – aves
aquáticas
e) – zooplâncton – fitoplâncton – peixes
planctônicos – aves aquáticas – peixes
carnívoros
04. (Puc-rio) Quando nos referimos ao
ecossistema de um lago, dois
conceitos são muito importantes: o
ciclo dos nutrientes e o fluxo de
energia. A energia necessária aos
processos vitais de todos os
elementos deste lago é reintroduzida
neste ecossistema:
a) pela respiração dos produtores;
b) pela captura direta por parte dos
consumidores;
c) pelo processo fotossintético;
d) pelo armazenamento da energia nas
cadeias tróficas;
e) pela predação de níveis tróficos
inferiores.
9
01. (Ufrs 2004) Considere a seguinte situação
hipotética e os gráficos que seguem.
Em um determinado momento (tempo
C), ocorreu um derramamento de óleo
numa lagoa, o que provocou o
extermínio de uma população de sapos.
Como conseqüência, ocorreu uma
proliferação de gafanhotos nos
arredores da lagoa, o que levou a um
consumo desenfreado de capim. O
capim extinguiu-se naquela área e, na
ausência de alimento, a população de
gafanhotos também se extinguiu.
Quais dos gráficos anteriores
representam, respectivamente, as
populações de sapos, de gafanhotos e
de capim?
a) 5 - 3 - 2. b) 2 - 3 - 5. c) 1 - 2 - 4.
d) 5 - 2 - 3. e) 2 - 1 - 4.
02. (Uel 97) O esquema a seguir representa
as relações tróficas em uma
comunidade.
De acordo com o esquema, os decompositores
estão representados em
a) I b) II c) III
d) IV e) V
03. (Uel) O esquema a seguir mostra as
relações tróficas de uma comunidade de
lagoa.
Dos peixes dessa teia alimentar, o que
consegue aproveitar menos energia
nesse ecossistema é o
a) I b) II c) III
d) IV e) V
Desafio
Biológico
10
Concordância Verbal II
1. SUJEITO COMPOSTO DE PESSOAS
DIFERENTES
O sujeito composto de pessoas diferentes
faz o verbo flexionar-se no plural, na pessoa
que tiver predominância: a primeira pessoa
(eu/nós) predomina sobre a segunda
(tu/vós) e a terceira (ele/eles); a segunda
(tu/vós), sobre a terceira (ele/eles).
Observação – Se o sujeito vier posposto, a
concordância com o núcleo mais próximo
será sempre legítima.
Veja construções certas e erradas:
1. Chamar a polícia: é o que deveríamos
fazer tu e eu. (certo)
2. Chamar a polícia: é o que deverias fazer
tu e eu. (certo)
3. Chamar a polícia: é o que deveria fazer
eu e tu. (certo)
4. Eu, tu e Maria iremos a Presidente
Figueiredo. (certo)
5. Tu e Maria irão a Presidente Figueiredo.
(errado)
6. Tu e Maria ireis a Presidente Figueiredo.
(certo)
2. NÚCLEOS DO SUJEITO UNIDOS
POR “OU”
A conjunção ou pode indicar
exclusão/retificação ou, por meio do verbo,
expressar uma idéia abrangente, de nãoexclusão.
Em verdade, a idéia reside mais
no verbo que na conjunção ou.
a) Exclusão ou retificação – Se a
conjunção ou (aliada à idéia verbal)
indicar exclusão ou retificação, o verbo
concordará com o núcleo do sujeito mais
próximo. As idéias de “casar”, “ser
presidente”, “ser eleito para algum
cargo” sugerem exclusão.
b) Idéia abrangente – Se a idéia expressa
pelo verbo referir-se a todos os núcleos
do sujeito, o verbo irá para o plural ou
concordará com o núcleo mais próximo.
Veja construções certas e erradas:
1. Paulo ou Antônio serão presidente do
clube. (errado)
2. Paulo ou Antônio será presidente do
clube. (certo)
3. O índio ou os índios já estiveram aqui.
(certo)
4. O homem ou o seu filho, não me lembro
bem, arrebentaram a porta. (certo)
5. O homem ou o seu filho, não me lembro
bem, arrebentou a porta. (certo)
6. Eu ou ele seremos eleitos para o cargo.
(errado)
7. Ele ou eu serei eleito para o cargo.
(certo)
3. NÚCLEOS DO SUJEITO UNIDOS
POR “NEM”
Se os núcleos do sujeito estiverem unidos
pela conjunção nem, com frase na ordem
direta, o plural é obrigatório. Na ordem
inversa (sujeito posposto), a concordância
pode ser feita com o núcleo mais próximo.
Veja construções certas e erradas:
1. Nem o pai, nem a mãe tinha percebido
a fuga da criança. (errado)
2. Nem o pai, nem a mãe tinham
percebido a fuga da criança. (certo)
3. Não tinha percebido a fuga da criança
nem o pai, nem a mãe. (certo)
4. Nem Teodoro, nem Cabeção tinha
notado a presença da polícia. (errado)
5. Nem Teodoro, nem Cabeção tinham
notado a presença da polícia. (certo)
6. Não notou a presença da polícia nem
Teodoro, nem Cabeção. (certo)
7. Nem eu nem ela faremos a viagem
(certo).
Exclusão – Se houver idéia de exclusão,
isto é, se o fato só puder ser atribuído a um
dos elementos do sujeito, impõe-se a
concordância no singular.
1. Nem Pedro nem Maria poderão ocupar a
Presidência do clube. (errado)
2. Nem Pedro nem Maria poderá ocupar a
Presidência do clube. (certo)
4. SUJEITO COLETIVO
Quando o sujeito é um substantivo
coletivo, há três situações a considerar:
a) Coletivo sozinho, no singular – O verbo
ficará, obrigatoriamente, no singular.
b) Coletivo acompanhado de uma
expressão no plural – O verbo poderá
ficar no singular ou concordar com o
plural indiferentemente.
c) A maior parte de, parte de, a maioria
de, grande número de – Se vierem
acompanhadas de expressão no plural, o
verbo pode ficar no singular ou
concordar com o plural indiferentemente.
Veja construções certas e erradas:
1. A multidão vociferava ameaças. (certo)
2. A multidão vociferavam ameaças. (errado)
3. A multidão de eleitores vociferava
ameaças. (certo)
4. A multidão de eleitores vociferavam
ameaças. (certo)
5. Uma boa parte dos meninos de rua não
quer voltar para os pais. (certo)
6. Uma boa parte dos meninos de rua não
querem voltar para os pais. (certo)
7. A maioria da população votam sem a
devida consciência política. (errado)
8. A maioria dos eleitores votam sem a
devida consciência política. (certo)
9. Grande número de ribeirinhos sobrevive
apenas da pesca. (certo)
5. UM OU OUTRO
O sujeito composto “um ou outro”, por
expressar exclusão, obriga o verbo a ficar no
singular.
Veja construções certas e erradas:
1. Um ou outro assumirão a diretoria da
empresa. (errado)
2. Um ou outro assumirá a diretoria da
empresa. (certo)
6. QUE, QUEM (pronomes relativos)
Quando os pronomes relativos que, quem
estão na função sintática de sujeito, há duas
situações a considerar:
a) Com o pronome relativo que, o verbo
concorda, obrigatoriamente, com o
pronome ou com o substantivo que o
antecede.
b) Com o pronome relativo quem, o verbo
fica, obrigatoriamente, na terceira pessoa
do singular. Contrariando a norma culta
Português
Professor João BATISTA Gomes
01. (FGV) Assinale a alternativa em que
os trechos do texto, reescritos,
apresentam emprego de pronomes
bem como concordância (nominal e
verbal) de acordo com a norma culta.
a) Atividade é bom para os homens, que
com ela se distrai da própria vida e
desvia-se da visão assustadora de si
mesmo.
b) Lancem-se os homens no trabalho,
para que não fiquem ociosos, pois
bastam-lhes a ociosidade que lhes
ensinam muitas coisas perniciosas.
c) Certamente deve existir visões que
colidem frontalmente com um dos
esteios da sociedade; assim se
fortaleceu obsessões laborais.
d) Voltaire foi um dos grandes
pensadores iluministas, que escreveu
contra o governo e o clero franceses, o
que acabaram por levá-Io à Bastilha.
e) Houve muitos que defenderam o
trabalho; não os acompanhou Paul
Lafargue, em cuja obra encontram-se
críticas à exploração humana.
02. (FGV) A concordância verbal está
correta em:
a) Precisam-se de muitos técnicos.
b) Os Estados Unidos é contrário a essas
medidas.
c) Neste mês, deve haver muitos feriados.
d) Tratavam-se de profissionais
competentes.
e) Obedecem-se rigidamente às normas
impostas à construção civil.
03. (FGV) Assinale a alternativa que
completa corretamente a frase:
..................................... os documentos
que encaminharemos à Prefeitura.
a) Terá de serem formalizados.
b) Terão de ser formalizado.
c) Terá de ser formalizado.
d) Terão de serem formalizados.
e) Terão de ser formalizados.
Arapuca
Passando-se a frase “Disso advém o
aspecto midiático-popular” para o
plural, teremos:
a) Disso advém os aspectos midiáticospopulares.
b) Disso advêm os aspectos midiáticopopulares.
c) Disso advém os aspectos midiáticopopulares.
d) Disso advêm os aspectos midiáticospopulares.
e) Disso advêm os aspectos midiáticospopular.
Desafio
gramatical
da língua, muitos autores admitem, nesse
caso, a concordância com o pronome ou
com o substantivo antecedente.
Veja construções certas e erradas:
1. Fui eu que fiz este relatório. (certo)
2. Fui eu quem fiz este relatório. (errado)
3. Fui eu quem fez este relatório. (certo)
4. Fomos nós que fizemos todos os
relatórios. (certo)
5. Fomos nós quem fizemos todos os
relatórios. (errado)
6. Fomos nós quem fez todos os relatórios.
(certo)
7. QUAL DE NÓS, QUAIS DE NÓS...
QUAL DE VÓS, QUAIS DE VÓS...
Quando o sujeito vem representado pelas
expressões interrogativas iniciadas por qual,
quais, quantos ou por um dos indefinidos
algum, alguns, nenhum, muitos, poucos,
acompanhados dos pronomes nós, vós,
vocês, há duas situações a observar:
a) Pronomes interrogativos ou indefinidos
no singular – O verbo também ficará no
singular.
b) Pronomes interrogativos ou indefinidos
no plural – O verbo também irá para o
plural, concordando com os pronomes
nós, vós ou vocês.
Veja construções certas e erradas:
1. Qual de nós seremos aprovados no
concurso? (errado)
2. Qual de nós será aprovados no
concurso? (certo)
3. Quais de nós seremos aprovados no
concurso? (certo)
4. Qual de nós será escolhido para visitar
Parintins? (certo)
5. Quantos dentre nós conhecemos o
Encontro dos Águas? (certo)
6. Quais de vós podereis participar da
experiência? (certo)
7. Alguns de nós já estivemos em tribos
indígenas. (certo)
8. NÚMEROS FRACIONÁRIOS
Quando o sujeito da oração é um número
fracionário, a concordância deverá ser feita
com o numerador.
Veja construções certas e erradas:
1. Um terço dos alunos ficaram
reprovados. (errado)
2. Um terço dos alunos ficou reprovado.
(certo)
3. Um quinto dos bens couberam à
amante. (errado)
4. Um quinto dos bens coube à amante.
(certo)
5. Dois quintos dos bens couberam à
amante. (certo)
6. Dois terços dos parentes apoiaram a
decisão de Genivaldo. (certo)
9. EXPRESSÃO “UM DOS QUE”
A expressão “um dos que” exige o verbo
sempre no plural. Nesse caso, a concordância
é feita com “dos” (= daqueles).
Há casos, entretanto, que obrigam o verbo a
ficar no singular. É quando o verbo se
refere a um só ser, e não a mais do que um.
Veja construções certas e erradas:
1. O Tietê é um dos rios paulistas que
atravessam o Estado de São Paulo.
(errado)
2. O Tietê é um dos rios paulistas que
atravessa o Estado de São Paulo.
(certo)
3. O Sol é um dos astros que dão luz e
calor à Terra. (errado)
4. O Sol é um dos astros que dá luz e calor
à Terra. (certo)
5. Serei eu um dos que votará contra o
projeto. (errado)
6. Serei eu um dos que votarão contra o
projeto. (certo)
7. Você representa um dos que venceu na
vida. (errado)
8. Você representa um dos que venceram
na vida. (certo)
9. Um dos que se comprometeram em
apoiar o projeto voltou atrás. (certo)
10.UM MILHÃO, UM BILHÃO, UM
TRILHÃO...
Estes substantivos numerais admitem as
seguintes construções:
a) O verbo fica no singular quando não
existe conjunção “e” ligando “um
milhão”, “um bilhão”, “um trilhão” a
outra expressão numérica.
b) O verbo irá para o plural quando existe
conjunção “e” ligando “um milhão”, “um
bilhão”, “um trilhão” a outra expressão
numérica inteira no plural.
Veja construções certas e erradas:
1. Um milhão de reais foram destinados à
construção de uma ponte que não existe.
(errado)
2. Um milhão de reais foi destinado à
construção de uma ponte que não existe.
(certo)
3. Um milhão e duzentos mil reais foram
destinados à construção de uma ponte
que não existe. (certo)
4. Um milhão de dólares foram gastos na
construção da nova fábrica. (errado)
5. Um milhão de dólares foi gasto na
construção da nova fábrica. (certo)
6. Um milhão e trezentos mil dólares foram
gastos na construção da nova fábrica.
(certo)
11.NÚMEROS PERCENTUAIS
O verbo deve concordar com o número
expresso na porcentagem.
Veja construções certas e erradas:
1. Só um por cento dos alunos ficaram
reprovados. (errado)
2. Só um por cento dos alunos ficou
reprovado. (certo)
3. Cerca de dez por cento dos eleitores não
compareceram às urnas. (certo)
4. Hoje, mais de cinqüenta e dois por dento
das mulhers trabalham fora. (certo)
12.NOMES QUE SÓ EXISTEM NO
PLURAL
Com a presença do artigo, o verbo vai para
o plural. Sem o artigo, o verbo fica no
singular.
Veja construções certas e erradas:
1. Estados Unidos vencem mais uma crise
política (errado).
2. Estados Unidos vence mais uma crise
política (certo).
3. Os Estados Unidos vencem mais uma
crise política (certo).
11
01. (Desafio da TV) Nos períodos
seguintes, classifique o sujeito dos
verbos em destaque:
1. Ninguém desconfia que estamos aqui.
2. Alguém nos denunciou.
3. Andam dizendo que ele é viciado.
a) Indeterminado, indeterminado e
indeterminado.
b) Simples, simples e oculto.
c) Indeterminado, indeterminado e oculto.
d) Simples, simples e indeterminado.
e) Simples, simples e simples.
02. (Desafio do Rádio) Nos períodos
seguintes, classifique o sujeito dos
verbos em destaque:
1. Aqui, faz-se, com bastante discrição,
trabalho de macumba.
2. Fazem trabalho de macumba aqui.
3. Faz muito frio aqui no inverno.
a) Indeterminado, indeterminado e
inexistente.
b) Indeterminado, inexistente e
indeterminado.
c) Simples, indeterminado e inexistente.
d) Simples, oculto e inexistente.
e) Indeterminado, oculto e indeterminado.
03. Nos períodos seguintes, classifique o
sujeito dos verbos em destaque:
1. Fizeram muitas perguntas a você?
2. Eles fizeram muitas perguntas a você?
3. Alguém fez perguntas a você?
a) Indeterminado, indeterminado e
indeterminado.
b) Indeterminado, simples e
indeterminado.
c) Oculto, simples e indeterminado.
d) Oculto, simples e simples.
e) Indeterminado, simples e simples.
04. Nas construções seguintes,
classifique o sujeito dos verbos em
destaque:
1. Come-se muito bem nesta casa.
2. Come-se pouco feijão nesta casa.
3. Comem muito bem nesta casa.
a) Simples, simples e oculto.
b) Indeterminado, simples e
indeterminado.
c) Indeterminado, simples e oculto.
d) Simples, indeterminado e
indeterminado.
e) Indeterminado, indeterminado e
indeterminado.
05. Há uma construção errada.
Identifique-a.
a) Plantou-se muito neste inverno.
b) Plantou-se muitas árvores neste inverno.
c) Planta-se grama.
d) Aqui, assistiu-se a várias tragédias.
e) Faz-se, sob encomenda, roupa infantil.
Desafio
Gramatical
AMABIS, José Mariano; MARTHO,
Gilberto Rodrigues. Conceitos de
Biologia das células: origem da vida.
São Paulo: Moderna, 2001.
CARVALHO, Wanderley. Biologia em
foco. Vol. Único. São Paulo: FTD, 2002.
COVRE, Geraldo José. Química Geral:
o homem e a natureza. São Paulo:
FTD, 2000.
FELTRE, Ricardo. Química: físicoquímica.
Vol. 2. São Paulo: Moderna,
2000.
LEMBO, Antônio. Química Geral:
realidade e contexto. São Paulo: Ática,
2000.
LEVINE, Robert Paul. Genética. São
Paulo: Livraria Pioneira, 1973.
LOPES, Sônia Godoy Bueno. Bio. Vol.
Único. 11.a ed. São Paulo: Saraiva.
2000.
MARCONDES, Ayton César;
LAMMOGLIA, Domingos Ângelo.
Biologia: ciência da vida. São Paulo:
Atual, 1994.
REIS, Martha. Completamente Química:
físico-química. São Paulo: FTD, 2001.
SARDELLA, Antônio. Curso de Química:
físico-química. São Paulo: Ática, 2000.
DESAFIO QUÍMICO (p. 3)
01. C;
02. E;
03. B;
04. C;
05. a)Sem resposta.
b) Ao aquecermos o panetone as
pontes de hidrogênio existentes
entre o aditivo e água são rompidas
umedecendo o mesmo;
06. B;
DESAFIO QUÍMICO (p. 4)
01. B;
02. 27Kcal ;
03. a) C12H22O11+12CO2+11H2O
b) –1368 Kcal/Mol;
04. Falso. Processo exotérmico já que é a
energia liberada que aquece o
recipiente.;
05. D;
DESAFIO QUÍMICO (p. 5)
01. D;
02. C;
03. D;
04. C;
05. A;
06. C;
07. D;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 6)
01. E;
EXERCÍCIO (p. 7)
01. A;
02. B;
03. E
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 7)
01. E;
02. B;
03. A
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 8)
01. D;
02. C;
03. D;
04. A;
05. A;
06. C;
07. B;
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 9)
01. C; 02. C; 03. B; 04. C; 05. C;
06. D; 07. C;
DESAFIO LITERÁRIO (p. 11)
01. D; 02. C; 03. D; 04. B; 05. B;
Governador
Eduardo Braga
Vice-Governador
Omar Aziz
Reitor
Lourenço dos Santos Pereira Braga
Vice-Reitor
Carlos Eduardo Gonçalves
Pró-Reitor de Planejamento e Administração
Antônio Dias Couto
Pró-Reitor de Extensão e
Assuntos Comunitários
Ademar R. M. Teixeira
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Walmir Albuquerque
Coordenadora Geral
Munira Zacarias Rocha
Coordenador de Professores
João Batista Gomes
Coordenador de Ensino
Carlos Jennings
Coordenadora de Comunicação
Liliane Maia
Coordenador de Logística e Distribuição
Raymundo Wanderley Lasmar
Produção
Renato Moraes
Projeto Gráfico – Jobast
Alberto Ribeiro
Antônio Carlos
Aurelino Bentes
Heimar de Oliveira
Mateus Borja
Paulo Alexandre
Rafael Degelo
Tony Otani
Editoração Eletrônica
Horácio Martins
Encarte referente ao curso pré-vestibular
Aprovar da Universidade do Estado do
Amazonas. Não pode ser vendido.
Este material didático, que será distribuído nos Postos de Atendimento (PAC) na capital e Escolas da Rede Estadual de Ensino, é
base para as aulas transmitidas diariamente (horário de Manaus), de segunda a sábado, nos seguintes meios de comunicação:
• TV Cultura (7h às 7h30); sábados: reprise às 23h Postos de distribuição:
• Amazon Sat (21h30 às 22h)
• RBN (13h às 13h30) reprise: 5h30 e 7h (satélite) • PAC São José – Alameda Cosme Ferreira – Shopping São José
• Rádio Rio Mar (19h às 19h30) • PAC Cidade Nova – Rua Noel Nutles, 1350 – Cidade Nova I
• Rádio Seis Irmãos do São Raimundo • PAC Compensa – Av. Brasil, 1325 – Compensa
(8h às 9h e reprise de 16h às 16h30) • PAC Porto – Rua Marquês de Santa Cruz, s/n.°
• Rádio Panorama de Itacoatiara (11h às 11h30) armazém 10 do Porto de Manaus – Centro
• Rádio Difusora de Itacoatiara (8h às 8h30) • PAC Alvorada – Rua desembargador João
• Rádio Comunitária Pedra Pintada de Itacoatiara Machado, 4922 – Planalto
(10h às 10h30) • PAC Educandos – Av. Beira Mar, s/nº – Educandos
• Rádio Santo Antônio de Borba (18h30 às 19h)
• Rádio Estação Rural de Tefé (19h às 19h30) – horário local
• Rádio Independência de Maués (6h às 6h30)
• Rádio Cultura (6h às 6h30 e reprise de 12h às 12h30)
• Centros e Núcleos da UEA (12h às 12h30)
www.uea.edu.br e www.linguativa.com.br
Endereço para correspondência: Projeto Aprovar – Reitoria da UEA – Av. Djalma Batista,
3578 - Flores. CEP 69050-010. Manaus-AM
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